domingo, 29 de janeiro de 2012

Os Monumentos Arquitetônicos da Região Norte

Teatro da Paz
Localiza-se na cidade de Belém, no estado do Pará. Atualmente, é o maior teatro da região norte e um dos mais luxuosos do Brasil. Com cerca de 130 anos de história,é considerado um dos teatros-monumentos do país. Possui linhas neoclássicas e foi construído no período áureo da exploração da borracha na Amazônia. O seu nome foi sugerido pelo Bispo D. Macedo Costa. 
O Teatro da Paz, no dizer de Leandro Tocantins, é um monumento neoclássico por excelência. Nas laterais, pátios cercados de colunas, escadas quedão acesso à Praça da República. Poltronas de palhinhas, (não de almofada), seguindo o formato de ferradura. No saguão, há dois bustos talhados em mármore de carrara: José de Alencar e Gonçalves Dias, introdutores do indianismo no Brasil. No salão nobre, ao lado de espelhos de cristal, estão os bustos dos maestros Carlos Gomes e Henrique Gurjão.
Ali Carlos Gomes encenou sua mais famosa ópera, o Guarani, e a bailarina russa, Ana Pavlova, passou com suas sapatilhas. O decorador desse cenário privilegiado foi o italiano Domenico de Angelis que, posteriormente, decorou o Teatro Amazonas, de Manaus. Ele foi também o autor do belo painel representando os deuses gregos. Apolo e Diana, no cenário amazônico que fica no teto da sala de espetáculos. Dele também era o teto de jover, perdido por causa de uma infiltração. Esse teto foi repintado em 1960 por outro artista italiano, Armando Baloni. Durante o Ciclo da Borracha, as mais famosas companhias líricas se apresentaram ali. O teatro viveu momentos inesquecíveis, porém, com o declínio da borracha, o Teatro da Paz passou por maus momentos. Sem apresentações, estava quase sempre fechado, e as restaurações não eram suficientes para lhe garantir um bom funcionamento.

Teatro Amazonas
É um belo teatro brasileiro, o segundo maior da Amazônia- superado apenas pelo Teatro da Paz, em Belém. O teatro, inaugurado em 1896, é uma das expressões mais significativas da riqueza criada na região, durante o ciclo da borracha. A proposta foi aprovada pela Assembleia Provincial do Amazonas, e começaram  as discussões a respeito da construção do prédio. Manaus, que vivia o auge do Ciclo da Borracha, era uma das mais prósperas cidades do mundo, embalada pela riqueza advinda do látex da seringueira, produto altamente valorizado pelas industrias europeias e americanas. Foram trazidos arquitetos. Construtores, pintores e escultures da Europa para a realização da obra. A decoração interna ficou ao encargo de Crispim do Amaral, com exceção do salão nobre, área mais luxuosa do prédio, entregue ao artista italiano Domenico de Angelis.
Destaca-se, ainda na sala de espetáculos, a pintura do pano de boca do palco, de autoria de Crispim do  Amaral, que faz referência ao encontro das águas dos rios Negros e Solimões.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A gastronomia da região Norte

A culinária do norte do Brasil possui forte influência indígena, pois há muitos pratos com peixes e carnes de caça. São produtos também muito consumidos: o milho, a mandioca, a farinha d'água, a farinha seca, o guaraná em pó, o açaí, o cupuaçu, as castanhas e etc. 

Pato ao tucupi
É um prato brasileiro típico da culinária paraense. É elaborado com tucupi, um líquido amarelo retirado da mandioca brava, e com jambu, verdura típica do Estado, que possui propriedade anestésica, causado uma leve sensação de tremor na língua. O tucupi e o jambu também estão presentes em outra iguaria paraense à base de camarão chamada tacacá. Pode ser acompanhado por arroz branco ou farinha-d'água de mandioca.

Tacacá
A origem do tacacá remete-se aos indígenas paraenses e, segundo Câmara Cascudo, deriva de um tipo de sopa indígena denominada mani poi. É preparado com um caldo fino de cor amarelada chamado tucupi, sobre o qual se coloca goma, camarão e jambu. Serve-se muito quente, temperado com sal e pimenta, em cuias. 

Maniçoba
foto de Jean Barbosa
Também conhecida como feijoada paraense, a maniçoba é de origem indígena. O seu preparo é feito com as folhas da maniva/mandioca (Manihot utillíssima) moídas e cozidas por aproximadamente uma semana ( para que se retire da planta o ácido cianídrico, que é venenoso), acrescida de carne de porco, de carne bovina e de outros ingredientes defumados e salgados. A maniçoba é servida acompanhada de arroz, de farinha de mandioca e de pimenta. A maniçoba também constitui prato típico do Recôncavo baiano, sobretudo dos municípios de Cachoeira e Feira de Santana, onde também é servida durante eventos comemorativos.

Açaí
Muito comum em parte da região Norte, o açaí tem uma forma tradicional para se torná-lo: gelado, com farinha de mandioca ou tapioca. Há também os que preferem fazer um pirão com farinha e comer com peixe assado ou camarão. Outros preferem o suco do açaí apenas com açúcar. É importante saber que ele tem as sementes limpas, que são muito utilizadas para o artesanato. Quando descartadas, servem como adubo orgânico para plantas.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O artesanato da região Norte

No Brasil temos bons exemplos da cerâmica praticada pelos indígenas e, entre as várias culturas indígenas no Brasil, há uma que se destaca: a cultura marajoara. Localizada entre o Oceano Atlântico e os rios Pará e Amazonas, a ilha de Marajó tem sido fonte de vestígios arqueológicos que demonstram que seus primeiros habitantes chegaram lá por volta de 300 a.C. Várias tentativas de colonização se sucederam na região, e cada uma delas deixou marcada a sua passagem por meio dos objetos encontrados, dos vestígios de técnicas de plantio, dos tipos de organizações sociais e das cerâmicas que, a principio, eram inexpressivas. 
 Estudos arqueológicos mais recentes identificam cinco ocupações distintas que se sucederam na ilha. A Marajoara é relativamente recente, tendo sido precedida por outras três, mais simples.
 O que  se destacou na ilha de Marajó foi um tipo de cerâmica bem mais elaborada, talvez das últimas tentativas colonizadoras, que sobressai de forma marcante a todos os outros tipos encontrados no Brasil e que ficou conhecido como a cerâmica de Marajoara.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

As Danças Típicas da Região Norte

O Carimbó
A mais extraordinária manifestação de criatividade artística do povo paraense foi criada pelos índios Tupinambás que, segundo os historiadores, eram dotados de um senso artístico invulgar, chegando a ser considerados, nas tribos, como verdadeiros semideuses. Inicialmente, segundo tudo indica, a Dança do Carimbó era apresentada num andamento monótono, como acontece com a grande maioria das danças indígenas. Quando os escravos africanos tomaram contato com essa manifestação artística dos Tupinambás, começaram a aperfeiçoar a dança, iniciando pelo andamento que, de monótono, passou a vibrar como uma espécie de variante do batuque africano. 
Contagiava até mesmo os colonizadores portugueses que, pelo interesse de conseguir mão de obra para os mais diversos trabalhos, não somente estimulavam essas manifestações, como também, excepcionalmente, faziam questão de participar, acrescentando traços da expressão corporal característica das danças portuguesas. Não é a toa que a Dança do Carimbó apresenta, em certas passagens, alguns movimentos das danças folclóricas lusitanas, como os dedos castanholando na marcação certa do ritmo agitado e absorvente.

A Marujada
A Marujada, em Bragaça, teve início em 1798 quando os senhores brancos, atendendo ao pedido de seus escravos, permitiram a organização de uma Irmandade e a primeira festa em louvor a São Benedito. Em sinal de reconhecimento, os negros foram dançar de casa em casa para agradecer a seus benfeitores. A Marujada é constituída, em sua maioria, por mulheres, cabendo-lhes a direção e a organização. Não há número limitado de marujas, nem papéis a desempenhar. Nem uma só palavra é articulada, falada ou cantada, como num ato ou como numa argumentação. Não há dramatização de qualquer feito marítimo. A Marujada é caracterizada pela dança, cujo ritmo principal é o retumbão. A organização e a disciplina são exercidas por uma "capitoa" e uma "sub-capitoa". É a "capitoa" quem escolhe a sua substituta, nomeando a "sub-capitoa", que somente assumirá o bastão de direção por morte ou renúncia daquela.
A Marujada traja saia vermelha, bem rodada, blusa de cambraia branca bordada e, sobre esta, uma faixa larga de fita vermelha de gorgorão, com uma grande rosa do mesmo material. A parte mais vistosa é o chapéu. Este é de palha, forrado de tecido branco, com uma espécie de armação de arame onde ficam as flores feitas de penas de pato, brancas.

Essas flores cobrem inteiramente  o chapéu, com abas que pendem fitas largas, de cores diversas, bem compridas. A Capitoa, sempre a mais velha do grupo, carrega na mão um bastão dourado, o símbolo da sua autoridade.

Os homens músicos e acompanhantes, são dirigidos por um capitão. Eles se apresentam de calça e camisa brancas ou de cor, chapéu de folha de carnaúba revestido de pano, sendo a aba virada de um dos lados.

Os instrumentos musicais são estes: tambor grande e pequeno, cuíca, pandeiros, rebeca, viola, cavaquinho e violino.
As apresentações são, preferentemente, no período de 25 de dezembro ao dia 6 de janeiro. No dia 25, as mulheres dançam com saias azuis e os homens com camisas da mesma cor.

Já no dia 26, quando São Benedito é festejado, as mulheres usam as saias vermelhas, e os homens a roupa branca. Além de Bragança, a manifestação se ramificou em outros municípios vizinhos como Quatipuru, Augusto Correa, Primavera e Tracuateua.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O Festival Folclórico de Parintins

O Festival Folclórico de Parintins é uma festa popular realizada anualmente no último fim de semana do mês de junho na cidade de Parintins, Amazonas. 
O festival ocorre a céu aberto com apresentações das duas agremiações, o Boi Garantido, de cor vermelha e o Boi Caprichoso, de cor azul.
 A apresentação ocorre no Bumbódromo.

O Centro Cultural e Esportivo Amazonino Mendes é um tipo de estágio com o formato de uma cabeça de boi estilizada, com capacidade para 35 mil espectadores. Durante as três noites de apresentação, os dois bois exploram as temáticas regionais, como lendas, rituais indígenas e costumes dos ribeirinhos, por meio de alegorias e encenações. O Festival de Parintins se tornou um dos maiores divulgadores da cultura da região. O festival é realizado desde 1965 e já teve vários locais de disputa como a quadra da catedral de Nossa Senhora do Carmo, a quadra da extinta CCE e o estágio Tupy Cantanhede. Até que, em 1987, o governador Amazonino foi assistir ao festival, no mesmo local onde é o Bumbódromo, mas era um tablado. Ele gostou tanto da festa que construiu um local do tamanho que o festival merecia, e no ano seguinte, em 1988, inaugurava o Bumbódromo.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Conheça o Grupo de Meditação de Fortaleza!

Paramahansa Yogananda enfatizava o valor da companhia espiritual e os benefícios para os devotos que meditam juntos. Segundo ele, “nós nos tornamos semelhantes às pessoas com quem convivemos, não apenas por causa do que elas falam, mas também pela silenciosa vibração magnética que delas emana. Quando entramos no campo magnéticos delas, somos afetados. Se um homem deseja ser artista, deve associar-se a artistas. Se quer ser um empresário bem-sucedido, deve associar-se a bem-sucedidos líderes do mundo dos negócios. Se quer se tornar um gigante espiritual, deve associar-se a devotos de Deus.”
São bem-vindos ao Grupo de Meditação de Fortaleza todos aqueles interessados na prática da meditação, independente de credo ou religião.

O Gurpo de Meditação de Fortaleza localiza-se na Rua João Alves Albuquerque, 252, no Parque Manibura. Visite!

Veja aqui no mapa: 






Acesse o site e saiba mais: http://www.srffortaleza.org/


sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Quem foi Paramahansa Yogananda?

Infância de Paramahansa Yogananda



Paramahansa Yogananda nasceu com o nome Mukunda Lal Ghosh no dia 5 de Janeiro de 1893, na cidade de Gorakhpur, Índia, numa devota e abastada família Bengali. Desde os seus primeiros anos, sua consciência e suas experiências espirituais já eram reconhecidas por todos ao seu redor como muito além do comum. Durante sua juventude, ele procurou saber sobre os muitos sábios e santos da Índia, ansiando encontrar um mestre iluminado para guiá-lo em sua busca espiritual.
Foi em 1910, com a idade de 17 anos, que ele encontrou e se tornou discípulo do reverenciado Swami Sri Yukteswar Giri. No eremitério desse grande mestre ele passou a melhor parte dos próximos 10 anos, recebendo a disciplina rígida, porém amorosa, de Sri Yukteswar. Após formar-se na Universidade de Calcutá em 1915, ele fez os votos formais e entrou na venerável ordem monástica dos Swamis, ocasião em que recebeu o nome Yogananda (que significa bem-aventurança, ananda, através da união divina, yoga). O seu ardente desejo por consagrar sua vida ao amor e serviço a Deus havia sido realizado.
Início de sua missão
Yogananda começou a missão de sua vida com a fundação, em 1917, de uma escola do "saber viver" para meninos, na qual os modernos métodos educacionais eram combinados com treinamento em yoga e nos ideais espirituais. Em uma visita à escola anos depois, Mahatma Gandhi escreveu: "Essa instituição deixou uma profunda impressão em minha mente".
Em 1920, Yogananda foi convidado para participar como representante da Índia no congresso de líderes religiosos que aconteceu em Boston. Sua palestra sobre "A Ciência da Religião", foi entusiasticamente recebida pela platéia. Naquele mesmo ano ele fundou a Self-Realization Fellowship para disseminar mundialmente os seus ensinamentos sobre a antiga ciência e filosofia indianas da Yoga e sua imemorial tradição de meditação.
Pelos próximos anos ele viajou e ensinou pela Costa Leste dos Estados Unidos e em 1924 embarcou para uma turnê transcontinental de palestras e cursos. No ano seguinte, ele estabeleceu a sede internacional da Self-Realization Fellowship em Los Angeles, que se tornou o coração administrativo e espiritual da sua crescente missão.

O Pioneiro da Yoga no Ocidente
Por toda a década seguinte, Yogananda viajou e palestrou extensivamente, falando para auditórios lotados nas maiores cidades do país - desde o famoso Carnegie Hall em Nova Iorque até o Philharmonic Auditorium de Los Angeles. O jornal Los Angeles Times escreveu: "O Philharmonic Auditorium apresentou uma lotação espetacular com milhares de pessoas... muitos ficaram de fora sem conseguir entrada já uma hora antes do início da palestra, com os 3 mil lugares do teatro cheios até o limite de sua capacidade".
Yogananda enfatizou a unidade subjacente das grandes religiões e ensinou métodos universalmente aplicáveis para se atingir uma experência direta e pessoal com Deus. Para os estudantes sérios ele introduziu as técnicas libertadoras da Kriya Yoga, uma sagrada ciência espiritual que se originou milênios atrás na Índia, e que havia se perdido durante os séculos da Idade das Trevas, havendo sido revivificada nos tempos modernos através de sua linhagem de mestres iluminados.
Entre aqueles que se tornaram seus estudantes estavam muitos personagens proeminentes da ciência, negócios e artes. Alguns dos seus famosos alunos foram o horticultor Luther Burbank, a soprano de ópera Amelita Galli-Curci, George Eastman (inventor da câmera Kodak), o poeta Edwin Markham, e o maestro Leopold Stokowski. Em 1927, ele foi oficialmente recebido na Casa Branca pelo presidente Calvin Coolidge, que havia se interessado por suas atividades através da leitura dos jornais.

O retorno para a Índia(1955-1936)
Em 1935, Yogananda iniciou uma viagem de 18 meses através da Europa, Oriente Médio e Índia. Durante a permanência em sua terra natal, ele falou em diversas cidades por todo subcontinente e encontrou-se com Mahatma Gandhi (que solicitou a iniciação em Kriya Yoga), o prêmio Nobel de física Sri C. V. Raman e alguns dos maiores mestres espirituais da Índia, incluindo Sri Ramana Maharishi e Ananda Moyi Ma.
Foi também nesse ano que o seu guru, Swami Sri Yukteswar, conferiu a ele o maior título espiritual da Índia, paramahansa, literalmente, "cisne supremo" (o cisne é um símbolo de discriminação espiritual). Esse título significa aquele que manifesta o estado supremo de comunhão ininterrupta com Deus.


Os anos finais e o Mahasamadhi
Durante a década de 1930, Paramahansa Yogananda foi gradualmente se retirando das extenuantes atividades públicas para se dedicar aos seus escritos que iriam preservar seus ensinamentos para as gerações futuras, bem como erguer em firmes alicerces o trabalho humanitário e espiritual da Self-Realization Fellowship (conhecida na Índia como Yogoda Satsanga Society).
Sob a sua supervisão pessoal através das instruções dadas aos estudantes das suas aulas, ele elaborou uma abrangente série de Lições para estudo em casa.
Em 7 de Março de 1952, Paramahansa Yogananda entrou em mahasamadhi, que é a saída final e consciente do corpo realizada por um mestre iluminado na hora da morte física. Sua passagem foi marcada por um fenômeno extraordinário. Uma carta assinada pelo Diretor do Cemitério Forest Lawn Memorial-Park, testemunhou: "Nenhuma desintegração física era visível no corpo, mesmo 20 dias após a morte... Tal estado de preservação perfeita de um corpo, até onde vão nossos conhecimento nos anais mortuários, é algo sem paralelo... O corpo de Yogananda permanecia, evidentemente, em um estado fenomenal de imutabilidade".
Por ocasião do XXV aniversário da morte de Paramahansa Yogananda, as suas extensas contribuições para a elevação espiritual da humanidade receberam um reconhecimento formal pelo Governo da Índia. Um selo comemorativo foi lançado em sua homenagem, juntamente com um tributo escrito, no qual lia-se em parte:
"Os ideais do amor por Deus e de serviço à humanidade manifestaram-se plenamente na vida de Paramahansa Yogananda... Embora tenha passado fora da Índia a maior parte de sua vida, seu lugar é entre os nossos grandes santos. Sua obra continua a crescer e a luzir cada vez mais, sempre com maior brilho, levando pessoas de todos os recantos para o caminho da peregrinação em busca do Espírito".

Autobiografia de um Yogue
A história da vida de Yogananda, "Autobiografia de um Iogue", foi publicada em 1946 e expandida por ele em edições subseqüentes. Best seller permanente, o livro tem estado em publicação ininterrupta desde sua primeira edição e foi traduzido para 21 idiomas. O livro é amplamente considerado um clássico espiritual moderno.

A Árvore do Mestre
O Litchi Vedi é um dos lugares sagrados relacionados a nosso Guru no ashram de Ranchi.
Sob o frondoso abrigo da imensa árvore, era comum Guruji ali dar aulas e satsangas para os meninos da escola por ele fundada em 1918.
Com uma grande imagem de Paramahansaji sob os galhos, a árvore é, há muitas décadas, um dos lugares prediletos de peregrinação e meditação.
Recentemente, cientistas descobriram um fato físico notável a respeito desta amada árvore espiritual. Ela foi científicamente reconhecida como uma variedade única, que nunca havia sido documentada pelos horticultores e que agora foi registrada em homenagem a Paramahansa Yogananda.
Seu nome oficial agora é Litchi Cultivar Yogananda Selection.
A singularidade da árvore foi primeiro observada e confirmada pelo dr. Shivendra Kumar, cientista e chefe do Instituto de Pesquisa Agro-Florestal de Ranchi. O dr. Kumar relata: “O que torna esta árvore única é a profusão de galhos com folhagem verde escura, cujo número de pequenas folhas varia de 9 a 13, o que é uma característica muito diferente.” A descoberta foi aceita e registrada no Escritório Nacional de Pesquisas Genéticas com Plantas, em Nova Delhi.
O dr. Kumar comentou com os monges da Yogoda que o surgimento de novas subespécies ocorre, em geral, pela mutação genética da planta, produzindo novas características que são transmitidas às gerações subsequentes, e disse: “Às vezes, é uma fonte de energia muito forte e específica que causa a mudança genética. Embora não possamos identificar a fonte de maneira científica, com certeza os devotos do grande guru Paramahansa Yoganandaji facilmente tirarão suas conclusões sobre a ´fonte de energia´ ligada a esta árvore”.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

São Luís

Patrimônio Cultural da Humanidade faz 400 anos 
Fundada por franceses, no dia 8 de setembro de 1612, São Luís, capital do Maranhão vive a euforia dos 400 anos

O centro histórico, com belos casarões, é um dos atrativos
O momento é festivo para os maranhenses, que comemoram os 400 anos da capital, que se apresenta com suas belezas naturais e sobretudo, seus prédios históricos que lhe conferiram o cobiçado título de Patrimônio Cultural da Humanidade.

 O nome da capital do Maranhão é uma homenagem dos franceses ao Rei da França, Luís IX, também chamado de São Luís. O rei ficou popular porque durante seu reinado a França teve um excepcional poder político, econômico, militar e cultural. O país viveu "o século de ouro de São Luís". Assim, os franceses, em homenagem ao monarca, puseram o nome de São Luís na nova cidade.

 O maior atrativo de São Luís é o centro histórico, uma área de 220 hectares. Ali, existem cerca de 2.500 imóveis tombados pelo patrimônio histórico estadual e 1000 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). 

O sítio inclui belos sobrados com mirantes, muitos revestidos com preciosos azulejos portugueses; casas térreas e solares. Os sobrados possuem até quatro pavimentos, sendo o térreo ocupado por lojas comerciais e os outros pisos por residências. Os solares, sobrados suntuosos, possuem detalhes refinados e as casas térreas são passíveis de classificações, como por exemplo, morada inteira (porta com duas janelas de cada lado) e meia morada (porta lateral e duas janelas).


 
 Sobrados com mirantes, muitos revestidos com preciosos azulejos portugueses


Entre as edificações históricas de destaque estão o Palácio dos Leões (sede do governo do Estado), o Palácio de La Ravardière (sede da prefeitura), a Catedral de São Luís, o Palácio Episcopal, o Convento do Carmo, o Convento das Mercês, a Casa das Tulhas, as igrejas do Rosário e do Desterro, a Casa das Minas, das Fontes e das Pedras e o Teatro Artur Azevedo. 

Teatro Artur Azevedo


Ficheiro:PrefeituradeSaoLuis.jpg
Palácio de La Ravardière (sede da prefeitura)


Ficheiro:SaoLuis-Cathedral.jpg
Catedral de São Luís


400 anos
A população de São Luís está em contagem regressiva para a celebração dos 400 anos da cidade e advertida por um relógio comemorativo, que pontua exatamente quantos dias e horas faltam para a grande data. O relógio foi instalado pela Prefeitura de São Luís, na cabeceira da ponte sobre o Rio Bacanga, no bairro São Francisco. O cronômetro regressivo foi desenvolvido com base no layout da marca oficial do quarto centenário da capital maranhense, escolhida em votação popular.
O relógio tem oito metros de altura por 2,70 metros de largura, é digital em led, com painel sinalizador e aplicação de adesivo digital nas duas faces com o logotipo dos 400 anos. É mais um presente para a cidade e uma referência dos 400 anos. Seus idealizadores advertem que o instrumento é um contador regressivo para dias e horas e não para marcar o horário local.
Fonte:
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1095205

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Fortaleza antiga

São documentos únicos das décadas de 30, 40, 50, e 60.


Avenida Santos Dumont

Barco no Porto do Mucuripe

 Cais do Porto do Mucuripe

Hotel e casas na Praia de Iracema

Jangadeiros na Praia do Clube Náutico

Praça do Ferreira

Quebra mar na Praia de Iracema

As fotos estão a sua disposição no site do IBGE, para ver lista com todas as fotos
Acesse:
http://biblioteca.ibge.gov.br/colecao_digital_fotografias.php?palavra_chave=fortaleza&bot_busca.x=0&bot_busca.y=0 

sábado, 14 de janeiro de 2012

Grandes brasileiros e seu legado

As ideias, causas e lições de vida de personagens históricos que ajudaram a construir o Brasil e que ainda inspiram as gerações atuais na tarefa de antecipar o futuro.
Selecionamos doze, dos cinquenta brasileiros da história do Brasil selecionados pela Veja, que defenderam conceitos revolucionários em seu tempo e que permanecem atuais neste começo de século XXI. 
Da lista constam personagens consagrados e nomes de que pouco se ouve falar. São brasileiros que ajudaram o país a avançar na política, na economia, no direito, na educação e na saúde. 
Um exercício interessante foi imaginar se esses personagens históricos ficariam satisfeitos com o modo como suas causas, ideias e convicções são encaradas atualmente no Brasil.
                            
                            
                           Maria Quitéria
(1792 - 1853)
Nascida em São José das Itapororocas, na Bahia, ficou órfã de mãe aos 9 anos e assumiu o comando da casa. Na juventude, montava, caçava, manejava armas de fogo e dançava lundus com os escravos. Em 1822, vestida com a farda do tio, alistou-se nas tropas que lutavam pela causa da independência do Brasil. Adotou o nome do cunhado, soldado Medeiros, e ingressou no Regimento de Artilharia. Mais tarde, foi transferida para o Batalhão dos Periquitos. No combate de Pituba, em fevereiro de 1823, destacou-se por ter feito prisioneiros. Depois da entrada do Exército Libertador em Salvador, foi condecorada no Rio de Janeiro com a insígnia de Cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro pelo Imperador, Dom Pedro I. Retornou à fazenda Serra da Agulha, onde foi aclamada como heroína pela família e pela população local. Casou-se com o lavrador Gabriel Perreira de Brito e teve uma única filha, Luísa da Conceição. Morreu em Salvador, onde vivia de seu soldo de alferes, já quase cega.


Como pioneira no desafio ao preconceito de gênero, ficaria impressionada com a participação das mulheres em todas as esferas da vida profissional.


Oswaldo Cruz
(1872 - 1917)
Há pouco mais de 100 anos, nas cidades brasileiras reinavam doenças como a peste bubônica, associada aos ratos, a febre amarela, propagada por vírus transmitido por mosquito, e a varíola, disseminada por contato humano. Coube a Oswaldo Cruz liderar a ação coletiva para reduzir as condições de reprodução de ratos e mosquitos, além de instituir a vacinação obrigatória contra varíola. Essas ações combinavam com a proposta de reurbanização da capital pelo presidente Rodrigues Alves, que desalojou muitos moradores da região central da cidade. A realidade popular em 1904 durou dias e foi, incorretamente, chamada de "Revolta da Vacina", pois tinha como motivação principal a remoção de casas. Nos anos seguintes, com a diminuição drástica no número de casos dessas doenças. Oswaldo Cruz teve seu trabalho reconhecido. Ele foi um dos primeiros a defender a urbanização como forma de redução das endemias no Brasil, conceito hoje lógico, mas que exigiu bastante coragem para ser implantado.


Ele ficaria satisfeito em verificar que políticas como as que defendeu são aplicadas hoje em campanhas como as de combate ao mosquito da dengue. 


Anísio Teixeira

(1900 - 1971)
Anísio Teixeira, nascido na Bahia em 1900, entrou para a história da educação brasileira como um dos autores do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, de 1932, que pela primeira vez no país, propunha a criação de um amplo sistema de escolas públicas para a educação básica. Ele estudou nos Estados Unidos, de onde trouxe a filosofia pedagógica do pragmatismo, que juntava o conhecimento teórico com a experiência prática, o mundo da cultura e o mundo do trabalho. Era a proposta da Escola Nova, que deveria fundar e revolucionar a educação e a sociedade brasileira. Para o educador, apenas através  do ensino a desigualdade social poderia  ser combatida, e foi com essa ideia que teve início o processo de democratização da educação no país. Anísio Teixeira dirigiu o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep), que hoje leva seu nome, e criou e dirigiu a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).


Ele ficaria desanimado com a baixa qualidade do ensino público atual.


Princesa Isabel
(1846 - 1921)
A princesa Isabel nasceu em 1846, época em que o império começa a se consolidar, após o turbilhão de revoltas separatistas das suas décadas anteriores. No livro Princesa Isabel do Brasil: - Gênero e Poder no Século XIX, Roderick J. Barman revelou o engajamento político da personagem. Entre 1871 e 1880, devido à ausência de Dom Pedro II, em viagens no exterior, a princesa governou o país por três vezes. Ao todo, essas regências somam três anos e meio - quase o equivalente a um mandato presidencial atual. Sob o governo da Princesa Isabel, em 1888, foi abolida a escravidão no Brasil. A medida deu um sopro de popularidade à monarquia, mas não foi suficiente para implantar a proclamação da República, no ano seguinte, A princesa morreu na França, em 1921. Dilma Rousseff, portanto, é a segunda mulher a governar o Brasil.

Ela ficaria contente em ver que, no Brasil de hoje, as mulheres participam da vida pública em situação de igualdade com os homens. 


Francisco de Paula Brito

(1809 - 1861)
Descendente de escravos, Paula Brito conferiu cunho local à impressão e comercialização de livros no país. Recebendo o apoio de Dom Pedro II - sócio benemérito de sua tipografia -, Paula Brito passou para a história como o primeiro editor brasileiro. Defendeu o princípio de uma cultura liberal, aparentemente alheia a injunções de classe. Essa ideia transformou sua livraria num espaço aberto ao livre trânsito da arte e do pensamento. Ali, personalidades da elite imperial relacionavam-se com pessoas de origem humilde. Foi o caso de Machado de Assis. Na primeira juventude, no círculo de Paula Brito, ele conheceu diversos figurões de seu tempo, estabelecendo relações que durariam por toda a vida.

 Paula Brito se sentiria feliz ao perceber que a maioria das barreiras às relações sociais sem preconceito de classe caiu. 


Frei Vicente do Salvador

(1564 - 1639)
Botânico, geógrafo e etnógrafo, é considerado uma verdadeira enciclopédia do Brasil seiscentista. O baiano Vicente Rodrigues Palha estudou no colégio São Salvador, dos pares jesuíta. Aos 35 anos, tomou o hábito franciscano, adotando o nome de Frei Vivente de Salvador. Em 1612, foi eleito custódio da Custódia Franciscana Brasileira. Dez anos antes de falecer, terminou seu História do Brasil, com uma narrativa recheada de bom humor, arejamento e amor ao Brasil. Nessa obra, tratou da "zona tórrida", discutindo a beleza das florestas e a riqueza de sua biodiversidade. Criticou o atraso na terra e responsabilizou os portugueses por não conhecerem o Brasil, preferindo "arranhar as costas como caranguejos", frase que ficou famosa. Introduziu a possibilidade de o Brasil vir a ser centro de refúgio ao governo português - o que de fato ocorreu em 1808.


Como pioneiro na valorização da biodiversidade, ficaria satisfeito em perceber que a preocupação ambiental está presente em todos os grandes debates nacionais. 


Diogo Feijó

(1784 -1843)
Conforme consta na ata do batismo de Diogo Feijó, ele foi "exposto" na casa de um padre, em São Paulo. Ou seja, assim como outras 46 crianças ao longo daquele ano, ele foi abandonado em frente ao um domicílio no centro da capital paulista. Essa origem humilde não impediu a ascensão social e política de Diogo Feijó, conseguida graças ao ensino gratuito em instituições religiosas. Em 1835, após um período de regência trina, motivada pela abdicação de Dom Pedro I e pela menoridade de seu sucessor, Feijó foi eleito regente único. Jorge Caldeira, no Livro Diogo Antônio Feijó, sublinha que, apesar de possuir poderes equivalentes aos do rei, o regente recusou títulos de nobreza e manteve um estilo de vida simples até a morte, em 1843. Feijó se afastou da regência em 1837. Ele permanece um exemplo por não ter utilizado a política como uma forma de enriquecimento, mas sim como um dever cívico.


Ele teria dificuldade de encontrar encontrar hoje, alguém que, como ele, se entregasse á política unicamente como um dever cívico. 


Padre Manuel da Nóbrega
(1517 - 1570)
O padre português Manuel da Nóbrega chegou ao Brasil em 1549 com o primeiro governador-geral, Tomé de Sousa. Hábil organizador, foi o líder da Companhia de Jesus no Brasil. Em suas missões, percorreu durante anos o litoral entre São Vicente e Salvador, e fundou o colégio de Piratininga, futura cidade de São Paulo. Numa terra sem leis claras e onde presença do estado era miníma, não temeu defender a liberdade dos indígenas. O padre Manuel da Nóbrega sempre enfatizou a necessidade de evangelização dos nativos, pois acreditava que, assim como os europeus, os índios tinham alma, que poderia ser salva pelo catolicismo. Isso permitia igualar conquistadores e conquistados, o que não agradava aos portugueses coloniais, que apoiavam e escravização dos indígenas, e batizou milhares deles. Apesar de os jesuítas não reconhecerem o direito dos nativos de não aceitar os valores cristãos, o padre Manuel da Nóbrega introduziu no país a noção do índio como ser humano, essencial para a posterior inclusão deste como cidadão.

Ele ficaria satisfeito com o fato de sua visão sobre o que define um ser humano ter prevalecido.


Visconde de Cairu
(1756 - 1835)
José da Silva Lisboa, o visconde de Cairu, foi jurista e homem público. Participou da Assembléia Constituinte de 1823 e do Senado, entre 1826 e 1835, defendendo sempre a unidade política do império, a liberdade de comércio e o interesse público. Nos primórdios do estado constitucional brasileiro, não era raro o uso da política para defesa de interesses privados. Em várias ocasiões, Cairu criticou essa prática e, tanto na imprensa como no Parlamento, defendeu a virtude cívica e a ética como qualidades imprescindíveis aos governantes. O compromisso com a ética por parte do homem público permanece vital das sociedades democráticas contemporâneas.

Ele ficaria indignado ao ler o noticiário no Brasil de hoje, com seus exemplos de falta de ética na vida pública.


Carlos Chagas
(1878 - 1934)
Entre os cientistas que deveriam ter recebido o Prêmio Nobel de Medicina, o nome de Carlos Chagas é sempre lembrado. Ele conseguiu a proeza de não apenas descrever o quadro clínico da doença que leva seu nome, como também identificar o agente (o tripanossoma) e o transmissor (o barbeiro). Além de notório cientista, na década de 20, em cargo equivalente ao de ministro da Saúde, editou o primeiro Código Sanitário do Brasil, tornando-se um dos primeiros a demostrar a importância da higienização para a saúde. Criou também programas especializados para maternidade, infância, sífilis, lepra e tuberculose e estendeu os postos de saúde às áreas rurais. Chagas percebeu que a ação médico-hospitalar não poderia se limitar à atuação de voluntários e criou os cursos pioneiros de enfermagem profissional e de higiene e saúde pública. Para completar, sempre entendeu a pesquisa como indissociável da prática médica e sanitária.


   Ele se sentiria honrado em perceber que sua ideia de priorizar a prevenção entre as políticas de saúde pública não perdeu força. 


Vital Brasil

(1865 - 1950)
A educação básica obrigatória já era realidade na Europa e na Argentina no século XIX. No Brasil do início do século XX, poucos defenderam a educação universal como solução para o desenvolvimento e a consolidação de ideais cívicos e republicanos. Acreditava-se que o povo brasileiro teria uma "deformação étnica", impeditivo maior de progresso social. O médico e sanitarista Vital Brasil se formara com dificuldade e acreditava na força transformadora da ciência e da educação. Ele reproduziu no Brasil o tratamento contra a peste bubônica e desenvolveu uma grande quantidade de soros para vítimas de acidentes com cobras, aranhas e escorpiões. Fundou o renomado Instituto Butantan, de São Paulo, onde criou, na década de 10, uma escola para filhos de funcionários e o primeiro curso de alfabetização para adultos do país. Apenas muito tempo depois da iniciativa de Vital Brasil, outras instituições passaram a se preocupar com a educação de seus empregados.


A alfabetização de adultos tornou-se objeto de política pública, mas um em cada quatro brasileiros com 60 anos ou mais ainda não sabe ler ou escrever.


Campos Salles
(91841 - 1913)
Nascido em São Paulo, Manuel Ferraz de Campos Salles foi deputado, senador, ministro, governador e presidente da República. Na Comissão de Justiça do Senado, defendeu a restrição do Poder Executivo federal, através do projeto de lei sobre crimes de responsabilidade na Presidência. Para tentar frear os abusos de poder do então presidente Marechal Deodoro da Fonseca. Campos Salles propôs a ideia de que o governante da nação tinha responsabilidade sobre o país e deveria ser punido caso não agisse de acordo com ela. Entre as infrações possíveis estavam  os atentados á Constituição, á forma de governo proposta e ao livre exercício dos poderes Legislativo e Judiciário. Como resposta, Deodoro fechou o Congresso e instalou estado de sítio, retirando o senado do cenário político. Em1896, Campos Salles retornou aos cargos públicos como governador de São Paulo e, em 1898, assumiu a Presidência do país. Em seu mandato, retirou o Brasil de uma greve crise econômica, produto de descontrole dos gastos governamentais. Sua defesa irrestrita de uma legislação a todos, incluindo os governantes, é uma lição democrática atemporal.


Ele ficaria insatisfeito em atestar a impunidade dos abusos de poder atuais. 


Alguns deles tiveram seus retratos e pinturas originais reconstituídos em estúdios fotográficos com modelos de carne e osso  paramentados com roupas e adereços produzidos sob orientação de historiadores dos costumes de cada tempo histórico. (Assista, na edição digital para tablets a um vídeo mostrando detalhes dessa reconstrução histórica). 
Revista VEJA - Dezembro, 2011.