sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Mensagem do Natal Social

Ele rezava, mas não era da minha religião...

Ele comia, mas não o que eu costumava comer...

Ele falava, mas aquela não era a minha língua...

Ele vestia, mas não como eu costumava me vestir...

Quando pegou na minha mão, sua mão não era da cor da minha...

Mas quando ele sorriu, era exatamente do jeito que eu sorria...

E quando chorou, era exatamente como eu chorava...

No fundo, somos todos iguais.

Que o Natal acenda em nós a luz da compreensão e da tolerância para que cada atitude nossa possa contribuir para um mundo mais justo e solidário.


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Fósseis do período jurássico

Material raro com cerca de 160 milhões de anos estão sendo achados nas escavações feitas em Missão Velha

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Paleontólogo Álamo Feitosa coordena as pesquisas na Bacia do Araripe

Crato. Os 198 fósseis encontrados nas escavações em Missão Velha são realmente do período jurássico, com 160 milhões de anos, aproximadamente, segundo confirmam paleontólogos da Universidade Regional do Cariri (Urca). A pesquisa foi iniciada no último dia 9. Esta é a primeira vez que material fossilífero daquele período é encontrado na região. As peças medem de poucos centímetros até cerca de meio metro.

O material foi retirado do solo denominado de formação Brejo Santo. Embora existam poucos registros fossilíferos do jurássico, em todo o mundo, foram identificados, na região, muitos ossos desarticulados de celacantos - peixes com nadadeiras articuladas estão na linha evolutiva entre peixes e anfíbios. Vários ossos de outros peixes ainda não identificados e ossos que possivelmente foram de tartarugas também foram encontrados.

Etapas
O estudo está em sua terceira etapa. No momento, as escavações estão suspensas. Agora, estão sendo realizados os trabalhos de preparação dos fósseis em laboratório. Consiste na retirada dos ossos de dentro do pacote de sedimentos que os envolve. A próxima etapa, que os pesquisadores acreditam ser necessário um prazo de um ano de trabalho para sua conclusão, refere-se à fase de preparação, identificação das peças e montagem dos esqueletos dos animais.

Toda a pesquisa é coordenada pela Universidade Regional do Cariri, por meio do Laboratório de Paleontologia. Para evitar problemas ambientais, ao termino da etapa de escavações, foi reconstruída a área onde foram abertas as cavidades para retirada das peças. A quantidade e qualidade dos achados surpreendeu e superou as expectativas dos pesquisadores.

Antes, nunca haviam sido encontrados fósseis do período jurássico na região do Cariri. Embora estejam completos, os ossos estão desarticulados, ao contrário do que aconteceu com o acervo do período cretáceo, encontrado na Bacia do Araripe, onde todos os fósseis estavam articulados. As peças darão informações sobre a origem de muitas espécies hoje existentes.

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A quantidade e a qualidade das peças superaram as expectativas dos pesquisadores. Ainda não havia registro de acervos fósseis do período jurássico no Cariri. Achados devem fortalecer o turismo científico da região.

Ao longo do processo de pesquisa, os paleontólogos irão descrever o material encontrado, para que, após a nomeação, as peças possam ser publicadas em revistas científicas internacionais. Todos os fósseis serão depositados no Museu de Paleontologia da Urca, no Município de Santana do Cariri.

De acordo com o professor e paleontólogo coordenador dos estudos, Álamo Feitosa, o sucesso da pesquisa irá aumentar a importância da Bacia do Araripe no cenário paleontológico nacional e mundial, o que poderá render bons frutos ao turismo científico da região.

"Eu espero que a gente tenha encontrado nesse material espécies novas, não descritas. Isso poderá se tornar mais um item de atração para o Geopark Araripe, que tem, entre outras atribuições, fortalecer o turismo científico", revela o professor.

O estudo tem o apoio do Instituto Nacional de Paleontologia do Semiárido e Geopark Araripe. As pesquisas são financiadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com a Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap).

Na década de 70, o pesquisador Murilo Rodolfo de Lima já havia feito todo o levantamento palinológico da Bacia do Araripe. É através desse método de grãos de pólen e esporos fósseis, que melhor os pesquisadores se utilizam para fazer a datação de extratos geológicos. Na época, Murilo apontou a formação Brejo Santo como sendo de idade jurássica. Já nos anos 90, foram realizados trabalhos de mapeamento da Bacia do Araripe. Os estudos identificaram as várias áreas de ocorrência da formação Brejo Santo, na região.

Dinossauros
Mesmo já tendo sido confirmada a existência de fósseis do Jurássico na Bacia do Araripe, paleontólogos ainda não encontraram fósseis de dinossauros. Porém, eles acreditam que, como existem condições de fossilização de ossos de peixes e tartarugas, há possibilidades de ossos de dinossauros, tartarugas e crocodilos também serem encontrados no local.

Para localizá-los, os pesquisadores promoverão escavações que serão iniciadas após o período chuvoso de 2012. Durante as pesquisas, eles farão uma avaliação dos extratos geológicos, para aprofundar os estudos.

Mais informações
Escritório Geopark Araripe/ Universidade Regional do Cariri
Rua Teófilo Siqueira, 754, Centro
Município do Crato
Telefone: (88) 3102.1237

FIQUE POR DENTRO
Fases geológicas contam história da vida na Terra
O período jurássico faz parte da era mesozóica. Compreende-se entre os anos 200 e 145 milhões. Antes do jurássico, a era é composta pelos períodos triássico, entre 245 e 200 milhões de anos, e depois pelo período cretáceo, entre 145 e 65 milhões de anos. Este último teve inicio no final do permiano, quando 95% da vida na terra foi extinta pela erupção de um grande vulcão, localizado onde hoje é a Sibéria. Com o fim da era mesozóica, foi possível que os mamíferos e os vegetais com frutas se expandissem, o que deu início às bases para o aparecimento do homem no planeta Terra. O fim da era foi provocado quando um grande asteroide caiu na localidade que atualmente é a Península Yucatan, no México. O fato provocou a extinção de dinossauros, pterossauros e muitas espécies de plantas e animais marinhos.

YAÇANÃ NEPONUCENA REPÓRTER

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Em Fortaleza, casa antiga vira ponto de encontro

A partir do imóvel, que fica nas margens da lagoa, nasceu a vila Manoel Sátiro. A casa foi sede do sítio que deu origem ao bairro Manoel Sátiro. Hoje, o local é ponto de diversão, com disputas de campeonato de futebol.

Campo em frente à casa é a diversão da comunidade do entorno. A arborização do lugar também favorece à convivência (FOTO: ANDRÉ SALGADO/ ESPECIAL PARA O POVO)

Domingo é dia de diversão nas margens da lagoa do Mondubim. Várias pessoas se reúnem para jogar futebol, passear ou pescar, nesse que é um dos poucos espaços de lazer da região. Os jogos da liga Manoel Sátiro não param de acontecer em quatros campos de futebol durante as manhãs do fim de semana.

A diversão gira em torno de uma casa com aparência antiga, de portas altas e verdes. Na frente, ficam os campos do futebol. Ao fundo, a lagoa. E, ao redor, muitas árvores. A casa apresenta sinais de deterioração nas paredes, pintura e pátio externo.

A antiga proprietária é conhecida por boa parte das pessoas, mas por diferentes nomes: dona Euzinha, Neuzinha, Neuzita e Neuzina. Quem tira a dúvida é a vizinha Gorete Macêdo, 57: “é a dona Noelzinda Sátiro, esposa de Felipe Santiago”. Gorete conviveu com dona Noelzinda por 22 anos e morou ela na antiga casa, que era a sede do sítio da família Sátiro.

Segundo Gorete, o pai de dona Noelzinda era Manoel Sátiro, que negociava terrenos pela Cidade. E Gorete narra a história tantas vezes contada por Noelzinda Sátiro. Certo dia, ela e o pai passavam de trem perto da lagoa e avistaram a casa. Ela gostou e pediu para que o pai comprasse o imóvel, onde passou a morar em 1949. “Nessa época, a casa já tinha mais de 100 anos. Era muito bonita. Tinha até alpendre”, relembra.

Do sítio, foi surgindo a vila Manoel Sátiro - hoje bairro. “A família vendeu, mas também doou muito terreno, como o da igreja São Judas Tadeu e o da escola. O terreno da minha casa foi ela também que deu”, conta Gorete. Ela afirma que o lugar era só animação nas festas de fim de ano e férias.

Os atuais moradores do imóvel são o casal Wedson Soares, 49, e Maria Luiza da Silva, 43. “A dona Noelzinda me pegou nos braços quando eu era pequena. Era uma pessoa muito boa e caridosa”, lembra Maria Luiza. Eles vivem na casa há quatro anos e são os responsáveis por cuidar do Floresta Esporte Clube, um time de várzea criado em 1954, que fica ao lado da casa e possui até estádio.

Sobre a moradia, Maria e Wedson dizem que é um ótimo lugar para viver. “Aqui tem cheirinho de Interior. De manhãzinha ou a noite, é um ventinho bom. Tem o canto dos passarinhos e as garças passam por aqui. O pessoal solta as vacas. Quando está chovendo, eu quero que você veja a lagoa... o nevoeiro parece gelo”, diz Maria Luiza. Por fim, ela cita a característica mais difícil de encontrar na cidade grande: o ar puro.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Das tumbas para a história

As múmias são verdadeiras máquinas do tempo, porque elas trazem para o presente um pouco da história e do passado dos povos. A mumificação pode ter sido feita intencionalmente, por algum povo, ou naturalmente, pelas condições da natureza onde os seres morreram.
              
A origem da palavra múmia é persa e significa betume, uma espécie de petróleo ou piche, que podia ser encontrado em algumas terras do Oriente próximas ao Mar Mediterrâneo, como no Egito, na Síria, nos atuais Irã e Iraque.
Múmia encontrada no Vale Sagrado de Cusco, no Peru, onde há séculos viveram os Incas

Inicialmente, apenas eram chamados de múmias os corpos conservados com betume, ou seja, as famosas múmias egípcias. Com o tempo, o termo ganhou o mundo e mesmo que o cadáver  não fosse preparado com betume, mas com outros produtos da natureza, era chamado assim.

Há múmias de todos os tipos e conservadas de diferentes maneiras: múmias congeladas nos pólos e nas montanhas altas; múmias secas nos lugares desérticos quentes ou em lugares muito frios e sem umidade; múmias conservadas no sal; múmias defumadas; múmias que se formam destro do pântanos e múmias preparadas pelos homens.
No Brasil, também existem múmias. Esta foi encontrada em Itacambira, Minas Gerais

Corpos humanos também se conservam naturalmente. No alto dos vulcões da Cordilheira do Andes , têm sido encontrados corpos de pessoas congelados há séculos. Nos desertos e nos pólos  também são frequentemente encontrados corpos antigos ou recentes, de pessoas que morrem e ficam preservadas. São aventureiros, alpinistas, guerreiros, esportistas, exploradores.
 
                                                          Cabeça de múmia egípcia

Em Minas Gerais, em terrenos ricos em certos minerais e em lugares montanhosos altos, frios e secos, podem ser encontradas múmias pré históricas e, também, do tempo histórico. Na cidade mineira de Itacambira, foram encontrados corpos conservados que haviam sido enterrados na igreja de lá há mais de 200 anos. Em outras localidades do estado, há sítios arqueológicos com corpos humanos mumificados - alguns deles podem ser visitados em museus.

No Egito, a maior parte das múmias conhecidas se formou naturalmente, porque os corpos dos mortos comuns eram enterrados nas areias muito quentes do deserto, onde se acreditava ser o local exato da "Terra dos Mortos".
Múmia encontrada  na região do Cairo
Mas os governantes e as pessoas mais ricas da época dos faraós, que podiam construir túmulos e pirâmides, também queriam que seus corpos fossem preservados. Então, começaram a imitar a natureza, desenvolvendo os processos de embalsamamento ou mumificação.
Múmia encontrada na região do Cairo

Os egípcios acreditavam que se o corpo do morto não ficasse bem preservado a sua alma poderia não viver eternamente, assim, aperfeiçoaram por muitos séculos as formas de preservação.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Ioga

"Ioga é um método para restringir a turbulência natural dos pensamentos. Estes, se não forem dominados, impedem todos os homens, imparcialmente, em todas as terras, de vislumbrarem sua verdadeira natureza, que é Espírito. "

Paramahansa Yogananda, Autobiografia de um Iogue


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Região Nordeste do Brasil


Região Nordeste
É a região brasileira que possui o maior número de Estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Pernambuco (incluindo o Distrito Estadual Fernando de Noronha), Rio Grande do Norte e Sergipe.
Limita-se a leste e ao norte com o Oceano Atlântico. A oeste e sudoeste com os Estados do Pará, Tocantins e Goiás e ao sul com os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo.
O clima nordestino varia de acordo com o local, podendo ser semiárido, tropical, úmido ou equatorial. A vegetação também é heterogênea, composta por áreas de caatinga, manguezais, mata Atlântica, cerrado, floresta Amazônica e mata de cocais.
As diferentes características físicas (clima, vegetação, quantidade de chuva, etc), encontradas no Nordeste resultaram na subdivisão dessa área. Com isso e Região foi dividida em Meio-Norte, Sertão, Agreste e Zona da Mata.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A música e a dança na região Nordeste

Na música popular nordestina, destacam-se ritmos, tais como: o coco, o xaxado, o samba de roda, o baião, o xote, o forró, o axé, o frevo...
O Coco

O coco é um ritmo originário de Pernambuco. O nome refere-se à dança e ao som deste ritmo. Coco significa cabeça, de onde vêm as músicas, de letras simples. Com influência africana e indígena, é uma dança de roda acompanhada de cantoria e executada em pares, em fileiras ou em círculos durante festas populares do litoral e do sertão nordestino.

O Xaxado
 Xaxado é uma dança popular brasileira originada nas regiões do agreste e do sertão nordestino. Era muito praticada pelos cangaceiros da região, quase sempre, em celebração às suas vitórias. O nome é derivado ao barulho das sandálias dos cangaceiros contra a areia do sertão. Xaxado é uma dança de guerra e de entretenimento, criada pelos cangaceiros de Lampião.

O Samba de Roda
O samba teria surgido por inspiração, sobretudo, de um ritmo africano, o semba, e teria sido formado a partir de referências dos mais diversos ritmos tribais africanos. O Samba de Roda, no Recôncavo Baiano, designa uma mistura de música, dança, poesia e festa. Presente em todo o Estado da Bahia, o Samba de Roda é praticado, principalmente, na região do Recôncavo. Porém, o ritmo se espalhou por várias partes do país, sobretudo, Pernambuco e Rio de Janeiro.

O Forró
Forró é uma festa popular brasileira, de origem nordestina. No forró, existem vários ritmos, como o baião, a quadrilha, o xaxado e o xote, que veio de Portugal. O forró tornou-se um fenômeno pop em princípios da década de 1950. Foi Luís Gonzaga que consagrou o forró no Brasil e contribuiu muito para que a cultura do sertão nordestino fosse difundida pelo país. O Nordeste era, quase sempre, representado nas músicas do compositor.

O Frevo

O frevo é um ritmo musical e uma dança brasileira com origem no Estado de Pernambuco. Ele é resultado da mistura de marcha, maxixe e elementos, da capoeira. Surgido na cidade do Recife no século XIX, o frevo caracteriza-se por ser um ritmo extremamente acelerado. Muito executado durante o carnaval, eram comuns conflitos entre blocos de frevo, em que capoeiristas saíam à frente dos seus blocos para intimidar blocos rivais e proteger seu estandarte.

O Bumba-meu-boi

Bumba-meu-boi, Boi-bumbá ou Pavulagem é uma dança do folclore popular brasileiro, com personagens humanos e animais fantásticos, que gira em torno da morte e ressurreição de um boi. Como dança dramática, o bumba-meu-boi adquiriu, com a passagem dos anos algumas cateterísticas dos autos medievais, o que lhe dá o caráter de veículo de comunicação.

domingo, 11 de dezembro de 2011

O artesanato da região Nordeste

O artesanato é também uma parte relevante da  produção cultural do Nordeste, sendo inclusive o ganha-pão de milhares de pessoas por toda a região. Devido à variedade regional de tradições de artesanato, é difícil caracterizá-los todos, mas destacam-se as redes tecidas e, às vezes, bordadas com muitos detalhes, os produtos feitos em argila, palha e madeira (por exemplo, da carnaúba, árvore típica do sertão), além das rendas, que ganharam destaque no artesanato cearense. Outro destaque são as garrafas com imagens feitas manualmente em areia colorida, um artigo produzido para ser vendido para os turistas. No Maranhão, destaca-se artesanatos feitos da fibra do buriti (palmeira), assim como artesanatos e produtos do babaçu (palmeira nativa do Maranhão).  


Rede com varanda bem trabalhada

Rede bordada em ponto cruz

Artesanato blusas e bolsas em renda de bilro feito a mão

Rendeira  

Renda de bilro


Chapéu de palha da carnaúba


Artesãs confeccionado chapéus


Vassouras de Palha da Carnaúba

Artesanato feito em argila


Artesanato em madeira

Copos com imagens feitas manualmente em areia colorida

Artesã mostrando seu trabalho

Artesanato da fibra do buriti


Artesanato feito do babaçu



Carrancas

Carrancas é uma escultura com forma humana  ou animal, produzida em madeira e utilizada a princípio na proa das embarcações que navegam pelo rio São Francisco. Espalhou-se no Brasil como uma forma de arte popular, sendo vendida em feiras e lojas de produtos artesanais. Não se sabe ao certo se sua origem é negra ou ameríndia, ou se seriam amuletos ou simplesmente ornamentos. Os artesãos que produzem carrancas são chamados de carranqueiros.

sábado, 10 de dezembro de 2011

As festas da região Nordeste

No carnaval, há destaques para as festas de Salvador, Recife-Olinda e Caicó, respectivamente, o primeiro, o segundo e o terceiro maiores carnavais da região. Estes dois últimos são considerados os maiores democráticos, pois não é necessário a compra de abadás para a folia, além de outras no interior dos Estados. As micaretas, que são os carnavais fora de época, destacam-se o "Carnatal, em Natal; o "Fortal", em Fortaleza; o "Pré-Caju", em Aracaju;  e a "Micarande", em Campina Grande. Há também o "Bumba meu boi", em São Luís.
     
Quando vai se aproximando o São João (Festas juninas ou festas dos santos populares são celebrações que acontecem em vários países historicamente relacionadas com a festa pagã do solstício de verão, que era celebrada no dia 24 de junho, segundo o calendário juliano (pré-gregoriano) e cristianizada na Idade Média como "festa de São João"), as cidades de Caruaru, em Pernambuco, e a de Campina Grande, na Paraíba, disputam pelo título de "Capital do Forró".
Destacam-se também pelo seu São João as cidades de Juazeiro do Norte, no Ceará; Mossoró, no Rio Grande do Norte;e Aracaju, em Sergipe. 
Há também festivais de músicas como o "Piauí Pop", em Teresina; o "Mada", em Natal; o "Abril Pro Rock", no Recife; o "Ceará Music", em Fortaleza; o "Fest Verão Paraíba", em João Pessoa; e o "Festival de Verão de Salvador", na capital baiana.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A Cultura da Região Nordeste

A cultura nordestina é bastante particular e típica, apesar de extremamente variada. Sua base é luso-brasileira, com grandes influências africanas, em especial na costa de Pernambuco à Bahia e no Maranhão, e ameríndias, em especial no sertão semiárido.
A riqueza cultural dessa região é visível para além de suas manifestações folclóricas e populares. A literatura nordestina tem dado contribuições para o cenário  literário brasileiro, destacando-se nomes como Jorge Amado, José de Alencar, Manuel Bandeira, Rachel de Queiroz, Graciliano Ramos, dentre muitos outros.

                                Jorge Amado

                                           José de Alencar

                                              Manuel Bandeira

                                            Rachel de Queiroz

                                 Graciliano Ramos

Na literatura, podem-se citar a literatura popular de cordel, que remonta ao período colonial, (a literatura de cordel veio com os portugueses e tem origem na Idade Média europeia) e numerosas manifestações artísticas de cunho popular que se manifestam oralmente, tais como: os cantores de repentes e de embolada. No Ceará, Patativa do Assaré surpreendeu por seus versos que seguiam formas metrificadas semelhantes aos versos de Camões.

                                         Patativa do Assaré

                                      Livreto de Cordel

A cultura da região é também um atrativo para o turista. Todos os estados têm tradições diferentes. Olinda, no Estado de Pernambuco, apresenta vestígios do Brasil Neerlandês (Nova Holanda); São Luís, no Estado do Maranhão, apresenta características com a França Equinocial. Salvador, no Estado da Bahia, traz os monumentos da sede politico-administrativa do Brasil Colonial; e Porto Seguro e Santa Cruz de Cabrália, também no Estado da Bahia, revela, por meio de monumento, a chegada das esquadras do Descobrimento do Brasil.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A gastronomia da região Nordeste

A culinária nordestina é variada, refletindo, quase sempre, as condições econômicas e produtivas das diversas paisagens geoeconômicas dessa região. Frutos do mar e peixes são bastante utilizados na culinária do litoral, enquanto, no sertão, predominam receitas que utilizam a carne e derivados do gado bovino, caprino e ovino. Ainda assim, há várias diferenças regionais, tanto na variedade de pratos quanto em sua forma de preparo (por exemplo, no Ceará, predomina o mungunzá - também chamado macunzá ou muncunzá - salgado, enquanto, em Pernambuco, predomina o doce).
No Maranhão, destaca-se o Cuxá, arroz de Cuxá, Bodó (comida feita de uma erva chamada vinagreira), o peixe pedra e a deliciosa torta de camarão, bem ao estilo maranhense. 
Também no Maranhão se destaca o refrigerante Jesus ou guaraná de Jesus, que é patrimônio maranhense, já o Bolo-de-rolo é patrimônio imaterial de Pernambuco.

Algumas comidas típicas da região são estas: o baião de dois, a carne de sol, o queijo de coalho, o vatapá, o acarajé, a panelada, a buchada, a canjica, o feijão e arroz de coco, o feijão verde, o cozido e o sururu, assim como vários doces feitos de mamão, abóbora, laranja etc. Algumas frutas regionais - não necessariamente nativas da região - são a seriguela, o cajá, o buriti, a cajarana, o umbu, a macaúba, as frutas maranhenses juçara, bacuri, capuaçu, buriti, murici e a pitomba, além de outras também comuns em outras regiões.


Munguzá salgado

Mungunzá doce


Arroz de Cuxá e Peixe Pedra frito

Torta de Camarão

Guaraná de Jesus

Queijo de coalho

Adicionar legenda

Vatapá


Acarajé

Baião de dois


Doce de mamão

Canjica


Cajá

Siriguela

Murici

Deguste essas delícias!