terça-feira, 30 de julho de 2013

Vale visitar

É coisa de filme
Praia dos Carneiros
Localizada no litoral sul de  Pernambuco, no município de Tamandaré, a 120 Km de de Recife, a Praia dos Carneiros é perfeita para quem quer ficar de pernas para o ar.
Os 7 km de  areias finas e brancas banhadas por um mar translúcido já foram parte de uma fazenda de coqueiros. As palmeiras ainda cobrem os terrenos, dividindo espaço com charmosas pousadas no estilo rústico chique. Quando a maré baixa, corais emergem, formando piscinas naturais. Quando o mar sobe, a água chega até a igrejinha branca, dedicada a São Benedito. Vale um passeio de barco pelos rios Formoso e Ariquindá.

 

Igreja Praia Carneiros

 
As 5 da tarde, o comércio fecha e Carneiros é puro silêncio. Só se ouve o balançar dos coqueiros, - um sussurro para finalizar o dia.

Retirado de um catálogo de viagens

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Vale refletir

"HÁ PESSOAS QUE TRANSFORMAM O SOL NUMA SIMPLES MANCHA AMARELA, MAS HÁ AQUELAS QUE FAZEM DE UMA SIMPLES MANCHA AMARELA O PRÓPRIO SOL"
                            Pablo Picasso, pintor espanhol (1881 - 1970)


Pense nisso!

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Ah! O mar...


O que seria da Terra sem oceano. Sem vida certamente. 

A costa brasileira possui o mais extenso litoral tropical do planeta - São 8 mil km de praias sem delimitar fronteiras. De norte a sul, certas poisagens jogam o olhar para longe ou nos abraçam, como a lembrar o oceano infinito que habita a gente. Escolha um ponto, qualquer um, e a hora certa da maré baixa. Sinta a água salgada acariciando os pés, enquanto a onda vai e volta. Há silencio no ar, lusco-fusco prateando as águas. E o corpo se abre para a alegria, esquece a idade, salta, pula, mergulha, brinca. Merecido é o banho ao cair da tarde no Atlântico que refresca este nosso Nordeste.



Pôr-do-sol na praia de Jericoacoara - CE
Pôr do Sol em Jericoacora-CE.

As águas são fatores de equilíbrio na Terra. Sem oceanos os continentes seriam totalmente estéreis. Triste, triste. Nada de água guardando a vida, do movimento das redes recolhendo a pesca de cada dia. Contemplação de canoa ancorada depois de tanto trabalho, também , não teria. Nada de balanço eriçado, sobe, desce, vento e sol. E o que seria do diálogo entre homem e natureza? Este aprendizado de respeito, humildade e promessa de futuro?

Pescadores na praia de Cabedelo na Paraíba-RN

Lições de principio e fim. A crista nasce de vento, que sopra e levanta as águas, e se deixa morrer na areia. Espumante e incansável. O mar nos ensina a ser grande para ter fé e pequeno para reconhecer a imensidão do Universo. Tudo ao mesmo tempo e agora e eternamente em movimento. No horizonte, outra força imperiosa sempre se ergue o Sol, a espalhar calor e a possibilidade de vida. Viva!


Praia do Forte - Salvador-BA

Texto: BETH VOLPI E ANVRÉA D´AMARO
Fotos: Gloogue 
Revista Bons Fluidos - Janeiro/2007.

Cultura popular do Maranhão

As caixeiras do Divino

Em Alcântaras, no Maranhão, as mulheres têm papel essencial na festa mais tradicional do lugar, a do Divino. Elas são as caixeiras e saem na frente dos cortejos com seus instrumentos musicais  de batidas ritmadas, avisando que a festa vai começar.


Uma vez por ano, algumas mulheres levantam às 4 horas da manhã, bem mais cedo do que o habitual. O motivo é a Festa do Divino Espírito Santo, tradicional na cidade, cujos festejos acontecem por quase três semanas. O culto ao Divino - representado pela pomba branca - é uma festa popular que se mantém atrelada ao calendário da Igreja Católica. Coincide com a celebração de Pentecostes, comemorado em diversas regiões do país, sempre 50 dias após a Páscoa: lembra o episódio bíblico, quando o Espírito Santo se manifestou aos apóstolos, transmitindo-lhes força e sabedoria.
Festa do Divino Espírito Santo em Alcântara, Maranhão
O ponto de encontro das caixeiras é na praça da Matriz. Elas se acomodam atrás da fachada de pedras da Igreja de São Matias, o que resta do monumento construído em 1648, quando a cidade, localizada na baía de São Marcos, a 22 km da capital, São Luís, vivia seu tempo áureo. Ao lado do mastro de 6 m de altura, erguido um dia antes por mais de 100 homens, elas entoam ladainhas e seguram suas caixas, como quem espera a hora de a banda passar.

Considerada uma Cidade Monumento e tombada como Patrimônio Histórico em 1948, Alcântara é um dos mais antigos povoados do Nordeste, cuja fundação remonta à primeira metade do século 17. Nessa época, era a meca dos aristocratas rurais - plantadores de algodão, cana-de-açúcar e arroz - e foi um dos maiores centros de riqueza da região durante os períodos do Brasil Colônia e Império. Hoje, a cidade vive de suas ruínas, o grande atrativo turístico do local. A elegância e a riqueza vivenciadas por Alcântara em seu apogeu econômico são relembradas a cada ano na comemoração do Divino, uma das manifestações culturais mais tradicionais do Maranhão.

Em dias de festa, o município acorda ao som de tambores, com a alvorada das caixeiras. A cidade toda se mobiliza. Os rituais incluem levantamento do mastro, distribuição de donativos, novenas, procissões e teatralização da vida no império - a coroação do imperador, a visita dos mordomos, a prisão do império - e tudo finaliza com a subida do boi.

 De acordo com Carlos Aparecido Fernandes, antropólogo e imperador do Divino em 2005, essa é uma festa que exige responsabilidades, que mostra a necessidade de conviver, dividindo tarefas, trocando conhecimentos. "O divino une a comunidade. Todos saem espiritualmente reforçados dessa missão", diz Fernandes. O imperador ou a imperatriz - cada ano é eleito um homem ou uma mulher da comunidade -- são os principais responsáveis pela realização e pelo financiamento da festa, que reconstitui a corte imperial, com mordomos régios, mordomos baixos, mestre-sala, vassalos.
Daniel Ribeiro/UOL

Em Alcântara, a celebração permanece como herança e, durante alguns dias do ano, resgata um tempo encantado, que jamais se perdeu. Nas festas do Divino, o pequeno povoado entra em estado de graça, recupera sua glória e resgata seu esplendor.


Fotos: ANDREA D'AMATO    Douglas Júnior - Daniel Ribeiro/UOL - 

Revista  BONS FLUIDOS - 05/2007

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Na feira livre...


Os frutos da terra saem fartos, vistosos e generosamente se oferecem para manter o ciclo da vida. Mas, na feira livre, essa natureza toda ganha ainda o burburinho das gentes - quem está ali vai cuidar de si, do outro e está à procura do bom alimento, o atestado de um ser saudável. 
E passa pra lá e pra cá, pede, pesa, escolhe, troca, pega de novo... E vem o sorriso do feirante, sempre gentil, educado: "Pode experimentar... Quer um pedacinho... Aqui moça bonita não paga..." Pratica-se o comércio numa ancestralidade elevada, troca não só de produto e moeda mas também do espírito humano, que precisa se relacionar para encontrar a plenitude. 


Segundo a Wikipédia: “Uma feira é um evento em um local público em que as pessoas, em dias e épocas predeterminados, expõem e vendem mercadorias.’’.

Segundo o dicionário Michaelis  ‘‘Lugar público e descoberto em que, em dias e épocas fixas, se expõem e vendem mercadorias. 2- Designação complementar dos cinco dias mediais da semana. 3- O mesmo que feira de amostras. 4- Compras feitas no mercado. 5- Confusão, balbúrdia, falatório. Feira de amostras: exposição de produtos industriais, com diversões variadas para os visitantes. Feira de livros: aquela em que se vendem exclusivamente livros. Feira livre: a que goza de quase total isenção de impostos. Fazer a feira: fazer compras na feira livre.’’


Fonte: Dicionário Michaelis/Wikpédia/Revista Boms Fluidos
Foto:Getty Images

terça-feira, 23 de julho de 2013

Vale Sagrado: o espelho do céu


Esta região que fica em território peruano, entre Machu Picchu e Cuzco, ganhou das antigas civilizações a qualificação de próspera. A terra era fértil - e ainda é - e, de acordo com a crença de seu povo, a presença dos deuses é grande.

File:Ollantaytambo granaries Stevage.jpg
Em Ollantaytambo, as ruínas estão encravadas nas montanhas.

Olhar para o céu e enxergar a Terra. Estar na Terra e se sentir no céu. Os incas acreditavam que tudo o que fosse sagrado sobre a Terra possuía um reflexo no céu.  Os encantos dessa antiga civilização vão além dos mitos e mistérios de Machu Pichu, no Peru, e se estendem pelos numerosos povoados que se espalham por mais de 100 km entre Cuzco e a cidade perdida. 
A área, denominada Vale Sagrado, é uma região de grande riqueza e paisagística, onde as ruínas e os santuários testemunham uma ocupação milenar. A simetria do vale revelava, de acordo com a crença antiga, que o local era o espelho da Via Láctea, encarregado de gerar a fertilidade e a abundância por estas terras.
De fato, até hoje se trata do solo mais rico do Peru - as qualidades geográficas e climáticas ajudam - e onde se produz o melhor grão de milho no país. E, assim como no passado, em comunidades agrícolas, como Ollantaytambo, Pisac e Chinchero, acredita-se que as forças interferem e muito na vida diária.


Uma indígena do vilarejo de Huilloc nas ruínas de Ollantaytambo. Atrás o Vale Sagrado e sua magia natural.


As gêmeas  com espigas secas do milho branco.


Em Chinchero, uma das atrações são as construções católicas, que marcam a presença espanhola na região.


Pisac
No vilarejo de Pisac, um passeio interessante é sair e observar as plataformas de cultivo desenvolvidas pelos incas.


A bandeira inca é um ícone da região.Foto: Raul García/EFE

Os incas também achavam que as estrelas eram guardiões celestiais. Confiavam no poder da natureza e veneravam Inti, o deus Sol, que proporcionava luz e regia as estações do ano e a agricultura. As pessoas eram consideradas os Filhos do Sol e tinham o compromisso de se unificar com as forças femininas da Pachamama, a Mãe Terra, e com as masculinas de Viracocha, o Grande Criador. A Lua era Manaquilla, irmã e esposa do Sol.

Inti_Raymi1
A Festa do Sol, ou Inti Raymi, celebrada no dia 24 de junho

A área comandada pelo império foi extensa: eles habitavam a região atualmente ocupada por Equador. Peru, norte do Chile, oeste da Bolívia e noroeste da Argentina. Mais de 10 milhões de índios haviam se fundido nessa unidade política e cultural, que durou cerca de 300 anos, desde 1200 até a invasão dos espanhóis, em 1533.
O mais interessante é que, ainda nos dias atuais, nesses vilarejos os descendentes dos povos andinos convivem em um mundo à parte da rotina das cidades: vivem da agricultura e, nas feiras populares, é muito comum o escambo (a troa de mercadoria). Detalhe: são sempre cordiais e falam o quíchua, a mesma língua com que os incas se comunicavam.


Rua de Ollantaytambo


Povoado de Chinchero


Feira de artesanato na frente do complexo de Ollantaytambo



Agricultores

Andar pelas ruas desses pequenos povoados é também vivenciar uma experiência cósmica e sentir o Universo como ciclo contínuo. A sensação  é a de que não existe mesmo limite entre o céu e a Terra.

Revista  BONS  FLUIDOS - 06/2007

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Balançar e descansar


Uma rede é um convite ao descanso, além de ser um simbolo do artesanato nordestino. Agrega cor e movimento ao ambiente e pode ser colocada na sala, no quarto ou até mesmo no escritório para lembrar  que uma pausa pode ser algo produtivo e, claro, muito gostoso.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Histórias de arrepiar...



“Santo Deus Onipotente
Venho rogar vossa ajuda
Pra afastar assombração
De todo mal nos acuda”

Guaipuan Vieira 
A terrível história da perna cabeluda (cordel)

Em pleno século XXI, as histórias assombradas permanecem no imaginário popular. Livros e filmes recriam o sobrenatural e remodelam personagens como lobisomens, vampiros, fantasmas, feiticeiros, bruxas, magos e almas penadas. Obras que apresentam esses seres como Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse, Harry Potter e Éragon batem recordes de venda e de público. A internet também já se apoderou da temática; vários blogs postam matérias arrepiantes.

Há muito tempo, a narrativa de seres sobrenaturais ocupa um espaço cultural significativo. Essas histórias de terror cósmico surgiram com as sociedades primitivas e foram impulsionadas na Idade Média, período imerso em trevas e propício às fantasias.
Gárgulas de Notre Dame
O predomínio do espírito de horror medieval pode ser verificado nas obras góticas, como as gárgulas demoníacas de Notre Dame. Não só a pintura se apropriava das histórias assombradas, muitas delas transformadas em literatura formal ecoam entre os leitores até hoje.

Quem já não dormiu sobressaltado depois de uma sessão de contação horripilante? Ou deixou de ir ao banheiro, mesmo “apertado”, por causa de uma certa loura? E quem já correu da Perna Cabeluda? E do Velho do Saco? A maioria dessas histórias faz parte do folclore brasileiro. De origem oral, as histórias foram passadas de geração a geração, daí as variações.

Algumas regiões brasileiras são mais prósperas. O Recife, por exemplo, tem um largo repertório assombrado que foi eternizado em livro pelo sociólogo Gilberto Freyre, Assombrações do Recife Velho.
Fortaleza também possui suas assombrações. No Cemitério São João Batista corre a lenda de uma moça que desobedeceu à mãe e, após a morte, virou cobra e até hoje foge da sepultura. Esta narração é muito próxima às narrativas de cordel, em que um humano é metamorfoseado por descumprir um preceito moral. 

Outra história é a bailarina fantasma do Theatro José de Alencar. Dizem os funcionários do local que a bailarina corre pelo teatro. Vestida de azul, quase transparente, ela vaga pelos corredores e dança eternamente no palco não iluminado. A assombração virou livro. Socorro Acioly reconstruiu a lenda urbana e publicou O Fantasma da Bailarina
A Bailarina Fantasma
Já no Teatro São José existe um alçapão que dá acesso ao Museu do Maracatu. Segundo o povo, quem ousasse descer as escadas do alçapão, esbarraria no fantasma do Pretinho das Bonecas que sorria com seu batom vermelho e girava a boneca na direção do desafortunado. 

As casas mal assombradas também estimulam um capítulo à parte. Na obra A Casa, de Natércia Campos, a narração é feita pela própria Casa que diz conhecer todas as assombrações existentes no sertão, desde a morte, as almas penadas, ou o morcego que vem chupar o sangue de uma criança etc.

 Em Pentecoste, aqui mesmo no Ceará, tem a história da Pedra do Pecado. Contam os mais antigos que havia, na localidade, uma pedra acolhedora dos amores clandestinos. Um  dia, a irmã de uma beata marcou um encontro secreto e lá foi descoberta pela religiosa, que lançou uma maldição na pedra. Depois disso, os enamorados evitaram o local. Muito tempo depois, a pedra foi  arrancada para a construção do açude Pereira de Miranda. Dizem que até hoje quem mergulha no local da pedra morre afogado.

 No Brasil, o próprio Machado de Assis criou um narrador fantasma em seu livro Memórias Póstumas de Brás Cubas e brincou com concepções sobre a vida e a eternidade. 

Agora que você lembrou algumas histórias para assombrar e sabe como elas impressionam as pessoas, que tal montar um grupo de contação aí na sua casa? Selecione um bom narrador, pesquise o repertório, escolha um dia de lua cheia, arrume as cadeiras em círculo e sente que lá vem a história! 

Fonte: Revista: pense

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Tapioca

O nosso crepe!
E também nosso sorvete, bolo, pudim... 
Chegue mais e experimente esta delícia, que tem desfilado por aí em diferentes roupagens e ganhou o direito de até substituir o pãozinho do café da manhã.




Feita com mandioca, um ingrediente 100% nacional, a tapioca está conquistando um espaço que parecia inabalável: entra para o café da  manhã no lugar do pão francês.

A troca faz todo o sentido. Equivalente ao pãozinho em calorias (enquanto um pão francês de 50g tem 135 calorias, uma tapioca de 40g tem cerca de 114), a iguaria de origem indígena também é rica em carboidratos.

Nossa tapioca, fácil de preparar e dobrada em forma de leque, é tão criativa quanto a receita dos crepes franceses em matéria de recheios. Tudo começou com a chegada do colonizador português, que introduziu a manteiga. Aí veio o coco, a geleia e a criatividade fez a lista de receitas não parar mais.


Dependendo da região do país, foram adicionados sabores locais, como charque, carne-de-sol, carne de bode e camarão, além de doces: goiabada, doce de leite. Os cardápios se transformaram em verdadeiros festivais de sabores. Em Brasília, oferece uma massa com gergelim torrado, além de com posições sofisticadas, como a tapioca de salmão ao molho de alcaparras. Na Paraíba existe a bodeoca, uma tapioca recheada com carne de bode. Em Maceió, é possível combinar coco, queijo e pelo menos um de quatro outros complementos: picanha, atum, bacon ou bacalhau.


A paixão pela tapioca vai muito longe. Aparece no cardápio também em versões como a de sorvete, pudim, bolo e até mil-folhas. Os restaurantes especializados em comida brasileira costumam reservar boas surpresas. Em São Paulo, aparece, sorvete de tapioca e coco fresco. Já  no Rio de Janeiro, um minipudim de tapioca com sorvete de milho verde e canela. Em comum, todas as receitas têm a presença do polvilho ou fécula de mandioca.




O polvilho era muito usado no Brasil antes da popularidade do trigo. No vale do Paraíba, ainda hoje existem muitos bolos e biscoitos feitos com esse ingrediente. "A comida do Norte e Nordeste era vista com preconceito pela classe média do Sul e Sudeste", afirma Ricardo Maranhão, doutor em história e professor de gastronomia das Faculdades Anhembi Morumbi. Mas, com o aumento do turismo, essas delícias foram apresentadas à grande parte dos brasileiros. Com total aprovação, diga-se de passagem. E assim é possível encontrar tapioca pelos quatro cantos do país.

Após ralada e espremida, a mandioca libera uma massa seca e um líquido. A primeira, torrada em forno, dá origem à farinha de mandioca. O caldo, por sua vez, passa por um processo de decantação, e féculas da raiz se depositam no fundo do recipiente. Esse material úmido é chamado de goma, ou tapioca molhada, e depois de seco vira o polvilho, um pó finíssimo e branco. Ele pode ser doce ou azedo.

 
O polvilho doce resulta da goma fresca levada a secar antes que fermente e, por isso, é inodoro e insípido. Já o polvilho azedo resulta da goma fresca levada a secar depois de fermentada, por isso tem sabor azedo.

Mas, na ausência da goma, somente encontrada nas regiões Norte e Nordeste, basta umedecer o polvilho para obter a matéria-prima básica da tapioca.

TAPIOCA, ou typi-og, em tupi, significa “tirado do fundo”. De fato, esse subproduto da mandioca até hoje é extraído por decantação. O entendimento desse ingrediente é complicado por causa dos regionalismos.  A tapioca serve para designar tanto a fécula, o amido e o polvilho, também conhecidos como farinha de tapioca, como a goma, que nada mais é que o polvilho ainda umedecido. O nome também foi usado para batizar o produto pronto, semelhante ao crepe, conhecido pelo Brasil afora como beiju.

CURIOSIDADE

A tapioca encantou os portugueses. Tomé de Sousa, Duarte da Costa e Mem de Sá, os três primeiros governadores-gerais do Brasil, foram célebres presas, como revela o historiador Luís da Câmara Cascudo na obra História da Alimentação no Brasil. Para não ofender a nação lusa, as autoridades tinham um álibi para justificar a adesão ao produto da terra subordinada: “Por não se acharem bem com ele (o pão de trigo)”, ou, em outras palavras, por não digerirem o pão tradicional com a mesma facilidade da tapioca”.

Fonte: Revista Bons Fluidos

domingo, 7 de julho de 2013

Que tal realizar um trabalho voluntário?

      Fazer a diferença na vida de alguém: é exatamente isso que o trabalho voluntário proporciona a quem realiza. Em um mundo onde cada vez mais existe o senso de individualismo, fazer a diferença por livre e espontânea vontade e sem esperar receber nada em troca é um diferencial. Esse trabalho proporciona também bem-estar e alegria a quem o realiza.
       A ideia de ajudar os outros costuma encantar, mas os psicólogos ressaltam que antes de de se doar é preciso estar inteiro, de bem com você mesmo. Às vezes,  a pessoa parte para a ajuda, mas no fundo quer é ser ajudada. Isso pode acabar aumentando os problemas e pode até atrapalhar o andamento da instituição. Portanto, antes de se inscrever em uma ONG ou em um centro comunitário ou em um centro de saúde, o primeiro passo é analisar suas motivações e se preparar para uma boa dose de envolvimento.
       Trabalho voluntário não é caridade. Deve haver profissionalismo, responsabilidade , comprometimento e vontade de trabalhar.
        Outro ponto importante para quem está percorrendo esse caminho é saber manter um certo distanciamento entre os problemas enfrentados nessas atividades e os seus. Isso evita que o trabalho de cooperação não se torne mais uma fonte de tristezas, tal como a situação de uma mãe que quer reviver a infância dos filhos atuando em uma creche. Ela não deve fazer trabalho voluntário, ela deve ir para a terapia. Mas, se a questão for bem resolvida e superada, os aprendizados pessoais são valiosos. Há pessoas que aprendem uma nova habilidade, outros ganham lições de vida. Quando estamos nos doando, esquecemos de nós mesmos. Isso não é fugir dos problemas, mas é saber encará-los. Começamos a ver que nossos problemas são irrisórios.
          Ao procurar uma instituição, devemos procurar fazer o que gostamos, procurar utilizar nossas habilidades e o nosso tempo disponível, sempre de acordo com a necessidade da organização.
          Além de ONGs, centros comunitários ou de saúde, você pode propor alguma ideia para realizar em escolas públicas. Existem muitas igrejas e grupos religiosos que se dedicam a fazer esse tipo de trabalho. O importante é ajudar, da forma que puder. Quando se ajuda alguém, você pode mudar a vida dessa pessoa.
        Mas então, o que fazer? Se você é um bom ouvinte e se gosta de conversar com as pessoas, você pode atuar em hospitais e centros de saúde. Vale contar histórias e ouvir  com interesse as histórias de cada um. Se você gosta de desenvolver jogos para crianças e jovens que exijam energia e esforço como correr, pular ou dançar ou atividades que lidem com o raciocínio, memória, criatividade, você será bem aceito em lugares que jovens e crianças sejam a maioria. Se você se interessa mais em atividades educativas, tais como ensinar alguma atividade como oficinas de reciclagem ou de artezanato, é ideal atuar em ONGs que promovam reforço escolar, cursos de capacitação, alfabetização de adultos, informática e linguas estrangeiras. Se você desejar, também pode promover o bem-estar e alegria de pessoas idosas que vivem em asilos.
      Trabalhe em uma causa que você acredite. Comece a trabalhar para melhorar o mundo. Quando você escolher uma entidade, entre em contato e vá ajudá-la. Descubra exatamente o que esperam de você e se o trabalho está dentro de suas intenções e disponibilidade. Lembre sempre que o voluntariado exige o mesmo grau de profissionalismo que uma empresa.


O que fazer com o tempo disponível na semana?

1 HORA: ajudar no planejamento de ações, contar histórias em asilos, creches e hospitais, dar palestras, atualizar o site da instituição e outras atividades de escritório.
2 HORAS: legalizar a situação dos moradores de rua, coletar doações, organizar materiais para uma atividade a ser desenvolvida, acompanhar doentes em exames complicados, distribuir sopa de madrugada a desabrigados, ajudar na cozinha.
1 MANHÃ: participar de ações em favelas, trabalhar com crianças especiais, dar aulas, organizar feiras e bazares comunitários, auxiliar deficientes visuais em suas tarefas de leitura.
1 DIA INTEIRO: visitar instituições no interior do estado, participar de mutirões, se envolver em atividades que exijam deslocamentos para lugares distantes.

Onde ajudar em Fortaleza?




Grupo Paulo Estêvão ( é um centro religioso que promove muitas ações sociais) : http://www.gepe.org.br/v2/

Lar Torres de Melo: http://ltmelo.spaceblog.com.br/


Outros lugares em Forteleza:



Para saber de campanhas e novidades sobre trabalhos sociais, em Fortaleza, acesse:

Onde ajudar em outros lugares do Brasil?




Onde ajudar no exterior?