Caninha-verde

Consta de uma roda de homens e mulheres que cantam e dançam permutando de lugares e formando pares. Os textos cantados são tradicionais e circunstanciais, acompanhados por viola, violão e pandeiro.
Siriri
Dança de pares soltos que se organizam em duas fileiras, uma de homens e outra de mulheres. No meio delas, ficam os músicos. O início é dado com os homens cantando o "baião", acompanhados das palmas dos demais participantes. A seguir, um cantador "joga" uma quadra que é repetida por todos. Neste momento, um cavalheiro sai de sua fileira e se dirige à dama que lhe fica à frente, fazendo-lhe reverência e voltando ao lugar inicial. A dama o acompanha até o meio do caminho, quando então se dirige a outro cavalheiro e, depois, retorna também ao seu lugar inicial. Este cavalheiro repetirá a movimentação do primeiro. O acompanhamento musical pode ser apenas rítmico, executado em tambor e reco-reco; às vezes, também apresenta instrumentos melódicos, como a sanfona e a viola de cocho.
Cururu
Canto formado por trovas repentistas, chamadas originalmente de carreiras ou linhas, cantadas por vários caminhantes em agradecimento a um santo. Os instrumentos são viola artesanal feita com árvores nativas e ganzá (tipo de reco-reco) de bambu. Foi levado a Mato Grosso pelos bandeirantes. Era inicialmente dançado, hoje é só cantado.
Mascarados

Originária dos costumes indígenas, foi modificada e enriquecida pelos colonizadores espanhóis e portugueses. Dura cerca de duas horas e meia, tem doze partes, com diferentes passos, e exige grande esforço físico. Por isso, antigamente só os homens participavam dessa manifestação cultural. Para que os que faziam papel de mulher não fossem identificados, todos usavam máscaras.