terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Catedral Metropolitana de Fortaleza

A Catedral Metropolitana de Fortaleza é um dos principais símbolos do catolicismo na cidade.

Localizada no Centro, se destaca por sua imponência arquitetônica, com seus belos vitrais e seu estilo eclético com predominância de elementos góticos romanos, projeto do francês Georges Mounier.

A sua construção demandou tempo e história. Devido à uma forte rachadura na base da estrutura, a antiga Sé teve que ser demolida em 1938, gerando muita polêmica sobre a construção e a localização de um nova Sé. Porém, em 15 de agosto de 1939, foi implantada a pedra fundamental da Catedral. A construção, mesmo com opiniões contrárias, obteve empenho e ajuda financeira de diversos segmentos da sociedade. Todo o clero, governantes, empresários e o o povo, tiveram a sua participação no processo. Foram formadas comissões com o objetivo de angariar fundos que permitisse a realização.


Após mais de 40 anos de trabalhos, era inaugurada em 22 de dezembro de 1978 a Catedral Metropolitana de Fortaleza, sob os cuidados do então arcebispo, o Cardial D. Aluísio Loscheider.
Como é comum em grandes catedrais, a cripta da Catedral foi inaugurada em 1962. A Cripta dos Adolescentes, assim denominada por Dom Antônio de Almeida Lustosa, era uma homenagem aos santos que morreram na adolescência: Tarcísio, Domingo Sávio, Pancrácio, Luiza, Inês e Goretti.
A Catedral Metropolitana é uma das maiores do País, com capacidade para 5 mil pessoas. Suas torres medem cerca de 75 metros de altura. Sua beleza e e tamanho, são símbolos da sua grandiosidade, atraindo milhares de fieis. Celebrações, grupos de orações e confissões, fazem parte da rotina do maior símbolo do catolicismo de Fortaleza.

Fonte: Diário do Nordeste
Imagem retirada do blog Circuito A

Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção

A Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção

O monumento que originou e nomeia a cidade, localiza-se à margem da foz do riacho Pajeú e abriga a 10° região militar do Exercito Brasileiro. 
Sua origem tem várias versões apontadas por historiadores. Uma delas afirma que a Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção foi construída para resistir a invasão dos holandesa em 1649, recebendo o nome de Forte de Schoonenborch.


Em 1812, durante o governo de Manuel Inácio de Sampaio, o forte foi desmoronado, dando início a uma nova estrutura, desta vez em alvenaria de pedra e tijolo, com o projeto de autoria do Tenente Coronel Engenheiro Antônio José da Silva Paulet, sendo concluída a sua construção em 1860. Nos primeiros anos, a fortaleza funcionou como Quartel, sendo sede do Governo e moradia dos Capitães mores. 
Posteriormente, 1951, passou a abrigar a imagem de Nossa Senhora da Assunção, em uma capela situada na faixada oeste da fortaleza que dá vista para a Praça dos Mártires, que recebeu essa denominação por ter sido o cenário de várias execuções, entre elas, do Padre Mororó.

Lenda

Segundo a lenda, a revolucionária Bárbara de Alencar teria sido aprisionada na cadeia presente na Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção. Segundo contam, é possível ouvir os lamentos da mulher à noite. 
Para alguns historiadores, Bárbara de Alencar nunca ficou presa nos calabouços subterrâneos existentes no quartel. A revolucionária foi levada à força apenas para prestar depoimento e, em seguida, levado de volta para a prisão que ficava em outro local da cidade.

Fonte: Diário do Nordeste

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A Vida Em Equilíbrio!

Vivemos numa era em que os desafios são muitos. No entanto, se simplificarmos a vida e a encararmos como uma oportunidade de evolução espiritual, podemos transformar a nossa existência em uma bênção.

Swami Achalananda, da Self Realization Fellowship

               Os antigos chineses tinham um ditado que serve de maldição: “Que você viva em épocas interessantes.” Bem... cá estamos em uma! Vivemos em uma época na qual toda a estrutura da civilização está sofrendo uma enorme transformação.

             
               Paramahansa Yogananda e seu guru, Swami Sri Yukteswar, explicaram que estamos no alvorecer de uma era inteiramente nova, no ciclo vital de nosso planeta – uma era ascendente de compreensão e progresso, tanto espiritual quanto tecnológico. Contudo, a transição desde a era material inferior ainda se está realizando.

Swami Sri Yukteswar
                Os velhos modos de pensar trazidos dessa era inferior estão profundamente entranhados em nossa sociedade e em suas instituições; é uma consciência que tenta permanecer com grande determinação. À medida que a nova era progride, tal modo de pensar fica cada vez mais destoante, cada vez mais conflitante com a consciência da humanidade em sua evolução para o alto. Isto se manifesta como grande tensão e estresse em nossa sociedade.

                  Vemos isso em toda a parte – no tecido cambiante de nossas vidas individuais, nas estruturas econômicas e comerciais, no governo, na vida familiar. É um tempo de enorme progresso, mas, também, especialmente durante o período de transição que estamos experimentando agora, um tempo de desafios extraordinários.

             Então, não há dúvida de que estamos vivendo em uma “época interessante”! Entretanto, por meio da compreensão correta, podemos reverter a “maldição” e torná-la uma bênção. Esses tempos conturbados oferecem grande oportunidade e grande incentivo para o progresso espiritual.

                   Em que consiste o equilíbrio? Os ensinamentos de Paramahansa Yogananda nos mostram um ideal que abrange os aspectos material, psicológico, emocional e espiritual da vida – ideal enormemente motivador e inspirador. Todos queremos um corpo saudável, livre de problemas e fraquezas; não queremos que ele seja um obstáculo.Queremos que a mente esteja alerta e que as emoções e sentimentos funcionem a nosso favor, e não contra nós; queremos que contribuam para relações harmoniosas e satisfatórias com os que convivem conosco. E, acima de tudo, queremos e necessitamos muito estar ligados ao lado espiritual de nosso ser, à parte de nós que é mais intrínseca e que tudo satisfaz – nossa alma.

                         Contudo, nesta época extremamente exigente, sujeitos a tantas pressões e a tanto estresse, temos de investir um pouco de energia, atenção e tempo para alcançar o equilíbrio. O equilíbrio não vem apenas porque temos a esperança de que ele virá. Temos de fazê-lo acontecer por meio de um plano e de um esforço definidos.

Paramahansa Yogananda
                            Há numerosas partes de nossa vida que precisamos pôr em equilíbrio, muitas delas parecendo conflitar entre si: responsabilidades familiares, ganho da subsistência, manutenção da saúde, atenção à vida espiritual, estar a par do dilúvio de informações necessárias para viver no mundo de hoje, deveres para com as atividades da comunidade ou da igreja e miríades de outras exigências de tempo e energia.

                      Para equilibrar todos esses aspectos da vida, precisamos de algo que os equilibre, de um ponto de equilíbrio. Quanto mais complexa nossa vida se torna, mais precisamos perceber que o único ponto de equilíbrio confiável é a consciência divina universal, que permeia todas as coisas e está subjacente a todas as atividades materiais e espirituais da vida. Temos de aprender a torná-la nosso ponto de equilíbrio. Não há outra resposta.

CONCENTRAÇÃO E ENTUSIASMO: FUNDAMENTAIS PARA A MEDITAÇÃO PROFUNDA

                 Disse Paramahansa Yogananda: “Todos os homens e mulheres devem lembrar-se de que sua vida no mundo pode livrar-se de males sem fim, físicos e mentais, se, à rotina da vida diária, acrescentarem a meditação profunda.” Observem que ele não disse apenas meditação, mas meditação profunda. Para aprofundar-se na meditação, é necessário concentração, focalização da mente.

                  É por isso que a primeira técnica que Yogananda ensina nas suas Lições da Self-Realization Fellowship é uma antiga técnica iogue de concentração. Sua prática aumenta nossa capacidade de focalizar a mente e, desse modo, nossa capacidade de meditar de maneira eficaz. Na quietude e tranqüilidade que resultam, nos interiorizamos cada vez mais profundamente. Todos aqueles de nós que fizemos esse esforço sabemos como a vida parece maravilhosa quando praticamos uma meditação profunda. Mas se fizemos uma meditação superficial, depois nos levantamos e ficamos pensando: “Bem, o que estava fazendo? Não parece ter adiantado nada.”


                    No começo de nossa busca espiritual, costumávamos estar cheios de entusiasmo. Fizemos um esforço real em nossas meditações e, freqüentemente, tivemos resultados muito bons por isso. Mas, à medida que passam os anos, há uma tendência a relaxar um pouco e apenas seguir o curso das coisas. Vocês se sentam para meditar e a mente diz: “Oh! que dia difícil!” E dez minutos mais tarde, ainda estão pensando como o dia foi difícil; nem sequer começaram a meditar. Em minha própria experiência, lutando contra isso, descobri que podia superar o problema fazendo o esforço de preparar-me para meditar tendo comigo mesmo uma conversa estimulante: “Tudo bem, mente, vamos meditar. Não quero que me responda. Concentre-se na técnica de meditação e nem pense em divagar!” Convoquem a intensidade e descobrirão que a mente obedece e vocês se aprofundam rapidamente.

MANTENHAM UMA VIDA SIMPLES

                    A vida equilibrada (o modo de viver realmente espiritual), dizia Yogananda, “consiste em buscar primeiro o conforto da meditação e, em seguida, tornar muito simples a vida material. Uma vida material complexa agrada os sentidos, mas poucas pessoas percebem ‘o preço do bem-estar material’. Escravidão econômica, preocupações de negócios, falta de liberdade, competição desonesta, guerras, nervosismo, doença, velhice precoce, infelicidade e morte são a safra de uma vida materialmente ocupada, se estiver desprovida da apreciação da beleza, da natureza e de Deus.

              “Por que passar todo o seu valioso tempo em busca de coisas perecíveis? Por que não utilizar seu tempo buscando Deus primeiro, por meio da meditação profunda, até ter o contato real com Ele? Quando comungar com Ele, você receberá os tesouros imperecíveis do céu e tudo que necessitar dos benefícios materiais perecíveis desta vida.”

                Todos nós sofremos muitas exigências relativas ao nosso tempo. Para ter tempo de buscar Deus, temos de simplificar nossas vidas; não há outro meio de contornar esse problema. Desperdiça-se muito tempo na busca sem fim de objetos materiais “mais novos e melhores”. Qual é o resultado da obsessão por aquisições materiais típica de nossa cultura? O Senhor Buda tratou disso de maneira bem sucinta: “Aqueles que possuem vacas possuem a tarefa de cuidar de vacas.” Analisem suas vidas. Quanto tempo dedicam a cuidar de “necessidades” desnecessárias – os “brinquedos” sem os quais os meios de comunicação e os anúncios lhes fizeram crer que é impossível viver?



Time. Time. Time.
                  É uma ironia que com tantas bugigangas que, por assim dizer, “poupam tempo”, as pessoas tenham menos tempo livre do que já tiveram. Uma economista de Harvard, Juliet B. Schor, pesquisou esse assunto e chegou a resultados interessantes. Um relato de sua pesquisa na revista Self-Realization diz: “Os americanos modernos estão trabalhando mais horas do que as pessoas trabalharam em qualquer outro momento da história, a não ser na Revolução Industrial – gastando mais tempo no trabalho do que os servos medievais.


                   Os acréscimos na eficiência ou na produção podem resultar tanto em maiores ganhos quanto em mais tempo de lazer”, afirma Schor. “Desde que Henry Ford e outros industriais revolucionaram os hábitos da força de trabalho, os Estados Unidos, no geral, optaram caracteristicamente por mais dinheiro.” Neste momento em especial, o americano médio trabalha o equivalente a um mês mais do que trabalhava há 20 anos. Assim, a pressão está aumentando e a exigência é de renda maior. Mas por que não optar por um pouco mais de tempo a ser gasto com Deus e uma vida mais simples?

                       Quero contar-lhes a história narrada por John e Elizabeth Sherrill, autores que visitaram o jornalista e comentarista de TV britânico Malcolm Muggeridge e sua esposa: “Paramos diante de uma casa simples de tijolos. Um homem de rosto rosado e cabelos brancos ergueu-se do jardim que estava tratando. ‘Na hora certa’, exclamou ele. ‘Kitty está aquecendo a sopa.’ Na cozinha, uma mulher de bela aparência, com cabelos grisalhos amarrados em um coque, estava colocando tigelas em uma mesa de madeira sem toalha. ‘Quer partir o pão?’, pediu-me ela enquanto tirava da geladeira um prato de queijo.Este era o almoço deles todos os dias da semana: sopa de vegetais, pão de trigo integral, queijo e iogurte. As duas outras refeições também eram padronizadas. ‘Quando penso no tempo que gastava preparando comida’, disse ela, ‘procurando receitas, preocupando-me com o que servir aos hóspedes...’ Nenhuma visita pode ter tido uma refeição melhor do que a que tivemos. Eles simplificaram seus cardápios para poupar tempo? ‘Sim, tempo e dinheiro.’ Quando olhamos com ar de surpresa (Malcolm Muggeridge tem sido um dos autores mais vendidos durante décadas), falaram a respeito de regiões subalimentadas do mundo, que eles haviam visitado pessoalmente, lugares em que o dinheiro que eles economizavam fazia diferença.

                   
                Um casal que, podendo viver luxuosamente, vivia simplesmente, simplesmente para que outros vivessem. Entretanto, o bem que eles faziam não era o motivo principal. Disseram que a principal razão da simplificação era recobrar um sentido de alegria na vida cotidiana.

                       “Não foram só as refeições sofisticadas que eles eliminaram. Os Muggeridge analisaram todo o seu estilo de vida e começaram a apará-lo sistematicamente. (...) O tipo de vida resultante foi, de longe, muito mais pleno, em todos os sentidos. O tempo e a energia antes consumidos pela mecânica da vida, a escravidão diária ininterrupta às coisas foram eliminados em grande medida. O resultado foi terem mais tempo em suas vidas ocupadas para ler, orar, estar um com o outro, saborear os minutos que passam.



                           " E isto nos recorda que passar sem algumas coisas cria espaço para algumas outras coisas. (...) Recorda-nos que abandonar um prazer abre espaço para a alegria em nossa vida.” (Excertos de “The Joy of Doing Without”, Elizabeth Sherrill, revista Guideposts, março de 1994).

                             Descubram maneiras de introduzir Deus cotidianamente em suas vidas, o máximo que seja possível. Reservem um momento para que a mente se interiorize e, embora possam estar muito ocupados com o trabalho, repitam: “É para Ti, é para Ti.” Então, continuem com suas obrigações. Essa lembrança constante, esse trazer a mente de volta ao ponto focal ajuda-nos a manter o equilíbrio interior.

“LEMBRA-TE DO SÁBADO”

                       
                Arranjar tempo para recreação e para atividades saudáveis que lhes agradem é um componente necessário do equilíbrio espiritual e psicológico. A longo prazo, vocês conseguirão muito mais no trabalho e na vida espiritual – e serão fisicamente mais saudáveis – se lembrarem isso. O ideal é que a semana consista de cinco dias de trabalho regular, um sexto dia para descontração, recreação e para cuidar da casa, e o sétimo dia para aprofundar sua relação com Deus.


                         O mundo seria enormemente diferente hoje se as pessoas reconhecessem a profunda sabedoria do mandamento das escrituras: “Santifica o sábado.” De sete dias na semana, um deveria ser reservado para meditar, ler livros inspiradores, exercer o máximo possível de esforço espiritual, tendo, se possível, uma longa meditação de diversas horas. É um erro sentirem que estão ocupados demais para ter tempo para essas coisas. Tentem fazê-lo; a vida de vocês vai mudar. Pode ser difícil no começo, até que criem o hábito, mas todos os que “se lembram do sábado” descobrem que estão levando uma vida muito mais saudável e equilibrada – física, mental e espiritualmente.

                          No fim das contas, o segredo do equilíbrio é dar prioridade ao que tem prioridade, e isso significa colocar em primeiro lugar nossa vida espiritual. Quão freqüente é que coloquemos nossa vida espiritual em segundo, terceiro, oitavo, décimo lugar, porque achamos que algo mais tem importância! É uma falha da natureza humana. Continuamente nos iludimos achando que “Não, tenho que fazer isto; não posso deixar de fazer isto” – e assim acabamos adiando a meditação ou deixando-a completamente de lado. Temos de disciplinar-nos para superar isso. Agendem suas vidas. Planejem uma rotina equilibrada, de modo a darem-se certo período de tempo para a meditação todos os dias, e sigam o plano. Se falharem alguma vez, apenas tentem de novo. Não desistam. Quando tomarem a resolução de que “eu farei, não importa o que aconteça”, verão uma transformação maravilhosa em suas vidas.

CONTINUEM A CONTINUAR


                       Este é todo o segredo do êxito espiritual. Não desistam! Vocês são almas divinas, e a pressão e o estresse que sentem jamais poderão obscurecer essa centelha radiante da divindade em vocês. São apenas desafios a serem enfrentados e vencidos alegremente! Vocês já têm em seu interior tudo o que necessitam. Só precisam fazer isso aparecer. Assim, continuem a descobrir-se. Continuem a simplificar. Continuem, e ficarão cada vez mais jubilosos e livres.

Liberdade! Ahhh!


Este texto foi publicado na Revista Planeta.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Obra da natureza...

    Pedra Furada de Jericoacoara

Uma imensa formação rochosa na beira do mar de Jericoacoara, a tão conhecida e visitada Pedra Furada, que leva esse nome por conta de uma fenda provocada pela erosão dos ventos e das ondas do mar.


Foto: Leo Henriques
A pedra Furada é um dos cartões postais de Jericoacoara e palco de centenas de fotografias, principalmente nos meses de junho até meados de agosto, que e quando onde o lugar ganha um atrativo a parte, é que  nesse que período o sol se põe bem no meio da fenda, evento raro que emociona quem esta presente.

pedra furada por do sol


É um das imagens cearenses mais famosas!

 http://www.tripadvisor.com.br/

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Para Refletir ...

                
            Todos somos feitos à imagem de Deus, seres de consciência imortal encobertos por um manto de diáfana luz celeste – uma herança oculta sob a matéria grosseira do corpo. Podemos reconhecer essa herança somente pela meditação. Não há outra maneira – não será por meio da leitura de livros, nem do estudo filosófico, mas pela devoção, pela oração incessante e pela meditação científica que eleva a consciência a Deus.Paramahansa Yogananda, A Yoga de Jesus

 Morro do Delta - Serra da Meruoca - CE

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Para Refletir ...

          Não é fácil mudar os hábitos que você formou durante uma vida de talvez trinta ou quarenta anos. Tente mudar mesmo que seja um pequeno hábito, e veja como é difícil! Diga a você mesmo para não falar muito; diga a você mesmo para não ser crítico; para não ser ciumento. Depois de algum esforço, talvez você perceba:

          “Parece impossível que eu mude. Não há esperança para mim?” Com certeza, há esperança. Essa esperança, porém, nunca será satisfeita enquanto você se empenhar apenas em mudar as pessoas e situações a seu redor, em vez de tratar de suas próprias imperfeições. Isso é o que lhe peço que aprenda. Muito tempo depois que os lábios de todos nós aqui forem selados, a verdade eterna destes conselhos ainda será aplicável.

Sri Daya Mata, como O Amor

Morro do Delta - Serra da Meruoca - Ceará.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Brincadeiras de ontem e hoje

O tempo de férias acabou, mas dele ficam as lembranças das brincadeiras simples e gostosas que até nossos avós brincavam.


Que tal  falarmos das brincadeiras nas calçadas? O bom tempo em que brincávamos de pular corda, amarelinha, cobra cega, esconde-esconde, carimba. Período em que estávamos longe da tecnologia e próximos uns dos outros; em que brincávamos com a terra e pegávamos mais sol -coisas essenciais para nossa saúde.
Felizmente os brinquedos e as brincadeiras mais antigas sobrevivem à modernidade. O pião, o pé de lata, a pipa, a bila têm espaço, mesmo que mínimo, na vida de algumas crianças. E para comprovar como elas resistem ao tempo, podemos fazer uma viagem pelas origens de algumas delas. Por exemplo, a brincadeira de roda remonta à Idade Média e às atividades em volta da fogueira.
A ciranda foi trazida de Portugal ainda como dança para adultos e aqui sofreu transformações; tornou-se a dança infantil mais famosa do país. E não para por aí: a Amarelinha, ou macaca, tem origem na corte francesa, mas agora é tipicamente popular e brasileira.
As origens dos brinquedos populares também são interessantes. A peteca é originária da cultura indígena. Os índios faziam uma trouxa de folhas e preenchiam com pedras, depois amarravam em uma espiga de milho. Então era só diversão, eles brincavam de jogá-la para um lado e para o outro, chamavam na de Pe´teka, que significa bater em língua tupi.
 A não menos curiosa pipa data de 1.000 anos antes de Cristo e era utilizada para sinalização. Veio para o Brasil através dos portugueses, aqui sofreu adaptação e tornou-se um instrumento para diversão. No Ceará, foi denominada de raia, devido à semelhança com o peixe arraia. 

Só  para lembrar

PEGA PEGA-


Escolhe-se uma pessoa para ser o
“pega”. Ela espera que as outras pessoas
se escondam contando de 1 a 100.
Então, o pega sai correndo à procura de
todos, quando encontrar, o “pega” deve
tocar na pessoa que se tornará o novo
“pega”. E assim por diante.

CABRA-CEGA

Um estilo de pega-pega. As regras
são as mesmas, mas aqui o “pega” fica
com os olhos vendados e precisa ficar
atento aos sons ao seu redor.

Bem, agora que você já sabe essas curiosidades, espalhe por ai em suas brincadeiras na calçada.

Revista: pense

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Religião e preservação histórica


O Centro de Formação Santa Rosa do Viterbo e a sua capela promovem um acolhimento espiritual e histórico à comunidade.

Igreja Santa Rosa de Viterbo. Fortaleza, Ceará.
A cruz inclinada é um atrativo curioso que leva os fiéis à igreja. - Foto: Francisco Edson Mendonça Gomes.

Encoberta pelo movimento e agitação do Centro da cidade, uma instituição católica, dotada de uma beleza histórica, resiste à ação do tempo servindo à comunidade. O Centro de Formação Santa Rosa do Viterbo, que agrega também a Capela do Sagrado Coração de Jesus, busca na simplicidade e austeridade princípios que mantêm a instituição perto de um público mais tradicional.

Localizadas na Av. da Universidade, no número 1896, a casa de Santa Rosa e a capela podem até não ser reconhecidas pelos seus nomes, mas são velhas conhecidas de quem trafega por esse lado da cidade, principalmente por um detalhe: uma cruz “deitada” colocada no alto da igreja.

A simbologia da cruz inclinada e não no sentido vertical, como é de costume católico, é explicada pela irmã Angelita: “Quando Jesus carregou a cruz em seu ombro, ela não estava em pé, mas deitada. Isso quer dizer que nós estamos aqui para acolher e ensinar as pessoas a carregarem sua própria cruz”. A celebração tradicional às 6h15 da manhã de segunda a sábado acolhe os moradores do Centro.

 A edificação não ostenta luxo, mas tem suas riquezas: vitrais italianos, luminárias em forma de lírios e uma imagem do sagrado coração de Jesus que acolhe os fiéis no centro do altar da capela. Segundo uma das moradoras da casa, irmã Vitrícia Maria, em 1953 a capela ainda estava sendo construída, portanto, tem mais de meio século de vida ininterrupta.

As Irmãs Missionárias Capuchinhas, congregação à qual as irmãs da Casa Santa Rosa do Viterbo pertencem, chegaram no Ceará ainda no início do século XX, mais precisamente em 1904, no município de Canindé. Elas receberam da família do ex-governador Gonzaga Mota, o palacete onde hoje funciona a casa de acolhimento e passagem Santa Rosa do Viterbo e o terreno ao lado que deu origem à Capela. 

Fonte: Diário do Nordeste

Para Refletir...

             
            A meditação é a ciência da realização divina. É a mais prática das ciências do mundo. A maioria das pessoas desejaria meditar se compreendesse o valor dessa ciência e experimentasse seus efeitos benéficos. O objeto final da meditação é alcançar a percepção consciente de Deus e da eterna unidade da alma com Ele. Que realização poderia ser mais importante e útil que atrelar as faculdades humanas limitadas à onipresença e onipotência do Criador? A realização divina confere a quem medita as bênçãos da paz, do amor, da alegria, do poder e da sabedoria do Senhor.Paramahansa Yogananda, No Santuário da Alma

Morro do Delta - Serra da Meruoca- CE

A meditação ė um caminho!

Palacete Ceará (Caixa Econômica Federal da Praça do Ferreira)

Patrimônio Histórico de Fortaleza

O Palacete Ceará é uma das obras mais representativas das primeiras décadas do século XX, período em que ocorre grande transformação na aparência arquitetônica da cidade.
Foi autor do projeto o arquiteto João Sabóia Barbosa. A edificação era de propriedade do Sr. José Gentil Alves de Carvalho, tendo sido construída por Rodolpho F. da Silva e Filho.
O Palacete Ceará constava originalmente de amplos salões corridos, contíguos à escada de acesso, nos quais funcionavam, no térreo, um restaurante, conhecido por Rôtisserie Sportman e nos andares superiores, o Clube Iracema, núcleo de encontro do mundo elegante da cidade de então.
Com as transformações por que passou a cidade, principalmente depois do fim da última guerra, novas funções foram dadas ao prédio que acabou por ter uso degradado, sofrendo, em conseqüência, algumas intervenções nos interiores. Finalmente foi adquirido pela Caixa Econômica Federal em 1945, que adaptou às novas funções.
Vitimado por incêndio aos 8 de julho de 1982, teve seu interior totalmente destruído, conservando, no entanto, as fachadas em bom estado, justificando dessa forma sua recuperação. Protegido pelo Tombo Estadual segundo a lei n° 9.109 de 30 de julho de 1968, através do decreto n° 16.237 de 30 de novembro de 1983.
Localização, Rua Guilherme Rocha, 48 - Centro.
Fonte: Mapa da Cultura de Fortaleza.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Para refletir...


     Sempre existe incerteza quando se depende apenas dos caminhos materiais para o êxito. Mas o caminho intuitivo é diferente. A percepção intuitiva nunca erra. Ela provém de uma sensibilidade interior, de um sentimento pelo qual você sabe previamente se vai ou não ter êxito ao seguir o curso que determinou.

Paramahansa Yogananda, Para Ser Vitorioso na Vida 


 Serra da Meruoca - CE

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Dia bonito para chover!

No Ceará é assim...



Cearense nunca entendeu muito bem o fato dos outros brasileiros tratarem o dia ensolarado como "tempo bom". Para muitos,o dia ensolarado é mais vantajoso, para o nordestino, de modo geral, que costuma ter sol o ano inteiro, tempo bom mesmo é a estação das chuvas. Ruim é a seca e todas as consequências para a região.

Na Terra da Luz, o sol diário é inclemente, mas inspira poetas e queima sem piedade as sensações de um povo. Iracema, personagem de José de Alencar, descansa na floresta em busca de refúgio de um sol a pino. Adriano Espínola, em seu livro Beira-Sol, enxerga a beira-mar pela luminosidade do astro rei. Rachel de Queiroz descreve o sofrimento do retirante em meio à famigerada seca de 1915. Contudo, a maior poeticidade elaborada pelo cearense nasceu da boca do povo, do dia-a-dia, da observação atenta ao céu e às suas transformações. Nas terras, alencarianas, quando o céu fica carregado de nuvens pesadas, escuras o tempo está "bonito para chover".

E o olhar atento ao céu também gera momentos de descontração, como o ocorrido em 30 de janeiro de 1942, quando o sol foi vaiado em plena praça do Ferreira. No período, o Ceará enfrentava uma seca severa e, para felicidade de muitos, naquele momento, a chuva já durava três dias. O sol, timidamente, quis aparecer em meio às carregadas nuvens. A população não quis acreditar na possibilidade de surgimento do sol e largou uma vaia estrondosa aos céus. Ainda assim, o sol venceu as pesadas nuvens e mostrou seu poder.

A poética expressão vem do desejo pela chuva. Uma chuva rara que é reclamada pelo sertanejo a todos os santos em diversas ladainhas. O maior deles é São José: quando não chove em 19 de março, o cearense fica sem esperança de águas. Os profetas da chuva são pessoas que desenvolveram esse olhar atento ao céu e a outros sinais da natureza escritos no tempo. E a sensibilidade nordestina consegue interpretá-los com a preocupação de quem precisa sobreviver.

Assim, em terras de cá, não há "tempo ruim", há o "tempo bom" ensolarado em que o astro maior brilha e apresenta os encantamentos da Cidade da Luz. E há o tempo melhor, o dia "bonito para chover", momento em que os olhos se enchem de alegria, a esperança se renova, os meninos molham-se nas ruas e o sertão vira mar de satisfação e encantamento.

Revista PENSE.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Viva a Arte Popular no Ceará

O Reisado


O Reisado é uma das manifestações culturais mais tradicionais do Nordeste e sobrevive até graças à dedicação dos mestres da cultura. No distrito de Boágua, em Canindé, a 115 Km de Fortaleza existe um desses mestres. Sem saber ler nem escrever, ele faz poesia, canta, dança e, além disso, ainda é fã do jogador Messi, do time espanhol Barcelona.


Para Refletir ...

       
  Não lamente o estado em que você se encontra atualmente, e não se preocupe. Se não se entregar à preocupação e fizer o esforço correto, ficará tranquilo e certamente encontrará um modo de atingir seu objetivo.

Paramahansa Yogananda, Viva Sem Medo

Morro do Delta - Serra da Meruoca - Ceará - Brasil

domingo, 5 de janeiro de 2014

Juazeiro do Norte

 A cidade emana fé e devoção, mas oferece muito mais

Como simbolizar Juazeiro do Norte, se a fé é apenas crer e não carece de qualquer tipo de argumento? Então, simplesmente vivencie e se deixe envolver pelo lugar. Mesmo em crescimento a cada dia, a cidade exerce essa atração, que faz a gente se sentir leve, envolto numa invisível aura de bem-estar. Do alto da Colina do Horto, o Padre Cícero observa tudo e conduz nossos passos pelos caminhos que percorreu num passado distante.


Todos os anos, Juazeiro do Norte recebe cerca de 2,5 milhões de romeiros atraídos pela fé no Padre Cícero. Sua imagem está no Horto e em cada construção pela cidade, como convém ao seu protetor e mentor. O sacerdote amado pelos nordestinos parece convidar cada visitante, mesmo os incrédulos, a percorrer o roteiro da fé.

Basílica Nossa Senhora das Dores

Comece o passeio pela Basílica Nossa Senhora das Dores, construída em 1875 pelo Padre Cícero. No altar-mor está uma imagem da Mãe de Deus esculpida em Paris e trazida pelo sacerdote em viagem que fez à Europa. Foi no templo onde ocorreu o milagre da transformação da hóstia em sangue na boca da beata Maria de Araújo.

Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

A Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro data de 1909. Conhecida como Capela do Socorro, guarda no seu altar-mor os restos mortais do Padre Cícero. É um dos lugares considerados sagrados em Juazeiro do Norte. O túmulo é um dos mais visitados do mundo.


Memorial Padre Cícero

Próximo do templo fica o Memorial Padre Cícero, que abriga museu com objetos de uso pessoal do sacerdote, como vestimentas e louças. Fotografias e obras de arte da época completam o acervo. O espaço também conta com biblioteca com obras sobre o padre e um auditório com capacidade para 400 pessoas. Nas proximidades proliferam lojas de artigos religiosos e de artesanato.

 Santuário de São Francisco, também chamado de Igreja dos Franciscanos

Outro ponto de visitação é o Santuário de São Francisco, também chamado de Igreja dos Franciscanos, erguida em 1950 em estilo lombardo-saxônico e na forma de cruz latina. A imagem de São Francisco no altar-mor foi esculpida em Gênova, na Itália. O templo majestoso é circundado pela Praça das Almas, com painéis da via-sacra e passarelas suspensas que remetem à Praça de São Pedro, no Vaticano.

Mas, o principal ponto de visitação em Juazeiro do Norte é a estátua do Padre Cícero. Erguida na Colina do Horto e inaugurada em 1969, tem 27 metros de altura e se constitui na terceira maior do mundo em concreto. A obra é do escultor Armando Lacerda, que optou por construí-la no local escolhido pelo sacerdote para retiros espirituais. Próximo fica o Museu Vivo, com imagens em tamanho natural do Padre Cícero. Pouco além está sendo construída a Igreja de Bom Jesus do Horto. O Horto também abriga dezenas de quiosques que comercializam artesanato, confecções e alimentos.

Santuário do Sagrado Coração de Jesus


Luzeiro do Nordeste

De volta à área central da cidade, visite o Santuário do Sagrado Coração de Jesus, o Museu do Padre Cícero, o Teatro Municipal Marquise Branca e o Luzeiro do Nordeste, uma torre de 113 metros de altura e 256 toneladas de aço. Concebida pelo arquiteto Luiz Deusdará, foi batizada de Luzeiro da Fé.

Compras no comércio. Há artigos para todos os gostos

O passeio pela principal cidade do Cariri se estende às compras no movimentado comércio local, sobretudo de artesanato e calçados. Juazeiro transformou-se num movimentado polo de negócios. A Rua Padre Cícero e entorno fervilham em qualquer época do ano e mais ainda em períodos festivos e datas de romarias. Há artigos para todos os gostos e bolsos.

A literatura de cordel fortifica a xilogravura.

Padre Cícero era grande incentivador do artesanato. O incentivo deu resultado. Hoje, o artesanato tem forte participação na economia do lugar, que se tornou celeiro de artistas. Criatividade e habilidade se unem e fazem surgir peças em madeira, gesso, palha, barro, couro, ferro. A literatura de cordel fortifica a xilogravura.

Poeta popular, Pedro Bandeira de Caldas.

A inspiração para a beleza artística vem dos imortais personagens da cultura local e regional, como Padre Cícero, Lampião, o sertanejo, o romeiro de fé. Vem também das tradições, expressões, religiosas, cantorias e danças típicas, sempre com doses de irreverência, clamor e desabafo, como nas apresentações de repentistas, com desafios de rimas.


Centro de Cultura Mestre Noza

Associação dos Artesãos da Mãe das Dores 

Mercado Central

Não deixe de conhecer o Centro de Cultura Mestre Noza, a Associação dos Artesãos da Mãe das Dores e o Mercado Central. 
Juazeiro do Norte cresce com trabalho e ao ritmo das orações ao Padim Ciço, o embrião do desenvolvimento do lugar e do Cariri como um todo. A cidade melhora para os nativos e atrai mais gente guiada não apenas pela fé.
A arte repassada de geração em geração está sempre em evidência. A cultura popular é um verdadeiro caldeirão, onde a pitada final é o encanto dos visitantes.

Fonte: Diário do Nordeste.