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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Como é a paz que buscamos?

Certo rei ofereceu um prêmio ao artista que pintasse o quadro que melhor representasse a paz. Muitos candidatos dirigiram-se apressadamente ao palácio para apresentar sua obra a tempo de concorrer ao prêmio real.
Após examinarem todos os quadros, os assessores do rei escolheram os dois melhores para que o soberano decidisse quem era o vencedor da contenda.
Em um dos quadros, estava representado um lago que transmitia calma e serenidade. Ao redor, montanhas floridas apresentavam o espelho perfeito de um ambiente de paz e tranquilidade. À frente, um céu brilhante com magnificas nuvens refletindo o sol dourado da manhã encantava os melhores apreciadores de arte.
No outro quadro, viam-se montanhas  com pouca vegetação, destacando-se certa aspereza exibida por rochas e pedras. Acima, apresentava-se um céu nublado, de aparência carregada, como se estivesse prestes a derramar volumosa chuva. Em uma das encostas, um fluxo de água precipitava-se em espumosa cachoeira.
O quadro não apresentava com clareza uma atmosfera de sossego, mas quando o rei olhou mais de perto, viu por trás da cachoeira um pequeno arbusto crescendo numa fenda da rocha. No arbusto, consegui o rei divisar um pássaro alimentando o filhote em seu ninho. No fim de uma grande queda, próximo à água que chegava ruidosa e estressada, o pequeno pássaro fazia grande festa, alegre com a chegada da comida.
Depois de perceber todos os detalhes, a decisão foi rápida, preferindo o rei a segunda pintura. "Paz", explicou, "não significa permanecer num lugar onde não há barulho, problemas ou trabalho duro. Demostramos a verdadeira paz quando, em meio à realidade da vida, mantemos a mete e o coração ancorados em equilibrada quietude. Este é o real significado de paz".
Self-Realization Magazine, Spring 2009

lotus flower Pictures, Images and Photos

terça-feira, 15 de maio de 2012

A arte na Pré-História brasileira

Matozinhos, MG.

Vestígios da arte rupestre em Minas Gerais
O território brasileiro possui um valioso patrimônio arqueológico, embora nem sempre saibamos preservá-lo. Em Minas Grais, por exemplo, encontra-se o sítio arqueológico de Lapa da Cerca Grande, localizado no município de Matozinhos, a aproximadamente 50 quilômetros de Belo Horizonte. Ele foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico e Nacional - Iphan, o que atesta sua importância e aumenta suas chances de preservação.

Sítio arqueológico - Lapa da Cerra Grande, Matosinhos, Minas Gerais. 

Nas pinturas do interior de grutas e abrigos de Lapa da Cerca Grande, podem ser vistas figuras zoomorfas (representações de animais terrestres, peixes e aves), antropomorfas (imagens humanas) e geométricas.

Pintura rupestre encontrada em Lapa da Cerca Grande, em Matozinhos, Minas Gerais.

Naturalismo e geometrismo: duas faces da arte rupestre no Brasil.
Outro importante sítio arqueológico, também tombado pelo Iphan, encontra-se no Parque Nacional da Serra da Capivara, município de São Raimundo Nonato, Piauí. Diversos pesquisadores vêm trabalhando nele desde 1970.

Cidade de São Raimundo Nonato, Piauí.

Parque Nacional da Serra da Capivara , município de  São Raimundo Nonato - Piauí
.
Em 1978, uma missão franco-brasileira coletou no local uma grande quantidade de dados e vestígios arqueológicos. Os cientistas chegaram a conclusões esclarecedoras a respeito dos grupos humanos que habitavam a região por volta do ano 6000 a. C., ou talvez em épocas ainda mais remotas. Como os primeiros habitantes da área de São Raimundo Nonato - provavelmente caçadores-coletores, nômades e seminômades - se abrigavam ocasionalmente nas grutas da região, a hipótese mais aceita é a de que teriam sido emes os autores das pinturas e gravações aí encontradas.
Os pesquisadores classificaram essas pinturas e gravações em dois grandes grupos; obras com motivos naturalistas e obras com motivos geométricos.

Inscrições rupestre no sítio arqueológico de Pedra Furada, no Parque Nacional da Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato, no Piauí.

Entre as pinturas com motivos naturalistas, prenomina a figura humana, ora isolada em grupo, em movimentadas cenas de caça, guerra e trabalhos coletivos. Ainda nesse grupo, encontra-se figuras de animais, como veados, onças, pássaros, peixes e insetos.


Motivos Naturalista

As figuras com motivo geométricos são muito variadas: apresentam linhas paralelas de pontos, círculos concêntricos, cruzes, espirais e triângulos.
Pintura rupestre com motivo geométrico, localizado no Parque Nacional da Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato, no Piauí.

Com base nos vestígios arqueológicos de São Raimundo Nonato, estudiosos formaram a hipótese da existência de um estilo artístico que nomearam de Várzea Grande. Esse estilo tem como características "a utilização preferencial da cor vermelha, o predomínio dos motivos naturalistas, a representação de figuras antropomorfas e zoomorfas (com o corpo totalmente preenchido e os membros desenhados com traços) e a abundância de representações animais e humanas de perfil. Nota-se também a frequente presença de cenas em que participam numerosas personagens, com temas variados e que expressam grande dinamismo".

Vestígios da arte rupestre na Amazônia
Em 2003, a pesquisadora Edith Pereira publicou estudos sobre a arte rupestre na Amazônia, principalmente no Pará, que trouxeram informações sobre as origens mais remotas da cultura de nosso país. 
Diz ela; "Com o intento de alcançar um equilíbrio no conhecimento dos diferentes vestígios deixados pelos grupos pré-históricos, iniciei em 1988, a pesquisa sobre as pinturas e gravuras rupestres da Amazônia brasileira,particularmente aquelas localizadas no estado com maior número de áreas de concentração de figuras rupestres, o Pará.
A pesquisadora afirma ainda, chamando-nos a atenção: "Conhecer e proteger o patrimônio deixado por antigos povos amazônicos é preservar uma parte da nossa história e um dever que cabe a todos nós".


Serra da Lua, Monte Alegre, Pará.



Pinturas rupestres com figuras antropomorfas na forma completa, encontradas na Serra da Lua, em Monte Alegre no Pará.

Ilha dos Martírios , município de Xambioá, no estado de Tocantins.
Baixo-relevo rupestre zoomorfo (jacaré), em bloco de pedra no chão da ilha dos Martírios, município de Xambioá, no estado de Tocantins.

As pesquisas cientificas sobre as antigas culturas que existiram no Brasil abrem um novo panorama tanto para a historiografia como para a arte brasileiras. Por meio delas, podemos ver com mais clareza nossa história inserida em um contexto maior, na história humana. Além disso, podemos constatar que nossas origens antecedem em muito os séculos XV e XVI, período em que se deu o inicio oficial da "história do Brasil".

Fonte; PROENÇA, Graça. História da Arte. São Paulo, 2009. Editora Ática.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

“Depois de haver plantado a semente da vibração de sua prece no solo da Consciência Cósmica, não a desenterre frequentemente para ver se germinou ou não. Dê às forças divinas a oportunidade de trabalharem sem interrupção.”


Paramahansa Yogananda, Afirmações Científicas de Cura.


domingo, 13 de maio de 2012

sábado, 12 de maio de 2012

As regiões e o imaginário popular

Você já viu lobisomem? Os contos, mitos e lendas sempre estimularam a imaginação de crianças e adultos de cada região do Brasil e abrem as portas para o mundo do folclore. Vamos ver?

Boto
Personagem popular no Pará. A crença diz que ao cair da noite o boto se transforma em um rapaz alto e muito bonito. Costuma frequentar bailes para atrair as moças e nunca tira o chapéu, que usa para esconder o orifício no alto da cabeça. O boto é sempre culpado nos casos de adultério e de sedução de jovens moças e é o pai dos filhos de origem desconhecida.



Serpente Emplumada
Conta a lenda que um dia, na região de Bom Jesus da Lapa (BA), um missionário amarou uma serpente feroz com o fio da barba em uma cova. Ela começou a criar penas e todos temiam ser atacados pelo monstro. Um dia, Frei Clementino pediu a todos que rezassem. A cada reza, caía uma pena, até que o monstro morreu.



Lobisomem
Há relatos em todo o Brasil. Trata-se de um homem, geralmente magro, branco, de orelhas, compridas e nariz arrebitado. Nas moites de lua cheia de quinta para sexta-feira, ele vira lobo, porco ou cão e sai à procura de recém-nascidos e animais para sugar-lhes o sangue. Em alguns lugares, acredita-se que toda mulher que tiver sete filhos homens gera entre eles um lobisomem. A maldição é quebrada quando alguém o fere.



Saci-Pererê
É comum na região Sul, mas aparece também em outras regiões, como no Sudeste. A lenda fala sobre um menino negro, de uma perna só e pouco mais de meio metro de altura, que leva sempre um cachimbo na boca. Seu gorro vermelho torna-o encantado. Assusta os viajantes na estrada e costuma fazer trança na crina dos cavalos de uma forma que ninguém consegue desfazê-las.



Negrinho do Pastoreiro
Muito popular no Rio Grande do Sul, a lenda fala sobre um menino negro, escravo de um fazendeiro. Um dia, ele perdeu os cavalos que estavam sob o seus cuidados. Como castigo, foi surrado e jogado sobre um formigueiro, vindo a morrer. Até hoje ele é visto cavalgando pelos pastos e ajuda aqueles que lhe acendem uma vela a encontrar objetos perdidos.

Fonte: Revista  Nova Escola, março de 2001. 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

De bem com a Natureza

Parques Nacionais da região Nordeste 
Entre os parques do Nordeste, dois são marinhos: Abrolhos - refúgio de baleias jubarte - e Fernando de Noronha, morada de tartarugas e golfinhos. Ambos abrigam centenas de espécies de peixes tropicais, além de servir de santuário para dezenas de espécies de aves marinhas.
Outros parques da região Nordeste exibem paisagens diversificadas, como as das imagens a seguir.


 
Areias de quartzo muito finas e leves, resultado da ação combinada dos ventos, formam as dunas características do PARQUE NACIONAL DOS LENÇÓIS MARANHENSES.


O PARQUE NACIONAL DA SERRA DA CAPIVARA, no Piauí, declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, guarda vestígios arqueológicos do que seria a mais remota ocupação humana da América do Sul, há cerca de 50 mil anos. As pinturas, gravadas em paredões de rocha, representam aspectos do dia-a-dia, ritos e cerimônias dos antigos habitantes da região, além de figuras de animais, alguns já extintos.


O PARQUE NACIONAL MARINHO DE ABROLHOS, localizado no litoral sul da Bahia, tem esse nome porque, como diz a tradição, ao navegar pela costa no século XVI, os portugueses depararam com formações de corais, o que fez com que recomendassem aos novos viajantes que ficassem bem atentos: "Abram os olhos quando passarem por lá". Peixes, tartarugas e aves habitam a região, mas um dos principais habitantes do parque é a baleia jubarte, que, no segundo semestre do ano, migra da Antártida em busca de águas mais quentes e seguras para acasalar e progredir.


Parque Nacional de Ubajara - Serra da Ibiapaba
O PARQUE NACIONAL DE UBAJARA, é o menor parque nacional brasileiro. Localizado na Serra da Ibiapaba, no Ceará, pertencendo ao município de Ubajara, conserva porções de mata Atlântica nas regiões de maior altitude.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Tudo é Brasil

As ferrovias foram instaladas no Brasil a partir da segunda metade do século XIX. Uma dessas ferrovias foi a Madeira-Mamoré, em Rondônia, cuja impressionante e trágica história serviu de pano de fundo para a minissérie televisiva Mad Maria, transmitida em 2005.
Chamada de "ferrovia do diabo", vale a pena conhecer um pouco de sua história.

Mad Maria
Apesar de a minissérie ser uma obra ficcional, ela retrata a saga de milhares de pessoas que, em plena floresta Amazônica, trabalharam na construção da ferrovia Madeira-Mamoré entre 1907 e 1912. Mais de 20 mil homens de várias origens, como chineses, hindus, ingleses, armênios, dinamarqueses, poloneses e gregos, e de várias regiões do Brasil enfrentaram adversidades naturais e culturais para construir seus 366 quilômetros. Muitos abandonaram a viagem no caminho, ao ouviram os rumores sobre as difíceis condições de vida na região do rio Madeira, devida a incessantes epidemias e ao esquema rígido de controle disciplinar e submissão dos trabalhadores. Visando aproximar as regiões produtoras de látex, em pleno auge do ciclo da borracha no Brasil, o projeto da ferrovia atendia também aos desejos das autoridades preocupadas com ocupações da Amazônia. Durante sua construção, estima-se que o número de mortes tenha chegado de 8 a 10 mil. E, apesar dos esforços e mortes, quando a ferrovia ficou pronta, em 1912, o Brasil havia ficado para trás no mercado mundial da borracha, que teve seu preço em queda. Com investimento direcionado para a rodovia Cuiabá-Porto Velho, inaugurada em 1960, a Madeira-Mamoré foi sofrendo um processo de abandono e sucateamento, sendo completamente desativada em 1966, juntamente com seus arquivos e imagens fotográficas.




O americano Dana Merril registrou em fotografias toda a história da construção da Madeira-Mamoré. As  imagens mais documentadas por ele foi o cotidiano dos trabalhadores da ferrovia entre 1909 e 1912. Nas fotos, obras em trecho da ferrovia com betoneiras movidas a vapor, trabalhador em acampamento e autoridades em visita a um trecho concluído.  
Veja mais acessando: 

quarta-feira, 9 de maio de 2012

“O modo mais simples de vencer a batalha da vida é manter o pensamento em Deus em primeiro lugar na consciência.”


Sri Daya Mata, No Silêncio do Coração.


terça-feira, 8 de maio de 2012

Rendeiras do Ceará

A renda
Vamos ver como essa forma de artesanato resistiu ao tempo e expressa uma parte significativa da cultura do Ceará.

A renda é um tecido delicado, de malhas abertas, cujos fios são trabalhados à mão ou à máquina e se entrelaçam formando desenhos. A renda enfeita peças de vestuários, roupas de cama, toalhas de mesa.

Tecendo a história
A arte de fazer renda foi introduzida no Ceará por mulheres  de colonos portugueses, no século XVII. Naquela época, fazer renda era uma atividade comum em Portugal e em outros países europeus.
No século XVIII, a renda do Ceará se tornou conhecida na Europa, quando os viajantes que visitavam o Brasil começaram a levar na bagagem delicadas toalhas de mesa, lençóis, blusas e outras peças feitas pelas rendeiras. Até hoje, tanto em Portugal como no Ceará, a produção artesanal de renda é um trabalho basicamente feminino. Essa arte, que garante a sobrevivência de muitas famílias, costuma ser praticada por mulheres de pescadores, em suas casas na beira da praia ou m lugares públicos, onde as pessoas podem admirar o trabalho com os bilros e comprar sua peças.

De mãe para filha
O trabalho das rendeiras, uma atividade tradicional e muito antiga, realizada principalmente por mulheres. Esse conhecimento chegou até nossos dias porque as mães ensinaram às filhas a técnica e a arte de fazer renda.
Em algumas cidades do litoral, é comum encontrar rendeiras vendendo sua produção, que ainda hoje é uma atividade econômica importante para o povo cearense. 
Centro das rendeiras em Aquiraz
 
Também chamada renda da terra, a renda de bilro tem origem portuguesa. É feita com uma almofada e bilros, espécie de fusos. Ao movimentar os bilros, a artesã vai compondo uma trama delicada que resulta num dos mais bonitos tipos de artesanato do Ceará.


Renda filé

O filé é uma outra técnica mista, com influência de índios e europeus, em que o artesão compõe sua peça com desenhos próprios, tecendo inicialmente a "malha" trançada com fio de algodão cru ou linha, que é colocada na grade para, em seguida, ser trabalhada com agulha e linha a fim de transformá-la em peças como panos de bandeja, toalhas de mesa, cortinas, roupas e entre outros.
A renda é uma entre muitas heranças culturais do Ceará.

domingo, 6 de maio de 2012

Catedral de Cuzco

Fachada da catedral de Cuzco, no Peru.
Na América Latina, chama a atenção dos estudiosos da arquitetura colonial a catedral de Cuzco, a antiga cidade mais importante do Império inca. As origens da construção dessa igreja datam do início da colonização espanhola, mas o aspecto que hoje temos dela começou a surgir do século XVI, provavelmente com o projeto do arquiteto espanhol Francisco Becerra - o mesmo arquiteto da catedral de Lima, capital do Peru. Como em todas as grandes construções de igrejas que, em geral, levam muitos anos até serem terminadas, diferentes arquitetos assumiram a direção das obras. Isso causa modificações ao projeto inicial, pois vão sendo assimiladas tendências de arquitetura contemporâneas ao período em que se está construindo. Portanto, a catedral de Cuzco, que inicialmente apresentava aspectos góticos e renascentistas semelhantes ao que existiram na Europa, no século XVIII ganha elementos barrocos principalmente na sua fachada principal.

Altar principal
Quanto à decoração do espaço interno da catedral destaca-se o altar principal todo de prata e a série de telas pintadas por Marcos Zapata.

A última ceia (1753), quadro do pintor cusquenho Marcos Zapata (1710-1773).
Fonte: PROENÇA, Graça. História da Arte. São Paulo, 2009. Editora Ática.