sábado, 7 de abril de 2018

SEMPRE SEI...




Sempre sei...
Guimarães Rosa

Sempre sei, realmente. Só o que eu quis, todo o tempo, o que eu pelejei para achar, era uma coisa só - a inteira - cujo significado e vislumbrado dela eu vejo que sempre tive. A que era: que existe uma receita, a norma dum caminho certo, estreito, de cada uma pessoa viver - e essa pauta cada um tem - mas a gente mesmo, no comum, não sabe encontrar; como é que, sozinho, por si, alguém ia poder encontrar e saber?

Imagem: Karol Bak

terça-feira, 3 de abril de 2018

Quarto Motivo da Rosa
Cecília Meireles


Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.
Rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.
Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.
E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.


John William Waterhouse

sábado, 31 de março de 2018

O divino escreve mistérios no coração, onde eles esperam silenciosamente por serem descobertos.

Rumi



quarta-feira, 28 de março de 2018

Virgínia Woolf



 Hoje tive a oportunidade de ler alguns trechos dessa escritora e comecei a pesquisar sobre sua vida. Virginia Woolf consegue ser singular em seu fluxo de consciência em suas narrativas, expressando uma profundidade que faz refletir. A escritora sempre teve uma vida melancólica marcada por diversas perdas ( morte do pai, mãe e irmã)  e isso não faz seus escritos serem trágicos ou depressivos. Ela também escreveu sobre causas sociais e sobre o feminismo,  lutando contra as próprias limitações de ser uma mulher no começo do século 20.
  É uma escritora única e tem uma obra densa. Trouxe, portanto, um trecho de um livro e um vídeo sobre outra de suas obras

"O poeta é ao mesmo tempo um leão e um Atlântico. Um nos afoga e o outro nos rói. Se sobrevivemos aos dentes, sucumbimos nas ondas. Um homem que pode destruir ilusões é, ao mesmo tempo, fera e dilúvio. As ilusões são para a alma o que a atmosfera é para a terra. Retirai esse brando ar e a planta morre, a cor empalidece. A terra por onde caminhamos é um ardente rescaldo. É marga o que pisamos, e seixos de fogo queimam os nossos pés. Somos desfeitos pela verdade. A vida é um sonho. É o despertar que nos mata. Quem nos rouba os sonhos rouba-nos a vida."


Trecho de Orlando, Virginia Woolf






Vocês já leram algum de seus livros? Conhecem-na?


Beijinhos, bom fim de semana e paz, amor e harmonia.

SERENATA

SERENATA 
Cecília Meireles

Permita que eu feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permita que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio,e a dor é de origem divina.
Permita que eu volte o meu rosto para um céu maior que este mundo, e aprenda a ser dócil no sonho como as estrelas no seu rumo.

Imagem: Alexander Averin


domingo, 25 de março de 2018

Programação Cultura no Dragão do Mar


Hello leitores! Hoje venho divulgar a programação do Centro Dragão do Mar do perído de 26 de março a 1º de abril de 2018. Aqui em Fortaleza, este é um centro cultural que existe e que se consolidou há varios anos. Para fortalezenses ou para os que estiverem de passagem aqui na minha cidade, meu convite é  conferir a programação e aproveitar bastante. Eu costumo ir com uma certa frequência, pois a área de convivência é bem confortável e lá é enorme, sempre tem ótimas programações para diversos gostos. 




foto: Christian Brandão


Fonte: https://cearapopmarketing.com/2018/02/07/dragao-do-mar-divulga-lista-dos-selecionados-do-porto-dragao-sessions/


Fonte: https://www.apontador.com.br/local/ce/fortaleza/centros_culturais/


Antes de mais nada, o Dragão do mar possui um funcionamento geral, que é fixo. Lá é aberto de de segunda a quinta, das 8h às 22h; e de sexta a domingo e feriados, das 8h às 23h. 
A bilheteria para cinema e shows funciona de terça a domingo, a partir das 14h.
O Cinema do Dragão funciona de terça a domingo, das 14h às 22h.Os ingressos custam R$ 14 e R$ 7 (meia). Às terças-feiras, o ingresso tem valor promocional: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).
Os Museus funcionam de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Acesso gratuito.
A multigaleria funciona de de terça a domingo, das 14h às 21h (acesso até as 20h30), o Acesso gratuito.

OBS.: Às segundas-feiras, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura não abre cinema, cafés, museus, Multigaleria e bilheterias

► [PALESTRA] CONVERSA DE PROA #4
Instituto Dragão do Mar, através da aceleradora de projetos Porto Dragão Música, realiza mais uma edição do Conversa de Proa, nesta segunda-feira, dia 26 de março, no Auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Em pauta, a palestra “O rock, o metal e os festivais”, que vai abordar questões sobre comunicação, mercado e o acesso de músicos e bandas aos festivais de rock brasileiros. Na ocasião, a curadoria do programa Praça do Rock também apresentará os selecionados para a programação de 2018.

A conversa se inicia às 19h e terá à mesa os convidados: Jolson Ximenes, baixista e fundador da banda Obskure, curador do ForCaos e vice-presidente da Associação Cultural Cearense do Rock (ACR);Alcides Burn, curador do Festival Abril Pro Rock e proprietário do recém-criado selo Burn Records; Ricardo Batalha, que trabalha na Revista Roadie Crew e é editor do Portal Rockarama; e Amaudson Ximenes, fundador da ACR, diretor-presidente do Sindicato dos Músicos Profissionais do Estado do Ceará, integrante dos Conselhos Municipal e Estadual de Política Cultural e produtor-executivo do ForCaos.

Durante a Conversa de Proa #4, também serão divulgadas as 24 bandas selecionadas para a programação da Praça do Rock 2018. Realizado mensalmente desde 2015 pelo Centro Dragão do Mar em parceria com a ACR, o programa tem o objetivo de fortalecer a difusão do trabalho autoral de artistas e grupos musicais cearenses de várias matizes do rock. Com demanda crescente, a curadoria da Praça do Rock optou por realizar inscrições e uma seleção para a programação deste ano, que terá agora três bandas a cada edição, em apresentações que ocorrerão de maio a dezembro deste ano. Foram mais de 160 inscritos.

SOBRE OS CONVIDADOS

Jolson Ximenes
Bacharel em Música pela Universidade Estadual do Ceará (2001). Bacharel em Direito pela Universidade de Fortaleza (2014), tendo sua monografia de conclusão de curso tratando da liberdade de expressão artística e livre exercício profissional do músico à luz da Constituição Federal de 1988. É baixista e fundador da banda Obskure. É produtor-executivo da banda OS TRANSACIONAIS. É produtor, diretor artístico e curador do Festival ForCaos (desde 1999), capitaneado pela ACR. Foi assistente de produção na Mostra Rock/Feira da Música (2005 a 2012). Produtor Técnico/Artístico do projeto SEXTA ROCK (desde abril/2001). Curador do Festival Cuca Independente 2015. É vice-presidente da Associação Cultural Cearense do Rock (ACR) e foi 1º Secretário da instituição no período de 1998 a 2004.
Alcides Burn
É pernambucano, diretor de arte, produtor cultural, músico e curador do Festival Abril Pro Rock há 4 anos. Produziu diversos shows nacionais e internacionais na capital pernambucana como Angra, André Matos, Obituary, Destruction, Doctor Sin, Belphegor, Project 46, entre outros. Em 2015, idealizou o tributo brasileiro aos portugueses do Moonspell denominado “Em nome do medo”, com diversas bandas na cena brasileira. É proprietário do recém-criado selo Burn Records, que tem como primeiro lançamento o novo álbum da banda de death metal Decomposed God. Burn também é vocalista da banda Inner Demons Rise.
Ricardo Batalha
Paulistano, 48 anos de idade, tem uma trajetória que se confunde com a própria história do heavy metal no Brasil. Trabalha na revista Roadie Crew (Classic Rock e Heavy Metal) desde 1996 e é um dos diretores da ASE Press – Assessoria e Consultoria, empresa fundada em 1992 por seu irmão, o jornalista Frederico Batalha. Além do trabalho de consultoria e assessoria, que incluiu a empresa Brasil Music Press (2004 a 2013), vem colaborando para diversos veículos de mídia ligados ao heavy/rock desde os anos 1980. Também é um dos editores do portal Rockarama, que estreou em março de 2017.
Amaudson Ximenes
É músico, sociólogo e produtor cultural. É fundador da Associação Cultural Cearense do Rock (ACR) e diretor-presidente do Sindicato dos Músicos Profissionais do Estado do Ceará. É integrante dos Conselhos Municipal e Estadual de Política Cultural, representando a linguagem: Música. Produtor-executivo do ForCaos. Produtor e curador dos projetos Praça do Rock e Sexta Rock. Foi curador do programa Rock Cordel, de 2007 a 2015. Produtor do Palco do Rock na Feira da Música, de 2007 a 2013. Curador da Mostra Petrúcio Maia de Música (2006). Integrou o júri da Mostra de Música Petrúcio Maia em 2017. Curador e produtor do Festival Cuca Independente, nos anos de 2014 e 2015.

// Dia 26 de março de 2018, às 19h, no Auditório. Acesso gratuito. Classificação etária: Livre.




► [CIRCO] Espetáculo "Cabaré da Desgraça"
As 10 Graças

O riso não é uma brincadeira, e nós não temos a menor intenção de abdicar a ele. O Cabaré da Desgraça é a segunda montagem do Grupo As 10 Graças, o primeiro trabalho desenvolvido para espaços fechados, uma festa, uma celebração a vida e aos excessos, a energia trazida da rua em toda sua potência. Fruto de uma investigação intensa no universo da bufonaria, o espetáculo explora a linha dos corpos entre a sensualidade e o grotesco, envolvendo os dispostos a um estado de êxtase e liberdade.

// Dias 27 e 28 de março de 2018, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). Classificação etária: 16 anos.

Contato: Alysson Lemos / alyssonlemosc@gmail.com / 99844-3921





► [ARTES VISUAIS] Roda de Conversa: Mulher Vírgula!

Em cartaz na Multigaleria do Dragão desde o dia 15 de março, a exposição “Mulher Vírgula!” realiza, no dia 29, fala com artistas a partir das obras, dos processos criativos e da realidade atual. Com curadoria de Cecília Bedê, a mostra coletiva se propõe como espaço de debate para além da temática do feminino, rebatendo esteriótipos e quebrando padrões. Dezenove artistas que materializam em diversas linguagens artísticas embates frontais a partir de suas presenças na arte, no trabalho, na política, na maternidade, na rua, no corpo e na cultura. Integram o coletivo Aline Albuquerque (instalação), Clara Capelo (fotografia), Fernanda Meireles (instalação com lambes), Aspásia Mariana, Beatriz Gurgel, Dhiovana Barroso, Elisa de Azevedo, Emi Teixeira, Marissa Moana, Micinete, Renata Cidrack, Shéryda Lopes, Flávia Memória (instalação), Ingra Rabelo (desenho/intervenção), Julia Debasse (pintura), Lia de Paula (fotografia), Marina de Botas (desenho), Simone Barreto (desenho) e Virgínia Pinho (vídeo).

// Dia 29 de março de 2018, às 19h, na MultigaleriaAcesso gratuito. Classificação etária: Livre.




► [MÚSICA] Lançamento do disco “Futuro e Memória”, de Rogério Franco e Dalwton Moura

"Caminhar a vida, recontar a história, cada novo dia, ontem e agora...". Os versos do refrão de "Futuro e Memória", faixa-título do álbum que Rogério Franco e Dalwton Moura lançam com 11 grandes nomes da música do Ceará e um convidado especial, o paulista Zé Luiz Mazzioti, todos interpretando canções da dupla, convidam o ouvinte a um mergulho em um multifacetado painel sonoro e visual, poético e imagético.

A partir da capa e do projeto gráfico criados pelo designer, compositor e músico Caio Castelo, "Futuro e Memória", sobre imagens produzidas por Luiz Alves, um dos mais talentosos nomes da nova cena da fotografia no Ceará, retratando o Edifício São Pedro, na Praia de Iracema, em Fortaleza, o disco chama atenção e propõe um olhar diferenciado, um "estado de poesia", como diria outro poeta, como passagem para uma viagem por 12 canções de diferentes gêneros - balada, jazz, bossa, rock, baião, maracatu, afoxé... Muita diversidade, mas também muito em comum, na tessitura cuidadosa de harmonias, melodias, letras, arranjos, interpretações, como fio condutor do álbum.

Pelas lentes de Luiz Alves, as letras das canções são dispostas, no disco, em cartões com as fotos de detalhes, vestígios e verdadeiros poemas visuais do São Pedro, o primeiro edifício da orla de Fortaleza, hoje uma embarcação de linhas diferentes a capturar o olhar, condensar o tempo, instigar como memória e perguntar sobre um incerto futuro.

O álbum é o terceiro disco da carreira de Rogério Franco, cantor e compositor cearense que se destacou a partir dos anos 90, foi premiado em diversos festivais no Ceará, em Minas Gerais, São Paulo, Paraíba e Paraná, e teve canções gravadas por nomes como seu irmão Rodger Rogério e a cantora Myrlla Muniz. É parceiro de grandes nomes da música do Ceará e do Brasil, como Paulinho Pedra Azul, Davi Duarte, Marcílio Homem e muitos outros. Rogério Franco é também produtor e diretor musical, trabalhando em discos de diversos cantores e compositores de Fortaleza.

Parceiro de nomes como o capixaba Roberto Menescal, o maranhense César Nascimento e os cearenses Luciano Franco, Tarcísio Sardinha, Paulo Façanha, Davi Duarte, Rodger Rogério, Isaac Cândido, Adelson Viana, Luizinho Duarte, Marcio Resende, Pingo de Fortaleza, Cristiano Pinho e Kátia Freitas, Dalwton Moura teve também canções gravadas por intérpretes como Junior Meireles, Luciana Alves, Bia Góes, Edson Montenegro, Aparecida Silvino, Idilva Germano, Fhátima Santos, Lia Veras, Aline Costa, Lupe Duailibe, Joana Angélica, Fernando Rosa, entre outros. É também jornalista, crítico musical e produtor cultural, com destaque para sua atuação em projetos de jazz e música instrumental e iniciativas de divulgação e afirmação da música do Ceará.

29/3: o show no Teatro Dragão do Mar

O show de lançamento do disco, quinta-feira, 29/3, às 20h, no Teatro do Centro Dragão do Mar, reunirá a maioria dos intérpretes presentes no disco, além de convidados especiais. Na banda-base, além de Rogério Franco e Dalwton Moura no violão e na guitarra, estarão grandes nomes da música do Ceará, como Luciano Franco (guitarra semiacústica e contrabaixo), Fernando Abreu (flauta) e Igor Ribeiro (percussão). As 12 faixas serão apresentadas no show de lançamento, contando também com convidados especiais.

// Dia 29 de março de 2018, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 30,00 (inteira, com direito ao CD e a 14 cartões com fotos de Luiz Alves e as letras das canções) e R$ 15,00 (meia).

Contato: 98699-6524 - Dalwton Moura (Wapp) | 98677-8677 - Rogério Franco




► [TEATRO INFANTIL] Espetáculo “Senhorita Marshmallow”
Cia Teatro Mosca

Senhorita Marshmallow é a proprietária de uma grande rede de fast-food, que se encontra à beira da falência diante da chegada de uma grande e popular cozinheira na cidade. Para resolver esta situação, Marshmallow planeja uma sabotagem junto ao seu confidente Espelho Mágico sequestrado da Madrasta da Branca de Neve. O que ela não esperava era o que Espelho, fingindo lhe ajudar, já planejava a própria fuga tudo junto do funcionário escravizado do palácio.


// Dias 31 de março e 1º de abril de 2018, às 17h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). Classificação etária: Livre.

Contato: Lucas Alexandre Whats (85) 98779 5003 / producaoteatromosca@gmail.com






► [PROGRAMAÇÃO DO CICLO "BÁRBARAS: MULHERES DO CEARÁ"][TEATRO] Espetáculo “Aquelas – Uma dieta para caber no mundo”
Coletivo Manada

É uma construção colaborativa, numa criação delicada e cruel, que grita as urgências do “ser mulher” na sociedade em que vivemos. O espetáculo faz reviver Maria de Bil, santa popular de Várzea Alegre, município do Cariri cearense, assassinada no ano de 1926 pelo seu companheiro.

AQUELAS – Uma dieta para caber no mundo” rompe as barreiras geográficas, ganhando caráter universal, nos fazendo ruminar as relações sociais e culturais de gênero. Partindo da pessoalidade das intérpretes Monique Cardoso e Juliana Veras, e com uma encenação brutalmente delicada de Murillo Ramos, AQUELAS instaura uma narrativa cínica e cúmplice com a plateia, através de imagens, objetos e músicas, transformados em um jogo cruel. Uma dieta diária para caber no mundo.


// Dias 30 e 31 de março e dia 1º de abril de 2018, às 19h, no Teatro Dragão do Mar. Acesso gratuito, com retirada de ingressos 2h antes, na bilheteria. Classificação etária: 14 anos.

Contato: Monique / 85 9926-1559 / monique@atomarketingcultural.com.br






//// TODA SEMANA NO DRAGÃO DO MAR

Feira Dragão Arte
Feira de artesanato fruto da parceria com Sebrae-CE e Siara-CE.
Sempre de sexta a domingo, das 17h às 22h, ao lado do Espelho D'Água. Acesso gratuito.

Planeta Hip Hop
Crews de breaking e outras danças do hip hop promovem encontro de dançarinos do gênero com DJ tocando ao vivo.
Todos os sábados, às 19h, na Arena Dragão do Mar. Acesso gratuito.

Brincando e Pintando no Dragão do Mar 
Sob a orientação de monitores, uma série de jogos, pinturas, brincadeiras e outras atividades são oferecidas às crianças. 
Todos os domingos, das 16h às 19h, na Praça Verde. Acesso gratuito.




//// PLANETÁRIO RUBENS DE AZEVEDO

O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura informa que o Planetário Rubens de Azevedo passa por modernização tecnológica. Está, portanto, temporariamente fechado para atendimento ao público amplo. Informações: 3488.8639 ou www.dragaodomar.org.br/planetario



//// VISITE NOSSAS EXPOSIÇÕES

MUSEU DA CULTURA CEARENSE

► Exposição “Luciano Carneiro: O Olho e o Mundo”

Parceria entre o Instituto Dragão do Mar (IDM) e o Instituto Moreira Salles (IMS) traz a Fortaleza exposição inédita sobre o cearense Luciano Carneiro, fotojornalista com uma das mais expressivas produções do Brasil. Intitulada “Luciano Carneiro: O Olho e o Mundo”, a mostra está em cartaz até dia 13 de maio de 2018, no Museu da Cultura Cearense, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. São cerca de 300 fotografias registradas entre o fim da década de 1940 e ao longo da década de 1950, período em que o fotojornalista atuou na revista O Cruzeiro. Sob curadoria de Sergio Burgi, coordenador de Fotografia do IMS, a mostra pretende difundir a visão de um talento ainda pouco conhecido na história da fotografia brasileira e permite um denso recorte do início do moderno fotojornalismo no país.

Luciano Carneiro foi um dos jornalistas mais atuantes de seu tempo. Em uma curta carreira, interrompida por sua morte aos 33 anos em um acidente aéreo, logo se destacou entre os principais nomes de O Cruzeiro. Trabalhou na revista entre 1948 e 1959, inicialmente como repórter e, no ano seguinte, escrevendo e fotografando. Nesse período, a publicação fez uma consistente inflexão em direção a um fotojornalismo mais humanista e engajado. Essa mudança foi concretizada por fotógrafos como José Medeiros, Flávio Damm, Luiz Carlos Barreto, Henri Ballot, Eugênio Silva e o próprio Carneiro, que passaram a integrar a equipe da revista, trazendo para as fotorreportagens maior ênfase na objetividade e no caráter documental e jornalístico. 

Graças à enorme estrutura dos Diários Associados, grupo do qual a revista fazia parte, fundado por Assis Chateaubrinand, Carneiro pôde fazer séries de reportagens em quatro continentes, incluindo a cobertura da Guerra da Coreia, em 1951, sendo um dos únicos repórteres sul-americanos a cobrir o conflito. Com seu espírito aventureiro e com um brevê de paraquedista que possuía, saltou, ao lado do exército americano, sobre as linhas inimigas durante a guerra.

Carneiro documentou, em 1955, o trabalho humanista do dr. Albert Schweitzer na África – premiado três anos antes com o Nobel da Paz. Acompanhou a entrada de Fidel Castro e seus companheiros vitoriosos em Havana, em janeiro de 1959, e realizou ainda reportagens no Japão, na Rússia e no Egito de Gamal Abdel Nasser, presidente daquele país de 1954 até 1970.

No Brasil, realizou matérias sobre jangadeiros, posseiros, a seca no Nordeste, a herança do cangaço, as lutas estudantis e ainda diversas matérias reunidas na seção “Do arquivo de um correspondente estrangeiro” na revista O Cruzeiro, da qual era titular e onde expressava livremente suas opiniões. Ali, revelava influências da fotografia humanista do pós-guerra praticada por fotógrafos como Henri Cartier-Bresson, Robert Capa, Robert Doisneau e W. Eugene Smith. Era um contraponto à coluna de duas páginas de David Nasser, expoente de uma escola de jornalismo de viés sensacionalista, a qual Carneiro se opunha frontalmente.

Ao lado de Rachel de Queiroz, Luiz Carlos Barreto e Indalécio Wanderley, foi parte do elenco de jornalistas, fotógrafos e intelectuais cearenses que ajudaram a construir este grande veículo de comunicação de abrangência nacional e internacional que foi a revista O Cruzeiro. O Instituto Moreira Salles vem ao longo dos últimos anos dedicando-se à pesquisa sobre o fotojornalismo no Brasil, principalmente a partir da produção dos fotógrafos que atuaram na revista.

Apesar de sua evidente relevância, a produção fotográfica de Luciano Carneiro não foi ainda devidamente referenciada e pesquisada. Esta exposição é o primeiro passo mais abrangente nesta direção, com o objetivo de resgatar este importante legado, situando devidamente e definitivamente a obra de Luciano Carneiro no âmbito da fotografia e das artes visuais no Brasil. O conjunto de imagens apresentado corresponde integralmente à coleção de originais cedida ao IMS por sua família, em que se destacam as reportagens que realizou no exterior como correspondente da revista.

Além das fotografias originais, serão exibidos materiais de época, como revistas e fac-símiles de matérias. Outros destaques são: um vídeo sobre a importância da revista O Cruzeiro do ponto de vista de fotógrafos, com depoimentos de Luiz Carlos Barreto e Flávio Damm, que trabalharam na revista, e Walter Firmo e Evandro Teixeira, que nela encontraram a mais forte inspiração no início da carreira; e um minidocumentário produzido para a montagem original da exposição sobre Luciano Carneiro, com entrevistas de Ziraldo e Luciano Carneiro Filho, entre outros.

Sobre o fotógrafo
José Luciano Mota Carneiro (Fortaleza, 1926-Rio de Janeiro, 1959), filho de Antônio Magalhães Carneiro e Maria Carmélia Mota Carneiro, nasceu no dia 9 de outubro. Iniciou sua carreira como jornalista nos jornais Correio do Ceará e O Unitário, periódicos integrantes dos Diários Associados. Começou a fotografar nesse mesmo período e, em 1948, passou a integrar a equipe da revista O Cruzeiro, no Rio de Janeiro, como repórter. Suas fotos passariam a ilustrar as reportagens um ano depois.

Luciano Carneiro morreu tragicamente, no dia 22 de dezembro de 1959, em um acidente de avião próximo à cidade do Rio de Janeiro, quando retornava de um trabalho singelo em Brasília: fotografar o primeiro baile de debutantes da nova capital, então às vésperas da inauguração.
Dos destroços do avião, foram resgatadas suas máquinas fotográficas e os filmes com as fotos. A revista o homenageou publicando o que seria sua última matéria, no dia 16 de janeiro de 1960, sem título nem textos, apenas imagens – em uma delas, aparece o próprio fotógrafo refletido em um espelho. Antecedendo as imagens do acidente, na edição de 9 de janeiro, que anunciava o falecimento, foram publicadas duas páginas escritas por David Nasser lamentando a perda do colega. No texto, Nasser ressalta as diferenças entre o jornalismo praticado por ambos e, ao mesmo tempo, reconhece e enaltece sua objetividade e seu humanismo. Na edição de 16 de janeiro, foi Rachel de Queiroz quem publicou sua homenagem.


// Em cartaz até 13 de maio de 2018, no Museu da Cultura Cearense. Visitação: de terça a sexta-feira, das 9h às 19h (com acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (com acesso até as 20h30). Acesso gratuito.



► Exposição "Vaqueiros"

Exposição lúdica, de caráter didático, percorre o universo do vaqueiro a partir da ocupação do território cearense pela pecuária até a atualidade. Utiliza cenografia, imagens e objetos ligados ao cotidiano do vaqueiro.

// Exposição de longa duração, no Piso Inferior do Museu da Cultura Cearense. Visitação de terça a domingo, das 9h às 19h (acesso até as 18h30) e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Acesso gratuito. Classificação etária: Livre.





MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DO CEARÁ

► Exposição /Simultâneos/

A exposição /Simultâneos/ é um bloco composto por cinco pequenas mostras. O maranhense Thiago Martins de Melo apresenta um conjunto poético que convida o público a discutir o colonialismo por meio da metanarrativa. Com o filme de animação "Barbara Balaclava" (2016), o artista apresenta a trajetória de uma mártir anônima desde a desapropriação e massacre de sua aldeia e sua morte sob tortura policial até sua experiência como "encantada" encontrando a si mesma em encarnação anterior e culminando em seu batismo no coração de Pindorama. Bárbara balaclava é uma narrativa anarco-xamanista de transcendência da luta anticolonialista.

/Simultâneos/ traz ainda "Montar uma Ruína", de Lis Paim. A artista visual baiana radicada em Fortaleza exibe, pela primeira vez, seu arquivo audiovisual constituído a partir da edificação em ruína do Alagoas Iate Clube – o Alagoinha, um antigo clube modernista localizado dentro do mar da orla de Ponta Verde, na cidade de Maceió (AL). Alvo de peculiares ocupações transitórias e de ameaças constantes de desaparecimento desde o momento da sua desapropriação e abandono pelos vários governos em Alagoas, a imagem do Alagoinha na paisagem urbana é a de um apêndice; uma aresta consentida e mal aparada de Maceió: um lugar de limbo.

Em outra sala, o MAC-CE apresenta fragmentos de álbuns de família da cidade de Várzea Alegre/CE, a partir de um conjunto de imagens produzidas pelo "Studio Saraiva" e pela artista "Telma Saraiva", que evidencia a sofisticação de pensar, executar e reinventar a fotografia na metade do século passado no Cariri cearense (Crato/CE), ao inovar, à época, com o uso da fotopintura, detalhamento de fotografias a partir de pintura com tintas, o que a projetou nacionalmente.

Na Sala Experimental, a curadora Carolina Vieira elege algumas obras do Acervo MAC e da Pinacoteca do Estado do Ceará, e aproxima de um recorte de artistas, homens e mulheres que apresentam, de alguma maneira, a energia feminina ao exibir imagens que remetem às noções de trama, memória, conexão e rede de apoio, muito comum ao universo da mulher. O trabalho manual aparece em obras que envolve tapeçaria, desenhos, instalação e pinturas. Como recepção do visitante esta sala apresenta duas obras bastante significativas, uma imagem de nossa senhora do Euzébio Sloccowick e uma gravura de Nossa Senhora dos Escribas do Francisco de Almeida. Elas são o ponto de partida para pensar organização das demais obras da sala.

Além das quatro mini-mostras que permeiam, de alguma forma, o universo feminino, /Simultâneos/ apresenta ainda a instalação "Você Gostaria de participar de uma experiência artística? Circulação & repouso", de Ricardo Basbaum, que convida o público à participação. O artista paulista propõe o envolvimento do outro como participante em um conjunto de protocolos indicativos dos efeitos, condições e possibilidades da arte contemporânea. O projeto se inicia com o oferecimento de um objeto de aço pintado (125 x 80 x 18 cm) para ser levado para casa pelo participante (indivíduo, grupo ou coletivo), que terá um certo período de tempo (em torno de um mês) para realizar com ele uma experiência artística.

// Em cartaz até 13 de maio de 2018, no Museu de Arte Contemporânea do Ceará. Visitação de terça a sexta-feira, das 9h às 19h (com acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (com acesso até as 20h30). Acesso gratuito.



MULTIGALERIA

► Exposição "Mulher Vírgula!"

Com curadoria de Cecília Bedê, a mostra coletiva que se propõe como espaço de debate para além da temática do feminino, rebatendo esteriótipos e quebrando padrões. Dezenove artistas que materializam em diversas linguagens artísticas embates frontais a partir de suas presenças na arte, no trabalho, na política, na maternidade, na rua, no corpo e na cultura. Integram o coletivo Aline Albuquerque (instalação), Clara Capelo (fotografia), Fernanda Meireles (instalação com lambes), Aspásia Mariana, Beatriz Gurgel, Dhiovana Barroso, Elisa de Azevedo, Emi Teixeira, Marissa Moana, Micinete, Renata Cidrack, Shéryda Lopes, Flávia Memória (instalação), Ingra Rabelo (desenho/intervenção), Julia Debasse (pintura), Lia de Paula (fotografia), Marina de Botas (desenho), Simone Barreto (desenho) e Virgínia Pinho (vídeo).

// Em cartaz até dia 8 de abril de 2018, na Multigaleria. Visitação: de terça a domingo, das 14h às 21h (com acesso até 20h30). Acesso gratuito.


É obviamente necessário, como o oráculo grego afirmava, conhecermo-nos a nós próprios. É a primeira realização do conhecimento. Mas reconhecer que a alma de um homem é incognoscível é a maior proeza da sabedoria. O derradeiro mistério somos nós próprios. Depois de termos pesado o Sol e medido os passos da Lua e delineado minuciosamente os sete céus, estrela a estrela, restamos ainda nós próprios. Quem poderá calcular a órbita da sua própria alma?

(in De Profundis)
Oscar Wilde 
Imagem: Keith Proctor