sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Além dos sentidos

Marcel Duchamp - Roda de bicicleta, 1913. Readymade, madeira e metal, 126 cm de altura.

Se você está achando tudo isso uma grande maluquice, não se preocupe. Marcel Duchamp (1887-1968), o autor dessa obra, provoca grandes questionamentos até hoje entre os estudiosos da Arte. Tudo porque ele foi um dos maiores revolucionários do mundo artístico no século XX, contestando o que se chamava de arte até então.  Segundo Duchamp, dizer se algo é, ou não, arte é uma questão de gosto, de hábitos que adquirimos com o tempo.

Para provocar o mundo artístico do seu tempo, e ao mesmo tempo demostrar o que pensava, Duchamp criou o que chamou de readymades, que significa, em inglês, algo como "já feito". Ele utilizava objetos comuns, como a roda da bicicleta, e mudava seus significados originais ao colocá-los em outra situação. Seu primeiro readymade foi a Roda de bicicleta, feito em 1913.

Para Duchamp, o que importava era a intenção do artista, a ideia contida numa obra, e não o trabalho manual envolvido, como numa pintura, por exemplo. Por isso, ele fez outras versões da Roda de bicicleta após perder a primeira, pois o que importava para ele eram as ideias que o trabalho poderia despertar. Como consequência de sua atitude provocativa e, muitas vezes, também, cheia de humor (Duchamp costuma colocar jogos e trocadilhos de palavras no título de suas obras), com o tempo ele tornou-se um dos personagens mais importantes da Arte do século XX.

Depois de Duchamp, a Arte deixou de estar ligada somente ao que era feito manualmente. Aos poucos, os artistas passaram a utilizar também objetos e diversas outras coisas e criar novos arranjos para eles. A ideia transformou-se num importante componente de uma obra. A leitura que se faz de uma obra deixou de estar somente no que se vê por meio da união dos elementos visuais para também considerar o que está além do olhar, aquilo que o objeto pode conter de significados, gerando reflexão. Dessa forma, o observador de uma obra de arte ganhou uma importância muito maior. O que importa não é só a ideia que o artista teve ao fazer seu trabalho; é importante também a ideia que esse trabalho irá gerar em quem observá-lo. 

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O homem, o meio e a cultura

José  Lourenço - Lampião e Maria Bonita. - Xilogravura.
Galeria Brasiliana.


Lívio Abramo (1903-1992). Festa, 1955. Xilogravura, 25,5 x 21,3 cm.
Acervo Banco Itaú S.A.

As obras acima foram feitas por meio de uma das técnicas mais antigas de reprodução de imagens: a xilogravura ("gravura em madeira" - xilo é a palavra grega para madeira). De um pedaço de madeira, a parte da imagem que deverá ficar em branco é retirada com alguma ferramenta cortante. Passa-se tinta sobre a madeira com um rolo, e pressiona-se um papel sobre a ela; a imagem é impressa; a superfície mais alta fica gravada na cor utilizada. Podem-se realizar diversas cópias da mesma imagem com este processo, por isso ele é considerado uma técnica de reprodução.

Originária da China, a xilogravura era inicialmente usada para estampar tecidos, e passou a ser usada sobre o papel quando este foi inventado, também na China, por volta do ano 105 d.C. Somente muitos séculos mais tarde é que tanto o papel quanto a xilogravura chegaram ao Ocidente.

Quando a xilogravura chegou à Europa, era utilizada também na reprodução de textos. Cada página de livro era gravada numa prancha de madeira, letra por letra. E tinha de ser escritas ao contrário! Afinal, quando se coloca o papel sobre a madeira, a impressão sai invertida. Era muito trabalho para se fazer um único livro, mas ainda assim era mais fácil do que escrevê-lo um a um.

Com a invenção da imprensa, no século XV, o processo ficou muito mais simples: as letras em madeira ou metal foram separadas, depois eram retiradas formando o texto, que era então impresso. Para a xilogravura, ficou a função de reprodução das imagens, junto a uma outra técnica: a gravura em metal. Esta técnica consiste em gravar a imagem em uma placa de metal, geralmente de cobre, e transferi-la para o papel com o uso de uma prensa. No final do século  XVIII, foi criada também uma técnica chamada de litografia, que é o desenho em pedra (lito, em grego), em que o resultado da impressão se assemelha muito mais a um desenho.

Até o surgimento da xilogravura, no século XIX, era assim que as imagens eram divulgadas. Neste mesmo  século, a imprensa também se aperfeiçoou e a divulgação da informação e das imagens de tornou cada vez mais rápida e eficiente.

A xilogravura  se popularizou no Brasil por meio da literatura de cordel, (uma manifestação artística da nossa cultura popular). É utilizada para fazer as ilustrações das histórias.
Quando a gravura  deixou de ser utilizada para a reprodução de imagem junto à imprensa, ela encontrou outro destino. O mais comum seria que ela fosse esquecida e se tornasse coisa do passado. Mas os artistas perceberam na gravura um instrumento de manifestação artística com características muito particulares. Ela já havia sido usada por artistas anteriormente, mas foram poucos os que a utilizaram para fazer o que se chama de "gravura original", ou seja, a gravura que é feita como obra de arte, e não como reprodução de uma obra feita com outra técnica. Quando deixou de ser usada somente como meio de reprodução de outras imagens é que a xilogravura encontrou seu verdadeiro espaço como arte. Suas características expressivas fizeram e ainda fazem com que muitos artistas escolham a xilogravura como um meio de manifestação artística. 

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Máscaras

Em todos os lugares do mundo, desde as mais antigas civilizações as pessoas usam máscaras.


É impossível determinar com exatidão em que momento a humanidade passou a se manifestar artisticamente; também se desconhece exatamente quando surgiram a linguagem falada e a escrita. Sabe-se, no entanto, que as manifestações artísticas da humanidade tiveram início  há milhares de anos.

As manifestações artísticas pré-históricas descobertas pelos pesquisadores têm sido fundamentais para entender o desenvolvimento social e cultural da humanidade desde as cavernas.

Caverna de Lacaux, França. 
Essas são algumas das imagens mais antigas conhecidas. Foram feitas  por nossos ancestrais que viviam em cavernas e sobreviviam da caça de animais. Essas pinturas, muito provavelmente, faziam parte de rituais mágicos para garantia de uma boa caça.

Para conseguir uma boa caça, um dos recursos utilizados era o disfarce com a pele dos animais que seriam caçados. Provavelmente essas foram as primeiras máscaras criadas pela humanidade.

Imagina-se que , desde sua origem, o ser humano executava rituais. Para muitos povos, os rituais eram considerados fundamentais na manutenção da sobrevivência; e, em princípio, uma forma de demonstrar temor pelas forças da natureza e, assim, aplacar seus efeitos.

Os fenômenos naturais, aos poucos, foram associados a deuses e espíritos. A fim de explicar o surgimento do mundo, a existência dos elementos da natureza e dos poderes sobrenaturais, ao longo do tempo, criaram-se os mitos: histórias imaginadas envolvendo deuses, espíritos, homens e animais.

 Os mitos eram revividos durante os rituais. O uso das máscaras, nesse caso, servia para simbolizar os deuses e espíritos. Além das máscaras, ritmos, palavras, gestos e ações eram utilizados durante as cerimônias. Esses elementos dariam origem a várias linguagens artísticas: a dança, as artes visuais, a música e o teatro tiveram início em rituais religiosos de nossos ancestrais.

Diferentes povos em todo o mundo praticam esse tipo de manifestação ritualística, como as religiões de origem africana no Brasil por exemplo.
Fonte: http://fumdham.org.br/

domingo, 18 de setembro de 2011

Ame-as ou deixe-as

Com definitiva entrada dos computadores, no cotidiano das pessoas no início do século XXI, a maioria deu de ombros para a máquina de escrever sem dó nem piedade. Nem  havia remorso em adaptar a destreza adquirida nos essenciais quanto disputados cursos de datilografia, onde se ficava de seis meses a um ano treinando em aulas nada emocionantes, com o objetivo de desenvolver as técnicas e o talento de 'bater' à máquina com todos os dedos.
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A Royal, fabricada durante a II Guerra Mundial
No final do curso, o candidato içado a datilógrafo profissional, com direito a diploma e tudo, virava motivo de orgulho da família e promessa de desenvolvimento na trajetória profissional. Era uma conquista dependurar diploma de conclusão do curso de datilografia em lugar de destaque na sala ou escritório. Afinal, ele era a senha para abrir as portas do mercado de trabalho.

Mas os tempos mudaram. E se a profissão de datilógrafo foi sumariamente extinta, seu objetivo de trabalho, a máquina de escrever também. Neste ano, oficialmente, saiu da ativa para entrar para a história, com o fechamento da última fabricante de máquinas de escrever, a Godrej & Boyce Manufacturing Company, localizada na Índia, que encerrou suas atividades após mais de um século de dura resistência.

Mas será que os inconfundíveis ruídos dessa estranha máquina inventada no início do século XVIII, que ameaçava o império das letras cursivas preciosamente desenhadas à pena e luz de velas, estão definitivamente caminhando para o silêncio? E as notas de sino no fim do comprimento da folha, o tac-tac das teclas, o som de roldana dentada da alavanca ao lado direito, as fitas de metade preta e vermelha, o carretel em cilindro com extremidades giratórias, as réguas de suportes da folha, os necessários papéis carbonos? Será que agora só em peças de museus?

Nada disso. Pelo menos no que depender do jornalista Sílvio Carlos, colunista do Caderno de Esportes, o Jogada, do Jornal Diário do Nordeste. Aos 70 anos de idade, 50 de jornalismo, 26 só de Diário, Sílvio Carlos continua batendo suas crônicas à máquina de escrever, não tem cerimônia para desdenhar dos computadores e nem pensa em abandonar suas duas relíquias: uma Olivetti 256 e uma Remington portátil, esta última que o acompanha quando viaja.

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Jornalista, Sílvio Carlos
 Há, claro, o extremo oposto, gente que deu um "já vai tarde" em sua própria máquina de escrever, nem bem os computadores começaram a mostrar que vinham mesmo como divisor de águas, a exemplo do escritor cearense Nilton Maciel. Aos 66 anos, nosso autor nascido em Baturité e dedicado ao ofício da escrita desde os 15 anos, não guardou o apetrecho nem como recordação dos velhos tempos.

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Escritor Nilton Maciel
A convicção do escritor Nilton Maciel é tão grande, que ele se vale das estatísticas para provar o atraso de vida que era escrever em uma máquina que não tinha tela, nem corretor ortográfico, a impressão era imediata e o arquicontemporâneo CtrlC + CtrlV era feito, literalmente, na base do cortar pedacinhos de papel e colar tirinhas no original.

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Aldenor de Sousa  Lima
Há 49 anos no comércio de máquinas de escrever e calculadoras, Aldenor de Souza Lima é um dos remanescestes no ramo. Natural de Uruoca, cidade do interior cearense, ele começou cedo na profissão. Na juventude, entre um passeio no antigo Bondinho no Centro de Fortaleza e uma ida ao Parque da Criança para dar pipocas aos macacos (de acordo com suas recordações, havia uma espécie de zoológico no local tempos atrás), Aldenor dividia o tempo sonhando, consertando e limpando máquinas de escrever.

 Outro remanesceste do ofício é Justino Madeiro do Nascimento. Com 40 anos de trajetória, o técnico trabalhou na filial da Olivetti, empresa italiana fabricante de máquinas de escrever, que se instalou na cidade por volta dos anos 1960. "Na época, eu trabalhava como contínuo na empresa, só depois é que fui para o setor de faturamento e venda de equipamentos. Fiquei 18 anos lá"

Justino conta que sua loja atende por mês um total de 20 máquinas, sendo boa parte delas calculadoras. "Faço disso aqui meu lazer, minhas filhas já estão formadas e a minha vida encaminhada. Acredito que há espaço para computadores e máquinas de escrever. Uma máquina é como um livro velho, sempre é possível tirar algum proveito. Ela sempre tem algo a nos oferecer, nada é descartável", conclui.

Fonte: Jornal Diário do Nordeste

sábado, 17 de setembro de 2011

Maravilhas brasileiras

Patrimônios da Humanidade
Fernando de Noronha  A 360 km de Natal, mas pertencendo ao estado de Pernambuco, o Arquipélago de Fernando de Noronha é um santuário ecológico formado por 21 ilhas de natureza preservada como poucos lugares do país. Com suas praias maravilhosas e sua rica fauna, com grande número de golfinhos, tartarugas, peixes tropicais e pássaros marinhos, Fernando de Noronha entrou na lista em 2001   Foto: Visit Brasil /Divulgação
- Fernando de Noronha -
A 360 km de Natal,  pertencendo ao estado de Pernambuco, o Arquipélago de Fernando de Noronha é um santuário ecológico formado por 21 ilhas de natureza preservada como poucos lugaras do país. Com suas praias maravilhosas e sua rica fauna, possui um grande número de golfinhos, tartarugas, peixes tropicais e pássaros marinhos.

 Centro histórico de Ouro Preto  Fundada em 1711, Ouro Preto é a antiga capital de Minas gerais e era o coração da corrida do ouro no século 17. Com o final das minas de ouro, no século 19, a influência da cidade diminuiu, mas marcos da cidade como a Igreja de São Francisco de Assis, a praça Tiradentes e as esculturas  do Aleijadinho testemunham a antiga prosperidade de Ouro Preto e fazem da cidade um dos principais destinos culturais do Brasil   Foto: Alexandre Campebell/Visit Brasil/Divulgação
- Centro Histórico de Ouro Preto -
Fundada em 1711, Ouro Preto é a antiga capital de Minas Gerais e era o coração da corrida do ouro no século XVII. Com final das minas de ouro no século XIX, a influência da cidade diminuiu. Apesar disso, marcos da cidade como a Igreja de São Francisco de Assis, a praça Tiradentes e as esculturas do Aleijadinho testemunham a antiga prosperidade de Ouro Preto.

Centro histórico de Olinda  Capital da cultura, Olinda foi fundada no século 16 e tem uma mistura de arquitetura colonial portuguesa e holandesa . O centro histórico de Olinda tem casas coloridas, igrejas, capelas e, o que é mais conhecido, a cidade recebe um animado Carnaval   Foto: Christian Knepper/Embratur/Divulgação
- Centro Histórico de Olinda -
"Capital da cultura", Olinda foi fundada no século XVI e tem uma mistura de arquitetura colonial portuguesa e holandesa. O centro Histórico de Olinda tem casas coloridas, igrejas, capelas e, possui um dos mais animados carnavais.

São Miguel das Missões  O sítio arqueológico de São Miguel das Missões Arcanjo, no Rio Grande do Sul, tem ruínas jesuíticas construídas entre os séculos 17 e 18 em território guarani. Igrejas, residências e outras construções fazem parte do Patrimônio segundo a UNESCO   Foto: Getty Images
- São Miguel das Missões -
O sítio arqueológico de São Miguel das Missões Arcanjo, no Rio Grande do Sul, possui ruínas jesuíticas construídas entre os séculos XVII e XVIII em território guarani, fazendo parte do Patrimônio da Humanidade segundo a UNESCO.

Centro histórico de Salvador  Primeira capital do Brasil, entre 1549 e 1763, Salvador da Bahia foi um ponto de convergência das diversas culturas que formam hoje o nosso país. O centro histórico de Salvador gravita ao redor do Pelourinho, se estende aos bairros da Sé e do Pilar e entrou no Patrimônio da Humanidade em 1985   Foto: Rita Barreto/Turismo Bahia /Divulgação
- Centro Histórico de Salvador -
Primeira capital do Brasil, entre 1548 e 1765, Salvador da Bahia foi um ponto de convergência das diversas culturas que formou o nosso país. O centro Histórico de Salvador gravita ao redor do Pelourinho, se estende aos bairros da Sé e do Pilar e entrou no Patrimônio da Humanidade em 1985.

Santuário do Bom Jesus de Matosinhos   Situado no município de Congonhas, em Minas Gerais, o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos é composto por sete capelas e uma basílica com esculturas dos doze profetas feitas pelo escultor Aleijadinho. O santuário foi fundado pelo português Feliciano Mendes como agradecimento por uma cura milagrosa   Foto: Claudio Salvalaio/stock.xchng /Divulgação
- Santuário de Matosinhos -
Situado no município de Congonhas, em Minas Gerais, o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos é composto por sete capelas e uma basílica com esculturas dos doze profetas feitas pelo escultor Aleijadinho. O Santuário foi fundado pelo português Feliciano Mendes como agradecimento por uma cura milagrosa. 

Parque Nacional do Iguaçu  Um dos maiores espetáculos da natureza encontrados no país, e provavelmente no mundo, está no estado do Paraná, na beira do Rio Iguaçu. O Parque Nacional  do Iguaçu e suas famosas cataratas podem ser apreciados tanto do lado brasileiro quanto do argentino, em meio a ricas fauna e flora   Foto: Christian Knepper/Embratur /Divulgação
- Parque Nacional do Iguaçu - 
Um dos maiores espetáculos encontrados no país, e provavelmente no mundo, está no estado do Paraná, na beira do Rio Iguaçu. O Parque Nacional do Iguaçu e suas famosas cataratas podem ser apreciadas tanto em solo  brasileiro quanto argentino em meio a ricas faunas e flora.

 Brasília  Projetada por Lúcio Costa com arquitetura de Oscar Niemeyer, Brasília surgiu nos anos 1960 para ser a capital do Brasil. Com a forma de um avião, e seguindo o Plano Piloto de Brasília, a cidade entrou no Patrimônio Mundial em 1987 e é até hoje um dos mais surpreendentes exemplos de urbanismo e arquitetura, com obras emblemáticas como a catedral de Brasília e o Palácio do Planalto    Foto: stock.xchng /Divulgação
- Brasília - 
Projetada por Lúcio Costa com arquitetura de Oscar Niemeyer, Brasília surgiu nos anos 1960 para ser a capital do Brasil. Com a forma de um avião, seguindo o Plano Piloto de Brasília, a cidade entrou no Patrimônio Mundial em 1982 e é até hoje um dos mais surpreendentes exemplos de urbanismos e arquitetura, com obras emblemáticas como a catedral de Brasília e o Palácio do Planalto.

 Parque Nacional da Serra da Capivara  Criado no Piauí para preservar um dos maiores tesouros arqueológicos do mundo, com mais de 30 000 inscrições pré-históricas de até 60 000 anos, o Parque Nacional da Serra da Capivara tem também belezas naturais, com formações rochosas impressionantes  Ricardo Rollo/Visit Brasil   Foto: Ricardo Rollo/Visit Brasil /Divulgação
- Parque Nacional da Serra da Capivara -
Criado no Piauí para preservar um dos maiores tesouros arqueológicos do mundo, com mais de 30.000 inscrições pré-históricas de até 60.000 anos. O Parque Nacional da Serra da Capivara possui também belezas naturais, com formações rochosas impressionantes.

Centro Histórico de São Luís  A capital maranhense foi fundada por franceses e ocupada pelos holandeses antes de passar para o controle português. Seu centro histórico, que data do final do século 18, preservou de maneira excepcional as ruas e prédios: há aproximadamente 2500 imóveis tombados   Foto: stock.xchng/Divulgação
- Centro  Histórico de São Luís -
A capital maranhense foi fundada por franceses e ocupada por holandeses antes de passar pelo o controle português. Seu Centro Histórico, que data do final do século XVIII, preservou de maneira excepcional as ruas e prédios: há aproximadamente 2500 imóveis tombados.

Reservas de Mata Atlântica do Sudeste  A Mata Atlântica já foi a segunda maior floresta tropical da América, mas sofreu muito pelo desmatamento. Hoje, as Reservas da Mata Atlântica do Sudeste, entre São Paulo e Paraná, são um conjunto de mais de 20 reservas com 500 000 hectares  Alcides Falanghe/whl.travel   Foto: Alcides Falanghe/whl.travel/Divulgação
- Reservas da Mata Atlântica do Sudeste -
A Mata Atlântica já foi a segunda floresta tropical da America, mas sofreu muito com o desmatamento. Hoje as Reservas da Mata Atlântica do Sudeste, entre São Paulo e Paraná, são um conjunto de mais de 20 reservas com 500.000 hectares.

 Reservas de Mata Atlântica da Costa do Descobrimento  Cerca de 112 000 hectares entre a Bahia e o Espírito Santo se dividem entre oito áreas protegidas de Mata Atlântica e restingas, formando as Reservas de Mata Atlântica da Costa do Descobrimento. A preservação da vegetação e da fauna local mostram a Mata Atlântica original, como se encontrava antes do descobrimento do país, lamentavelmente, pouco preservada em outras regiőes    Foto: Jota Freitas/Bahia Tursa/Divulgação
- Reserva da Mata Atlântica  da Costa do Descobrimento -
Cerca de 112.000 hectares entre a Bahia e o Espirito Santo se dividem em oito áreas protegidas de Mata Atlântica e restingas,  formando as Reservas da Mata Atlântica da Costa do Descobrimento. A preservação da vegetação e da fauna local mostram a Mata Atlântica original, como se encontrava antes do descobrimento do país. Lamentavelmente, foi pouco preservada em outras regiões.

Centro histórico de Diamantina  A cerca de 300 km de Belo Horizonte, Diamantina foi fundada em 1831 e seu centro histórico foi tombado como Patrimônio Mundial da UNESCO em 1999. Cidade natal de Juscelino Kubitschek, Diamantina é uma bela mostra da arquitetura colonial em meio das montanhas de Minas Gerais   Foto: Alexandre Campebell/Visit Brasil /Divulgação
- Centro Histórico de Diamantina -
A cerca de 300 km de Belo Horizonte, Diamantina foi fundada em 1831 e seu centro Histórico foi tombado como Patrimônio Mundial da UNESCO em 1999. Cidade natal de Juscelino Kubitschek. Diamantina é uma bela mostra da arquitetura colonial em meio das montanhas de Minas Gerais.

Parque Nacional do Jaú  Maior parque nacional de selva do mundo, o Parque Nacional do Jaú, no Amazonas, faz parte do Complexo de Conservação da Amazônia Central. O Parque tem uma superfície de mais de 2 milhőes de hectares, e o Complexo totaliza mais de 5 milhőes de hectares, criando uma reserva única de fauna e flora em um dos maiores santuários da biodiversidade do planeta     Foto: Visit Brasil /Divulgação
- Parque Nacional do Jaú -
Maior parque nacional de selva do mundo, o Parque Nacional do Jaú, no Amazonas, faz parte do Complexo de Conservação da Amazônia Central. O Parque tem uma superfície de mais de 2 milhões de hectares e o Complexo totaliza  mais de 5 milhões de hectares, criando uma reserva única de fauna e flora em um dos maiores santuários da biodiversidade do planeta.

Complexo de Conservação do Pantanal  Cobrindo uma área de 190 000 hectares (1,3% da extensão total do Pantanal brasileiro), o Complexo de Conservação do Pantanal inclui quatro áreas de preservação no sudoeste do Mato Grosso. A diversidade e abundância de sua vegetação e de sua vida animal fazem desta região um lugar único e espetacular   Foto: Visit Brasil /Divulgação
- Complexo de Conservação do Pantanal -
Cobrindo uma área de 190.000 hectares (1,3% da extensão total do Pantanal brasileiro), o Complexo de Conservação do Pantanal inclui quatro áreas de preservação no sudoeste do Mato Grosso. A diversidade e abundância de sua vegetação e de sua vida animal fazem desta região um lugar único e espetacular.

Áreas Protegidas do Cerrado   O sítio do Patrimônio da UNESCO chamado Áreas Protegidas do Cerrado inclui os parques nacionais da Chapada dos Veadeiros e das Emas, no estado de Goiás. Paisagens impressionantes e um ecossistema com espécies ameaçadas de extinção fizeram com que estas áreas fossem tombadas pela UNESCO em 2001   Foto: Beto Garavello/Visit Brasil /Divulgação
- Áreas Protegidas do Cerrado -
O sítio do Patrimônio da UNESCO chamado Áreas Protegidas do Cerrado inclui os parque nacionais da Chapada dos Veadeiros e das Emas, no estado de Goiás. Paisagens impressionantes e um ecossistema com espécies ameaçadas de extinção fizeram com que estas áreas fossem tombados pela UNESCO em 2001.  

 Centro histórico de Goiás  Conhecido como Cidade de Goiás, ou Goiás Velho, o município de Goiás foi capital do estado homônimo até o fim dos anos 1930. A cidade entrou na lista do Patrimônio da UNESCO em 2001 pela sua bela arquitetura barroca, testemunha da arquitetura colonial no centro do Brasil, cercada por belas paisagens   Foto: Visit Brasil /Divulgação
- Centro Histórico de Goiás -
Conhecido como cidade de Goiás, ou Goiás Velho, o município de Goiás foi capital do estado homônimo até o fim dos anos 1930. Acidade entrou na lista do Patrimônio da UNESCO em 2001 pela sua arquitetura barroca, testemunha da arquitetura colonial no centro do Brasil, cercada por belas paisagens.

Praça São Francisco  No coração de São Cristovão, município sergipano da região metropolitana de Aracaju, a Praça São Francisco reúne prédios históricos como o Convento de São Francisco e a Santa Casa de Misericórdia. A praça representa um momento especial da nossa história: o período da União Ibérica, quando entre 1580 e 1640, Portugal e Espanha estiveram unidos sob a mesma coroa     Foto: Anderson Schneider/IPHAN  /Divulgação
- Praça São Francisco -
No coração de São Cristóvão, município sergipano da região metropolitana de Aracaju, a Praça São Francisco reúne prédios históricos como o Convento de São Francisco e a Santa Casa de Misericórdia. A praça representa um monumento especial da nossa história: o período da União Ibéria, quando entre 1580 e 1640, Portugal e Espanha estiveram unidos sob a mesma coroa.


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Cultura em movimento

Intervenção - grafite em imagens
 (FOTOS RAFAEL CAVALCANTE)
Quem olha com mais atenção, vê os desenhos se espalhando pela cidade. O grafite vem ganhando espaço em Fortaleza com novos artistas locais. 1. Uma surpresa na fachada do casarão abandonado na Av. Dom Manuel: duas criaturas , uma sentada na janela, outra no batente da porta. 2. Uma intervenção gigantesca no casco do navio encalhado na Beira Mar. 3. Uma cor no muro gasto no comecinho da Av. Abolição.
Fonte - O POVO 

 O grafite, que é um movimento cultural reconhecido pelas artes plásticas, e que surgiu ainda no final dos anos 70 em Nova York como forma de representar as minorias excluídas das cidades, poderá ser confundido com as Pichações. Pichar é considerado, em muitas situações, uma atitude de vandalismo e não uma arte.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Incas, Maias e Astecas

Três tesouros da América
Assim como os demais habitantes das Américas na época do descobrimento, os incas, maias e astecas foram, de forma geral, chamados de índios pelos europeus. Apesar de muitas semelhanças, havia diferenças entre eles - como línguas, hábitos e costumes. O que restou de seus templos e outras obras de arquitetura são tesouros que, até hoje, encanta quem visita o México, o Peru e a Guatemala.

Muitas das características que chamam a atenção nessas três civilizações como a construção de grandes cidades, templos majestosos, técnica de irrigar o solo, calendários, escritos, estilos artísticos, deuses e rituais religiosos - já faziam parte da vida de grupos ainda mais antigos.

A serpente feita com fragmentos de pedras é a mais conhecida escultura asteca
Os calendários dos maias e dos astecas, que, baseado na observação das estrelas no céu, eram precisos e usados para informá-lo sobre as datas importantes para a agricultura (tempo de plantio e de colheita), para a religião (datas comemorativas) e para a política (organização e cobrança de impostos). Os calendários também serviam para fazer previsões e ler o destino dos povos e dos previsões.

A Pedra do Sol  é um exemplo de calendário asteca
A escrita é também uma característica marcante dos astecas e dos maias. Os primeiros comunicavam-se por escrito por meio de imagens (escrita pictográfica) e ficaram famosos por seus lindos códices, os manuscritos anteriores ao livro, com desenhos detalhados que dão conta de informar sobre o cotidiano de suas vidas.
Já os maias escreviam por meio de sinais representando ideias, os chamados hieróglifos, que, até hoje, não foram totalmente decifrados.
E os incas? Esse povo não conhecia a escrita, mas chamou a atenção dos espanhóis pela perfeição do sistema de recenseamento desenvolvido para listar a população tributária de seu Império: por meio de cordas e nós coloridos, registravam minuciosamente as pessoas que deveriam pagar impostos.
Os incas também se destacavam pelos caminhos que construíram para ligar seu vasto Império, desenvolvendo, assim, um excelente sistema de comunicações. Esses caminho além de facilitar o ir e vir das pessoas, levando e trazendo informações, tinham postos que servia de albergue e de correios.

Ficheiro:Sunset across Machu Picchu.jpg
Machu Picchu, no Peru, é uma das cidades-fortalezas construídas pelos incas
Os incas e os astecas eram povos guerreiros e com suas vitórias dominaram outros povos com os quais formaram seus impérios que estavam em plena expansão, quando os espanhóis chegaram à América. Os maias embora também participassem de guerras, não chegaram a construir um império com vasto domínio sobre outros povos, mas igualmente se destacavam pela organização de suas cidades-estados, cujo auge foi anterior à chegada dos europeus. Esse fato talvez explique, em parte, a razão pela qual os maias sejam menos conhecidos e estudados que os incas e os astecas.

Os três povos desenvolveram técnicas de irrigação, que tornavam férteis os solos secos e, com isso, aumentavam muito a produção agrícola. A grande quantidade de alimentos facilitou o surgimento de cidades amplas e populosas. Alguns dedicavam-se aos afazeres políticos, religiosos ou guerreiros e constituíram a nobreza encarregada de organizar e controlar o funcionamento dos vastos impérios e cidades. Porém, a maioria da população, no caso dos três povos, era formada por camponeses agricultores.

Uma característica marcante desses povos era a organização  dos trabalhos pelos governantes, que administravam as cidades-estados levando em conta aspectos religiosos, econômico e militares. Tanto para os incas, maias e astecas, quanto para qualquer comunidade indígena, o trabalho, a religião, o lazer, a obediência aos chefes as relações de aliança ou de guerra com os vizinhos são atividades conjuntas que não se separam no dia-a-dia de suas vidas.


El Caracol é o nome do observatório astronômico construído pelos maias
Os três povos eram politeístas e, dentre seus vários deuses, o Sol tinha um lugar muito especial: era ligado às origens de seus mundos e responsável, portanto, por sua continuidade e sobrevivência. Os grandes templos, nos quais se realizavam as cerimônias religiosas e os sacrifícios, demonstram a importância da religião para esses grupos, que, por meio dela, davam sentido às suas vidas sociais e familiares.


Em geral, as esculturas maias tinham caráter religioso. A foto mostra um deus Chac
Os astecas  e os maias ofereciam aos deuses seus prisioneiros de guerra e os incas, de acordo com os pesquisadores, sacrificavam apenas animais.
Incas, maias e astecas foram apenas três dos muitos povos indígenas que habitavam a América. A arte, o esplendor e a sabedoria de suas sociedades deslumbraram os europeus no século XVI, porém não os impediu de destruir esses povos na ânsia de apoderar-se de suas riquezas. Apesar do altíssimo número de mortos e dos prejuízos incalculáveis causados às populações indígenas, sua resistência foi também surpreendente, tanto que, até hoje, assistimos, no México, no Peru e na Guatemala, aos descendentes desses povos afirmando suas origens, orgulhando-se delas e lutando para obter os direitos que lhes cabem.
Fonte: Ciência Hoje

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Você sabia?

A maior biblioteca do mundo antigo foi da cidade de Alexandria, nome dado em homenagem a Alexandre, o grande. No seu apogeu, Alexandria chegou a possuir cerca de 700.000 volumes. Alguns deles eram contribuições dos próprios escritores gregos, mas outras obras, mais raras para a época, foram conseguidas de formas mais engenhosas: Ptolomeu II Filadelfo queria adquirir todos os livros do mundo. Para tanto, instituiu uma lei segundo a qual os navios que aportassem na cidade deveriam entregar seus livros para cópia ou tradução, mas, muitas vezes, na hora de devolver os volumes, o soberano mandava a cópia ao invés do original e assim fazia crescer sua coleção. 

Hoje, a biblioteca do Congresso, em Washington, DC, nos Estados Unidos é considerada a maior biblioteca do mundo em espaços de armazenagem e livros, (segundo os livros dos recordes). Ela possui mais de 144 milhões de itens, o que inclui  material em mais de 470 idiomas, livros impressos, manuscritos, material em áudio, mapas e gravuras, dentre outros. Ela possui a maior coleção de livros raros da América do Norte além de constar em seu acervo uma das cópias restantes da Bíblia de Gutenberg.

A biblioteca  foi inaugurada em 24 de abril de 1800, passou por dois incêndios e reconstruída em seguida, é  aberta ao público em geral para pesquisas e visitas.



sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Monteiro Lobato

José Bento Monteiro Lobato, nasceu no dia 18 de abril de 1882, em Taubaté, no estado de São Paulo. A data do seu nascimento é considerada hoje como o Dia Nacional do Livro Infantil. Monteiro Lobato foi, antes de tudo, o grande amigo das crianças. Realizou uma grandiosa obra no setor da literatura infantil, da qual foi a figura mais importante no país, atuou no campo da indústria e no comércio do livro e empreendeu uma corajosa campanha no sentido de dar ao Brasil petróleo e indústria siderúrgica.
Apesar de formado em Direito, dedicou-se mais à carreira literária. Sua glória como escritor surgiu ao lançar, em 1918, o seu primeiro livro Urupês. Em 1921, Lobato penetrou no mundo do "faz-de-conta". A princípio, rabiscou algumas historietas. De repente, saiu de sua mente a maravilhosa saga infantil que são as histórias do Sítio do pica-pau Amarelo. Jeca Tatu, sua criação, é até hoje o símbolo do caboclo sem cultura e indolente do interior do Brasil. Esse personagem mostra o estado de apatia do caipira, sempre com fundo patológico. Outras obras de destaque de Monteiro Lobato são: Cidades mortas, Negrinha e Ideias de Jeca Tatu. 
No ano de 1948 o Brasil perdeu este grande talento que tanto contribuiu com o desenvolvimento da nossa literatura.

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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Ilha das Flores

Assista a esse curta metragem, dirigido por Jorge Furtado. Um divertido e mordaz retrato da nossa sociedade, onde o ser humano pode chegar a condições extremas se não tiver dinheiro.


                                         

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A Cidade Santa de Jerusalém

Patrimônio da Humanidade
Jerusalém 2 bom
Vista aérea da cidade antiga de Jerusalém. (Foto: Rina Castelnuovo/New York Times)
Se eu de ti me esquecer, ó Jerusalém,/ que se resseque a minha mão direita./Apague-se-me a língua ao paladar/ à minha maior alegria. (Salmo 137, 5-6) 
      Versos de profunda nostalgia para uma cidade que foi centro do mundo, encruzilhada de culturas e berço de religiões. Poucas cidades foram tão violentamente desejadas e tão longamente choradas como Jerusalém. Esses versos, portanto, caberiam não só nos lábios israelitas, mas também em muitos outros - persas, romanos, cruzados, árabes -, pois um sem-número de povos viram nas pedras de suas muralhas o poder e a graça.
       Frequentes conquistas, uma sucessão infindável de construções e saques, de tolerâncias e intransigências modelaram de tal forma o perfil de Jerusalém, que hoje é difícil precisar o que está construído sobre o quê, ou a quem pertenceu a primeira pedra. O conjunto é absolutamente singular. Para tentar entender esse panorama insólito é preciso retroceder até as origens da cidade e seguir os passos da História, mesmo que alguns fatos tenham sofrido deformações ao longo do tempo e outros ainda continuem mergulhados em mistério.


Do monte das Oliveiras, avista-se toda a Jerusalém, a Cidade Santa das três grandes religiões monoteístas: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo, com seus monumentos que falam de uma longa história de dominações, tolerâncias e intransigências.


      Uma de suas estreitas ruas, que configuram a parte velha da cidade.

                                    
                     Detalhe da entrada da Cúpula do Rochedo.


Entre as numerosas portas das muralhas que dão acesso ao interior da cidade está a Porta de Damasco, denominada em árabe Porta da Coluna, construída no ano de 1537, sob o reinado do sultão otomano Solimão, o Magnifico. É a porta central da parte norte das muralhas e substituiu uma antiga passagem, hoje soterrada.


Situada no monte Moriá, a Cúpula do Rochedo, também chamada Mesquita de Omar, foi construída em 687 d.C., na esplanada do Templo de Salomão.


O Muro das Lamentações, último vestígio do Templo de Salomão, hoje o principal centro de oração dos judeus.


Segundo a tradição judaica, o local do Juízo Final é o vale de Josafá, entre o monte das Oliveiras e o antigo local do Templo de Salomão. Nesse dia o Messias fará sua entrada triunfal na cidade, montado num jumento branco, passando pela Porta Dourada na muralha ocidental de Jerusalém, que só então será aberta.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Perfumes

Mais que simples instrumentos das vaidades feminina e masculina, os perfumes constituem um importante dado cultural e histórico.
                                                
Para dar mais vida a nossa rotina diária, toda uma escala de fragrâncias está presente em quase tudo que nos rodeia: lenços de papel, fraldas de bebê, batom, xampus, sabonetes, tintas, esmaltes, ceras, purificadores de ar, além dos aromatizantes empregados nos alimentos e até no vestuário. Trata-se de uma indústria sofisticada em plena expansão, sensível à evolução dos gostos e da tecnologia. No metrô de Paris, por exemplo, o ar viciado foi encoberto por um suave perfume de violetas, o que, segundo pesquisas, serviu para aumentar o conceito de eficiência do serviço.
Cientistas japoneses descobriram, que aromas agradáveis melhoram o humor, reduzem a tensão e aumentam o rendimento no trabalho. A ideia da básica da aromatologia é simples: assim como a música pode acalmar as pessoas ou provocar-lhes agitação, os odores também têm um impacto positivo ou negativo sobre a mente.
A invenção dos perfumes é atribuída aos deuses do Olimpo, que emanavam aroma de ambrosia quando visitavam os mortais, um sinal evidente da sua natureza divina. Assim, os simples mortais também se utilizavam de perfumes para obter a clemência dos deuses. Uma das obras mais antigas da literatura mundial, a Epopeia de Gilgamesch, conta que Noé, em sinal de gratidão pela sua salvação do dilúvio, queimou madeira de cedro e mirra.

Segundo registros históricos, a Babilônia queimava 26 mil quilos de incenso para apaziguar a fúria dos deuses.
No antigo Egito o uso de essências perfumadas estava ligado ao ritual de embalsamento.
Os gregos foram grandes perfumistas que se valiam das essências de plantas também para cuidar de doenças.

Carregadas de simbolismos, as essências aromatizantes também estão entre os presentes oferecidos ao menino Jesus pelos Reis Magos: ouro, porque o recém-nascido era um rei; incenso, porque era um Deus; e mirra, porque era um homem.

                          Adoração dos Magos, de Hans Mamling


Contam-se que a rainha egípcia Cleópatra acolheu Marco Antônio na sua galera com as velas perfumadas, e o Bálsamo da Judeia teria lançado o Rei Salomão nos braços da Rainha de Sabá. Nas grutas de Qumram - o mesmo local onde foram descobertos os preciosos Manuscritos do Mar Morto - os arqueólogos encontraram 50 mililitros de uma substância avermelhada e de consistência semelhante à do mel, cuidadosamente guardada num frasco de argila da época do Rei Herodes.

Festim de Antônio e Cleópatra, de Francesco Trevisani

Assim, com o correr dos séculos, o caráter religioso dos perfumes deu lugar ao profano, mais ligado aos jogos de sedução. O protocolo do Rei Luís XV impunha um perfume diferente para cada dia da semana, e mais tarde a Imperatriz Josefina cercou-se dos maiores parfumeurs do século XIX. E a Imperatriz Eugênia, mulher de Napoleão III, colocou o perfume definitivamente em moda na França.

As pétalas de Jasmim são picadas após a colheita e colocadas em grandes galpões para secar


Plantação de jasmim, na França

Prensagem de alfazema na região de Grasse, na França, um dos vários processos para a extração de aromas naturais à base de flores.


                           Destilação a vapor de pétalas de jasmim


                                   Envasamento de essência de lavanda na Provença.


Outras matérias-primas provenientes do mundo animal. Como o âmbar, que é uma secreção do cachalote, um cetáceo comum nas costas de Madagáscar. O castoréum  provém do castor macho da Rússia, da Sibéria e do Canadá.  Já o almíscar é a secreção do cio do almiscareiro, ou gato-de-algália, um animal que vive no Himalaia e nas montanhas da Índia, Birmânia, China e Mongólia. A matéria-prima encontram-se numa bolsa, do tamanho de uma noz, na barriga do animal. Mas os amigos da natureza podem ficar tranquilos: ninguém mais caça esses animais por causa desses ingredientes. O âmbar e o almíscar naturais não têm mais nenhuma importância na industria atual, pois para eles existem excelentes substitutos sintéticos.

Os laboratórios tornaram-se grandes aliados da industria de perfumes, sintetizando mais de quatro mil aromas da natureza para os mais diversos fins, da cosmetologia à alimentação e ao vestuário.


Controle de qualidade das essências, decantação em tonéis de metal e armazenamento da fábrica Cristian Dior, no Rio, responsáveis por dezenas de perfumes famosos.



A ciência é hoje uma forte aliada para se tentar reproduzir em laboratórios as impressões da natureza, os ambientes e as recordações que nos vêm à mente através do olfato, assim como uma melodia ou uma bela imagem são captadas através da audição ou da visão.