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quinta-feira, 28 de maio de 2015

Bárbara de Alencar



Nessa postagem de hoje, iremos apresentar outra grande cearense notável. Bárbara ( um nome com bastante personalidade, sendo xará de uma das administradoras da página, rsrs) Pereira de Alencar. Nasceu em Exu, Pernambuco, no ano de 1760, Filha de latifundiários, casou-se aos 22 anos de idade com o português José Gonçalves dos Santos, bem mais velho que ela, no que parece ter sido um casamento de conveniência, coisa comum na época.

Em seguida veio instalar-se no Cariri cearense, mais precisamente no Crato, onde teria tido seis filhos, entre os quais, Tristão Gonçalves e José Martiniano de Alencar ( pai do romancista José de Alencar), vivendo da criação de gado e das engenhocas produtoras de mel, açúcar, cachaça e rapadura. Em 1809, após a morte do marido, assumiu definitivamente os negócios da família, o que era uma coisa notável para uma mulher num mundo sertanejo marcado por extremo patriarcalismo.

Acusada de ser amante do vigário cratense Miguel Saldanha, envolveu-se diretamente na "Revolução"  de 1817 e, com o fracasso desta, acabou presa, sofrendo bastante nos cárceres coloniais. Em 1824, já idosa e doente, viu e consentiu o envolvimento dos filhos na Confederação do Equador. Mais sofrimento: perdeu os filhos Tristão Gonçalves e Carlos José, além de vários conhecidos, com a derrota da revolta. Morreria em 1832, no Piauí, onde se refugiara devido a eclosão da Sedição de Pinto Madeira em terras caririenses. Seu corpo foi enterrado na povoação de Itaguá, no atual
município de Campos Sales. 

A história de Bárbara deAlencar é tão importante para os cearenses que existe um monumento que a homenageia Bárbara de Alencar, na praça de mesmo nome sitiada na Av. Heráclito Graça, 1246,  esquina com a Rua Barão de Aracati. Veja abaixo as fotos do local.




Fonte: FARIAS, de Airton. História do Ceará,  Da Pré- História ao Governo Cid Gomes, 2009, Fortaleza-Ceará.

domingo, 3 de novembro de 2013

A imperatriz da beleza!

Helena Rubinstein

Helena Rubinstein é um ícone do século XX. Nascida em 1872  na Polônia, numa família simples, entrou para a história como a imperadora da beleza.  

Aos 24 anos, exilou-se na Austrália trazendo consigo 12 potes de creme facial caseiro inventado por sua mãe. 

Em 1902, abriu seu primeiro salão em Melbourne e as mulheres enlouqueceram com seu método inovador e sua abordagem científica para a beleza.

Depois de conquistar a Austrália, abriu salões na Europa e nos Estados Unidos, numa época em que as mulheres raramente eram vistas no mundo dos negócios, muito menos gerenciando a própria empresa multinacional. 

Vestida por Chanel e Yves St Laurent e pintada por Salvador Dalí e Pablo Picasso, além de amiga de todos eles, Helena não apenas desfrutou de um sucesso sem precedentes, como exerceu grande influência na libertação das mulheres. 



A vida bem-sucedida e tantas vezes trágica da personagem é cuidadosamente descrita pela jornalista e escritora Michèle Fitoussi em  A mulher que inventou a beleza. O livro revela detalhes da trajetória de Helena Rubinstein, uma mulher a frente de seu tempo, cujo legado ainda hoje pode ser visto na indústria de cosméticos, na moda e nos hábitos femininos em todo o mundo. 



     Helena Rubinstein foi uma grande pioneira na indústria da beleza, ao distribuir seus produtos em lojas de departamento e a criar a profissão de consultora. Foi no período da Grande Depressão Americana que ela inaugurou salões e lojas em doze grandes cidades americanas. Em 1932, a HR (como a marca ficou mais conhecida) trouxe os primeiros produtos para o Brasil.

A visionária da beleza morreu no dia 1º de abril de 1965, deixando um legado para o segmento: a marca Helena Rubinstein.

Mais de duas décadas depois, a grife foi adquirida pelo Grupo L´Oréal que continuou mantendo os mesmos princípios defendidos por sua criadora: linhas de produtos oriundos de uma pesquisa apurada, baseada na tecnologia mais avançada e num conhecimento cada vez mais aprofundado dos mecanismos do funcionamento da pele.

Hoje, sua extensa linha de produtos, como a Skincare (cuidados para a pele), proteção solar, autobronzeadores e maquiagens são comercializados em mais de 120 países ao redor do mundo.


A sua biografia  é um livro muito rico, que vale a pena ser lido, principalmente para quem se interessa por personalidades
femininas que fizeram história no século passado e deixaram sua marca na difícil batalha pela emancipação das mulheres.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Carolina Maria de Jesus

               Carolina Maria de Jesus
Carolina Maria de Jesus (1914-1977) tornou-se conhecida quando, em 1960, publicou o livro Quarto de despejo; diário de uma favelada. Moradora da favela do Canindé, na cidade de São Paulo, a autora registra em um diário o cotidiano cruel do qual é testemunha. São histórias reais vividas por essa mulher negra, de origem humilde, que estudou apenas até o segundo ano do Ensino Fundamental, mas fez da escrita um instrumento para refletir sobre a sua condição. Carolina superou todos os estigmas e tornou-se referência para discussões sobre o preconceito social e a condição dos pobres no Brasil.

21 de maio
          Passei uma noite horrível. Sonhei que eu residia numa casa residível, tinha banheiro, cozinha, copa e até quarto e criada. Eu ia festejar o aniversário de minha filha Vera Eunice. Eu ia comprar-lhe umas panelinhas que há muito tempo vive pedindo. Porque eu estava em condições de comprar. Sentei na mesa para comer. A toalha era alva de lírio. Eu comia bife, pão com manteiga, batata frita e salada. Quando fui pegar outro bife despertei. Que realidade amarga! Eu não residia na cidade. Estava na favela. Na lama, as margens do Tietê. E com 9 cruzeiros apenas. Não tenho açúcar porque ontem eu saí e os meninos comeram o pouco que eu tinha.
           ...Quem deve dirigir é quem tem capacidade. Quem tem dó e amisade ao povo. Quem governa o nosso país é quem tem dinheiro. Quem não sabe o que  é fome, a dor, e a aflição do pobre. Se a maioria revoltar-se, o que pode fazer a minoria? Eu estou ao lado do pobre, que é o braço. Braço desnutrido. Precisamos livrar o paiz dos políticos açambarcadores.

JESUS,Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. 8. ed. São Paulo, Ática, 1999. p. 35. (fragmento).

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Nossas origens na pedra


Johann Moritz Rugendas (1802-1858), pintor e desenhista alemão, registrou em suas obras várias cenas brasileiras e expressou a diversidade étnica presente no Brasil do início do século XIX por meio de litografias.
A litografia consiste num processo de gravura executada sobre pedra calcária. Seu princípio baseia-se na repulsão e incompatibilidade entre água e gordura. A pedra é tratada e alisada por um bom tempo. Depois, o artista desenha sobre ela com um lápis especial, à base de resíduos gordurosos, ou com um pincel e tinta à base de óleo. Em seguida, a pedra é processada quimicamente (umedecida) e aplica-se sobre ela uma tinta de impressão. A tinta, que é oleosa, vai aderir-se somente às áreas desenhadas (gordurosas); as outras partes não trabalhadas, por exemplo umedecidas, rejeitam a tinta. A imagem é prensada e reproduzida no papel. 

Veja detalhes da litografia de Rugendas.

Ficheiro:Índios em uma fazenda.jpg
A litografia de Rugendas revela a diversidade étnica da sociedade brasileira no início do século XIX.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Charles Spencer Chaplin

Cineasta e ator inglês mais conhecido como Charles Chaplin, um dos maiores comediantes do cinema, nasceu em 06 de abril de 1889 e faleceu em 25 de dezembro de 1977. Filho de atores, ficou órfão de pai cedo e passou a infância em orfanatos. Em 1908 empregou-se em teatros de variedades e fez sucesso como mímico. Foi para os Estados Unidos (EUA) em 1913 e, um ano depois, começou a trabalhar em Holliywood. Em 1915 criou, na comédia, O Vagabundo, seu mais famoso personagem: o vagabundo Carlitos, de bengala, chapéu de coco e calças largas. Teve uma vida sentimental intensa - casou-se quatro vezes, as três primeiras com estrelas do cinema. Com 54 anos, conheceu a filha do teatrólogo irlandês Eugene O'Neill, Oona, de 18 anos, que se tornou sua quarta mulher e com quem viveu até o fim da vida.Perseguido pelo macarthismo, mudou-se em 1952 para Corsier-sur-Vevey, na Suiça. Durante a carreira, envolveu-se em mais de 60 filmes, como diretor e ator. Obra que marca seu apogeu é Em busca do ouro (1925), em que aparece a conhecida dança dos pães. Alguns de seus filmes são considerados obras-primas da cinematografia mundial, como O garoto (1921), ainda no tempo do cinema mudo. Depois do advento do cinema sonoro, realizou obras-primas como Luzes da cidade (1931), em que Carlitos se apaixona por uma florista cega; Tempos modernos (1936), que satiriza a mecanização da modernidade; e O grande ditador (1940), em que toma partido contra Hitler e contra as perseguições raciais na Europa.

Uma de suas frases



quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Jacques Yves Cousteau

Oficial da Marinha, oceanográfico e diretor de documentários. Realizou diversas expedições oceanográficas com seu barco Calypso, bem como filmes de curta e longa metragem e várias séries para televisão.
Dedicou grande parte de sua vida a explorar e defender a vida marinha. Cousteau  desenvolveu a primeira estação de mergulho subaquático e participou da invenção do escafandro autônomo e da garrafa de oxigênio, em 1943, o que permitiu aos mergulhadores moverem-se livremente sob a água durante períodos prolongados.
Nasceu em 1910, Sant-André-de-Cubzac, França e faleceu em 1997, em Paris, França.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Ludwig Van Beethoven

 (1770 - 1827)
Músico alemão. Desde a sua infância recebeu influência da música de Bach e da escola de Mannheim. 
Foi discípulo de Haydn. Em 1783, foi nomeado acompanhante da capela do Príncipe Eleitor e deu lições de piano para as famílias de prestígio da cidade.
A surdez prematura, desde a idade de trinta anos, o impediu de tocar em concertos. Foi um homem solitário e apaixonado pela natureza. Suas principais obras foram; Sonata ao Luar, Patética, Appassionata, Nona Sinfonia, etc.

Fonte: Vários Autores, Escola viva: programa de pesquisa e apoio escolar o tesouro do estudante:
- 1ª ed. - São Paulo: Meca, 1998.
                               

domingo, 10 de julho de 2011

William Shakespeare

(1564 - 1616)
Dramaturgo inglês. Shakespeare, aos sete anos, frequentava a escola Rei Eduardo VI, onde aprendeu latim e grego, além de sua própria língua. Dedicou-se totalmente à leitura, sendo a Bíblia a favorita. Contudo, com 12 anos, porque seu pai enfrentava sérios problemas econômicos, deixou a escola, passando a trabalhar para ajudar no sustento do seu lar.
Já adulto, partiu para Londres estimulado pelas notícias da vida naquele lugar. Relacionou-se no ambiente teatral. Segundo relatos, começou como guardador de cavalos na porta dos teatros, para depois chegar a autor. Suas primeiras produções foram bem acolhidas. O extraordinário sucesso de suas comédias e tragédias, proporcionou-lhe boa situação financeira. Liquidou então as dívidas da família e adquiriu em Stratford várias propriedades. Mais tarde abandonou o teatro, tendo passado seus últimos anos em sua terra natal. Escreveu: Romeu e Julieta(1595), Hamlet(1601), Othelo(1604),Macbeth(1606), entre outras.

Fonte: Vários Autores, Escola viva: programa de pesquisa e apoio escolar: o tesouro do estudante. - 1ª ed. - São Paulo: Meca, 1998.