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segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

"Ando com fome de coisas sólidas e com ânsia de viver só o essencial. Pessoalmente, penso que chega um momento na vida da gente, em que o único dever é lutar ferozmente por introduzir, no tempo de cada dia, o máximo de "eternidade"..."

Guimarães Rosa


domingo, 19 de janeiro de 2020

Você vai se surpreender com a linda mensagem que o filme Toy Story 4 tem para nos contar [ leia agora]

Neste sábado, 18/01,tive a oportunidade de assitir ao filme Toy Story 4 no Cine São Luiz e venho aqui contar minhas impressões sobre esse filme. Toy Story 4 é uma linda produção voltada para o público infantil e é claro, por ser um filme da Pixar, não deixa de encantar crianças de todas as idades.

Aliás, o Cine São Luiz está com uma programação de férias muito bacana para se acompanhar, ideal para a família toda. Já faz alguns anos que este cinema, financiado pela Secretaria de Cultura do Estado do Ceará,realiza esta atividade e acho uma iniciativa ma-ra-vi-lho-sa. Um cinema deslumbrante, com uma programação gratuita e de qualidade? Quem não amaria?

Fonte: Adoro Cinema

Woody, Buzz, Jesse e toda a turma vivem felizes, agora como brinquedos da pequena Bonnie. Assim como os anteriores, esse filme passa lindas mensagens sobre amizade e sobre como é importante a lealdade e a generosidade com seus amigos. Logo no início do filme, quando Bonnie começa a ter idade para frequentar o jardim de infância e é proibida de levar quaisquer brinquedos, Woody se preocupa e procura ajudá-la a passar por esse momento, tão marcante para uma criança pequena.

Woody entra em sua mochila e observa com cuidado o que a sua criança faz. Ele a vê sozinha, sem conseguir fazer amizades com seus coleguinhas e tem a ideia de pegar os lapis de cor que um menino da turma joga no lixo. Junto com esses lápis, Woody acaba pegando também do lixo um garfo, um arame vermelho, palitos e massinha de modelar. É assim, com essas matérias primas, que Bonnie constrói seu amigo inseparável - o Garfinho.

Mas o garfinho, como foi feito de lixo, não compreende porque ela o ama tanto. Ele tenta desesperadamente voltar para o lixo, pois lá ele se sente confortável e assume definitivamente como seu lar e sua natureza. " Eu sou um lixo", é o que o garfinho afirma frequentemente.Woody tenta explicar o tempo todo que ele não é um lixo, que ele é o brinquedo preferido da Bonnie e que precisa parar de se considerar assim.

É tão emblemático esse ponto do filme que chega a ser quase desnecessário explicar. Quantas vezes acreditamos que somos incapazes, sem qualidades, que não temos condições de ser aquilo que queremos... Quando muitas vezes já somos o que gostaríamos de ser, mas não conseguimos enxergar!

Muitos talentos, muitos projetos significativos e muitos sonhos são guardados na gaveta por não acreditarmos que temos condições de realizá-los. Desistimos muitas vezes diante da primeira dificuldade por não confiarmos no nosso potencial. Só no final do filme o Garfinho consegue compreender isso, já que os brinquedos da Bonnie fazem de tudo para recuperá-lo e ele vê a tristeza de alguns brinquedos abandonados de não terem uma criança. Só depois, com muito esforço do

Woody, que ele finalmente acredita que é um brinquedo, especial e único.

O filme é cheio de ação, humor e lindos cenários. Da mesma forma que o primeiro filme foi lançado, 24 anos atrás, continua emocionando a família toda. Vale muito a pena assistir.

Assista aqui ao trailer do filme:



Confira aqui a programação especial do Cine São Luiz.


domingo, 12 de janeiro de 2020

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes.

Carlos Drummond de Andrade


segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

A lição mais incrível que o livro O Mágico de Oz pode nos ensinar!

Depois de um bom tempo sem postar sobre os livros que ando lendo, trouxe um clássico para vocês: O Mágico de Oz- um livro infanto-juvenil incrível com uma bela tématica para se discutir. Livros como este são de fato, clássicos : nunca envelhecem e podem ser lidos e relidos por diversas gerações sem envelhecer!Descubra agora neste artigo qual o maior e mais profundo ensinamento que o livro incrível, O Mágico de Oz, traz para nossas vidas!!!

A história é um conto fantástico, no qual a personagem principal, Dorothy é levada por um ciclone, junto com a casa inteira e seu cachorro, para uma terra muito, mas muito distante. Ela é órfã e é cuidada pelos seus dois tios. Por conta deste ciclone, ela vai para um país encantado em que há quatro bruxas: duas boas e duas más. E a casa de Dorothy cai justamente em cima da bruxa má do norte, que escravizava a todos os seres do norte e que por conta deste incidente, tornaram-se livres. Por matar essa bruxa, ela pôde ficar com os seus sapatos vermelhos encantados e ganha um beijo enfeitiçado de proteção da bruxa boa do leste. Mas o que Dorothy quer mesmo é voltar para casa,para junto de seus tios e voltar a viver sua vida novamente.normalmente. 



A boa bruxa informa-a que para voltar para casa, somente o mágico de Oz poderá ajuda-lá e para encontrá-lo, ela deve seguir pela estrada de tijolos amarelos e chegar à Cidade das Esmeraldas. No caminho, encontra o espantalho, que faria de tudo para ter um cérebro, já que fora confeccionado para ficar apenas no meio do milharal,espantando os corvos. Depois, encontra um homem de lata que desejava recuperar seu coração, que fora retirado por uma feiticeira e finalmente ela encontra um leão medroso, que precisava desesperadamente de coragem, pois tinha medo até de pequenos animaizinhos, mesmo sendo sempre visto como o invencível rei da selva.

O ápice da história é que cada um acaba desenvolvendo isso durante o caminho.Cada situação que acontece, cada infortúnio, cada desafio vão moldando e permitindo que a inteligência, o amor, a compaixão e a coragem possam florescer. Eles passam por diversos desafios em cada cidade pelas quais passaram e para poderem continuar a caminhada é bem claro o que se quer dizer: é a soma dos dias que traz experiência, vivência e aprendizado. No fundo cada um tinha dentro de si a semente apropriada para germinar tudo aquilo que tanto queriam. 

Cada um tem que conhecer em si mesmo o que incomoda e procurar melhorar o que já é bom. Todos temos boas sementes, algumas mais escondidas, que precisarão de um trabalho mais árduo para se desenvolver. Outras que precisam apenas algumas gotas de paciência e determinação. A estrada de tijolos amarela assemelha-se à jornada da vida: a direção que se toma em busca de um objetivo, vem com desafios e percalços, mas sempre traz diversos ensinamentos, que vão muito além do que inicialmente se buscava.

Aproveite sempre a caminhada, olhe para os lados só de mansinho e siga sempre em direção aos seus objetivos.

Espero que tenha gostado. Beijinhos!

sábado, 4 de janeiro de 2020

Para além da curva da estrada
talvez haja um poço, e talvez um castelo,
e talvez apenas a continuação da estrada.
Não sei nem pergunto.

Enquanto vou na estrada antes da curva
só olho para a estrada antes da curva,
porque não posso ver senão a estrada antes da curva.
De nada me serviria estar olhando para outro lado
e para aquilo que não vejo.

Importemo-nos apenas com o lugar onde estamos.
Há beleza bastante em estar aqui e não noutra parte qualquer.
Se há alguém para além da curva da estrada,
esses que se preocupem com o que há para além da curva da estrada.

Essa é que é a estrada para eles.
Se nós tivermos que chegar lá, quando lá chegarmos saberemos.
Por ora só sabemos que lá não estamos.

Aqui há só a estrada antes da curva, e antes da curva
há a estrada sem curva nenhuma.
Alberto Caeiro, em "Poemas Inconjuntos"

Heterônimo de Fernando Pessoa.


sábado, 21 de dezembro de 2019

Feliz Natal


Esta é a época mais mágica do ano. As ruas vestem-se de luz, as casas de paz e harmonia, e os corações de generosidade.

A todos vocês eu quero desejar o melhor dos melhores. Que todos os seus desejos se tornem realidade e a felicidade reine nas suas vidas.


💓💓💓💓💓💓💓💓💓💓💓

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019


Da calma e do silêncio

Quando eu morder
a palavra,
por favor,
não me apressem,
quero mascar,
rasgar entre os dentes,
a pele, os ossos, o tutano
do verbo,
para assim versejar
o âmago das coisas.





Quando meu olhar
se perder no nada,
por favor,
não me despertem,
quero reter,
no adentro da íris,
a menor sombra,
do ínfimo movimento.




Quando meus pés
abrandarem na marcha,
por favor,
não me forcem.
Caminhar para quê?
Deixem-me quedar,
deixem-me quieta,
na aparente inércia.
Nem todo viandante
anda estradas,
há mundos submersos,
que só o silêncio
da poesia penetra.



Conceição Evaristo




Imagem: Markus Schinwald



terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Construindo a própria história

Nós, seres humanos, desde o nascimento, diferentemente dos outros animais, levamos a vida toda aprendendo e desenvolvendo novos conhecimentos e habilidades, transformando o mundo e a nós mesmos por meio do convívio social. Segundo Vygotsky, um psicologo soviético dizia que "A interação social é a origem e o motor da aprendizagem.", ou seja, a aprendizagem seria uma forma de apropriação do patrimônio cultural disponível, e não apenas um processo de assimilação individual.

Vygotsky caracteriza o desenvolvimento da psicologia como a conexão do indivíduo com os demais, sendo um processo contínuo de aquisições e transformações que se dão no sujeito, a partir do que este experimenta e vivencia em suas relações.



Lev Semyonovich Vygotsky - fonte da imagem: Revista Nova Escola. 

Desde o nosso aparecimento no planeta, registramos de diferentes formas a nossa existência. Somos, portanto, seres sociais e históricos. Isto quer dizer que estamos sempre renovando nossos hábitos, reinventando as formas de nos relacionar com os outros e registrando nossas novas descobertas. Fazemos isso conscientemente ou forçados por novas necessidades, muitas vezes criados por nós mesmos, seres humanos.

Como seres sociais e históricos, somos capazes de interferir no espaço físico e social em que vivemos - e somos influenciados pelo que acontece ao nosso redor. Vygotsky também afirmava que "Todos os processos psicológicos superiores (comunicação, linguagem, raciocínio, etc.) são adquiridos primeiramente em um contexto social, para depois serem internalizados a nível individual."

É possível viver sozinho? Estamos no emprego que estamos, na casa em que moramos, por livre esforço e mérito próprios? Para as duas perguntas, a resposta é negativa. Todos recebemos ajuda de diversas pessoas em diversos momentos de nossa vida e nem sempre essas pessoas continuam a participar de nossa convivência. O curso da vida não pode ser independente, sempre teremos influência ou ajuda de alguém.

O que achou desse artigo? Que tal uma discussão sobre o assunto em questão?

Para saber mais sobre Vygotsky, um autor que muito aprecio, leia este artigo na Revista Nova Escola. E também há um vídeo muito interessante sobre o autor no vídeo abaixo: