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quinta-feira, 5 de julho de 2018

A CANÇÃO DA VIDA

A CANÇÃO DA VIDA

A vida é louca
a vida é uma sarabanda
é um corrupio...
A vida múltipla dá-se as mãos como um bando
de raparigas em flor
e está cantando
em torno a ti:
Como eu sou bela
amor!
Entra em mim, como em uma tela
de Renoir
enquanto é primavera,
enquanto o mundo
não poluir
o azul do ar!
Não vás ficar
não vás ficar
aí...
como um salso chorando
na beira do rio...

(Como a vida é bela! como a vida é louca!)

Mario Quintana - Esconderijos do Tempo - 1980


5 comentários:

  1. Boa tarde!
    Lindo demais o seu poema!!

    Beijo e um dia excelente!

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  2. Deixar-se contaminar pela loucura de viver e amar é o que nos fortalece diante de tamanha fragilidade da Vida!
    Abraço.

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  3. E o Mário Quintana tem mesmo razão!!!
    Bela postagem!

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  4. Um belíssimo poema, que adorei descobrir aqui, de Quintana, e que ainda não conhecia! Beijinhos
    Ana

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