domingo, 25 de maio de 2014

Bioma brasileiro

Animais da Amazônia
A floresta Amazônica tem a maior biodiversidade do planeta, veja algumas espécies que vivem neste bioma.

Devido a maior dificuldade em obter alimento na floresta, a onça-pintada (Panthera onca) na Amazônia é menor do que no Pantanal. O felino possui um papel importante no ecossistema: seleciona naturalmente as presas mais fáceis de serem abatidas (em geral indivíduos inexperientes, doentes ou mais velhos). Isso pode resultar como benefício para a própria população de presas. Porém, fazendeiros abatem esses predadores para proteger seus rebanhos. O desmatamento e a fragmentação do habitat são outras ameaças que contribuem para a diminuição da população da espécie.


Com um bico azul, e penas delicadas que saem da base da nuca, a garça-real (Pilherodius pileatus) é uma das mais belas aves encontradas nas margens dos rios da Amazônia. Pode pescar peixes, mas sua preferência são os insetos que ficam perambulando próximos à água.


O macaco-aranha-de-cara-branca (Ateles marginatus) enfrenta o desmatamento na Amazônia, especialmente no norte do Mato Grosso, na região do arco do desmatamento, onde grandes áreas estão sendo estabelecidas para a plantação de soja. Seu habitat é cortado por grandes estradas, como a Transamazônica, isolando populações da espécie. Segundo a IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês) a espécie está criticamente ameaçada.


Pouco se sabe sobre a história natural da jararaca-cinza (Bothriopsis taeniata). Acreditava-se que essa cobra tinha hábitos arborícolas (de viver nas árvores), mas os casos de acidentes reportados, todos com picadas em membros inferiores, sugerem que a serpente passe grande parte de sua vida no chão da floresta amazônica.


A família dos sapos venenosos (Dendrobatídeos) é uma atração na Amazônia. Suas cores vibrantes anunciam que, apesar de pequenos, são perigosos. Algumas tribos utilizam o veneno desses anfíbios na ponta de suas flechas para caçar.


Borboletas aproveitam as praias formadas nas margens dos rios, durante a temporada de seca na Amazônia, para pegar minerais necessários à reprodução. Várias espécies podem ser observadas no mesmo local.


Cobra-cigarra ou jequitiranaboia (Fulgora sp.) é um inseto cercado de lendas e mitos. Na Costa Rica existe a crença de que se uma pessoa jovem for ferroada pelo inseto, ela deve ter relações sexuais em menos de 24 horas ou morrerá. No Brasil acredita-se que o animal possui um veneno capaz de levar homens adultos à morte. Na verdade a cobra-cigarra não é tão terrível assim, pois não envenena o homem. Ela se alimenta exclusivamente de seiva, que coleta das árvores com um longo e afiado apêndice bucal (que pode ser confundido com um ferrão capaz de inocular veneno). Existem casos em que substâncias tóxicas de plantas foram armazenadas em animais, o que os tornou venenosos. Porém, até hoje, não há nenhum caso registrado de morte de humanos causada por cobra-cigarra no Brasil.


Alguns representantes da família das saíras possuem cores tão vibrantes que parecem que foram pintados por alguém. O saí-andorinha (Tersina viridis), com um azul quase fosforescente, pode ser encontrado nas margens dos rios da Amazônia.


A anta (Tapirus terrestris), o maior mamífero da América do Sul, era encontrada em todo Brasil, mas hoje está extinta na Caatinga. É uma excelente nadadora e mergulha imediatamente quando se sente ameaçada. Na Amazônia, visita saleiros naturais para conseguir os nutrientes que não obtém em sua dieta de folhas e frutos. Os caçadores ilegais sabem disso, e esperam o animal de tocaia. Quando a anta entra no saleiro, é abatida com um tiro. O desmatamento, fragmentação do habitat e competição com animais domésticos são outros problemas que colocam a espécie como ameaçada segundo a IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês).


O jacaretinga (Caiman crocodilus) é encontrado na Amazônia. Quando pequenos se alimentam de insetos, sapos e outros animais menores. Na vida adulta mudam sua dieta, e passam a comer basicamente peixes. Possuem uma maneira preguiçosa de pescar: abrem a boca contra a correnteza e esperam um peixe cair goela abaixo.


Araçari-castanho (Pteroglossus castanotis) faz parte da família dos tucanos. Pouca gente sabe, mas essas aves são predadores de ovos e filhotes de passarinhos. Apesar disso, são grandes dispersores de sementes e plantam as árvores frutíferas que produzem o alimento dos mesmos passarinhos que tiveram seus ninhos assaltados.


Arara-canindé (foto), araracanga, arara-vermelha, maracanã-guaçu, maracanã-do-buriti... a família das araras está muito bem representada na Amazônia. Elas simbolizam a união perfeita: após formarem um casal permanecem unidas até que a morte as separe. Caso isso ocorra, o parceiro solitário pode até morrer de depressão.


A Amazônia é a maior área contínua de floresta tropical da Terra e serve como um dos últimos refúgios da vida selvagem. As estimativas do número total de espécies variam entre 800 mil e 30 milhões. Nenhum outro lugar do mundo chega a esse patamar. Essa grande biodiversidade está sujeita a variações climáticas e deve se adaptar a dois períodos bem definidos para sobreviver.

Durante a seca (maio a setembro) algumas árvores perdem as folhas para economizar água mostrando os macacos-aranhas que lutam para buscar frutos. O nível dos rios baixa expondo os barrancos onde o saí-andorinha irá construir seu ninho. Borboletas aproveitam os bancos de areia para pegar nutrientes necessários para a reprodução. A anta, desesperada por água, procura pequenas poças dentro da mata. Se não consegue encontrar nada, se arrisca na beira do rio, onde a onça-pintada está a espreita. É uma época de sofrimento para os animais.

Mas quando tudo parece que vai arder em chamas, chega a temporada das chuvas (outubro a abril) trazendo a água tão essencial para a vida. É a época das frutas: figo, caju, jaca, manga, açaí, ingá, mescla, cacau, cupuaçu... As saíras, tucanos, araras e macacos se fartam de tanta comida. Dentro da mata, os sapos venenosos tentam achar parceiros para acasalar enquanto as cobras procuram por lugares mais elevados para fugir da água que começa a inundar a floresta. É então que as borboletas surgem novamente, anunciando o final das chuvas e o recomeço de um novo ciclo na Amazônia.

Informações da NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL

terça-feira, 13 de maio de 2014

Celebração ao dia 13 de maio

Igreja de Fátima

Foto: Lia Girão
O dia 13 de maio é um dos mais esperados do ano para os católicos, pois é marcado pela aparição de Nossa Senhora a três crianças na cidade portuguesa de Fátima. Em Fortaleza, diversos devotos lotam o Santuário Nossa Senhora de Fátima, na Av. 13 de maio.
Ao todo 11 celebrações são realizadas na Igreja de Fátima durante todo o dia. 
Uma procissão que percorre  várias ruas da cidade tem inicio às 18 horas, e termina às 20hs, na Igreja de Fátima quando é realizada a missa campal, finalizando as comemorações do dia 13 de maio. 

domingo, 11 de maio de 2014

Dia das Mães

Para homenagear a mulher mais importante de nossas vidas, o blog Andarilho rodou o globo para mostrar quando as festividades acontecem. Mas afinal, como surgiu a ideia de dedicar uma data a essas mulheres? Será que a motivação é puramente comercial como sempre se acreditou?


A data não é exclusiva do calendário brasileiro. Por aqui, a gente comemora no segundo domingo de maio, mas em muitos lugares mundo afora, o Dia das Mães é celebrado em outros meses ao longo do ano. Dias que podem ser fixos ou variando, conforme acontece no nosso País.

Voltando um pouco no tempo, as comemorações relativas às mães e à maternidade já existiam desde a Antiguidade, quando gregos e romanos realizavam festivais em homenagem a deusas.

Na Inglaterra e na Irlanda, no século 16, havia o Domingo das Mães, em que os filhos deveriam visitar anualmente a igreja de suas mães, ocasionando a reunião de parte da família. Historiadores acreditam que trabalhadores, aprendizes e servos eram liberados pelos seus senhores para visitar seus familiares. A data também servia para render homenagens a Maria, mãe de Jesus.

Porém, o Dia das Mães como é comemorado por nós teve início nos Estados Unidos. A jovem Ann Jarvis estava em depressão porque havia perdido sua mãe e ela, junto com suas amigas, organizou uma festa em homenagem a todas as genitoras, vivas ou mortas.

Além dos brasileiros e norte-americanos, australianos, belgas, chineses, dinamarqueses, alemães, italianos, finlandeses, gregos, japoneses, canadenses, neozelandeses, austríacos, peruanos, suíços, turcos, venezuelanos, e ainda os nascidos na Estônia e em Formosa homenageiam as mães no segundo domingo deste mês.

Já Portugal, Lituânia, Hungria, Cabo Verde, África do Sul, Espanha e Suécia escolheram o primeiro domingo de maio para dedicar às mães nascidas nesses países. Por outro lado, a França definiu o último domingo. Mas caso a data coincida com Pentecostes, a festa é transferida para o primeiro domingo de junho.

Ainda em maio, só que em dias fixos, o Dia das Mães é comemorado na Suécia, no México, Barém, Hong Kong, Índia, Malásia, Catar e Cingapura (10), Polônia (26) e na Bolívia e na República Dominicana (27).

No segundo domingo de fevereiro os festejos acontecem na Noruega. Em março, no dia 3, na Geórgia e na Albânia; 8 , na Rússia, Sérvia, Montenegro, Bulgária e Romênia; e dia 21 no Egito, Síria, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Na Armênia, cai em 7 de abril.

Em agosto, nos dias 12 e 15, respectivamente, é a vez dos tailandeses e dos naturais da Costa Rica. No mês de outubro, os indianos (início do mês) e argentinos (terceiro domingo) homenageiam suas mães, ficando o dia 8 de dezembro reservado para os panamenhos. No primeiro dia da primavera, palestinos e libaneses celebram a data, com duas semanas antes do Natal esta acontecendo na Croácia.

  Nós gostamos das curiosidades e você gostou? Parabéns a todas as mães pelo seu dia!

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Cartão-postal de Fortaleza

 A Feirinha da Beira-Mar

Vista panorâmica da Feirinha, famosa por seu artesanato e produtos regionais. FOTO: BRUNO GOMES

Todo o dia é o mesmo ritual. Por volta das 16 horas, artesãos e comerciantes da Feirinha da Beira-Mar começam a se aglutinar no calçadão da orla. Em menos de uma hora, o cenário então, composto por 650 pequenos contêiners, vai ganhando novas formas e cores. Neste instante, o sol sai de cena e o artesanato passa a brilhar sozinho, fazendo a alegria dos visitantes.

Apesar de ser considerada cartão-postal de Fortaleza, poucos sabem que a "Feirinha" é um patrimônio histórico e cultural tombado pela Prefeitura de Fortaleza. É justamente esta possibilidade de criar e recriar seus significados que o espaço foi protegido, registrado e tombado pelo Poder Público, explica o arquiteto e professor da Universidade Federal do Ceará, Romeu Duarte. "Durante o dia, lá não acontece nada e, de repente, o lugar se transforma", compara.

Cidades do Ceará e seus nomes em português


As denominações são várias. Logo que os portugueses chegaram aqui, no Ceará, os lugares por onde andaram já tinham nome. Alguns deles se chamavam “Apuiarés” porque era ali que esta tribo habitava ou “Canindé” porque, tal como a região de Apuiarés, era habitada por esta tribo de índios. Havia outros nomes, no entanto, que indicavam acidentes geográficos ou abundância de pássaros, por exemplo, como é o caso de “Aratuba”


Modificando alguns nomes e mantendo outros ao longo do tempo, o Ceará possui, atualmente, 184 municípios dos quais pelo menos 107 são nomes indígenas: Camocim, Crateús, Crato, Itatira e assim por diante. Para quem gostaria de saber o que alguns destes nomes significam, em português, aqui vão algumas versões.

Aquiraz, município que fica perto de Fortaleza e, segundo a História, foi a primeira capital do estado, quer dizer “gente de terra”. Não se sabe exatamente por que mas, se se levar em consideração que fica perto do mar dá a impressão de que tal denominação foi dada por índios pescadores em relação àqueles que ficavam em terra enquanto se aventuravam em alto mar. Aracati, por sua vez, se refere a um vento. Diferente de todos os outros, no entanto, o “vento aracati” tem uma particularidade. Ele não só refresca o ambiente por onde passa. Ele também perfuma estes lugares.

Aracoiaba, por outro lado, se refere ao lugar onde as aves cantam enquanto Beberibe indica o lugar onde a cana cresce. Banabuiú é o rio que dá muitas voltas. Assaré, a terra que fica entre dois rios. Guaiuba é o vale que possui muitas águas e Coreaú indica o nome de um pássaro, curiá, e de um rio porque era para ali que estes pássaros costumavam se dirigir quando tinham sede. Coreaú, portanto, significa “água dos curiás”. O mesmo acontece com Ipaporanga que, se não tem nome de pássaro em sua etimologia tem, pelo menos, o nome de um rio ou lagoa que, de tão bonito, os indígenas chamaram de “águas belas”. Irauçuba é “amizade”. Itapajé, “pedra do pajé”. Itapipoca, “pedra-lascada” e Itarema, tal como Aracati, também exala perfume em suas sílabas. “Ita” identifica “pedra” e “ema”, “perfume”. Itarema, portanto, quer dizer “a pedra que perfuma”. De onde os índios tiraram tal nome, fica difícil dizer mas, se se levar em conta que, além das pedras e ventanias que perfumam o interior do Ceará ainda há o “lugar das flores”, Potiretama, e do “senhor das canoas”, Ubajara, dá para entender por que outros lugares da terra de Iracema se chamam “rio das onças”, Jaguaribe, “onças pretas”, Jaguaretama e “buraco das tartarugas”, Jericoacoara.

Tianguá, em tupi-guarani, quer dizer “espectro de águas” e Quixeramobim, segundo uma lenda, “Ah que saudades que eu tenho”. Conta a lenda que um velho índio, tendo voltado à terra onde nasceu depois de muito tempo, se emocionou tanto diante do que viu que exclamou: “Quixeramobim” que, em português, quer dizer “Ah que saudades que eu tenho”.

Com a Independência do Brasil em 1822, muitas destas cidades ou povoados passaram a se chamar Independência, Imperatriz ou Pedro II. Logo após a Proclamação da República, os nomes indígenas retornaram. Itapipoca, por exemplo, que se chamava Imperatriz em homenagem à Dona Leopoldina, mulher de D. Pedro I, voltou a se chamar Itapipoca e D. Pedro II, atual Abaiara, passou a ter este último nome em 1938, trinta e nove anos depois da Proclamação da República, é verdade. Abaiara, no entanto, quer dizer “homem ilustre” em tupi-guarani. Como D. Pedro II é, de fato, uma pessoa ilustre, há quem diga que tal nome, quando foi escolhido pela população, tinha, como objetivo, homenagear o velho imperador novamente. Desta vez em língua indígena.

Outras Curiosidades

Praça da igreja matriz de Independência (Foto: Agência Diário)

Independência, que fica a 310 quilômetro de Fortaleza, só passou a ter este nome em 1857. Antes disso se chamava Pelo Sinal. E por uma razão muito simples. Havia passado pelo lugar, em fins do século XVIII, o Frei Vidal da Penha e pediu a um fazendeiro, José Ferreira de Melo, para levantar uma capela em suas terras. O fazendeiro atendeu à sugestão do frei e, com o tempo, surgiu um povoado em torno da capela que, por falta de nome melhor, passou a se chamar Pelo Sinal e como tal permaneceu até meados do século XIX.

Entrada de Acarape -  Visão esquerda da cidade. Foto 2011.

Acarape, que fica nas imediações de Redenção, tinha outro nome. Chamava-se “Cala a Boca”. Segundo a tradição, tal denominação foi dada pelos fieis que frequentavam a igreja nas imediações. Como os índios faziam muito barulho em torno dela, os fieis saíam para fora e gritavam “cala a boca” para eles. De tanto repetir esta admoestação, o nome pegou e, antes de Acarape, o município se chamava “Cala a Boca”.  “Vai para onde?” “Cala a Boca”.

Fonte:  Jornal  O Estado

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Igreja do Ceará

Foto - Manoel Pereira
Igreja de Nossa Senhora da Conceição na Vila de Cococi, 27km de Parambú.
 A construção da igreja foi iniciada por volta de 1720. Hoje Cococi é habitada por apenas duas famílias e é chamada de cidade fantasma.