domingo, 30 de janeiro de 2011

BRILHE A VOSSA LUZ

A vida foi nos dada pra grandes coisas (Provérbio Grego)

Não é que sejamos inadequados

Nosso receio mais profundo é o que o nosso poder não tem limites

Nosso receio mais profundo é a nossa luz, não é a nossa sombra que mais nos amedronta.

Nós nos perguntamos:
Quem sou eu para ser genial, grandioso, talentoso e admirável?

Na verdade, quem é você para não ser?

Você é um filho de Deus, seu agir pequeno não serve ao mundo.

Não há nada de esclarecedor em se diminuir, para que outras pessoas não se sintam inseguras perto de você.

Nós nascemos para tornar manifesta A gloria de Deus em cada um de nós, 
Ela esta em cada um de nós!

E à medida que deixamos nossa luz brilhar nós inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo. 

E à medida que nós nos libertamos do nosso próprio medo, Nossa presença automaticamente liberta as outras pessoas.

NELSON  MANDELA  (discurso de posse 1994)

SINAIS DE ESTAGNAÇÃO NOS SEMÁFOROS BRASILEIROS


Passando pelas ruas de nossa bela cidade, muitas imagens saltam aos olhos. Carros reluzentes, lindas mulheres, belas praias, a tecnologia cada vez mais presente nos semáforos e avenidas. No sinal, o jornaleiro mais esperto anuncia a manchete do jornal com as veias saltando ao pescoço. Um garoto se aproxima e pede um trocado ao “tio”, com o desejo de ajudar mamãe, comprar um picolé ou um pouco de cola que o ajude a atenuar a dor que corrói suas esperanças.

Olho para o menino de alto a baixo: pés descalços, camisa suja, calçãozinho desfiado. Estaco minha vista, ali entre as sobrancelhas, onde dizem se localizar a consciência superior. Um manancial de riquezas quase sem limites dormitando atrás de uma cabecinha negra, provavelmente empestada de piolhos. Paralisada, ela se extravia e se perde nas imagens que é capaz de criar. Ilusões de um menino que ainda sonha com fadas, bichos falantes, dinheiro caindo do céu, pedras transformadas em pão. Estagnada, mal desenvolveu a capacidade da fala e da expressão. Nunca irá além, se não lhe for dada a oportunidade de sonhar imagens de auto-desenvolvimento, capacidade criativa, relacionamentos equilibrados e estáveis com os semelhantes.

O sinal abre e, junto com o automóvel, meu pensamento decola abismado numa dolorosa lógica. Pergunto a mim qual é a diferença entre nós. Primeiro penso se meu coração bate melhor. A resposta é não. Penso se o meu fígado, estômago e rins operam melhor. Mas uma vez a negativa clara. Penso se tenho maior capacidade auditiva ou visual. Lembro da miopia e percebo-o até mais privilegiado. Tento enquadrar agora minhas roupas, carro e os lugares freqüentados. Lembro imediatamente do último rico suicida e mais uma vez não encontro resposta satisfatória. Um pouco acima dos olhos percebo uma diferença aparente: uma mente treinada; acostumada aos devaneios intelectuais típicos de um adulto moderno; habitado às letras e aos números. A diferença não é mais que aparente mesmo. Ali, entre aquelas sobrancelhas, potencialmente encontra-se um pintor, um industrial, um engenheiro, um médico ou um sacerdote. Poderia ser um Eisntein, um Pascal, um Gandhi, um Betinho ou mesmo um homem comum, como eu, vivendo uma vida digna, produtiva e honesta.

O estômago pede um trocadinho, mas a mente suplica conhecimento, saber. A sociedade não considera aceitável simplesmente dar-lhe o pão. Ao mesmo tempo, nega-lhe o mais essencial: o acesso ao conhecimento, à sabedoria, à capacidade de auto-sustentação e auto-discernimento. Criminosamente, cortam-lhe o acesso à fonte de prosperidade, da riqueza e da auto-realização.

Pobre sociedade, esta que ignora a necessidade do desenvolvimento humano em prol de realizações imediatas e visíveis. No afã por conquistas e celebrações, muito valoriza construção de aeroportos, estradas, siderúrgicas, portos e refinarias, sujeitos ao desgaste, à ferrugem e à obsolescência tecnológica. Renega ao último plano o desenvolvimento intelectual dos seus patrícios. Supõem que o veio de riqueza gerado por infra-estruturas  comercias e industriais é capaz de suprir as necessidades básicas de milhares de pessoas, quando essas  é que deveriam, com o despertar de seus potenciais, direcionar a criação e multiplicação dos fatores de riqueza. Implicitamente, negam os lucros e dividendos do investimento humano, por sua natureza flexíveis, mutáveis, evolvíveis e de grande duração.

A capacidade de geração de empregos e riqueza de nosso país sofre com o avanço tecnológico de outras nações que, verdadeiramente, valorizam o ser humano e o conhecimento. Lá, sobra prosperidade. Aqui, a ignorância, a miséria e a fome. Enquanto isso, as elites dirigentes que tanto valorizam as riquezas visíveis obrigam-se a ceder os espaços tão ciosamente defendidos. Negado a distribuição de conhecimento e sabedoria entre seus compatriotas, vão perdendo para os estrangeiros mais instruídos. Enquanto as empresas são adquiridas por forasteiros espertos, nossa cultura é afetada pela invasão silenciosa dos valores, costumes e capitais externos. Se antes eram necessárias armas e canhões, hoje tomam o poder pela apelação da música, do cinema e da atraente tecnologia. Ignominiosa contradição: os inteligentes e sábios do poder, mais interessados em preservar seus próprios negócios, acabam perdendo o que defendiam com tanto ardor e diligência.

A abertura do sinal evocou em mim a imagem de outro menininho. Com uma cesta de ovos em cada mão, bate de porta em porta, ouvindo nãos e mais nãos e á singela oferta da necessidade básica. Em outros dias carrega legumes e verduras pelas ruas esburacadas do subúrbio, contando com as sobras para ajudar no almoço de casa. Neguei ali a moedinha  tão desejada, na esperança de que o mesmo rancor saudável pudesse acionar a centelha de auto-desafio que, todos os tempos e em todos os povos, sempre operou grandes milagres de regeneração, prosperidade e crescimento.

Arnóbio Albuquerque, nosso irmão,
graduado em engenharia elétrica, 
mestre em educação.

sábado, 29 de janeiro de 2011

500 Anos de Representação do Rosto Feminino

O vídeo Mulheres na Arte dirigido por Philip Scott Johnson, fala sobre a história da arte, através da representação de mulheres em pinturas.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Romeo & Julieta - Ballet


Mensagem



Recadoseglitters.com

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Música!!!


Olá visitantes!
Quero compartilhar com vocês uma música, uma das minhas favoritas!
Não encontrei vídeo traduzido, então está abaixo a tradução.
Maybe - Sick Puppies



Tradução:

Talvez

Talvez eu sou um sonhador
Talvez eu sou um mal interpretado
Talvez você não esteja vendo o lado de mim que você deve
Talvez eu sou um louco
(Talvez eu sou um louco )
Talvez eu sou o único
(Talvez eu sou o único)
Talvez eu não entendo
Talvez eu só tinha o suficiente


Talvez seja a hora de mudar
E deixar tudo para trás
Eu nunca fui o único a andar sozinho
Eu sempre tive medo de tentar
Então, porque me sinto mal?
Para chegar a algo mais
Para tentar viver uma vida melhor
O que estou esperando?
Porque nada permanece para sempre
Talvez seja a hora de mudar


Talvez isso seja sem solução
(Talvez isso seja sem solução)
Talvez eu deva desistir
(Talvez eu deva desistir)
E se eu não posso confiar em mim mesmo?
E se eu precisar de alguma ajuda?


Talvez seja a hora de mudar
E deixar tudo para trás
Eu nunca fui o único a andar sozinho
Eu sempre tive medo de tentar
Então, porque me sinto mal?
Para chegar a algo mais
Para tentar viver uma vida melhor
O que estou esperando?
Porque nada permanece para sempre
Talvez seja a hora de mudar


E talvez seja a hora de mudar
E deixar tudo para trás
Eu nunca fui o único a andar sozinho
Eu sempre tive medo de tentar


Talvez seja a hora de mudar
E deixar tudo para trás
Eu nunca fui o único a andar sozinho
Eu sempre tive medo de tentar
Então, porque me sinto mal?
Para chegar a algo mais
Para tentar viver uma vida melhor
O que estou esperando?
Porque nada permanece para sempre
Talvez seja a hora de mudar
Porque nada permanece para sempre
Talvez seja a hora de mudar

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Enquanto você não estava prestando atenção...

Acompanhe esta estorinha de detetive - e prepare-se para descobrir tudo o que pode acontecer embaixo dos seus olhos sem que você note! (O vídeo é em inglês, mas vale a pena assistir até o final mesmo que você não consiga acompanhar a estória; a surpresa funciona em qualquer língua)

domingo, 23 de janeiro de 2011

O Ermitão e o escorpião


                Cedo da manhã aglomerou uma multidão que testemunhou a luta entre o escorpião e o ermitão.
                O escorpião veio arrastado em uma onda do rio Ganges, como qualquer outra que molhava os banhistas.
                Um ermitão, ao ir banhar-se no rio Ganges, viu o escorpião em uma desesperada luta pela vida. O santo devoto viu e correu para ajudar.
                Para o ermitão a deprimente determinação do escorpião não gerou o conflito de dois adversários naturais- ele o salvaria e o outro o ferroaria.
                Não demorou para que o ermitão  tentasse  tirar o escorpião da água, que ele o ferroou com sua cauda venenosa. Ao sentir a picada, o pobre homem puxou sua mão bruscamente e o escorpião caiu novamente na água.
                Isso não desestimulou o ermitão. Mais uma vez tentou tirar o animal da água, e mais uma vez este o picou.Firme na decisão de salvar o animal , continuou. A multidão assistiu perplexa ao santo devoto ajudando o cruel escorpião, que não parava de ferroá-lo. “Ele chamava a morte”, diziam entre as pessoas.
                “Que idiota esse ermitão” disse alguém entre a multidão.
                “Pessoa pouco prática” disse outro.
                O ermitão não se deixou abater sobre o que diziam.Estava decidido em salvar o animal de qualquer forma, sem pensar no aconteceria durante o processo.
                Mais uma vez o escorpião picou e o pobre homem novamente puxou sua mão violentamente, mas  o tempo todo sem pensar no sofrimento.
                Viram que ele sentia dor devido às  persistentes ferroadas.
                Alguém entre a multidão perguntou:” Por que você está tentando salvar essa criatura ingrata? Quem é agora que está sofrendo, você ou o escorpião?”
                O ermitão sorriu e respondeu: “É natural para o escorpião ferroar, assim como é natural para o devoto de  Deus amar servirPercebendo que o escorpião não queria desistir de sua natureza de ferroar, como você poderia querer que eu desistisse de minha natureza de ajudar aqueles que precisam"?


Sabedoria Indiana
Tradução não oficial por  Érika Oliveira

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Meditação é tão eficaz quanto antidepressivos contra recaída da depressão


MEDITAÇÃO VERSUS ANTIDEPRESSIVOS
Cientistas do Centro de Dependência e Saúde Mental (CAMH), no Canadá, constataram que a terapia cognitiva baseada na meditação da mente alerta oferece o mesmo nível de proteção contra a recaída da depressão que a medicação antidepressiva tradicional.
O estudo, publicado na edição atual do Archives of General Psychiatry, comparou a eficácia da farmacoterapia com a meditação da mente alerta, estudando pessoas que foram inicialmente tratadas com antidepressivos e, em seguida, ou pararam de tomar a medicação a fim de praticar a meditação, ou continuaram a tomar medicação por 18 meses.
“Os dados disponíveis sugerem que muitos pacientes deprimidos param com a medicação antidepressiva muito cedo, seja por causa dos efeitos colaterais, seja por não quererem ficar tomando o medicamento durante anos,” diz o Dr. Zindel Segal, coordenador do estudo.
CONTROLE DAS EMOÇÕES
A terapia cognitiva baseada na meditação é uma abordagem não-farmacológica que ensina habilidades no controle das emoções, de forma que os pacientes possam monitorar possíveis desencadeadores das recaídas, bem como adotar mudanças no estilo de vida que ajudem a manter um humor mais equilibrado.
Os participantes do estudo que foram diagnosticados com transtorno depressivo grave foram todos tratados com antidepressivos até a diminuição dos sintomas. Eles foram então aleatoriamente designados para deixar a medicação e começar a aprender a técnica de meditação, deixar a medicação e receber um placebo, ou continuar com a medicação.
Essa proposta inovadora de pesquisa permite comparar a eficácia de prosseguir o tratamento farmacológico com um tratamento psicológico, em relação à manutenção do mesmo tratamento – antidepressivos – ao longo do tempo.Os participantes escalados para a terapia com meditação participaram de 8 sessões semanais em grupo e se comprometiam a praticar diariamente em casa – uma espécie de dever de casa. Foram realizadas avaliações clínicas a intervalos regulares em todos os participantes durante um período de 18 meses.
RECAÍDA DA DEPRESSÃO
As taxas de recaída para os pacientes no grupo da meditação foram as mesmas registradas entre os pacientes que continuaram recebendo antidepressivos – ambos na faixa de 30%. Mas os pacientes que receberam placebo recaíram em uma taxa significativamente mais elevada – 70%. “As implicações reais destes resultados é que eles confrontam diretamente a linha de frente dos tratamentos atuais da depressão. Para esse grupo considerável de pacientes que estão relutantes ou incapazes de tolerar o tratamento antidepressivo de manutenção, a meditação oferece o mesmo nível de proteção contra a recaída,” disse o Dr. Segal.

Arnóbio Albuquerque, nosso irmão
graduado em engenharia elétrica, mestre em educação
Publicado em: http://blog.opovo.com.br/yoga/meditacao-e-tao-eficaz-quanto-antidepressivos-contra-recaida-da-depressao/#respond                                                                       

COMO UM ENGENHEIRO SE INTERESSOU PELO IDEAL DE NÃO-VIOLÊNCIA -UM TESTEMUNHO A FAVOR DA CULTURA DE PAZ

Sozinho entre os grandes líderes, Gandhí ofereceu a
alternativa prática da não­-violência. Para reparar queixas e
remover injustiças, o Mahatma empre­gou recursos não‑violentos
que reiteradamente provaram sua eficácia.
(Paramahansa Yogananda)
A mente do engenheiro está sempre trabalhando para desenvolver  soluções inteligentes, econômicas e eficientes a fim de resolver os mais diversos tipos de problemas. Após muita reflexão sobre a vida de Gandhi e suas conquistas no campo da política, concluí que a atitude da não-violência é prática e funciona para resolver eficientemente os problemas que enfrentamos no dia-a-dia. Disse Gandhi: “Durante meio século de experiências, nunca enfrentei uma situação que me deixasse sem auxílio ou não tivesse remédio em termos de não-violência”. E conclamava: “A força de um homem e de um povo está na não-violência. Experimentem!”
Quando tive contato pela primeira vez com a história de Gandhi fiquei vivamente impressionado com a forma como ele conseguiu libertar seu país, a Índia, do jugo dos dominadores, esforço que durou desde o início do século XIX até o ano de 1947. Contrariando todos os prognósticos, Gandhi liderou o processo de independência da Índia sem disparar um único tiro. Para Gandhi, a não-violência é a atitude pragmática do espírito nobre.
Conhecemos muitos casos de vitórias realizadas à base da violência. Conhecemos muitos conquistadores que subjugaram e destruíram seus inimigos com uso da força. Muitos deles são admirados e louvados pela coragem e astúcia. Pense agora num homem franzino, quase esquelético, sem qualquer arma na mão, enfrentando o mais sofisticado e poderoso exército da época! Não é essa uma atitude muito mais corajosa, comparecer ao campo de batalha para enfrentar um poderoso oponente totalmente desarmado?
Uma vida de paz não é uma vida sem problemas e conflitos, o que é impossível. Quando falamos de uma vida de paz, referimo-nos à vida baseada na atitude pacífica e calma que externalizamos no enfrentamento dos problemas e dos conflitos. Para que o ideal de paz não se tornasse abstrato demais e para facilitar o entendimento sobre como essa paz pudesse ser vivida, os antigos sábios da Índia sugeriram uma forma prática de a paz se manifestar nas ações: “ahimsa”, o termo sânscrito que expressa o ideal de não-violência.
Ao invés de analisar subjetivamente se nossa mente está carregada de paz, se estamos ou não seguindo os princípios universais de paz em nossa ação, é muito mais simples verificar se nossa ação é ou não é violenta. Na dúvida sobre a presença de paz em cada atividade basta se perguntar: minha ação contém algum resquício de violência material, verbal, mental ou emocional?
Gandhi baseou sua estratégia de libertação da Índia em ahimsa. No início, nem os indianos acreditaram na possibilidade de uma vitória sem luta armada e talvez você também não acredite, mas está tudo registrado nos anais da história recente – um fato ricamente ilustrado com testemunhos pessoais, fotos e vídeos. Há centenas de livros e filmes realizados para retratar esse acontecimento.
Gandhi dizia que a ahimsa, não-violência, era a estratégia que deveria prevalecer perante as investidas dos seus oponentes.  Ele explicava com clareza como deveria ser expressa essa ahimsa por quem se dispusesse a ajudá-lo na luta pacifista:
1)   Jamais praticar violência material, matando ou ferindo;
2)   Abster-se de qualquer violência verbal, nunca falando mal dos opressores;
3)   Não permitir a violência mental, pensando mal dos inimigos;
4)   Não abrigar no coração qualquer violência emocional, alimentando o ódio aos oponentes.

Esses preceitos foram seguidos à risca por milhares de indianos que apoiaram Gandhi na luta de libertação do seu país. Um dos generais do exército oponente escreveu em uma carta: “Gandhi utiliza uma força que nós desconhecemos”. Essa maravilhosa “força” continua ilustremente desconhecida para muitas pessoas, que continuam utilizando as velhas estratégias de pseudo-esperteza temperada com violência para realizar suas conquistas.
Diante dessa impressionante tecnologia, procurei estudar a vida de Gandhi para me apropriar desse saber e aplicá-lo no dia-a-dia. Se essa força é tão poderosa a ponto de enfrentar um exército inteiro, certamente seria útil para enfrentar meus próprios problemas e conflitos. Gandhi demonstrou que o esforço no desenvolvimento dos valores espirituais serve de grande apoio na lida com as questões cotidianas. Qualquer materialista que verifique os resultados práticos obtidos por ele não mais poderá justificar o desinterresse pela espiritualidade.
Aproveitar esses conceitos dos heróis da humanidade na própria vida significa “pensar globalmente e agir localmente”. A tentativa de colocar em prática esses ensinamentos superiores é uma das mais eficientes formas de aprendizagem e crescimento espiritual. Quando fazemos isso compreendemos de que forma  tais verdades são úteis e quais não cabem numa determinada situação.
 Não é justo simplesmente duvidarmos do poder da não-violência enquanto não fizermos uma tentativa, procurando observar em nós mesmos e nos outros as mudanças reais provocadas pelas novas atitudes. Só após algumas tentativas sinceras e perseverantes é que podemos escolher a melhor maneira de tornar tangíveis os novos ensinamentos.
Essa prática de observar as operações cirúrgicas sobre o próprio ego, pesando e avaliando os efeitos e resultados, é uma forma de tornar científica a espiritualidade. O conhecimento espiritual, dessa forma, é assimilado da maneira certa, sem o risco de ficarmos limitados à cômoda apreciação intelectual.
A não-violência é apenas um aspecto a ser considerado no esforço para desenvolver a cultura de paz na vida. Muitos dos nossos conflitos não são travados contra terceiros - pessoas ou organizações. Há muita guerra ocorrendo na consciência de cada pessoa – muitos conflitos manifestando-se em patologias físicas, mentais e espirituais. Uma das mais importantes escrituras da Índia, o Bhagavad Gita, trata da batalha interna, a luta entre o ego (a instância externa da existência) e a Alma (a essência), e sobre como vencê-la.
Paramahansa Yogananda elaborou um treinamento completo para manter sempre alimentada a planta da paz em nossa consciência: “assim como se necessita de um certo treinamento para se dedicar à arte da guerra, também é necessária uma preparação para enfrentar as batalhas das atividades da vida. Os guerreiros que carecem de treinamento morrem rapidamente no campo de batalha; do mesmo modo, as pessoas que não estão treinadas na arte de preservar a paz interior são rapidamente abatidas pelas balas das preocupações e da inquietude da vida ativa”.
Sabemos que um gesto impensado, uma decisão emocional, uma palavra mal colocada ou um momento de destemperança pode jogar por água abaixo muitas conquistas realizadas na vida. A capacidade de encarar com tranquilidade e calma todos os eventos, até as situações de infortúnio, é considerada na Bíblia como uma das mais elevadas conquistas que um ser humano pode alcançar: “Vale mais um homem paciente do que um herói; vale mais dominar-se a si mesmo do que conquistar uma cidade” (Provérbios 16,32).
Arnóbio Albuquerque, nosso irmão
graduado em engenharia elétrica,
mestre em educação

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A receita da felicidade

Estava relendo algumas redações que escrevi em 2010, quando cursava oitavo ano e  achei uma interessante para compartilhar com vocês.


------- A receita da Felicidade -------
          Ingredientes:
  • Os seguintes ingredientes não apresentam medições, nesse caso, irá depender de sua necessidade:       
  1. Amor
  2. União
  3. Lealdade 
  4. Humildade
  5. Bondade
  6. Compreensão
  7. Dedicação
  8. Solidariedade 

  • Modo de preparo:
  • Para o interior
      Primeiro misture o amor, a união e a lealdade. Depois acrescente humildade e bondade; leve ao coração em batidas lentas, vá aumentando a velocidade até que essa mistura vire parte integrante do seu coração.
  • Para o exterior: 
      Misture a compreensão e a dedicação e coloque em sua vida social, depois acrescente solidariedade. 

     Pronto! Agora é só saborear. Não esqueça de utilizar essa receita todos os dias. Seja feliz!




                                                   Autoria: Bárbara da S. Oliveira


domingo, 9 de janeiro de 2011

Colação de Grau UNIFOR 2010.2

        


 O dia 5 de janeiro de 2011 data a colação de grau do nosso sobrinho, aluno concludente do curso de odontologia, Eliziário Vitoriano de Araújo Neto Junior, onde teve brilhante participação como orador.

       

Ensino é voltado para a vida
"O homem que sabe tomar interesse por seu trabalho e achar um verdadeiro prazer evidentemente, o que produz mais e vive mais feliz.´

É salutar iniciar esta fala com as belas e apropriadas palavras de Atkinson. Esta felicidade mencionada por ele não parece mais ser um sentimento vivido pela maior parte da população. A impressão que temos é a de que ela se tornou uma prerrogativa somente para aqueles que detêm riquezas e bens; àqueles poucos que ainda atribuem aos valores morais, éticos e profissionais o sustentáculo de suas vidas. Porque não voltar a deixar a felicidade ser a nossa motivação todos os dias? Porque insistimos na ideia de que melhor é acumular montantes e mais montantes de dinheiro a acumular verdadeira alegria e prazer nas tarefas diárias da vida? Que mundo é este em que vivemos? Já não o reconhecemos.

A Universidade de Fortaleza exerceu e continua exercendo para os seus alunos um importante papel ante a competitividade do mercado, que cresce a cada dia, preparando-os para lidar com uma sociedade exigente e consciente da realidade mundial. O fomento à inserção dos acadêmicos em projetos de extensão e pesquisa, além do desenvolvimento de atividades culturais, envolvendo artistas nacionais e internacionais renomados, o apoio incondicional aos atletas locais e aos da casa para estarem envolvidos nas competições esportivas em âmbito nacional e internacional, a organização de eventos para divulgação e incentivo à pesquisa científica, enfim, devemos não poucas palavras de agradecimento à Unifor por nos ter ofertado todas as oportunidades para que pudéssemos alcançar os nossos objetivos, além de ter favorecido o início de tantas amizades que seguirão para sempre conosco.

É, pois, hora de agradecer a todos que nos ajudaram a escrever esse capítulo da nossa história. Somos gratos aos professores, que, com paciência, amor, dedicação e perseverança, decidiram acreditar em nós, motivar-nos a seguir lutando, sem nunca nos deixar desistir de buscar um aperfeiçoamento técnico e intelectual constante. Foram eles os responsáveis pelos profissionais que hoje estamos nos tornando. Foram os nossos incentivadores em momentos de conflitos. Quando parecia que não conseguiríamos mais aprender, apareceram com a instrução correta para resolver um problema.

Aos nossos pais também dirigimos palavras de agradecimento. Que vocês olhem para cada um de nós, hoje, aqui vestidos de forma tão distinta, e encontrem um motivo de grande orgulho, ao verem que os seus filhos, outrora pequenos e imaturos, serão agora os grandes homens e mulheres, amadurecidos e experimentados, para enfrentarem de forma honrosa os desafios vindouros que o mundo constantemente lança para provar o valor do ser humano.

Estar aqui em cima é verdadeiramente um grande privilégio. É maravilhoso contemplar os olhares daqueles que colocaram em seus corações o firme propósito de se entregar plenamente ao exercício de sua profissão, mesmo enquanto acadêmicos. É com intrepidez que os convido a zelar por tudo aquilo que vivenciamos de especial e único nesta instituição. Que a cada dia vivido lá fora, quando estivermos envolvidos na labuta de nossa profissão, o nosso coração possa saltar de alegria com as lembranças de tudo o que aconteceu no período de nossa formação, pois até isso pode ser capaz de impulsionar-nos a continuar crescendo e nos aperfeiçoando.

Convido-os a lembrar do primeiro dia aqui dentro, das primeiras lutas, das dificuldades, das barreiras vencidas, das amizades consolidadas e também dos desafios que nos impulsionaram a seguir lutando em busca do sonho que parecia tão distante, mas que, hoje, se mostra tão palpável e tão real. Erramos, tropeçamos, e até por vezes caímos, mas tivemos forças para levantar e seguir adiante, pois o Senhor, o Único Deus, Senhor dos Exércitos, esteve conosco durante toda essa nossa jornada, sem nós mesmos sabermos, ajudando-nos a prosseguir com os nossos objetivos. Obrigado!".


                       PARABÉNS! Neto Junior. Suas tias desejam-lhe muito sucesso!                


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

40% das línguas do mundo podem desaparecer


           Segundo a Unesco, de 6 mil línguas faladas no planeta, 2.500 correm o risco de desaparecer.
        Nos últimos 30 anos, 200 línguas desapareceram da face da terra; a última foi a Eyak, do Alasca, com a morte em 2008 da última pessoa que a dominava.
        Em termos mundiais, o país onde existem mais línguas à beira da extinção é a Índia, que alberga 196 línguas ameaçadas destas 2500, seguida pouco depois pelos EUA, com 192 e pela Indonésia com 147… Ou seja, um dos países mais desenvolvidos do mundo, os EUA, é também tristemente um dos que menos apoio tem dado à sua própria riqueza linguística, fonte essencial de cultura, desenvolvimento e sustentáculo fundamental de qualquer sociedade humana verdadeiramente diversa e multicultural. Ironicamente, o país linguísticamente mais rico, a Papua Nova Guiné… onde se falam mais de 800 línguas é um dos menos ameaçados, com apenas 88 nesta lista de línguas em risco.
        Nem tudo é mau, felizmente… Algumas línguas ameaçadas, como o Cornich, uma língua céltica falada na Cornualha (sul de Inglaterra) e o Sishee, na Nova Caledónia (Pacífico sul) saíram do grupo de risco. E o mesmo sucedeu noutros locais onde os governos deram o apoio necessário à sobrevivência de varias línguas ameaçadas. Este foi o caso do Peru e da Nova Zelândia, por exemplo, países que compreenderam a tempo que o processo descaracterizante e anulador da Globalização é também cultural e que somente pela resistência à imposição do inglês como “língua única”, os povos locais podem preservar a sua independência cultural, económica e política, porque sem uma língua nacional, não há nação e sem nação não poderá jamais haver uma Pátria com a qual as pessoas se possam identificar e com que possam partilhar sentimentos de pertença, abstraindo assim da sua mera existência quotidiana e banal.
        Segundo a UNESCO, 199 línguas são faladas por grupos inferiores a 10 pessoas.
        A Unesco acredita que o desaparecimento de línguas “empobrece a herança cultural humana”, em especial aquela associada a tradições.








         Acredita-se que os principais fatores que pressionam para o desaparecimento de línguas, nos tempos atuais, são a migração e a rápida urbanização.


Veja mais aqui, no site da UNESCO:

Você conhece o esperanto?


          O esperanto foi uma língua criada por Ludwik Lejzer Zamenhof (1859-1917). Contruído sobre estruturas das outras línguas, o idioma tinha o ideal de se tornar moeda universal na comunicação humana. Esse papel no entanto, é hoje desenvolvido pelo inglês, mas a internet  atrai novos adeptos ao esperanto.

            Longe do objetivo inicial, no mundo todo existem aproximadamente 1 milhão de pessoas que falam o esperanto, espalhadas em mais de 100 países. Então, para que serve o esperanto?

            No momento, um dos benefícios é abrir uma oportunidade ampla de fazer amigos e criar relacionamentos. A diferença em encontrar alguém que fala inglês e alguém que fala esperanto, é que no segundo caso a língua cria um vínculo imediato: todos os que aprendem esperanto não o fazem por questões pragmáticas, mas pra curtir a língua e em última instância dividir aquele ideal de compreensão entre os povos.
          O esperanto é empregado em viagens, correspondência, intercâmbio cultural, convenções, literatura, ensino de línguas, televisão e transmissões de rádio. Alguns sistemas estatais de educação oferecem cursos opcionais de esperanto, e há evidências de que auxilia no aprendizado dos demais idiomas.
           

           O esperanto é frequentemente usado para se ter acesso a uma cultura internacional, dispondo ele de um vasto leque de obras literárias, tanto traduzidas como originais. Há mais de 25.000 livros em esperanto, entre originais e traduções, além de mais de uma centena de revistas editadas regularmente. Muitos esperantófonos usam a língua para viajar livremente pelo mundo usando o Pasporta Servo, rede internacional de hospedagem solidária. Outros têm correspondentes em vários países diferentes através de serviços como o Esperanto Koresponda Servo.
         Atualmente, vários Estados subvencionam transmissões regulares em esperanto de suas estações de rádio oficiais, como China, Polónia(diariamente), Cuba, Itália e Vaticano. Em menor escala, várias estações de rádio mantêm programas em ou sobre esperanto, como a Rádio Rio de Janeiro, que têm um departamento dedicado exclusivamente ao esperanto.
          Anualmente, de 1.200 a 3.000 esperantistas encontram-se num Congresso Universal de Esperanto.
A língua mostra-se útil essencialmente para a troca de informações entre indivíduos de etnias diferentes que doutra maneira só seria realizada através de elementos mediadores (uma língua estranha a pelo menos um deles, um intérprete, organizações privadas, Estados, etc.).