sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Conhecendo Fortaleza - Cultura

Centros culturais

Um dos principais equipamentos culturais de Fortaleza, a Vila das Artes é um espaço de formação e apoio à produção, pesquisa e difusão cultural mantido pela Prefeitura. A Vila está localizada no Centro da cidade e é um espaço para a realização de atividades e cursos que atendem a diferentes públicos e formatos, por meio de mostras, filmes, debates e encontros em programações gratuitas.
O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura é um dos equipamentos que compõe o Instituto de Arte e Cultura do Ceará (IACC). Espaço para a apresentação de diferentes manifestações artísticas, o Dragão do Mar localiza-se numa área de 30 mil metros quadrados e conta com uma programação variada.
Inaugurado em 2012, o Centro Cultural da Caixa é o mais novo equipamento cultural da cidade de Fortaleza. O local conta com um cine teatro para 190 espectadores, três galerias de arte, salas para a realização de oficinas de arte-educação e ensaios, além de café cultural, livraria e espaços destinados à realização de eventos. As instalações do Centro Cultural da Caixa funcionam no prédio da Antiga Alfândega.
O Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB), inaugurado em 1988, está localizado no Centro de Fortaleza num prédio de quatro andares e oferece ao público programação gratuita nas áreas de cinema, artes visuais, música, teatro, literatura e atividades infantis.

Vila das Artes, espaço de apoio à produção cultural.
Fonte; Anuário de Fortaleza 2012-2013. O POVO. Agosto/2012.

Conhecendo Fortaleza - Cultura

Equipamentos culturais

Fortaleza tem 63 equipamentos culturais cadastrados pela Secretaria da Cultura do Estado do Ceará. São dois arquivos, quatro bibliotecas, 12 centros culturais, 27 museus e 18 teatros. Os bairros Centro, Aldeota, Praia de Iracema e Benfica são os que apresentam a maior concentração destes espaços na cidade. Destacam-se, por exemplo, o Theatro José de Alencar, o Museu do Ceará, o Museu Casa José de Alencar, o Centro Cultural Dragão do Mar de Arte e Cultura, a Biblioteca Pública Estadual Governador Menezes Pimentel e a Casa Amarela Eusélio Oliveira.

CENTRO

Arquivo Intermediário: funciona na antiga sede do Arquivo Público, em prédio localizado na rua Pinto Madeira, 116 – Centro
Arquivo Público do Estado do Ceará: Rua Senador Alencar, 348 – Centro
Biblioteca Pública Estadual Governador Menezes Pimentel: Avenida Presidente Castelo Branco, 255 – Centro
Centro Cultural Banco do Nordeste: Rua Floriano Peixoto, 941 – Centro
Centro Cultural do Correios: Rua Senador Alencar, 38 – Centro
Instituto do Ceará (Histórico, Geográfico e Antropológico): Rua Barão do Rio Branco, 1594 – Centro
Casa de Cultura Cristiano Câmara: Rua Baturité, 162 – Centro
Museu de Arte e Cultura Populares: Rua Senador Pompeu, 350 – Centro
Museu de Tecnologia de Combate à Seca: Rua Pedro Pereira, 683 – Centro
Museu de Minerais Dr. Odorico Rodrigues de Albuquerque: Rua Senador Pompeu, 350 – Centro
Museu do Ceará: Rua São Paulo, 51 – Centro
Museu do Maracatu Cearense: Rua Boris, s/n – Centro
Anfiteatro e Teatro do Centro Dragão do Mar: avenida Almirante Tamandaré - centro
Teatro São José: Rua Rufino Alencar, 362 – Centro
Teatro SESC Emiliano Queiroz: Avenida Duque de Caxias, 1701 – Centro
Theatro José de Alencar: Rua 25 de Março, 600 – Centro

ALDEOTA

Centro Cultural Oboé: Rua Maria Tomásia, 531 – Aldeota
Centro de Documentação e Pesquisa do Transporte do Ceará (CDPTCE): Avenida Dom Luís (salas 905 a 908 – Ed. Top Center), 880 – Aldeota
Memorial do Transporte: Avenida Dom Luiz – Aldeota
Memorial do Tribunal Regional do Trabalho: Avenida Santos Dumont, 3384 - Aldeota
Teatro Arena Aldeota (Colégio Christus): Rua Silva Paulet, 1670 – Aldeota
Teatro Boca Rica: Rua Dragão do Mar, 260 – Aldeota
Teatro do Centro Cultural Oboé: Rua Maria Tomásia, 531 – Aldeota
Teatro do IBEU: Rua Nogueira Acioly, 891 – Aldeota
Teatro Paurillo Barroso (Colégio Christus): Rua Israel Bezerra, 630 – Aldeota

PRAIA DE IRACEMA

Centro Cultural Dragão do Mar de Arte e Cultura: Rua Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema
Memorial da Cultura Cearense: Rua Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema
Museu de Arte Contemporânea: Rua Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema
Museu Siará em Miniatura: Rua José Avelino, 250 – Praia de Iracema
Teatro da Praia: Rua José Avelino, 662 – Praia de Iracema
Estoril: rua Tabajaras., 397 - Praia de Iracema

BENFICA

Biblioteca Pública Municipal Dolor Barreira: Avenida da Universidade, 2572 – Benfica
Casa Amarela Eusélio Oliveira: Avenida da Universidade, 2591 – Benfica
Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará (MUAC): Avenida da Universidade, 2854 – Benfica
Teatro Universitário Paschoal Carlos Magno: Avenida da Universidade, 2210 – Benfica

OUTROS

Biblioteca do Centro Cultural Celita: Rua Luís Bento, 290 – Pedra
Biblioteca Gaivota: Rua B, 6 – Esplanada Messejana
Academia de Ciências e Artes: Rua Nossa Senhora das Graças, 994 – Pirambu
Centro Cultural Jovens na Roça: Rua Misericórdia, 452 – Jardim Iracema
Cooperarte: Rua Papi Júnior s/n – Bela Vista
Encine: Núcleo Sócio Cultural de Arte Audiovisual – Rua Carlos Barbosa, 150 – Papicu
Espaço Cultural Unifor: Avenida Washington Soares, 1321 – Edson Queiroz
Fundação Social Raimundo Fagner: Rua Duarte Coelho, 1023 – Parque Itamarati
Arquivo Nirez (Museu Cearense da Comunicação): Rua Professor João Bosco, 560 – Rodolfo Teófilo
Fundação Instituto Histórico e Cultural da Polícia Militar do Ceará: Avenida Aguanambi, 2480 – Bairro de Fátima
Memorial do Poder Judiciário: Avenida José Américo, s/n – Cambeba
Mini Museu Firmeza: Via Férrea, 259 – Mondubim
Mini Museu Gaivota: Rua B, 6 – Coaçu
Mini Siará: Rua Helena Maria, 53 – Papicu
Museu Arthur Ramos (Anexo da Casa José de Alencar): Avenida Washington Soares, 6055 – Messejana
Museu Casa de José de Alencar: Avenida Washington Soares, 6055 – Messejana
Museu da Imagem e do Som: Avenida Barão de Studart, 410 – Meireles
Museu da Loucura: Avenida João Pessoa, 6600 – Parangaba
Museu da Motocicleta: Rua Samburá, 4 – Conjunto Santa Terezinha
Museu do Automóvel: Avenida Desembargador Manoel Sales Andrade, 70 – Água Fria
Museu do Farol: Rua Vicente Castro, s/n – Serviluz
Museu Natural do Mangue: Rua Professor Valdevino, 58 – Sabiaguaba
Anfiteatro do Parque do Cocó: Avenida Engenheiro Santana Júnior com rua Andrade Furtado – Papicu
Anfiteatro Flávio Ponte (Volta da Jurema): Avenida Beira Mar, s/n – Meireles
Teatro Bela Vista: Rua Papi Junior, 2250 – Bela Vista
Teatro Celina Queiroz Unifor: Avenida Washington Soares, 1321 – Água Fria
Teatro SESI: Avenida Francisco Sá, 6623 - Barra do Ceará.
Fonte: Sinf-Aecult. 2012

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

“Nenhuma sensação ou tortura mental poderá afetá-lo, se a sua mente delas se dissociar e ficar ancorada na paz e na alegria de Deus.”


Paramahansa Yogananda, Onde Existe Luz

Meu coração te dá as boas vindas a este espaço de encontros sagrados...


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Arte cearense

Pintura de Estrigas

Sem Título
Nilo de Brito Firmeza, conhecido por amigos e admiradores como Estrigas, nasceu em Fortaleza, na Rua Barão do Rio Branco, no centro de nossa cidade. É, a rigor, um dos grandes mestres das artes plásticas do Ceará. Sua pintura, sempre renovadora e criativa, alimenta-se de uma intensa variedade temática , bem como experimenta diversas formas de expressão.
Fonte: Jornal O POVO

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Conhecendo Fortaleza - Cidade

Fortaleza se caracteriza pela hipertrofia econômica e populacional em relação aos demais municípios do estado. O Produto Interno Bruto (PIB) da cidade, que chega a R$32 bilhões, corresponde a mais da metade da soma de todas as riquezas produzidas no Ceará - R$60 bilhões. São 2,5 milhões de habitantes e taxa de urbanização de 100%. A cidade vive uma agenda intensa de investimentos em infraestrutura, em função da Copa 2014, da qual será subsede de seis jogos.

A economia da cidade tem como setor mais atuante o de serviços, com participação de 77,78% no valor. Entre as atividades que movimentam o setor, o turismo se destaca demonstrando crescimento significativo nos últimos 15 anos. Um dos principais destinos de turistas do país, Fortaleza recebeu 2,8 milhões visitantes em 2010, número que deve continuar crescendo nos anos seguintes, com os grandes investimentos em equipamentos turísticos e a Copa Mundial da FIFA 2014.



Sob a bênção de Nossa Senhora da Assunção, a capital cearense é berço das mais diversas manifestações culturais e cenário de momentos históricos para o estado. Além dos dois arquivos, quatro bibliotecas, 12 centros culturais, 27 museus e 18 teatros; em um passeio por ruas como as do Centro da cidade, é possível revisitar a história por meio da arquitetura centenária de prédios que sobrevivem às mudanças e de praças e monumentos que retratam um pouco da Fortaleza do século passado.
Fonte: Anuário de Fortaleza 2012-2013. O POVO Agosto/2012.

Conhecendo Fortaleza - Cidade

Mapa da Região Metropolitana de Fortaleza

Mapa da Região Metropolitana de Fortaleza
Fonte: Anuário de Fortaleza 2012-2013. O POVO. Agosto/2012

Conhecendo Fortaleza - Cidade

Região de influência de Fortaleza

Vista aérea da Avenida Beira Mar
Fortaleza possui a segunda maior área de influência do Brasil em número de municípios, abrangendo 786 cidades, atrás apenas de São Paulo. O dado tem como fonte um estudo do IBGE intitulado “Regiões de Influência das Cidades”, divulgado em 2008, o mais recente sobre o assunto.

A publicação mostra que as cidades são centros distribuidores de serviços públicos e privados nas áreas de lazer, saúde, educação e transporte, que acabam atendendo outros municípios, tornando-os, em certos casos, dependentes dessas matrizes.
Além de Fortaleza e São Paulo, essas redes de influências são comandadas por outras dez metrópoles: Rio de Janeiro, Brasília, Manaus, Belém, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Goiânia.
Fortaleza exerce influência sobre cidades nos estados do Ceará, Piauí e Maranhão, além de compartilhar a área e Rio Grande do Norte com Recife, com um raio de influência de 792.411 km2. Com 20,5 milhões de habitantes, a rede de Fortaleza é a terceira maior do País, se considerado o seu conjunto populacional.
O Produto Interno Bruto da rede de Fortaleza representa apenas 4,47% do PIB Nacional, atrás, inclusive, das redes de Recife e Salvador. Já o PIB per capita da região de influência de Fortaleza é o menor dentre as 12 do País. A região de influência de Fortaleza possui o menor PIB per capita entre as redes, com R$ 4,7 mil.
Fonte: Anuário de Fortaleza 2012-2013. O POVO. Agosto/2012.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012


‎"Ser filho de Deus não é algo que se tenha de adquirir; em vez disso, é preciso somente receber a luz divina e perceber que Deus já nos conferiu, desde o princípio, essa condição abençoada."



Paramahansa Yogananda, A Yoga de Jesus



quarta-feira, 21 de novembro de 2012

 “Quando você transcende a consciência deste mundo, sabendo que não é o corpo nem a mente, e, ainda assim, estando mais consciente do que nunca de que existe, é essa consciência divina o que você é."



Paramahansa Yogananda, Onde Existe Luz


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Carolina Maria de Jesus

               Carolina Maria de Jesus
Carolina Maria de Jesus (1914-1977) tornou-se conhecida quando, em 1960, publicou o livro Quarto de despejo; diário de uma favelada. Moradora da favela do Canindé, na cidade de São Paulo, a autora registra em um diário o cotidiano cruel do qual é testemunha. São histórias reais vividas por essa mulher negra, de origem humilde, que estudou apenas até o segundo ano do Ensino Fundamental, mas fez da escrita um instrumento para refletir sobre a sua condição. Carolina superou todos os estigmas e tornou-se referência para discussões sobre o preconceito social e a condição dos pobres no Brasil.

21 de maio
          Passei uma noite horrível. Sonhei que eu residia numa casa residível, tinha banheiro, cozinha, copa e até quarto e criada. Eu ia festejar o aniversário de minha filha Vera Eunice. Eu ia comprar-lhe umas panelinhas que há muito tempo vive pedindo. Porque eu estava em condições de comprar. Sentei na mesa para comer. A toalha era alva de lírio. Eu comia bife, pão com manteiga, batata frita e salada. Quando fui pegar outro bife despertei. Que realidade amarga! Eu não residia na cidade. Estava na favela. Na lama, as margens do Tietê. E com 9 cruzeiros apenas. Não tenho açúcar porque ontem eu saí e os meninos comeram o pouco que eu tinha.
           ...Quem deve dirigir é quem tem capacidade. Quem tem dó e amisade ao povo. Quem governa o nosso país é quem tem dinheiro. Quem não sabe o que  é fome, a dor, e a aflição do pobre. Se a maioria revoltar-se, o que pode fazer a minoria? Eu estou ao lado do pobre, que é o braço. Braço desnutrido. Precisamos livrar o paiz dos políticos açambarcadores.

JESUS,Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. 8. ed. São Paulo, Ática, 1999. p. 35. (fragmento).

domingo, 18 de novembro de 2012

O Grito

As quatro versões de O Grito, de Edward Munch
Criadas entre 1893 e 1910, as obras apresentam diferenças nas cores e nos  elementos que compõem a cena.

EdvardMunch-TheScream-1893.jpg
Primeira versão - Pura representação de angústia, a primeira versão de 1893 recebeu o título Desespero. Foi demonizada pelos nazistas. Munch foi banido como artista degenerado.



Segunda versão - Esta versão, com cores menos vivas, também de 1893, é tida por historiadores da arte como a mais incompleta. Está no acervo do Munch Museum, em Oslo, na Noruega.


Edvard_Munch_le-cri-1895.jpg
Terceira versão - Esta foi a versão de 1895. Em maio de 2012  tornou-se a obra mais valiosa arrematada em um leilão, de cores mais fortes e com línguas de fogo sobre o azul. Neste quadro, a figura em segundo plano olha para a cidade.


le-cri-1910.jpg
Quarta versão - Na quarta versão, de 1910, a figura é mais perturbada devido à ausência de olhos e às cores pálidas. Esta imagem é usada em vários filmes para simbolizar pânico e terror.

Fonte: Revista Época.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Academia Cearense de Letras

A Academia Cearense de Letras (ACL) é a mais antiga das academias de letras do Brasil, fundada a 15 de agosto de 1894, três anos antes da fundação da Academia Brasileira de Letras.
A (ACL) foi fundada em meio à inquietação que propiciou a criação da Padaria Espiritual, movimento literário de renovação no Ceará, idealizado por Antônio Sales.

Conta com um acervo muito valioso, possuindo coleções de livros e jornais dos séculos passados, contando também com importante coleção João Carlos Neto, com cerca de 4 (quatro) mil livros sobre o Ceará e com o  destaque para os acervos dos acadêmicos falecidos: Antônio Martins Filho, Moreira Campos, Milton Dias e outros.

Anualmente, concede o Prêmio Osmundo Pontes e, desde 2005, os prêmios Antônio Martins Filho e Fran Martins, para jovens escritores.
Atualmente a ACL funciona no Palácio da Luz, antiga sede do Governo do Ceará, fazendo parte do conjunto arquitetônico da Praça dos Leões (Praça General Tibúrcio), bem ao lado da Igreja do Rosário.
O prédio é Bem Tombado pelo Patrimônio Histórico do Ceará por ser uma edificação do final do século XVII.

A academia Cearense de Letras destaca-se como Instituição preservadora e fornecedora do livro e da leitura, estimulando o desenvolvimento e consolidação da cultura local e nacional.

Visite! É um belo passeio pela nossa história, uma valorização para nossa cultura.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Engenhos de açúcar no Ceará

Nas primeiras décadas da colonização do atual Ceará, alguns engenhos de açúcar foram instalados no litoral. Assim como nas capitanias de Pernambuco e Bahia, os engenhos ocupavam grandes extensões de terra, doadas a colonos portugueses. Essas propriedades eram fazendas enormes, com áreas de mata, plantações de cana-de-açúcar, pastos para os animais e várias construções.


O açúcar foi a base da economia colonial durante o século XIV e a primeira metade do século XVII,  quando a exportação do açúcar brasileiro foi diminuindo gradativamente em razão da concorrência com o açúcar produzido nas Antilhas. O sistema utilizado era o de plantation, incentivado por Portugal, no qual as grandes fazendas produzem um único produto, controladas por um único proprietário (o senhor de engenho) e utilizam mão de obra escrava. O engenho era o centro da produção açucareira.

Depois de plantada e crescida, a cana era cortada e levada ao engenho em carroças puxadas por bois, chamadas de carros de boi.
Uma vez chegada no engenho, os escravos moíam a cana para extrair o caldo, conhecido como garapa. A garapa era levada ao fogo para ser cozida e purificada, transformando-se em um caldo grosso, o melaço. O melaço era colocado em formas de barro para esfriar. Por último, o açúcar era branqueado na casa de purgar.


Os engenhos de açúcar estabeleceram-se nas grandes propriedades, chamadas latifúndios. Lá, encontravam-se a casa de engenho, a casa-grande, a capela e a senzala. Com o tempo, toda a fazenda passou a se chamar engenho, e seus proprietários ficaram como senhores de engenho.
O funcionamento de um engenho dependia totalmente de mão de obra escrava. Como disse o padre jesuíta André João Antonil, "os escravos são as mãos e os pés do senhor de engenho". Quantos escravos havia em cada engenho? Em média eram oitenta cativos, mas nos engenhos mais ricos esse número chegava a duzentos.
Os escravos mais antigos cuidavam da produção e os novatos do plantio, do corte e do transporte. Esses escravos eram comandados pelo feitor, um homem de confiança do senhor de engenho que organizava e controlava o trabalho de todos. Os africamos recém-chegados eram chamados de "cativos novos" ou "boçais", enquanto aqueles que já estavam acostumados com a terra, a língua e o trabalho diário foram chamados de "ladinos" e eram mais valorizados.


Ficheiro:Casa José de Alencar (by Tom Junior).jpg
- Casa de Cultura José de Alencar -
A Casa de Cultura José de Alencar, no distrito de Messejana, em Fortaleza, é um marco do passado colonial cearense. A casa foi sede de um antigo engenho de açúcar, o Sítio Alagadiço. No século XIX, a área pertenceu à família do escritor José de Alencar e foi o primeiro engenho do Ceará a utilizar energia a vapor.

Fonte: Aprendendo História e Geografia - Conteúdos essenciais para o Ensino Fundamental, de César Coll e Ana Teberosky. São Paulo: Ática, 2000, p.177-178.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A Última Ceia

O ser humano é rico na sua diversidade cultural.

Vemos aqui três obras de arte retratando o mesmo tema, com cenas semelhantes, magnificamente elaboradas por grandes mestres da pintura e, ao mesmo tempo bastante distintas de acordo com aspectos culturais dos séculos em que foram criadas.


A Última Ceia  (1495-1497)
Leonardo da Vinci - Refeitório do Convento de Santa Maria delle Grazie, Milão - Itália
Leonardo da Vinci (1452-1519), em sua época, retrata a Última Ceia com todos os apóstolos sentados e posicionados como para uma seção de fotos. Podemos perceber a existência de uma perspectiva, no quadro, que aprofunda a cena no seu ambiente e abre janelas que nos possibilitam ver além da cena principal. Todas as linhas da perspectiva se encontram na cabeça de Cristo. Esses são alguns códigos do Renascimento. O ser humano, nesse período, nutri-se de grandes esperanças.


A Última Ceia (1828)
Mestre Athayde - Refeitório do Colégio Caraça, Minas Gerais - Brasil
Na obra de Manoel da Costa Athayde (1762-1830), podemos ver a cena da Última Ceia como se fosse uma festa. Tudo parecido meio desorganizado, obscuro, sem o equilíbrio do Renascimento. Existem olhares que seduzem e olhares de fé. Este é o princípio básico do Barroco: a dualidade (céu e terra).
As cores utilizadas são típicas do barroco mineiro: o vermelho (quente) e o azul (fria). Existem apóstolos colocados de cotas e outros de pé. A sensação é espontaneidade, como se chegássemos naquele instante àquele lugar. Não existe uma saída. As janelas ou portas retratadas não levam a lugar algum. A perspectiva é pequena para todos.


A Última Ceia (1955)
Salvador Dali - Galeria Nacional doe Arte ashington DC - EUA
Na obra moderna do Surrealismo, de Salvador Dali (1904-1989), temos a sensação do espiritualismo da cena. Algo sobrenatural se rompe, um tronco sem cabeça e com braços abertos em uma grande janela sextavada. Uma alusão à Ressurreição. A cena se funde com o primeiro plano entre água e céu, corpo e paisagem. Através do corpo de cristo flui um barco que se ancora nesta mesa.
A toalha branca ainda mantém os vincos de bem guardada. Todos os apóstolos estão posicionados de cabeça baixa, reconhecendo a autoridade de Cristo, o único a se posicionar com altivez. Duas metades de um pão e meio copo de vinho se encontram sobre a mesa. Uma luz horizontal rasga a tela ao meio.

Fonte: Revista Criança, nº 46 -  Dezembro de 2008.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Flores dos alimentos

Com as mais variadas formas, perfumes, cores e tamanhos, elas garantem e perpetuam o reino vegetal.

Alcachofra
Flores reunidas em inflorescência do tipo capítulo. A alcachofra não pode ser colhida para que a flor que está no chamado coração da planta se abra.

Açaí
Flores em cacho grande formadas em ráquilas pendentes de cor púrpura, sendo duas masculinas para uma feminina central, ficando abertas por doze dias.

 
Tomate
Flores pequenas, com cinco pétalas amarelas pendentes, revestidas na parte inferior de minúsculos pelos pegajosos.

Cenoura
Necessidade de baixas temperaturas e período longo pra o processo de floração, com pendão floral de até um metro de altura. As flores apresentam coloração branca ou amarela.

 
Alho
Não pode ser colhido para aparecerem as flores. De coloração branco-amarelada ou avermelhada, reunidas em inflorescência surgem ápice do pendão floral. Cada pedacinho da flor, se esmagado, tem o odor do alho.

Flor do amendoim
Amendoim
Possui uma floração com característica únicas na agricultura. O período do florescimento é bastante dilatado. Após a fecundação, ocorre o dilatamento, ou crescimento do ginóforo, ou seja, um cordão que sustenta o ovário até que este penetra no solo, onde formará o amendoim.

Uva
Inflorescência na forma de cacho com botões. Para facilitar os polinizadores, inicialmente são eretas e posteriormente pendentes. O conjunto de pétalas apresenta-se em forma de estrela.

Fonte: http://revistagloborural.globo.com 
Imagens do Gloogle

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Do caju à cajuína


Já nos famosos versos de Caetano Veloso ouvimos falar sobre essa bebida tão famosa no nordeste: "a cajuína cristalina em Teresina". Popularmente conhecida nas mesas cearenses, a cajuína foi criada pelo farmacêutico e escritor Rodolfo Teófilo.
E a bebida genuinamente cearense se espalhou pelo Brasil e conquistou o paladar de muitos nordestinos, sobretudo dos piauienses, que se encarregaram de solicitar o registro da cajuína como patrimônio cultural do lugar: a bebida foi reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pela Fundação Cultural do Piauí (Fundac). O objetivo é valorizar a bebida como um produto típico do Estado e, assim, trazer identificações geográfica a ela.

A cajucultura é uma realidade na economia piauiense, que permanece resultando as inúmeras qualidades do caju. Da fruta, nada se perde: pode se produzir suco, castanha, sorvete, licor, carne, doce e, claro, a saborosa cajuína. Com tanto reconhecimento, espera-se que a bebida consiga circular pelo país e presentear cada vez mais brasileiros com seu sabor nordestino.

Fonte: Revista PENSE!

sábado, 3 de novembro de 2012

Uma planta - símbolo do Ceará

Nas várzeas próximas aos rios cearenses, em especial o Jaguaribe, nasce a carnaubeira, uma planta da família das palmeiras, como o buritizeiro e o coqueiro. Assim como o algodão arbóreo, a planta é nativa do semiárido, presentes também no Rio Grande do Norte e Piauí.
A carnaubeira tem grande importância para o povo nordestino. Dela é extraída a cera, que tem vários usos industriais e é um dos itens mais importantes da pauta de exportação do Ceará. A madeira é muito usada na construção civil e as folhas, depois de secas, servem como matéria prima para confecção de chapéus,
cestas e outras peças do artesanato nordestino.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O Ceará das letras

- Membros da Padaria Espiritual -
No fim do século XIX, em Fortaleza, alguns escritores e amantes dos livros criaram uma espécie de clube, A Padaria Espiritual. A ideia era divulgar a produção literária cearense, brasileira e também  os clássicos da literatura mundial.
Os membros do grupo, todos amigos e muito bem-humorados, definiram as funções de cada um, todas inspiradas nas tarefas dos padeiros, e estabeleceram algumas regras: uma delas proibia o uso de linguagem rebuscada e chata durante as reuniões.
As reuniões aconteciam quase todas as noites, e cada um dos presentes devia fazer pelo menos um comentário, sob pena de ser multado. A multa era pagar o café de todos os colegas no sábado seguinte. O grupo passou também a publicar um jornal, O Pão, divulgando os assuntos discutidos nas reuniões.
A Padaria Espiritual durou cerca de seis anos, de 1892 a 1898. Nesse período foram editados 36 exemplares do jornal O Pão. Apesar da curta duração, o movimento inspirou e influenciou muitos escritores que vieram depois.

- Página do jornal -
Hoje, os escritores do Ceará continuam a expor suas ideias em livros, jornais ou pela televisão, dando palestras em livrarias, universidades, centros culturais e cafés. O espírito da Padaria continua vivo, assim como o senso de humor que caracterizou o movimento e que, aliás, se tornou uma marca do temperamento e da cultura cearenses.