quarta-feira, 30 de setembro de 2015

As Cinco Regras da Raiva

Vejamos cinco regras muito importantes para todos aqueles que desejam compreender melhor a raiva e aprender a não cultivar esse sentimento:

1- A primeira regra é bem simples e ela diz o seguinte: “a raiva bloqueia teu raciocínio”. Isso significa que os momentos em que explodimos de raiva são os piores para se tomar decisões, posto que as fortes emoções restringem nossa razão e nosso pensamento. Sempre que você fica com raiva e explode em intenso fervor emocional, você pode fazer escolhas que depois farão você se arrepender, e que podem até te prejudicar. Muitas vezes, tomados que estamos pela fúria, escolhemos, dizemos ou fazemos coisas que depois, na tranquilidade, pensamos “se estivesse calmo, não faria aquilo”. A trajetória de uma vida inteira pode ser modificada e destruída em apenas alguns minutos de ira.



2- A segunda regra diz o seguinte: “Quem está nervoso muitas vezes deseja que outros fiquem como ele”, ou seja, todos aqueles que estão num estado de tensão, nervosismo e que vivem nas trevas da raiva e irritação compulsiva desejam que outras pessoas compartilhem do mesmo sentimento e descontrole. Quem está na escuridão quer que todos estejam na escuridão, pois assim eles sentem que há muitas pessoas como ele, e não se sente tão mal caso fossem os únicos. Apagar a luz dos outros é a melhor maneira de não enxergar sua própria escuridão. Em outras palavras, quem está na lama, quase sempre quer trazer os outros para a lama, pois assim eles têm “companhia”. O raivoso deseja ter alguém com quem compartilhar sua raiva, pois a raiva sozinha perde seu “combustível”, e muito frequentemente se transforma em depressão. Toda raiva não compartilha com outros acaba tornando o raivoso depressivo, com sentimentos de carência e vazio.

3- A terceira regra é a seguinte: “Não dê poder a quem não tem”. Quando você se deixa levar pelos berros e deixa a raiva te dominar, você está dando poder àquela pessoa e permitindo a ela te desestabilizar. Mas esse poder de desorganização emocional é a própria pessoa que confere ao outro. No momento em que você pára de dar poder a quem não tem poder, você não mais se envolve pelas ofensas e agressões alheias e passa a ser mais neutro e menos vulnerável.


4- A quarta regra diz algo muito importante: “A raiva prejudica a nós mesmos, e não ao outro”. Há uma máxima de sabedoria que diz o seguinte: “Ficar com raiva de outrem é o mesmo que tomar veneno e esperar que o outro morra”. O maior prejudicado com os acessos de raiva ou com a raiva prolongada somos nós mesmos. A ira pode gerar doenças emocionais e até físicas, em casos extremos, pode instalar quadros depressivos numa pessoa. A raiva contida é ainda mais prejudicial, pois vai aos poucos minando as nossas estruturas psicológicas. Portanto, tua raiva não prejudica o outro, ela afeta, em primeiro lugar, o próprio raivoso.

5- E por fim, a quinta regra também é simples, mas pode parecer difícil de ser aplicada para algumas pessoas: “Não responda a uma ofensa, apenas silencie”. Quando, por exemplo, algum parente está envolto pela ira e começa a agredir a todos, a melhor resposta é o silêncio. Por que o silêncio? Pois é apenas no silêncio que aquela pessoa conseguirá ouvir a si mesma. Ela passará a ouvir seus próprios gritos, suas ofensas, suas agressões e terá a chance de se perceber, se sentir e se tocar do mal que está emanando. A quinta regra diz: apenas silencie e deixe a pessoa ouvir a si mesma. No momento em que não correspondemos a raiva, a pessoa perde sua energia, fica sozinha e passa a perceber a si mesma, e assim, ela pode enxergar-se como é. Dessa forma, a chance dela se ver e procurar se modificar é bem maior.

(Hugo Lapa, do blog hugolapa.wordpress.com)



segunda-feira, 28 de setembro de 2015

As 10 pessoas que mudaram o mundo - E o que seria da humanidade sem elas


Olá visitantes, tudo bem? Hoje vai uma matéria bem bacana que a revista Galileu produziu.A revista reuniu a opinião de  historiadores, escritores, jornalistas, eleitores  e estes escolheram dez personalidades cuja ação ajudou a determinar a forma como a sociedade se comporta hoje. Iremos reproduzir essa reportagem em partes, pois é bem extensa. Esperamos que apreciem.


Da hora em que você acorda até o momento de voltar para a cama, seu cotidiano se compõe de uma série de atitudes e comportamentos que parecem naturais. Pois não são. O que você é no seu dia a dia é fruto de uma série de aprendizados sociais que moldaram a evolução humana desde que nosso primeiro antepassado resolveu descer da segurança de uma árvore e se arriscar na savana africana. Muito do que somos foi moldado por outros seres humanos ao longo da História.

A lista, claro, será considerada incompleta por muita gente. E é mesmo difícil satisfazer a todos. Há algumas curiosidades. Quatro personalidades elencadas são judeus - e o homem que tentou acabar com os judeus no mundo, Adolf Hitler, também está na lista. E quatro entre as dez pessoas mais votadas são associadas ao comunismo, uma ideologia que entrou em colapso no final do século 20.

Certos resultados foram surpreendentes. Empatado com Charles Darwin, Sigmund Freud foi o segundo mais votado pelos especialistas, perdendo apenas para Karl Marx. Brasileiros (não há nenhum entre os vencedores) foram mencionados por estrangeiros, como o historiador britânico Kenneth Maxwell, que indicou José Bonifácio de Andrada e Silva, "a figura crítica na conquista da independência do Brasil". O jornalista e escritor Laurentino Gomes citou o português dom João VI, "um herói às avessas, que transformou o pedacinho do mundo que hoje conhecemos como Brasil". Jesus Cristo foi o favorito dos leitores, mas teve poucos votos entre os especialistas. As escolhas do leitor serviram de critério de desempate, confirmando Jesus e Albert Einstein entre os finalistas.

A lista, não custa ressaltar, não trata dos "dez heróis" ou das "dez pessoas que ajudaram a fazer deste um mundo melhor". Genocidas como Josef Stalin, Mao Tsé-tung e Adolf Hitler tiveram contribuições ao planeta, mesmo sem ter intenção. Nosso mundo também é fruto do que se tenta evitar - e do esforço para que tragédias não se repitam.



CURRÍCULO
Nome: Jeshua ben Joseph

Nascimento: cerca de 7 a 4 a.C., Nazaré, Galileia

Morte: c. 30-36, Jerusalém

Ocupação: Aprendiz de carpinteiro, profeta, mártir, fundador do cristianismo

Jesus Cristo


Fundador da maior religião do mundo e de boa parte da história ocidental

De certa forma, nenhum outro personagem desta lista existiria sem ele. É quase impossível imaginar a história do mundo ocidental sem Jesus Cristo, com séculos de pensamento dedicados a conciliar a filosofia e hábitos pagãos com o monoteísmo importado da Judeia. "Seus seguidores continuam a ser os mais numerosos no mundo, o calendário é baseado nele e constitui o elo entre o judaísmo e o helenismo", afirma o historiador e arqueólogo Pedro Paulo Funari, da Unicamp. Ainda que a civilização cristã raramente tenha conseguido viver pelas palavras de Jesus de amar ao próximo, não julgar para não ser julgado e dar a outra face, a Igreja fundada em seu nome é absolutamente central na História do Ocidente. Tanto que o calendário se divide em antes e depois de Cristo.

Países como Alemanha, França e Espanha só existem porque reis bárbaros se converteram ao cristianismo e ganharam legitimidade após a queda do Império Romano. As Cruzadas introduziram o gosto por especiarias aos europeus, e isso é tanto a origem das Grandes Navegações, na Península Ibérica, quanto do capitalismo que bancou a Renascença, na Itália. Foi a Igreja que fundou as primeiras universidades, e dela saíram vários pensadores que retomaram a filosofia clássica, como Santo Agostinho, Roger Bacon e São Tomás de Aquino. A Reforma Protestante comandada pelo alemão Martinho Lutero liberou o homem para acumular riqueza sem culpa, uma das causas da Revolução Industrial. É um assunto controverso, mas vários pensadores, como o filósofo alemão Friedrich Nietzsche, relacionaram o cristianismo aos ideais igualitários modernos da democracia e do socialismo.

O personagem mais importante para a história do Ocidente é aquele sobre o qual menos se sabe. Nem uma linha foi escrita sobre Jesus enquanto ele viveu. Autores não cristãos que trataram dele, Tácito e Flávio Josefo, só apareceram décadas após sua morte - e suspeita-se que monges medievais piratearam trechos sobre Jesus nos originais. Quase 2 mil anos depois, a maior fonte sobre sua vida continuam a ser os Evangelhos, que não são livros de História, mas de pregação religiosa.

A busca pelo Jesus histórico é limitada. Pesquisadores costumam comparar os Evangelhos com fatos conhecidos de seu tempo. Por exemplo, como não existe nenhum registro de um censo na Judeia na época de seu nascimento, a maioria dos historiadores acredita que ele nasceu mesmo em Nazaré, não em Belém (fato usado para identificá-lo à estirpe do rei Davi), e isso foi no máximo em 4 a.C., no fim do reino de Herodes, o Grande. Portanto, nosso calendário carrega um erro de cálculo.

Mas alguns fatos bíblicos são amplamente aceitos: Jesus existiu, foi batizado por João Batista e crucificado por Pôncio Pilatos, após um incidente no Templo de Jerusalém. E a religião que fundou já havia chegado à capital do Império Romano no reino de Nero (54-68), décadas depois de sua morte. O que quer que Jesus tenha dito ou feito em vida, o cristianismo não existiria apenas com ele. Paulo de Tarso, que nunca o encontrou em pessoa (teve uma visão), foi quem abriu a religião a todos.

A conversão do imperador Constantino, em 312, tornou o cristianismo a maior religião do mundo, com 2,2 bilhões de fiéis hoje.

O mundo sem ele

Sem Jesus Cristo e o cristianismo, não haveria uma Igreja unificada e forte para preservar o pensamento e conhecimento da Antiguidade durante a Idade Média, nem para avalizar autoridade a imperadores como Carlos Magno (742-814), que começou a impor ordem à Europa. O mundo "ocidental" seria mais voltado ao Oriente, no que restou do Império Romano, da Grécia ao Norte da África. Sem cristãos não haveria o Islã. Maomé derivou um conteúdo considerável de sua doutrina do cristianismo. Jesus era um dos profetas maiores. Em uma Europa bárbara não haveria Renascença, Grandes Navegações ou Revolução Industrial. Talvez outra civilização fosse dominante, como os persas ou indianos. A tecnologia estaria alguns séculos atrasada.



CURRÍCULO

Nome: Karl Heinrich Marx

Nascimento: Trier, Prússia, 5 de maio de 1818

Morte: 14 de março de 1883, Londres, Reino Unido

Ocupação: Filósofo, economista e jornalista






Karl Marx

O Filósofo rebelde que foi à luta pelo socialismo

Marx partiu de uma filosofia para filósofos - o idealismo de Hegel - para uma filosofia de ação. "Os filósofos apenas tentaram interpretar o mundo de diversas formas; o ponto é mudá-lo", escreveu em 1845. E ele mudou mesmo: o século 20 foi marcado pela divisão mundial entre marxistas e defensores do capitalismo de várias vertentes. Como sistema político, a democracia ocidental venceu em 1991 com a queda da União Soviética, um pesadelo totalitário em que ninguém poderia vislumbrar o comunismo prometido por Marx, uma sociedade sem classes, Estado ou opressão. Mas muitos pensadores contemporâneos, como os filósofos Slavoj Zizek e Antonio Negri, e o falecido historiador Eric Hobsbawn, afirmam que ainda é cedo para decretar a morte do marxismo como ideologia. Marx afirmou no século 19 que crises cíclicas eram inerentes ao capitalismo - e o crash de 2008, último de uma série, mostra que essa foi uma previsão certeira. "Sua crença de que a justiça social deveria ser uma razão fundamental de todas as comunidades modernas nem sempre foi bem-sucedida, menos ainda em todas as ditaduras comunistas, mas sua influência foi mundial e contínua", diz o historiador britânico Richard Overy.

No que ele mesmo chamava de praxis, os conceitos de Marx mudaram a geopolítica do planeta. Mas ele também tem uma enorme contribuição acadêmica, o que garante a permanência de seu pensamento como norte intelectual ainda hoje nas ciências humanas. Marx ajudou a criar caminhos intelectuais, como a lógica dialética e o materialismo histórico, que dominariam várias áreas do conhecimento no século 20. Ele é um dos fundadores das ciências sociais, o saber que transformou a mera especulação filosófica em estudo metódico, baseado em conceitos científicos. Vale lembrar que sua teoria é um convite à ação. "Marx criou as bases da mais profunda crítica do capitalismo e lançou ideias para sua superação histórica", afirma o historiador Francisco Alambert, da USP.

Em sua vida pessoal, Marx foi um grande ativista das causas que defendia. Em 1864, fundou e dirigiu a Primeira Internacional, organização mundial de comunistas, anarquistas e sindicalistas. Escreveu e editou jornais revolucionários e tinha colunas em diários convencionais, como o New York Daily Tribune, no qual defendeu o fim da escravidão nos EUA. Tal como Albert Einstein, foi nas horas vagas que escreveu sua obra-prima, O Capital, publicado em 1867. Também misturou a vida familiar com a política - sua filha Laura casou-se com o socialista francês Paul Lafargue, famoso por comandar jornadas em defesa de 8 horas diárias de trabalho em Paris.

Perseguido pelas autoridades europeias, vivendo quase sempre à beira da insolvência (e costumeiramente socorrido financeiramente pelo amigo e parceiro intelectual Frederick Engels), teve sete filhos com a baronesa Jenny von West-phallen. Apenas três sobreviveram até a idade adulta. Quando morreu, Karl Marx era ao mesmo tempo uma celebridade internacional e um apátrida. De certa forma, ele foi o primeiro mártir do marxismo. Sua tumba, em Londres, hoje é ponto turístico da cidade.

O mundo sem ele

O socialismo preconizado por Marx, adotado por sindicatos e partidos de esquerda, foi responsável por diversas conquistas dos trabalhadores, como a jornada de 8 horas, as férias anuais e as leis contra o trabalho infantil. A crítica sistemática da sociedade capitalista iniciada por Marx serviu de base intelectual para movimentos que não têm relação direta com a causa do proletariado, como o feminismo e a luta por direitos civis de negros e gays. Sem Marx, não haveria as tragédias do comunismo soviético e chinês, mas também viveríamos num mundo mais conservador, onde o nacionalismo, na ausência das grandes ideologias, seria um fator importante a dividir os países. "Sem Marx, o materialismo e a luta de classes demorariam a surgir", afirma Pedro Paulo Funari, da Unicamp. "Não entenderíamos a força e a violência do capital", diz Francisco Alambert, da USP. Possivelmente não existiriam instituições como a Comunidade Europeia sem a Guerra Fria para unir os europeus ocidentais.



CURRÍCULO

Nome: Sigmund Freud (Sigismund Schlomo Freud)


Nascimento: 6 de maio de 1856, Freiberg in Mähren, Império Austro-Húngaro (hoje P¿ríbor, República Checa)

Morte: 23 de setembro de 1939, Londres, Reino Unido

Ocupação: Psiquiatra e fundador da psicanálise


Sigmund Freud

Austríaco mudou a imagem que o ser humano tem de si mesmo

À primeira vista, o pai da psicanálise é um personagem destoante nesta lista. Não foram feitas revoluções em seu nome e sua contribuição científica é controversa. Entre seus muitos críticos, Karl Popper, possivelmente o maior filósofo da ciência do século 20, simplesmente excluiu a psicanálise do domínio científico. O complexo de Édipo foi rejeitado por antropólogos, que não confirmaram algo parecido em outras culturas pelo mundo. E, para Freud, o tal complexo era a razão de ser de sua teoria. "No complexo de Édipo reúnem-se os começos da religião, moralidade, sociedade e arte, em plena concordância com a verificação psicanalítica de que esse complexo forma o núcleo de todas as neuroses", escreveu ele em Totem e Tabu.

Mas entre todos os mencionados, Freud é provavelmente o que tem a maior influência no cotidiano das pessoas hoje em dia. Para o professor da Unicamp Pedro Paulo Funari, ele "introduziu a vida interior ou psíquica no centro da maneira como as pessoas entendem e se entendem no mundo". A ideia do que é ser humano foi refundada por Freud. Antes, havia duas concepções principais: o homem cartesiano, uma mente perfeitamente livre e racional, independente do corpo e suas vicissitudes. Ou o Homo economicus, uma máquina de calcular que sempre agia para maximizar resultados e ganhar dinheiro, uma tradição que vai de Adam Smith até Karl Marx. Hoje, cientistas e psicólogos entendem o ser humano como um animal dotado de razão, mas uma razão imperfeita, altamente influenciada por seus desejos e sentimentos, às vezes inconscientes, às vezes inconfessáveis, atormentado pela contradição entre esses impulsos e a vida em sociedade. Ideia surgida com a psicanálise que ciências mais duras, como a neuropsiquiatria e a psicologia evolutiva, só têm reforçado. Alguns conceitos freudianos, como o inconsciente e a razão deturpada pelos desejos, são amplamente aceitos por neurocientistas. Existe, assim, uma revolução freudiana, no "estudo da mente humana, demonstrando que traumas, sonhos, desejos e fantasias têm impacto decisivo no comportamento das pessoas", de acordo com o jornalista e escritor Laurentino Gomes.

Formado em Medicina em 1881, Freud começou a trabalhar como psiquiatra científico, estudando a anatomia do cérebro. Em 1885, na França, teve sua primeira revelação: muitas condições físicas nos pacientes eram causadas por transtornos da mente. De volta à Áustria, tomou contato com Josef Breuer, que descreveu como uma paciente havia melhorado apenas por meio de conversa, caso que interessou vivamente a Freud. Pela mesma época, recomendou ao colega psiquiatra Ernst von Fleischl-Marxow o "antidepressivo" da época, a cocaína. Marxow morreu de overdose em 1891. Esses eventos o levaram a abandonar as drogas e a hipnose para adotar a cura pela conversa, que batizou de psicanálise em 1896. Em 1899, lançou o livro fundador da teoria, A Interpretação dos Sonhos.

Freud refinaria e ampliaria suas concepções até o fim da carreira, ganhando discípulos e tornando a psicanálise uma das terapias mais populares da psicologia do século 20. A nova ideia do ser humano teve imensas ramificações nas artes, cultura e filosofia. Surrealismo, dadaísmo, pós-modernismo - tudo isso nasceu das ideias de Freud.

O mundo sem ele

Paradoxalmente para esse conservador convicto, que considerava o orgasmo pelo clitóris ou qualquer forma de sexo não reprodutivo como falhas no desenvolvimento mental, o mundo seria bem mais "careta" sem ele. Suas teorias influenciaram a arte e o pensamento de vanguarda. A explicação naturalista para o sexo, incluindo a sexualidade na infância, abriu caminho para a revolução sexual, iniciada justamente pelos artistas e pensadores de vanguarda. A filosofia pós-moderna, a rejeição do mundo racional e científico contemporâneo, começa pela dúvida freudiana de uma razão pura. Enfim, sem o austríaco, não haveria os anos 60. O mundo não teria subculturas, mas uma divisão baseada puramente em ideias, entre respeitáveis senhores de paletó e gravata.

Aguardem a continuação.  O que acharam do começo dessa lista?

domingo, 13 de setembro de 2015

Ler devia ser proibido

O texto é fabuloso, muito bem escrito e verdadeiro em cada palavra. Espero que gostem tanto quanto eu gostei. :)

LER DEVIA SER PROIBIDO 

"A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.

Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Dom Quixote e Madame Bovary. 

O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.

Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. 

Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.

Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?

Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.

Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. 


Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.

Não, não deem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.

Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.

O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlim-pim-pim, a máquina do tempo. 


Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?

É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metros, ou no silêncio da alcova. Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.

Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.

Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.


Além disso, a leitura promove a comunicação de dores e alegrias, tantos outros sentimentos. A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.

Ler pode tornar o homem perigosamente humano."

E você, leitor? Acha que a leitura deveria ser proibida??

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Fotografia....

A partir da sua descoberta até os dias de hoje, a fotografia vem acompanhando o mundo contemporâneo, registrando sua história através de uma linguagem de imagens.

Fotografias captam os momentos significativos da existência humana e contam histórias.
Houve uma época em que não tínhamos acesso fácil as máquinas fotográficas e elas também não tinham muitos recursos. Contudo, no transcorrer da minha vida, tive alguns registros importantes, mas não de todos os momentos que marcaram minha  história. Hoje, faz parte do meu cotidiano fotografar não só momentos significativos, mas tudo que me encanta  e que considero, algumas vezes,  importante para ilustrar meus  textos.
As redes sociais, os diversos recursos da NET favorecem o compartilhar do olhar fotográfico sobre um tempo histórico e, possivelmente, será uma das fontes históricas sobre essa nossa era.

Por outro lado, na clínica as fotos ajudam a traçar a linha da vida, a captar traços esquecidos pela memória, pois  elas imprimem  em nosso ser sentimentos diferentes.  As lembranças, os sentimentos,  pensamentos e as informações são exploradas num nível mais profundo ampliando o diálogo terapêutico.
As fotos são representações de um tempo e segundo Barthes (1984) “se insere na dinâmica de um olhar que segue na direção do passado, mas de uma transcendência.”
Como você usa as fotos em sua vida?

Por Norma Emiliano

BARTHES, roland (1984).A câmara clara: notas sobre a fotografia. Rio de Janeiro: Nova Fronteira
 http://pensandoemfamilia.com.br/blog/category/terapia-de-familia/

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Nem tudo é motivação

 Escrito por Pe. Robson de Oliveira

É necessário crer em um futuro melhor? Afirmo que sim. É importante motivar-se para uma carreira de sucesso? Lógico! Quanto maior for a capacidade de motivação, melhor serão os resultados. É indispensável ver a vida de forma otimista e positiva? Óbvio, pois o modo como interpretamos a realidade influencia, diretamente, na maneira como encaramos as dificuldades ou superamos situações complicadas.

Encontrar-se motivado, no dia-a-dia, é uma qualidade que faz a diferença no trabalho, em casa, nos estudos e até mesmo na convivência com pessoas difíceis. Estar motivado nos leva a superar adversidades com o sentimento de missão cumprida. Quando há motivação, sonhos tornam-se realidade e nunca nos damos por satisfeitos, uma vez que sempre há algo a realizar, pelo nosso bem e pelo bem daqueles que amamos. A motivação pode, assim, ser definida como a característica que nos leva a ‘ir além’ do esperado.
 
 A pessoa motivada vê o problema, mas com ele também enxerga a solução. Está aí uma grande conquista! O equívoco só aparece quando acreditamos que a motivação é a força para todos os sucessos e fracassos da existência. Pensar em dinheiro, não nos fará ricos. Pensar com otimismo, não nos livrará das dificuldades. Pensar positivamente não fará da mente um ímã poderoso, capaz de atrair fama, sucesso e poder. Se fosse assim, bastava imaginar algo para que se tornasse realidade.

 Alguns acabam se esquecendo de que unido ao pensamento está: a força de vontade, o entusiasmo e a determinação, mesmo sem resultados imediatos. O mais respeitável consigo é aquele que, ao longo do caminho, reconhece que haverá quedas. Sempre corremos o risco de tropeçar e de nos machucar. Ainda mais pelo fato de que a vida não é só um mar de rosas. Também existem os espinhos. O ‘segredo’ está no modo como se levanta após cada queda. Quem cai conhece as adversidades do buraco, as pedras do caminho e as noites escuras da alma. Após a queda é possível se levantar com maior coragem e com a força renovada para continuar na luta, sempre avante.

 Sabe-se que, na atualidade, há um grande número de autores que vendem a motivação como uma mercadoria rentável. As editoras, enfocadas na literatura de autoajuda, têm feito doutores em pensamento positivo. Já há casos de obras que venderam mais de 19 milhões de cópias, entre outras com seus 9,2 milhões de exemplares comercializados. Livros aos montes, traduzidos para os mais importantes idiomas. Isso sem mencionar os autores estrangeiros que oferecem palestras motivacionais ao valor de 10 mil dólares. Eis uma indústria cultural se alicerçando em torno do templo da motivação.

 Admiro quem escreve para ajudar as pessoas e faz da escrita uma profissão. Porém fazer da dificuldade alheia uma cifra para acumular riqueza não é algo tão elogiável. E se não houvesse problemas e dificuldades? Como é ficariam os ‘experts’ da motivação? Perderiam eles a razão de ser e de existir? Se o objetivo é que todos encontrem o sucesso, chegará um momento em que não haverá necessidade de livros, pois os leitores já o terão alcançado. E aqui aparece o dilema: ou os autores estão dando tiro no pé ou os seus ensinamentos só serão testados quando as pessoas pararem de comprar. Seguindo essa ordem, chegará um tempo em que a lei do pensamento positivo estará consolidada, não havendo necessidade de novos ensinamentos. Portanto, aguardemos.
 
http://www.mensagenscomamor.com/images/jpgs/img/a/agradecer_a_deus_1.jpg Frases como: “O poder está na sua consciência”, “O seu destino é o sucesso”, “A motivação é o segredo para a felicidade sem limites”, “Mentalize seus desejos e eles acontecerão” e “O futuro está nas suas mãos” refletem uma ideia de que a realidade depende mais do pensamento que das atitudes. Um duvidoso resultado, por sinal. Faz bem ter motivação, mas é de suma importância agir com força, ânimo e disciplina; respeitando limites e superando defeitos. Veja os grandes empresários de sucesso: alguns tiveram que perder dinheiro no início. Outros beiraram a falência e deram a volta por cima. Outros ainda sofreram com a desonestidade de pessoas próximas, perderam bens e se esforçam para que as crises econômicas não afundem seus negócios. Estranho constatar que os doutores do pensamento positivo não falam do fracasso. Qualquer teoria deve ser inserida em uma margem de erro, inclusive para ser legitimada.

 Não é correto defender o sofrimento pelo sofrimento. Contudo, apresentar somente o sucesso sem mencionar as dificuldades é infantilizar as pessoas, pois a realidade é bem diferente do que alguns livros de automotivação propõem. O que acontece com aquele que pensa em dinheiro e não o tem ou com aquela que deseja perder peso e não o perde? Estariam ambos com um déficit no que desejam ou estariam atraindo desejos contrários às suas motivações? O segredo, para o primeiro, talvez seja organizar melhor as finanças, cortar gastos supérfluos, viver do necessário e investir naquilo que rende. Já para a segunda a solução estaria no acompanhamento com um bom nutricionista ou endócrino, fazendo uma reeducação alimentar satisfatória, deixando de comer por ansiedade ou por decepção.
 
 Os dois casos, acima ilustrados e tantos outros, são importantíssimos à motivação. Mas deve-se ter a consciência de que a motivação não é uma ‘força do pensamento’ que tudo faz e realiza. Pelo contrário, a motivação é uma força para a ação. Ela é o que move atitudes coerentes, justas e éticas. Ela não pensa, ela age. É fundamental confiar em si mesmo, mas também fica o lembrete: Nem só de “motivação” vive o homem, mas de toda Palavra que procede da boca de Deus (Cf. Mt 4,4).

Pe. Robson de Oliveira, C.Ss.R.
Missionário Redentorista, Reitor da Basílica de Trindade e Mestre em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

As três peneiras de Sócrates

Um dia, o velho sábio Sócrates caminhava pelas ruas, quando de repente um homem corre até ele e diz: “Sócrates eu tenho que lhe contar algo sobre seu amigo que...”

“Espere” Sócrates interrompe “Sobre a história que você está prestes a contar-me, você a passou através das três peneiras?”

“Três peneiras?” O homem pergunta: “Quais três peneiras?”

“Vamos tentar”, diz Sócrates.

“A primeira peneira é a da verdade, você examinou o que você estava prestes a contar-me, se é verdade?” Sócrates pergunta.

“Bem, não; eu somente a ouvi”, diz o homem.

“Ah, bem, então você tem usado a segunda peneira, a peneira do bom?” Sócrates pergunta “É algo bom o que você está prestes a contar-me?”

“Humm não, pelo contrário”, responde o homem.

“Hummm” O homem sábio diz: “Vamos utilizar a terceira peneira então, é necessário contar-me o que você está falando tão agitado?”

“Não, não é necessário”, diz o homem.

“Bem” Sócrates diz com um sorriso “Se a história que você está prestes a contar-me não é verdadeira, boa ou necessária, simplesmente esqueça-a e não me incomode com isso.”


:)

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Meditação Altera Fisicamente o Cérebro

         Um programa de oito semanas de meditação pode ocasionar mudanças mensuráveis em regiões cerebrais associadas a atenção, empatia e percepção de si mesmo.

         A meditação concentra-se na percepção, livre de julgamentos, dos sentimentos, sensações e estados mentais de si mesmo – o que geralmente resulta numa sensação de total relaxamento e paz plena.

         No estudo, feito nos Estados Unidos, foram utilizados exames de ressonância magnética para avaliar a estrutura cerebral de 16 voluntários nas duas semanas anteriores e posteriores ao programa de oito semanas de Meditação Para a Redução do Estresse da Universidade de Massachusetts (EUA).


        O programa incluiu encontros semanais para a prática de meditação e gravações em áudio para a prática de meditação guiada. Os participantes tiveram de monitorar o tempo diário de prática. Para fins comparativos, os pesquisadores também analisaram exames de ressonância magnética de um grupo-controle que não praticou a meditação.

         Os participantes do grupo de meditação passaram, em média, 27 minutos diários praticando. Os exames de ressonância magnética realizados depois do período de oito semanas revelaram um aumento na densidade da massa cinzenta do hipocampo (região cerebral ligada ao aprendizado e à memória) e em estruturas associadas à compaixão e à auto-percepção.

          Os investigadores também constataram que a redução de estresse relatada pelos participantes foi associada à diminuição da densidade da massa cinzenta da amídala cerebral, que exerce um importante papel na ansiedade e estresse. Nenhuma das alterações da estrutura cerebral foi observada no grupo-controle.



         “É fascinante observar a plasticidade do cérebro e perceber que, através da meditação, podemos ter um papel ativo na mudança cerebral, podendo aumentar nosso bem-estar e qualidade de vida”, disse Britta Holzel, principal autora do estudo e pesquisadora do Massachusetts General Hospital e da Giessen University, da Alemanha.

         “Outros estudos, conduzidos com diferentes grupos de pacientes, já mostraram que a meditação pode trazer melhorias significantes de diversos sintomas. Agora estamos investigando os mecanismos cerebrais ocultos que facilitam a ocorrência desta mudança”, disse a pesquisadora. Dra. Britta Hölzel foi a principal autora do estudo, publicado na revista Psychiatry Research: Neuroimagem em 30 de janeiro de 2012.

Fonte: crispitanga.com.br

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Dicas de Viagem... Parte III


 Olá pessoal! Essa é a última parte da lista das dicas sobre viagem, escrita por Simone Pessoa. E aí, o que acharam? Querem dar alguma dica também?


36)  Casacos e blusões sempre na mão porque não há nada mais desagradável que ficar sem essas peças essenciais no frio, em caso de problemas com a bagagem.

37)  Hoje não ando mais com passaporte na rua. Sempre o deixo no cofre do hotel e ando com uma cópia colorida.  Nunca tive problemas com isso. Pouco dinheiro e cartões.  To nem ai pra IOF. Acho que compensa a comodidade de não levar muito $,



                           
38)  Hoje comprar um chip local é muito necessário porque precisamos de conexão em quase todo lugar para usar os mapas, o Google, andar nas ruas e usar aplicativos que dão conta de dicas locais.  Nem sempre há Wi-Fi disponível.  Nem sempre mesmo.                                                                          

39)  Aquela dica de arrumar a mala com o mais pesado embaixo e coisas dentro de outras coisas é muito boa. Cria espaço extra na bagagem, principalmente para quem anda com mala pequena.

                               

40)  Salvar toda a documentação de viagem na nuvem ou no dispositivo móvel pode ser muito útil, além de levar uma cópia de tudo também - passaporte, bilhetes de viagem, reservas, seguro, etc.

41)  Sapato merece um pouco mais de estudo. Levo tênis, claro, mas não há pé que dê conta de entrar no mesmo sapato todo dia.  Então levo dois sapatos diferentes, mas confortáveis, que dá pra jogar com as situações. Hoje há sapatênis muito confortáveis e bem elegantes. Tenho apostado muito neles.



                                 

42)  Outra dica boa é usar agua potável da torneira nos lugares onde é possível. Economiza um pouco com esse item. E comer fruta como lanche porque hidrata e nutre bem. Mas não dispenso varias paradas para um cafezinho e seus acompanhamentos.

43)  Normalmente não almoço. Faço um lanche onde estiver e janto bem, no final do dia. Nunca saio cedo do hotel porque durmo até descansar bem. Tomo café  tarde e quando saio o sol já vai alto, mas o dia também acaba tarde.


                                            

44)  E outra dica muito adequada para quem já viajou bastante é não fazer roteiros exaustivos. Ficar mais tempo em poucos lugares nos dá a oportunidade de explorar mais a rotina e a cultura do lugar. Alugar um ap pra ficar um tempo num só local pode ser muito bom, para ter a impressão de realidade da rotina local. Fazer coisas comuns como os locais - padaria, supermercado, farmácia, passeios de bike, teatro e cinema. Muito bom.
E curtir. Curtir muito cada segundo porque afinal são  as lembranças que a gente traz na bagagem. E vive delas durante um bom tempo."