Selecione o idioma para traduzir os textos do blog.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

DICA: cupons de desconto para compras on line.

Boa noite amigos,

Eu sempre venho aqui compartilhando poemas, textos e ideias.. Sempre falo um pouquinho de tudo, não é mesmo? Bem, faz um tempo que eu quero compartilhar uma dica com vocês e este é o melhor momento,já que a Black Friday se aproxima. Além disso, economizar e poupar faz bem pro bolso em qualquer época do ano. Sempre é bom aproveitar promoções e descontos.




Eu costumo comprar quase tudo on line, devido a praticidade e economia. Por sorte, encontrei um site super legal para ganhar cupons de desconto para compras on line. O site é o cupomvalido.com.br. É um portal que reúne e disponibiliza cupons de desconto das principais lojas online.

Os descontos são concedidos na hora e a compra é realizada diretamente no site da loja, ou seja, dá uma segurança né? As lojas são as mais diversas: Walmart, Submarino, Saraiva, Centauro, Natura, Carrefour, Extra...


Os cupons podem ser usados à vontade pois são todos gratuitos!
Além disso, não é necessário nenhum cadastro para a utilização dos cupons.
O que se torna mais rápido, prático e seguro. 



Vale a pena conferir: https://www.cupomvalido.com.br/


quarta-feira, 7 de novembro de 2018

A história do Amazonas

O Estado do Amazonas, o maior do Brasil, com 156445 km2, tem 94%  de sua área cobertos pela floresta equatorial. Sua população está dipersa me poucos núcleos a beira dos rios amazônicos. Conheça um pouco agora sobre a sua história e fatos importantes sobre esse belíssimo estado.


Quando o Brasil foi descoberto, o Amazonas pertencia aos espanhóis, por causa do Tratado de Tordesilhas (que praticamente cortava o país ao meio no sentido vertical, dando posse das terras a oeste para a Espanha e a lste para Portugal). Mas desde o século XVII os portugueses começaram a adentrar pela região. Em 1669, Francisco da Mota Falcão ergueu, no local onde hoje se encontra Manaus, o forte de São José do Rio Negro. As disputas com a Espanha pela posse da região terminaram em 1750, com a assinatura do Tratado de Madri. que fixou os limites do Brasil a oeste de Tordesilhas. Até a utilização da borracha ( que foi descoberta em 1720 pelo missionário carmelita frei Manuel da Esperança e se tornou economicamente importante na metade do século XIX, quando o norte-americano Charlees Goodyear inventou o processo de vulcanização, permitindo o uso da borraha em pneus de automóveis, correias de máquinas, etc), a economia do Amazonas se baseava na extração de madeiras, cacau e especiarias.

Fonte da imagem: gold trip

Manaus, a capital do Amazonas, está encravada no coração da selva e teve seu momento de glória entre 1890 e 1920, devido ao "ciclo da borracha". Nessa ocasião, a cidade aproveitou uma prosperidade que as capitais do Sul ainda não haviam experimentado: água encanada, bondes elétricos, avenidas construídas sobre pântanos aterrados,  imponentes  edifícios entro os quais o luxuoso Teatro Amazonas, o Palácio do Governo, o Mercado Municipal, o prédio da Alfândega. Mas, com a decadência do "ciclo da borracha", a economia amazonense entrou em colapso da noite para o dia.

Em 1967, com a criação da Zona Franca, um centro de livre comércio, a cidade voltou a se destacar. Nesse local se podem comprar bens de consumo e equipamento pesado entrangeiros sem pagar impostos de importação. Por causa disso, surgiram várias indústrias ( que importam peças e montam aparelhos) e o comércio prosperou. Em 1972, por exemplo, a Sharp instalou na cidade a primeira fábrica de calculadoras eletrônicas do país, produzindo também minicomputadores e televisores em cores.

Pouca gente, muita água.

No Amazonas, a presença do homem quase não se reflete na paisagm. Ela se manifesta principalmente nas pequenas clareiras abertas nas margens dos rios e separadas umas das outras por centenas de quilômetros. Essas clareiras normalmente abrigam umas poucas fazendas, com algumas dezenas de habitantes. Mas é também na margem dos rios- e às vees até mesmo sobre os rios, em casas flutuantes - que se erguem as cidades. São cidades minúsculas, com poucos milhares de habitantes, que mesmo assim abrigam, juntamente com Manaus, 60%  da população do Estado. As principais cidades amazonenses, fora a capital, são Manacapuru, Itacoatiara, Parintins, Coari e Careiro. 

Até 1930, a economia amazonense baseou-se na extração da borracha, mas como essa indústria tornara-se francamente deficitária, o Governo estadual projetou, no início da década de 80, a implantação de 50 000 hectares de seringais de cultivo, visando à produção de 15 000 t anuais, só nesses campos. Apesar de sofrer concorrência da borracha sintética, a borracha natural ainda é exportada. Para obtê-la, os seringueiros seguem, ainda hoje, o mesmo processo utilizado no século XIX: andam pela selva, fazendo cortes na casca da seringueira e amarrando um pequeno caneco na árvore, para recolher a seiva (látex) que escorre dos cortes. O látex é depois enrolado em torno de um bastão sobre a gumaça de uma fogueira de lenha verde ("defumação"), obtendo-se "bolas" de borracha" de até  40 kg de peso. A Essa borracha é então vendida aos seringalistas (donos das terras onde estão os seringais), que a revendem aos exportadores. 

Imagem de amazonense.
Outra atividade muito importante é a extração dos recursos florestais: madeiras,  castanha-do-pará, piaçava, guaraná, etc. O principal produto da agricultura, desenvolvida nas várzeas (sobretudo na desenbocadura do rio Purus), é a juta (fibra têxtil), introduzida pelos japoneses em 1930. Destacam-se ainda na área da agricultura a mandioca,  o cacau e a pimenta do reino. A pecuária enfrenta um problema bastante sério: o gado pode ser criado nas várzeas, mas na cheia deve ser transportado para a terra seca, onde quase não há pastos. Assim, a melhor e mais abundante fonte de proteína - tanto para  alimentar a população como para fins de exportação - é a pesca das espécies fartas e variadas que habitam os rios amazônicos: pirarucu, tucunaré etc.


E então, conhecia os fatos citados acima sobre o Estado do Amazonas? Espero que sim.:)



Fonte: Conhecer atual - Brasil, Circulo do Livro, 1999.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

As línguas do Mundo

Não se sabe precisamente quantos idiomas vivos existem no mundo, mas acredita-se que o número seja superior a 5000. Cada idioma é único, no sentido de que possui seu próprio sistema de sons, palavras e estruturas; ainda assim, cada um deles está relacionado, de maneira próxima ou distante, a outros idiomas encontrados na mesma parte do mundo. Dessa forma, inglês, francês, ibo e ioruba são idiomas diferentes, mas inglês e francês compartilham muitas características linguísticas entre si e com outros idiomas europeus, enquanto ibo e ioruba têm mais características comuns entre si e com outros idiomas africanos.

Os idiomas são tão diferentes uns dos outros quanto indivíduos, mas, assim como as pessoas, podem ser classificados em famílias.

Famílias de idiomas

Diagramas em árvore (como o apresentado nas páginas seguintes, ilustrando os ramos principais dos idiomas indo-europeus) são utilizados por filólogos para mostrar as relações que se acredita haver entre famílias de idiomas. Todos eles derivam, até certo ponto, do trabalho de estudiosos como o inglês Sir Willian Jones (1764-94) que, em 1786, descreveu a relação que existe- particularmente na área de vocabulário- entre latim e grego, idiomas germânicos, hindi e persa.

No séc. XIX, ocorreram duas outras evoluções: provas fonológicas e sintáticas foram usadas não só para consolidar relações já evidenciadas pela semelhança de vocabulário, mas também estabelecer outras famílias. O filólogo e folclorista alemão Jacob Grimm (1785-1863) - também famoso por sua  coletânea de contos folclóricos, realizada com seu irmão Wilhelm Carl - formulou uma lei que, com certas modificações propostas pelo linguista  dinamarquês Karl Verner (1846-96), dava uma explicação sistemática das diferenças de som entre os idiomas indo-europeus correlacionados.

A outra evolução do estudo hstórico dos idiomas foi o reconhecimento de outros grupos de idiomas. Hoje, além da família indo-européia, outras grandes famílias são reconhecidas, como a altaica ( mongol e turco, por exemplo), ameríndia ( idiomas indígenas norte-americanos, como chinok e nootka), banto (idiomas africanos subsaarianos,como hazari e zulu), dravídica (idiomas do centro-sul da Índia e do Sri Lanka como tâmil e télugo), indo-chinesa ( chinês e tibetano, por exemplo) e camito-semítica ( idiomas falados na África do Norte e sudoeste da Ásia, como árabe e hebraico).

Tipos de idiomas

Outras abordagens em relação à ligação  entreo os idiomas também foram utilizadas. O filólogo Wilhelm von Humbolt (1767-1835), seguid por August Schleicher (1821-1868), ajudou a estabelecer uma ramificação do estudo dos idiomas, conhecidas como linguistica tipológica, que classifica idiomas segundo seu tipo estrutural, sendo os três grupos principais: aglutinativos, flexivos ( ou amalgamantes) e isolantes. Von Humbolt preocupava-se principalmente com a morfologia, ou seja, a estrutura e a forma das palavras.

Idiomas aglutinativos, como o turco, geralmente formam palavras através da adição de morfemas ( cada qual como um significado ou função específica) ao radical. Dessa maneira, em turco "amar" é sevmek ( amor+infinitivo) e " ser amado" é sevilmek (" amor + passiva+infinitivo).

Idiomas flexivos ou amalgamantes, como latim, têm palavras onde não há uma correspondência individual entre um morfema e um significado. A palavra equus em latim combina caso nominativo +masculino+ singular, assim como significado ("cavalo"). Nos idiomas flexivos, as palavras são flexionadas para demonstrar sua função gramatical (por exemplo, o caso normativo equus seria utilizado  onde a palavra fosse o sujeito da oração, e o caso acusativo equum onde fosse o objeto).

Em idiomas isolantes, cada palavra consiste de apenas um morfema - e as palavras não mudam sua forma -de modo que a distinção entre palavras e morfemas não é muito útil. Há pouquíssimos idiomas isolantes puros no mundo, mas o vietnamita é o melhor exemplo. Algumas línguas francas (idiomas baseados em um idioma, mas contendo elementos de outros) são, em grande parte, isolantes.

Em oposição aos idiomas isolantes, nos idiomas polissintéticos poucas palavras contêm apenas um morfema. Os idiomas polissintéticos, incluindo os idiomas  ameríndios, são caracterizados por palavras longas e complexas que expressam o significado de frases e sentenças inteiras.

Estas formas de agrupamento revelam informações úteis sobre as características dos idiomas, mas nenhum deles pertence exclusivamente a um tipo. O português por exemplo, possui características de todos os quatro tipos.

Os linguistas contemporâneos consideram outros fatores na identificação de grupos de idiomas, incluindo padrões fonológicos, como a utilização da entonação da voz para distinguir significados. O chinês por exemplo, é uma linguagem tonal. Um outro modo importante de se classificar idiomas é por ordem de palavras. Geralmente, o português tem uma ordem básica sujeito- verbo-objeto ( "Eu- comi- a maçã"), sendo um idioma SVO, como grego e suaíle. Contudo, hindi, japonês e turco, por exemplo, são basicamente SOV (" Eu - a maçã- comi). Hebraico, Maori e galês são exemplos de idiomas VSO ("Comi-eu-a maçã"). Idiomas de cada grupo (e estes não são os únicos possíveis) geralmente têm outras características sintáticas em comum.

A história do inglês

O inglês é o idioma mais difundido em todo mundo, tendo sua origem no grupo germânico de idiomas - do qual outros idiomas modernos como o alemão e holandês também descendem - mas seu vocabulário inclui uma alta proporção de palavras românicas, românicas, que são derivadas do latim e relacionadas a idiomas modernos como francês e italiano.

Antes do século V, vários idiomas célticos eram falados na Grã-Bretanha, mas os verdadeiros ancestrais do inglês começaram a ser desenvolvidos quando os celtas foram deslocados por sucessivas invasões de povos das costas ocidentais do Mar do Norte. Esses invasores falavam idiomas germÂnicos (frísio, saxão, e jútnico), que deram origem ao inglês antigo (o idioma dos anglo-saxões). Entretanto, os idiomas célticos sobreviveram no oeste e no norte, transformando-se no galês e no gaélico.



As missões cristãs do século VII  trouxeram o aprendizado e a alfabetização, que no início eram inteiramente em latim. Uma literatura em inglês antigo emergiu notadamente no reinado de Alfredo, o Grande ( 871-899 ) . Do final do século VIII até o século X, o vocabulário foi influenciado por invasores escandinavos - Vikings.

Com a conquista normanda em 1066, o inglês antigo deixou de ser o "idioma nacional". Um idioma românico - o normando- passou a ser utilizado na corte e um latim normandizado no governo, ensino e Igreja.

Durante trezentos anos o inglês antigo e o francês vagarosamente se fundiram, enquanto a separação entre o normando e o saxão tornava-se menos rígida. O idioma falado em 1400 já podia ser reconhecido como o início do inglês que conhecemos hoje.

Na Renascença, o inglês foi influenciado tanto em seu vocabulário quanto na estrutura de suas sentenças pelos modelos clássicos do latim e do grego. O inglês voltou a ser aceito como idioma nacional, sendo utilizado pelo povo e na literatura (como mostram a poesia e peças de teatro do período Tudor- notadamente as obras de Shakespeare, que representam o idioma em transição).

A introdução da imprensa na Inglaterra, por Willian Caxton no século X, trouxe mais livros em inglês, regularizando a ortografia e a pontuação. A partir do final do século XVII, o uso do inglês tornou-se mais regular e consistente e sua gramática não mudou muito desde então. A principal evolução durante os último três séculos tem sido o crescimento do vocabulário.

No século XX, avanços tecnológicos trouxeram ainda mais palavras, assim como a adaptação de palavras antigas.

O inglês no mundo

O idioma de Shakespeare era falado por cerca de cinco milhões de pessoas, a população da Grã-Bretanha, ao final o século XVI. Desde então, espalhou-se por todo o mundo a partir da colonização da América do Norte, que deu origem ao inglês americano, com algumas diferenças em vocabulário gramática e ortografia. Durante a expansão do Império Britânico nos séculos XVIII e XIX, o inglês tornou-se o idioma oficial em países como Canadá, Austrália, Índia e parte da África. Quando esses países se tornaram independentes, o inglês continuou a ser utilizado, geralmente com adaptações locais, criando novas variedades do idioma.

Estima-se em mais de 300 milhões o número de pessoas que têm o inglês como língua materna e em cerca de 1 bilhão o número de pessoas que o utilizam como segunda ou terceira língua. A emergência dos Estados Unidos como superpotência teve um papel relevante na internacionalização do inglês, atualmente o idioma mais comum em publicações técnicas.


 Fonte: Enciclopédia Compacta de Conhecimentos Gerais, Istoé Guiness, Editora Três, 1995.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Religiões Antigas

Os primeiros indícios de atividade religiosa datam de 30 000 a 10 000 a.C. Pinturas rupestres encontradas na França, datadas de 20 000 a 11 000 a.C. mostram rituais aparentemente ligados à caça, e estatuetas que remontam 25 000 a. C. sugerem uma deusa mãe ou figura ligada à fertilidade. O desenvolvimento da escrita no Oriente Médio antigo, por volta de 3000 a.C., revela a existência de grande variedade de crenças e práticas religiosas.

Os cultos da antiguidade, com exceção do zoroatrismo e do judaísmo, eram politeístas e os deuses, organizados em grupos hierárquicos ou familiares.

O Oriente Médio  

Os povo do Levante glorificavam vários deuses sob o comando de El, "Criador das Coisas Criadas", e seu complemento, Asherah (deusa-mãe).Baal (deus da tempestade) é auxiliado pela sua irmã e defensora Anat ( deusa da feritilidade e da guerra) em sua luta como Yam (senhor dos mares) e com Mot ( morte e esterilidade). Uma terceira deusa associada à fertilidade é Astarte, a versão cananeia de Ishtar, deusa-mãe semítica. As práticas religiosas parecem ter consistido, em grande parte, de sacrifícios animais e ocasionalmente humanos, encenaçao de mitos e decretação de casamentos sagrados. Os reais eram considerados seres divinos.

Na Mesopotâmia, cada cidade suméria tinha suas próprias divindadaes, embora muitas tenham sido incorporadsa aos tipos dominantes.( Nanna- Lua, Utu- Sol, Anu-céu, Ea-tempestade, Enki - Terra, Inanna- a deusa-mãe, equivalente à Ishtar semítica). As religiões dos acadianos, babilônios e assírios conservaram muitas das características sumérias, adaptadas às suas culturas. Ligados à natureza, os deuses da Mesopotâmia também simbolizavam valores morais e sociais. Os cultos consistiam em oferendas de sacrifícios a imagens divinas. Nos templos ( blocos empilhados, conhecidos como zigurates) era narrado o mito da criação, proclamando a vitória de Marduk ( Babilônia) ou Assur (Assíria) sobre Tiamat (águas primordiais).

Cornunnos, o "senhor dos animais" dos celtos. Este relevo é um detalhe do Gundestrup Cauldron,
uma obra-prima do trabalho em metal da Idade do Fero, que data de aproximadamente 100 a.C
Na Anatólia (atual Turquia), o império hitita do segundo milênio antes de Cristo deixou poucas informações sobre assuntos religiosos. Muitos de seus mitos eram traduzidos de textos semíticos ou outros. O reinado frígio, que sucedeu os hititas, era o centro do culto a Cibele - deusa da Terra, cujos sacerdotes eram eunucos. Mais tarde,  este culto se disseminou pela Grécia e por Roma. No segundo milênio antes de Cristo, formou-se o grande império mitânico na Síria e no norte da Mesopotâmia, cuja religião incorporava diversas características encontradas nos vedas da Índia. Uma religião semelhante à dos vedas era praticada na antiga Pérsia.

Egito

Os faraós do Egito antigo eram vistos como seres divinos e chamados de "Horus" e "Filho de Ra". Ra era o deus Sol e senhor dos deuses. Como "Filho de Ra", o faraó incorporava o poder solar de dar a vida. Horus era filho de Ísis, a Mãe Divina, e Osíris, o deus da inundação, vegetação e dos mortos. Como Horus, o faraó personificava a renovação da vida e da fertilidade trazidas pela inundação anual da terra pelo Nilo. Para aumentar seus poderes, as divindades locais eram frequentemente unidas às oficiais; a mais importante era Amon, deus da invisibilidade que, por volta de 2000 a.C., foi associado a Ra e tornou-se Amon-Ra, cujo templo em Tebas tornou-se o mais rico do Egito. A efêmera "Revolução de Amarna" ( c. 1350 a. C) sob o reinado de Akhenaton promoveu o culto de Aton ( a divindade única representada pelo disco solar) em oposição a Amon-Ra.

Como os egípcios não conseguiam imaginar que a morte fosse diferente da vida no Egito, a preservação do corpo era essencial para a sobrevivência na vida após a morte. Alimentos, roupas e artigos de luxo acompanhavam  o corpo ao túmulo. Os mortos eram julgados pelos deuses do mundo subterrâneo, mas, munidos da Confissão Negativa, a negação de 49 possíveis ofensas contidas no livro dos Mortos - uma coleção de palavras mágicas e orações - garantiam uma vida após a morte segura e próspera.

Zoroatrismo

No Nordeste da Pérsia, no final do segundo milênio( por volta de 1200 a.C), um reformador religioso chamado Zaratustra (Zoroastro) pregava uma simplificação da antiga cosmologia politeísta. A vida pressupunha uma escolha entre Aura Masda ("espírito sábio") e Angra Mainyu (" espírito destruidor"), personificando o bem e o mal. Aura Masda era assistido por anjos, os amesha spentas ("espíritos bons"). O destino da pessoa após sua morte ( céu ou inferno) era determinado por sua própria escolha. O zoroatrismo, aparentemente a mais antiga " religião da salvação", tornou-se a religião nacional do império aquemênida. O dualísmo masdeísta (visão do mundo como uma luta entre o bem e o mal) pode ter influenciado o pensamento  grego e judaico antigo e ainda sobrevive na religião dos parses da Índia.



Grécia

Os textos na escrita Linear B da civilização micênica, primeiros escritos religiosos na Europa, mostram a importância de  Poseidon, deus dos mares, e da "Senhora" (presumidamente uma deusa-mãe ). Outras divindades, como Zeus e Hera, são citadas. Na poesia épica de Homero, os deuses eram imortais e imutáveis e viviam no Monte Olimpo, embora se portasseim como seres humanos, nem sempre bem-comportados. Podiam mudar de forma, intervir na vida dos homens e até alterar o destino destes (mas não sua natureza) em troca de presentes e orações. Os deuses do Olimpo foram imcorporados ao trabalho das sociedades secretas e aos cultos de cura e advinhação ( por exemplo, o
 oráculo de Delfos). Por volta do séc. VI a.C., faziam parte dos cultos oficiais das cidades-estados gregas. No entanto, a religião da Grécia antiga tinha pouca relação com a moralidade, e as considerações morais, metafísicas e científicas dos filósofos de Atenas dos séculos V e IV a.C. desafiavam a religião popular com ideias diferentes sobre Deus. As conquistsa de Alexandre, o Grande disseminaram o idioma e as ideias dos gregos por todo o Oriente Médio. A civilização helenística realizou uma fusão entre as culturas gregas e oriental. O culto aos deuses do Olimpo se disseminou, assim como a adoração de Ísis, do Egito, e de Cibele, da Frígia.

Templo de Atena na ilha de Lindos, Mar Egeu. O templo grego era basicamente uma casa para a divindade, representada por uma estátua. O foco da adoração era um altar, geralmente localizado na parte leste do edifício. A planta alongada do templo e a colunata externa sustentada por pilares eram características que distinguiam as residências divinas das seculares.

Roma



A religião romana baseuou-se provavelmente na etrusca e se relacionava ao calendário agrícola, dando origam a duas formas de manifestação religiosa: a devoção doméstica reconhecia os deuses do lar (lares e penates), enquanto o culto do Estado, comandado pelo sumo- sacerdote ( o pontifex maximus) e outras autoridades, assegurava o bem-estar da coletividade. Quando Roma se deparou co a cultura grega, as divindade do Estado foram identificadas com seus equivalentes do Olimpo. À medida que o império se expandia, seus exércitos traziam religiões estrangeiras para Roma. A mais importante, até a adoção do cristianismo no séc. IV. foi o mitraísmo, baseado na adoração de Mitra ou Mitras (o deus persa da luz, verdade e justiça), cujo sacrifício de um touro cósmico era aclamado por seus devotos em sacrifícios ritualísticos. Um culto de mistérios exclusivamente masculinos, o mitraísmo chegou a Roma no século I a.C. se tornou muit popular no exército.



A religião oficial resistia às inovações ou admitia sua existência apenas quando comprovadamente importantes. Homenagens divinas póstumas foram prestadas a Júlio César, a Augusto, a muitos de seus sucessores e a vários membros de família imperial. Nas províncias orientais do Império Romano, os imperadores vivos eram saudados como deuses.


Fonte: Enciclopédia Compacta de Conhecimentos Gerais, Istoé Guiness, Editora Três, 1995.


segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Estrelas e Galáxias

Uma galáxia é um sistema com bilhões de estrelas, gás e poeira interestelar. Muitas delas têm forma espiralada, enquanto outras podem ser  esféricas, elípticas ou irregulares. Telescópios revelaram a existência de cerca de um bilhão de galáxias, apesar de apenas outras três além da nossa poderem ser observadas a olho nu.


Fonte da imagem: Sputinik Views


Estrelas (como o nosso Sol) são aglomerados de gás que irradiam energia produzida por fusão nuclear. Sua massa varia de cerca de 0,06 a 100 massas solares. As propriedades de uma estrela e sua evolução dependem principalmente de sua massa.

As estrelas são formadas no interior de nuvens de poeira e gás chamadas nebulosas. Porções de gás e poeira de uma nebulosa colapsam sob a ação da gravidade, formando regiões escuras denominadas proto-estrelas. À medida que se contraem, as proto-estrelas tornam-se cada vez mais densas e quentes. Quando atingem temperatura suficiente para dar início a reações nucleares, elas se tornam estrelas.


Galáxias
A posição do nosso Sol na Via Láctea,
 mostrado esquematicamente.

O astrônomo norte-americano Edwin Hubble desenvolveu um sistema para classificação de galáxias ainda utilizado. Ele agrupou as galáxias em três categorias: elípticas, espirais e irregulares. As elípiticas variam da esférica E0 até a E7. As espirais são denominadas Sa, Sb ou Sc, dependendo da abertura dos braços da espiral. Em algumas espirais, os braços parecem sair da extremidade de uma barra central, e estas espirais barradas são denominadas SBa, SBb ou SBc. As irregulares são aquelas cuja forma não e nem espiral nem elíptica.


Também conhecida como Via Láctea, a nossa galáxia contém cerca de 100 bilhões de estrelas. Trata-se de uma galáxia espiral comum, e o Sol situa-se em um dos braços da espiral. O diâmetro da Via Láctea é de aproximadamente 100.000 anos-luz e o sol econtra-se cerca de 30.000 anos-luz do centro. A estrela mais próxima do Sol, Próxima Centauri, localiza-se a4,2 anos-luz de distância. a Via Láctea tem movimento de rotação e o Sol leva 225 milhões de anos para completar uma revolução, o que recebe o nome de ano cósmico.

Algumas galáxias são extremamente ativas e emitem grande quantidades de radiação. Uma dessas galáxias é a poderosa fonte de rádio Centaurus A. Os quasares, fontes de rádio quase-estelares, são objetos muito distantes e de brilho intenso, que se acredita serem  núcleos de galáxias ativas. Provavelmente, sua energia provém de grandes buracos negros centrais. O quasar mais distante detectado, o PK 2000-330, encontra-se a 13 bilhões de anos-luz da Terra.


Estrelas binárias, múltiplas e variáveis

A maioria das estrelas - mais de 75% - faz parte de sistemas estelares binários ou múltiplos. As estrelas binárias consistem de duas estrelas que orbitam un centro de gravidade comum. Uma binária eclipsante pode ocorrer quando uma componente do sistema periodicamente obscurece outra (visto da terra), o que resulta em uma redução da intensidade de luz vista da Terra. Foi devido a isso que as estrelas binárias foram descobertas. Algumas estrelas são,  na verdade, estrelas múltiplas complexas. Por exemplo, a "estrela" Castor na constelação de Gêmeos possui seis componentes individuais.

A maioria das estrelas tem brilho constante, mas algumas - as estrelas variáveis- aumentam e diminuem de brilho. Essa variação pode ser cuasada por um efeito da linha de visada, como nas binárias eclipsantes. Em outros casos, alterações na própria estrela causam aumentos e reduções periódicas na produção de energia. As estrelas variáveis podem ter periodicidade de algumas horas até vários anos.

Magnitude

Magnitude é a medida do brilho de uma estrela. A magnitude aparente indica a intensidade o brilho de uma estrela vista a olho nu. Paradoxalmente, quanto mais baixa a magnitude, mais brilhante é a estrela. A magnitude é medida em escala logarítimica, tomando por base o fato que uma diferença de 5 na magnitude equivale a um fator de 100 no brilho. Assim, uma estrela de magnitude +1 é 2,512 vezes mais brilhante que uma estrela de +2, 2,512  ao quadrado( =6,310) vezes mais brilhante que uma estrela de +3 e 2,512 ( =100) vezes mais brilhante que uma estrela de +6.

O limite da visibilidade a olho nu depende das concentrações do céu, mas as estrelas menos brilhantes que podem ser vistas em uma noite bem limpa têm magnitude +6, Os maiores telescópios são capazes de detectar objetos de magnitude até 27. Objetos muito brilhantes podem ter magnitudenegtiva: Vênus pode chegar a - 4,4, a lua cheia -12,0 e o Sol - 26,8.

Quanto mais próxima está uma estrela, mais brilhante ela parece ser. Como as estrelas encontram-se a diferentes distâncias, a magnitude aparente não mede seu verdadeiro brilho. A magnitude aparente compensa a distancia da estrela, calculando sua magnitude apanrente como se ela estivesse a uma distância de 32,6 anos-luz (= 10 parsecs). Por exemplo, Sirius é uma estrela próxima e tem uma magnitude aparente de -1,5. Entretanto, sua magnitude absoluta é de +1,3. O Sol tem magnitude absoluta de + 4,8.

Cor e temperatura

A cor de uma estrela dá uma indicação de sua temperatura. Estrelas quentes são azuis, enquanto que estrelas frias são vermelhas.  As estrelas são agrupadas em tipos espectrais, segundo sua temperatura.


Cada tipo espectral é subdividido em uma escala de 0 a 9. O Sol é classificao como sendo do tipo G2.

O diagrama de Hertzprung-Russel

As estrelas podem ser colocadas em um diagrama que leva em consideração suas magnitudes absolutas e seus tipos espectrais - diagrama de HertzprungRussel, em homenagem aos astrônomo dinamarquês Ejanar Hertzprung e ao norte-americano Henry Norris Russel. A maioria das estrelas situa-se em uma faixa diagonal, chamada sequencia principal, do diagrama.


O diagrama Hertzprung-Russel para classificação das estrelas.

Evolução estelar e buracos negros

A evolução de uma estrela depende de sua massa. As proto-estrelas com massa inferior a  0,06 massa solar nunca se tornarão quentes o suficiente para dar início a reações nucleares. Aquelas com massa entre 0,06 e 1,4 massa solar passam rapidamentepara a sequencia principal e podem permancer nela por pelo menos 10 bilhões de anos. Quando o hidrogênio disponível se esgota, o núcleo se contrai, o que aumenta sua temperatura em 100 milhões de graus Celsius. Nessas condições, o hélio pode começar uma reação de fusão e a estrela se espande, tornando-se um gigante vermelha. Finalmente, as camadas externas da estrela são expelidas, formando uma nebulosa planetária. O núcleo então e comprime e a estrela se torna uma pequena anã branca.

Estrelas com massas solares de 1,4 a  4,2 evoluem mais rápido e morrem mais jovens, permanecendo na sequencia principal por cerca de um milhão de anos, antes de passara gigante vermelha. A temperatura continua a aumentar, enquanto elementos mais pesados são sintetizados, até que o ferro é produzido a 700 milhões de graus Celsius. A estrela se desintegra em uma grande explosão e se transforma em supernova, espalhando uma imensa nuvem de poeira e gás, em cujo centro permanece uma pequena estrela de nêutrons que gira muito rápido e é extremamente densa: 1 cm cúbico tem massa de cerca de 250 milhões de toneladas.

A evolução das estrelas de maior massa é ainda mais estranha, podendo acabar na forma de um buraco negro (objeto tão denso que nem mesmo a luz pode escapar).Um buraco negro é detectado ao se observar seus efeitos gravitacionais sobre outros objetos. A fonte de raios X Cignus X-1 pode ser composta de uma estrela gigante e um buraco negro. O materia da estrela estaria sendo atraído pelo buraco negro e aquecido - emitindo raios X enquanto é absorvido.

Os tamanhos relativos dos diferentes tipos de estrelas. As gigantes vermelhas são cem vezes maiores que o Sol, que por sua vez é cem vezes maior que uma anã branca. As anãs brancas são mil vezes maiores que as estrelas de nêutrons, que geralmente possuem um diêmetro de dez a vinte km. As supergigantes vermelhas podem ser cinco vezes maiores que uma vermelha típica.

 Fonte: Enciclopédia Compacta de Conhecimentos Gerais, Istoé Guiness, Editora Três, 1995.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Arte Grega e Romana

As artes da Grécia e da Roma antigas caracterizam-se por um senso de proporção, harmonia e equilíbrio. Desde o Renascimento, a decoração clássica tem muitas vezes servido como proveitosa fonte de ideias para os arquitetos e as figuras clássicas têm enriquecido a obra de poetas, pintores e escultores. De maneira geral, a forma clássica tem exercido uma ampla influência sobre todas as artes nos últimos 2.500 anos.

Essa influência vem em parte da arquitetura, escultura e cerâmica remanescentes (que tem sido pesquisadas, coletadas e catalogadas com relativo sucesso desde o século XVIII) e, em parte,  de textos dos antigos sábios romanos. Entre estes sábios estava Vitrúvio, séc I a.C, cujos textos sobre arquitetura inspiraram Paládio no séc. XVI e Filostrato, séc. II/III, ambos estudados por Mantegna e Rubens em busca do conhecimento das obras desaparecidas dos pintores gregos Apeles e Zêuxis.

Embora atualmente até mesmo fragmentos de potes gregos sejam valorizados, os próprios gregos e romanos eram mais materialistas e preferiam peças elaboradas em ouro e prata. Os artigos em metais preciosos eram os primeiros a ser saqueados ou fundidos em tempos de guerra ou escassez- assim, a maioria dessas obras desapareceram. Restaram, no entanto, as descrições de enormes quantidades de esculturas e vasos feitos em ouro e prata, materiais preferidos pelos melhores artesãos, em relicários, templos e nas casas dos ricos.

O Período Arcaico

O remanescente da arte grega arcaica ( séc. VI e início do séc. V a.C.) consiste principalmente em mármore, cerâmica e algumas peças de bronze. Os artigos de luxo são representados por brasões esculpidos em pedras semipreciosas, jóias e moedas. Além do bezerro de prata em Delfos, talvez o mais impressionante objeto do período ainda existente seja o gigantesco Vaso de Vix, com um metro e sessenta e quatro de altura, utilizado para misturar vinho. A estatueta de uma mulher na tampa e os guerreiros na frias do pescoço do vaso mostram o famoso sorriso enigmático conhecido como " sorriso arcaico", característico de boa parte da escultura ainda no séc. V a.C - costumamos vê-lo nos kouroi (rapazes) e korai (virgens) em mármore de autoria desconhecida, ou na decoração pintada da cerâmica grega arcaica.

Kouros em mármore da Grécia Arcaica.
Inspirados em exemplares egípicios, os jovens nus eram
caracteristicamente esculpidos na posição de caminhada, tendo os punhos cerrados.
Um dos artistas mais procurados no séc. VI a.C. era Teodoro de Samos, que fez um vaso para vinho em ouro e uma videira ornamentada com jóias para o quarto de Dario, rei da Pérsia. Fez também o anel do tirano Polícrates e uma tigela de prata que estava entre os presentes enviados ao templo de Delfos por Creso, o rei da Lídia- junto com outros presentes como uma estátua feminina de um metro e oitenta centímetros de altura, provavelmente de ouro maciço. No entanto, era mais comum que as esculturas dos templos fossem de madeira ou mármore, revestidas com ouro. Por este motivo, uma estátua de Apolo em Esparta foi considerada inacabada até receber uma camada de ouro. Acredita-se que uma estátua roubada de Delos por um persa no ano de 490 a.C., era coberta de ouro, assim como uma das mais antigas estátuas gregas esculpidas em mármore, doada por um faraó egípcio a um templo em Lindos em meados do séc. VI a.C. Presume-se que essa prática tenha se originado no Oriente Médio, sendo que até hoje os gregos costumam revestir seus ícones com metais preciosos.


O Período Clássico

No período clássico ( séc. V e IV a.C. )  há também marcada discrepância entre o que existe e o que sabemos que existiu. A escultura em mármore que um dia adornou o Paternon de Atenas é considerada um exemplo do ideal clássico; em geral, nos esquecemos que seu custo representa cerca de 4% do custo total do edifício e que 50 % foram destinados  à estátua cultuada de Atenas Partenos, feita por Fídias em ouro e marfim. Com vinte e seis metros de altura e um total em ouro avaliado atualmente em vinte milhões de dólares, esta e a outra grande obra-prima de Fídias, o Zeus de Olímpia, foram considerados pelos gregos as maiores obras em seu tempo, sendo este útlimo o mantido pelos descendentes de Fídias ainda no século II. Contudo, o metal precioso de que era composto foi retirado por Constantino, o primeiro imperador cristão, e o restante levado para Constantinopla, onde foi destrído pelo fogo no século V. Entretanto, resta ainda a imagem de uma majestosa divindade na posição sentada e com barbas, adotada pelos artistas bizantinos gregos como modelo para o Cristo Pantocrador (  até então o Cristo era imberbe ) e base da poderosa imagem que perdura inda hoje.


Cerâmica vermelha e negra da Grécia Clássica, pintada por Exekias, 550-525 a.C.
um dos melhores pintores da Grécia.
A cerâmica pintada predomina no quadro atual da Grécia clássica, embora seu papel na Antiguidade esteja sendo reavaliado. A maioria das peças é proveniente dos túmulos etruscos ricos, que possivelmente a utilizavam em substituição a vasilhames de prata de mesa. A cerâmica vermelha e negra lembra o surgimento do vasilhame de pátina ("oxidada") de prata, ornamentada com estatuetas de ouro. Um pouco do imaginário foi preservado nas poucas peças da prataria clássica que escaparam do cadinho. O que restou das grandes pinturas clássicas foram descrições contemporâneas impressionantes sobre a habilidade dos grandes pintores na representação da natureza. As pinturas clássicas apresentaram uma visão idealizada do passado, contada à luz das recentes vitórias dos gregos sobre os persas; a arte alegórica foi outra importante contribuição da Grécia.

O Período Helenístico

As conquistas de Alexandre, o Grande (entre elas, a apreensão de 4680 t de ouro e prata dos persas) o engrandeceram mais do que sua contribuiçõ pra as cidades-estados gregas. Houve até um plano de esculpir a penísula de Atos (32 km de comprimento)  na forma de um Alexandre reclinado. As cidades de Alexandria, no Egito, Antióquia, na Síria, e Pérgamo, na Ásia Menos (atual Turquia), foram importantes centros artísticos. O grande altar de Zeus de Pérgamo (hoje em Berlim) nos dá uma ideia do esplendor helênico. A "Taça Farnese", atualmente em Nápoles, é uma das poucas peças restantes da arte palaciana do período. A cerâmica vermelha de molde reflete o uso de vasilhames de ouro na mesa dos ricos. 

A Arte Romana

Roma foi a sucessora de toda essa arte. A simplicidade da república deu lugar ao luxo extravagante dos Césares. Mais uma vez, temos apenas remanescências de poucas das grandes edificações, outrora cobertas de mármores exóticos e ricos mosaicos. Os afrescos e mosaicos de Pompeia e Herculano representam uma pequena amostra do que existiu. Os escultores recebiam encomendas de retratos do imperador para serem expostos em todo o Império e para decorar monumentos públicos, como a Coluna de Trajano ou o Arco de Constantino, com versões idealizadas dos triunfos imperiais e expressão da propaganda oficial. Descobertas fortuitas, como o Tesouro de Hildeshein, nos dão uma ideia da grande habilidade empregada na produção de baixelas de ouro e prata. Existe uma certa quantidade de artefatos em vidro remanescentes, mas raramente eram considerados artigos de luxo,assim como a cerâmica. Entretanto, a cerâmica de Arretino preserva algo da aparência das obras em ouro que foram perdidas.

Sete Atores nos Bastidores, mosaico Romano de Pompéia.
 Fonte: Enciclopédia Compacta de Conhecimentos Gerais, Istoé Guiness, Editora Três, 1995.


terça-feira, 9 de outubro de 2018

O que é Religião?

A religião é uma das atividades mais universais conhecidas pela humanidade, sendo praticada por todas as culturas desde o início dos tempos. Contudo, não há uma definição de religião universalmente aceita. A religião parece ter surgido do desejo de encontrar um significado e proprósito definitivos para a vida, geralmente centrado na crença em um ser (ou seres) sobrenatural. Na maioria das religiões, os devotos tentam honrar e/ou influenciar seu deus ou deuses através de preces, sacrifício ou comportamente correto.

Atenção: não venho aqui com esse texto criticar ou expor minha opinião sobre religião, é um texto científico, isento de achismos. Gosto desse tema por ísso coloquei aqui para mais pessoas poderem ler e quero deixar claro que respeito todas as crenças. Comentários desrespeitosos serão apagados.

Surge a pergunta a respeito do que pode ser incluído no que chamamos de  de religião. Podemos, por exemplo, chamar o marxismo-lenismo de religião, ou humanismo ( a crença na humanidade e na razão no lugar de um deus)? Algumas pessoas poderia incluir tais crenças em uma definição moderna de religião como "qualquer coisa à qual oferecemos devoção absoluta"; contudo, tais crenças normalmente não incluem qualquer referência a um ser ( ou deus ) sobrenatural ou máximo. Portanto, é melhor descrevê-las como ideologias e não religiões, embora possam compartilhar muitas das características da religião.

Máscara da África Ocidental usada por curandeiros. Entre muitos povos há uma crença generalizada na magia, a habilidade de mudar o mundo físico atravpes de atos rituais. 


Crenças e práticas

A religião é feita tanto de crenças quanto de práticas. A teologia acadêmica ( especialmente no Ocidente e em relação ao cristianismo) tende a se concentrar na crença. Todavia é importante observar que em algumas sociedades não há uma palavra para religião. Não se trata de um compartimento separado da vida-é um modeo de compreender e viver a própria vida. Mesmo assim, é possível distinguir vários aspectos diferentes em quase toads as religiões. Uma classificação amplamente aceita identifica cinco aspectos: fé, culto, comunidade, credo e código.  A fé é a parte interna da religão; o que as pessoas acreditam, seus sentimentos, de temos e reverência, prece individual, etc. O culto é tudo o que está envolvido na devoção - construções, imagens, altares, rituais, canções sagradas, reuniões de comunidades e assim por diante. A comunidade é o aspecto social da religião- os devotos em um igreja ou templo específicos, a denominação ou seita mais ampla, monfes e freiras, etc. O credo envolve todas as crenças e deias mantidas pela religião como um todo, incluindo escrituras e dideis sobre Deus, anjos, o céu, o inferno e a salvação. O código envolve o modo que as pesoas se comportam devido a suas crenças religiosas e inlui éticas, tabus e ideias sobre o pecado e a santidade.

Famílias e religião

As religiões do mundo podem ser divididas em dois grupos principais - primitivas e universais. As primitivas incluem as religiões tradicionais da África, Australásia, Oceania, algumas regiões da Ásia e os povos primitivos das Américas, além das religiões pré-cristãs da Europa e religões de outros povos antigos. Essas religiões, embora diferentes em detalhes, possuem várias características em comum. Todas elas tendem a ser locais- são específicas para a tribo ou povo que as praticam - e seus praticantes geralmente não as consideram relevantes para outros povos. Dessa maneira, muitos dos mitos e histórias desse tipo de religião lidam com a origem de uma tribo específica. As religiões primitivas remanescentes (  animistas ) tendem a depender em grande parte da tradição oral em ve de escrituras e são geralmente não-missionárias.

O Festival do Ser Supremo na França Revolucionária em 1794. No início, da Revolução Francesa havia um sentimento anticristão considerável. Contudo, em poucos anos, a liderança revolucionária passou a acreditar que a religião era necessária para a estabilidade social e insutroduziu um culto do Ser Supremo.

As religiões universais acreditam ter importância para todo o mundo e tentam, com maior ou menos intensidade, converter pessoas. Além disso, em sua maioria, desenvolveram escrituras que desempenhas um papel central na religião. O islamismo e o cristianismo são exemplos característicos desse tipo de religião universal. Dentro do grupo universal, alguma famílias principais podem ser identificadas A família semítica inclui o judaísmo, o cristianismo  o islamismo, os quais compartilham de uma base comum histórica e geográfica. A família indiana é composta do hinduísmo, do budismo antigo, do jainismo e da doutrina dos sikhs. A família do Extremo Oriente inclui o confucionismo,  o taoísmo e o xintoísmo. Embora qualquer religião normalmente afirme ter sido inspirada por Deus, é importante lembrar que todas elas começam e se desenvolvem em situações históricas, geográficas e culturais específicas que influenciam e moldam a forma tomada pela religião.

Outra forma de classificar grupos de religiões é a distinção entre aquelas com um único deus ( monoteístas) e aquelas com vários deuses( politeístas ). As religiões monoteístas incluem o judaísmo, o cristianismo, e o islamismo. As religiões politeístas incluem as religiões antigas gregas e germânicas e várias religiões primitivas remanescentes.

Religião e secularismo

No século atual, particularmente no Ocidente, algumas pessoas têm notado sinais de declínio na religião e sua substituiçao pelo secularismo (uma crença de que o mundo físico é auto-suficiente e pode ser perfeitamente compreendido pelo discernimento da ciência moderna, sem consultas a explicações sobrenaturais). Embora seja evidente que em algumas sociedades haja um declínio na religião organizada, há poucas provas de que o mesmo ocorra em relação à religiosidade( sentimentos religiosos). Apesar de em muitos países do ocidente um número cada vez menor de pessoasestar frequentando regularmente a igereja, a maioria afirma acreditar em Deus. Tal comportamento podeindicar uma mudança nos padrões de religiosidade, e não necessariamente declínio. Um exemplo disso é o aumento de novos movimentos religiosos em sociedades ocidentais, oferecendo religiões alternativas não-disponíveis no passado. Desse modo, grupos como a meditação transcedental, a Igreja da Unificação  ( seita do reverendo Moon), a Self-Realization Fellowship( cuja organização faço parte), o movimento Hare Krishna e outros atraem seguidores porque, em uma época e mudanças rápidas, muitas pessoas estão desapontadas com religiões tracicionais, embora ainda conservem uma religiosidade básica.

Deve-se lembrar também que enquanto a religião organizada parece estar declinando no Ocidente, na maioria das regiões do mundo as principais religiões universais  especialmente o crisitianismo e o islamismo) estão aumentando a uma velocidade considerável. Desse modo, a religião- sempre presente e em constante mutação - continua sendo um fenômeno quase universal.

 Fonte: Enciclopédia Compacta de Conhecimentos Gerais, Istoé Guiness, Editora Três, 1995.

domingo, 7 de outubro de 2018

Para não impedir sua marcha para o progresso, não transforme coisas banais em importantes, nem se concentre em ninharias em detrimento daquilo que é realmente essencial. Ações meramente impulsivas, incompatíveis com tarefas verdadeiras, são indesejáveis.

Paramahansa Yogananda, em um Para-gram.