segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

A RÃ DA POÇA QUE ZOMBOU DA RÃ DO LAGO




Era uma vez uma rã que vivia na beira de um lago muito grande. Gozava de plena liberdade, na imensidão das águas e nas margens que se perdiam de vista. Às vezes, saltava de seu lar aquático e ia aquecer-se ao sol, nas tépidas pedras da margem. Quando cochilava, feliz, à beira do reluzente lago, era comum ouvir o coaxar de uma multidão de outras rãs, para além de uma colina vizinha.

Curiosa, um dia sacrificou o banho de sol e resolveu ir saltando até o outro lado da colina – que lhe parecia uma montanha – para dar uma olhada em suas irmãs rãs. Lá chegando, viu uma poça de margens altas – na verdade, um buraco bem raso – que não era maior do que um poço. A pequena poça era alimentada pelo desvio do córrego que desagüava, em sua maior parte, no lago. Assim que a rã apareceu no topo da colina, todas as rãs da poça coaxaram em uníssono, dando-lhe boas-vindas: “Olá, forasteira! Mergulhe aqui e goze da hospitalidade de nosso espaçoso lar!”

A rã do lago piscou e abanou a cabeça. A poça estava tão cheia, que o dorso das rãs que ali moravam cobria cada centímetro da superfície. Se aceitasse o convite, a rã do lago teria de ficar nas costas de uma de suas irmãs. Agradecendo cortesmente à líder, disse: “Agora não, minhas amigas, talvez em outra ocasião”, e saiu pulando.

No caminho de volta para a casa no lago, a rã aventureira quase morreu de rir, ao lembrar-se da voz da líder das rãs que dizia: “Venha para nosso espaçoso lar.” Ficou com pena da ignorante líder do grupo e triste por ter visto tantas rãs vivendo como sardinhas na pequena poça. Pensou: “Talvez seja uma oportunidade de fazer o bem; verei se posso ajudar aquelas rãs que vivem apinhadas, levando-as para minha espaçosa casa.” Imediatamente deu meia volta e foi pulando até a poça, onde foi recebida com renovado coaxar de boas-vindas.

A líder da comunidade da poça saltou à frente para saudá-la e, depois de oferecer algumas guloseimas anfíbias à convidada, perguntou-lhe: “Amiga, de onde você vem? A que devemos a honra de sua visita?”


“Quero levar todas para meu amplo lar”, respondeu a rã do lago. “Lá, poderão viver em liberdade e segurança. Acho que aqui vocês vão morrer sufocadas.”
Entretanto, a líder era orgulhosa. Perguntou: “Por favor, diga primeiro: qual o tamanho de seu lago? Será tão grande quanto isto?” E pulou uma distância de uns trinta centímetros para dentro da poça.

Com um piscar de olhos divertido, a rã do lago respondeu: "Negativo, minha amiga: o lago é muito maior do que isso.”

A rã da poça, que não estava querendo acreditar, pulou meio metro da margem e perguntou: “Será tão grande quanto isto?”

Rindo mais do que nunca, a rã do lago retrucou: “Nada disso, amiga; é muito maior.”

Então a iludida líder das rãs pulou até o meio da poça e disse: “Seu lago é maior do que isto?”

Coaxando alegremente, a rã do lago respondeu: “Minha amiga, é muito maior do que isto.”

Tomando o máximo de ar que podia, a líder saltadora pulou de um lado a outro da poça. “Será que seu lago tem a ousadia de ser deste tamanho?”, perguntou, certa da vitória.

A rã do lago não conseguiu conter seu senso de superioridade, e respondeu: “Na verdade, minha amiga, meu lago é maior do que mil poças como a sua."

A rã da poça estava agora zangada e descrente: “Impostora!”, gritou. “Encarnação da vaidade! O que você diz é impossível! Nada pode ser maior do que nossa poça!”

Entretanto, depois de muita argumentação, a visitante convenceu a líder da poça e suas irmãs rãs a visitarem o lago. Quando viu a grande massa de água, a cética líder das rãs da poça reverenciou a rã do lago, exclamando: “Poderosa irmã, sua mansão líquida é realmente muito maior do que jamais se poderia imaginar. Nunca teríamos percebido isso, se tivéssemos ficado naquele limitado ambiente. Só comparando nossa pequena e confinada casa na poça com seu imenso lago é que tivemos a sorte de entender a grandeza do lar que você nos ofereceu.”

A rã do lago ficou contente com o resultado tão positivo de sua boa ação, e garantiu às amigas que seriam bem-vindas em sua casa. E, assim, todas viveram felizes no lago.

Os fariseus da época de Jesus viviam em uma pequena poça de hipocrisia e fanatismo. É provável que se considerassem felizes, pois satisfaziam sua cobiça, seguindo o caminho da virtude com hipocrisia. Esses fariseus, certamente, não conseguiam nem imaginar a alegria e a sabedoria crística onipresente que Jesus possuía. Por sua ignorância, foram instrumentais na crucificação de Cristo. Somente se tivessem rejeitado a maldade, seguindo Jesus e sentindo a verdade como ele sentia, é que poderiam ter percebido suas falhas pessoais.

Da mesma forma, uma pessoa fanática experimenta um pouco de alegria por seguir sua religião, mas é incapaz de imaginar a ilimitada felicidade de sentir todas as igrejas como uma igreja de Deus, todas as religiões como uma Verdade, e todas as pessoas religiosas como filhas de um só Deus.

O dogmático vive no cativeiro da limitação, e depois de ultrapassar os portais da morte, só pode esperar viver em outra prisão de dogmas no além. O homem sábio e auto-realizado vive no coração de todas as igrejas, no coração de todos os ensinamentos, no coração da Verdade que a tudo permeia e no coração de todos os homens, pois está em sintonia com o Coração que pulsa em toda vida. Depois da morte, o sábio encontra, em cada partícula do espaço, um templo do Espírito; em cada centelha de sabedoria, um tabernáculo da presença divina; e, em cada coração, um santuário do Infinito.

Paramahansa Yogananda


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Esperança


Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma loucura chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos
Atira-se
E
- ó delicioso vôo! 
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
- Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
- O meu nome é E-S-P-E-R-A-N-Ç-A...

Mário Quintana

Extraído do livro "Nova Antologia Poética". Editora Globo - São Paulo, 1988. 

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Para ativar a lei da ação, seja ativo. Exerça seus poderes em vez de calcificar-se na inércia. há tantas pessoas preguiçosas e sem ambição – só fazem o mínimo possível no trabalho para sobreviver e comer, até a morte. Uma existência tão letárgica quase não merece o nome de vida. Estar vivo é empolgar-se com um propósito, é avançar com indômita determinação rumo a um objetivo. Seja entusiasticamente ativo, busque ser alguém e dê ao mundo algo que valha a pena. Foi porque meu Mestre [Swami Sri Yukteswar] fortaleceu minha convicção de que eu podia ser alguém que eu me esforcei para isso, apesar de todas as forças que tentaram me impedir. 


Paramahansa Yogananda, Para Ser Vitorioso na Vida

domingo, 23 de dezembro de 2012

É NATAL



Neste Natal
deixe a magia tomar conta de você e de sua família
e envolver todos com o poder da união e da esperança.
Abra os olhos para novos projetos
e transforme esta noite em uma grande festa, 
permitindo que a alegria e a felicidade contagie a todos.
 A NOSSOS AMIGOS E LEITORES UM  NATAL DE MUITA LUZ!

domingo, 2 de dezembro de 2012

Conhecendo Fortaleza - Meio ambiente

A cidade foi fundada nas dunas e nesse ambiente se desenvolveu. A despeito das agressões sofridas ao longo da história, os cenários naturais são cartões-postais de Fortaleza. Leis específicas foram aprovadas e projetos de conservação foram implantados para a recuperação e a preservação dos ecossistemas naturais.
É o caso da criação das sete unidades ambientais de conservação existentes em Fortaleza. Sob administração municipal estão o Parque Natural Municipal das Dunas de Sabiaguaba e a área de Proteção Ambiental da Sabiaguaba. O Parque se destaca como o único campo de dunas e sistemas ambientais da cidade.
As outras unidades são administradas pelo Governo Estadual, como o Parque Ecológico da Lagoa da Maraponga e o Parque Ecológico do Cocó, que abrange 1.155,2 hectares. Fortaleza tem duas áreas de Proteção Ambiental (APA): do Estuário do Rio Ceará e do Rio Pacoti. O Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio é a primeira e única unidade de conservação marinha do Ceará e está localizado a aproximadamente 18,5Km do Porto do Mucuripe.
Fiscalização e combate à poluição sonora e visual estão a cargo da Secretaria do Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam), órgão competente para emitir autorizações e licenciamentos ou autos de infração em casos de descumprimento à lei.

Fonte: Anuário de Fortaleza 2012-2013. O POVO. Agosto/2012.

Conhecendo Fortaleza - Meio ambiente

Unidades de conservação

Lagoas em Fortaleza

Lagoa da Parangaba
A lagoa da Parangaba é considerada o maior recurso hídrico da Bacia do Rio Maranguapinho. Nos primórdios da cidade, o seu entorno gerou a formação de uma importante aglomeração urbana. A profundidade da lagoa favorece à realização de atividades pesqueiras. Também é conhecida por uma feira em seu entorno onde são vendidos diferentes produtos.

Lagoa de Messejana
Localizada na Bacia Hidrográfica do Rio Cocó, a Lagoa de Messejana é um dos recursos naturais mais importantes da cidade de Fortaleza. A Lagoa passou por um processo de urbanização em 2003 e conta com um calçadão para a prática esportiva além da presença da estátua de Iracema, um dos símbolos da cultura local com 13 metros de altura.

Lagoa da Maraponga

A lagoa de Maraponga está localizada a oeste da Bacia Hidrografia do Rio Cocó e que tem a avenida Godofredo Maciel como principal acesso, no bairro Maraponga. A lagoa caracteriza-se por apresentar uma paisagem natural de grande porte. Após a urbanização de suas margens, tornou-se um recurso bastante utilizado pela população da cidade para atividades ligadas ao esporte e lazer.

Lagoa do Opaia

Localizada entre os bairros Aeroporto e Vila União, é uma das mais importantes de Fortaleza. É utilizada para atividades de pesca e lazer. Em 2012, a lagoa passou por um processo de arborização com o plantio de 300 árvores nas suas margens. Sua urbanização é fruto de uma política de recuperação dos espelhos d’água de Fortaleza na década de 1980.

Lagoa do Porangabussu

Localizada no bairro Rodolfo Teófilo, em 2009 a Lagoa do Porangabussu passou por uma urbanização. Com a obra, orçada em R$ 837.995,10, o local ganhou anfiteatro, dois quiosques para educação ambiental, três quadras de esporte, pista de skate, um playground, área de ginástica e calçadão para a prática de cooper.

Lagoa da Precabura

A Lagoa da Precabura é o maior espelho d’água e um dos últimos recursos hídricos preservados da Região Metropolitana de Fortaleza. Formando-se a partir do leito do rio Coaçu, um afluente do rio Cocó, a lagoa não é de água doce, pois sofre influência do mar, recebendo água das chuvas e dos lençóis freáticos. Com rico ecossistema, a Precabura dá sustento para pescadores e marisqueiras. Sua fauna apresenta pirambeba, saúna e outros peixes, além de carcarás e garças.

Lagoa da Sapiranga

Um dos maiores estuários de Fortaleza, a Lagoa da Sapiranga integra o complexo lacustre Sapiranga-Coité. Parte da bacia hidrográfica do rio Cocó, o complexo possui 709.500 m² de superfície d’água, dos quais 675.000 m² pertencem à Lagoa da Sapiranga, constituindo-se no maior ambiente sem correnteza da cidade.
Fonte: Anuário de Fortaleza 2012-2013. O POVO. Agosto/2012.

Conhecendo Fortaleza - Meio Ambiente

Unidades de conservação 

Unidades de conservação municipais

Parque Natural Municipal das Dunas de Sabiaguaba

O Parque Natural Municipal das Dunas de Sabiaguaba é administrado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Controle Urbano. Dentre os objetivos da unidade estão a preservação dos ecossistemas naturais existentes, o controle do avanço da ocupação urbana, o incentivo à realização de pesquisas cientificas e o desenvolvimento de atividades de educação ambiental e de turismo ecológico. O Parque se destaca como o único campo de dunas e sistemas ambientais da cidade.

Área de Proteção Ambiental da Sabiaguaba

A área abrangida pela unidade de conservação caracteriza-se pela prática de agricultura de subsistência com pouca tecnologia. A APA tem por objetivo servir de zona de amortecimento para o Parque Natural Municipal das Dunas de Sabiaguaba. Dunas, lagoas, mangue e a foz do Rio Cocó integram a área de proteção.

Fonte: Anuário de Fortaleza 2012-2013. O POVO. Agosto/2012.

sábado, 1 de dezembro de 2012

“Tente compreender que você é um viajante divino. Você está aqui apenas por pouco tempo, para então partir para um mundo diferente e fascinante. Não limite seu pensamento a uma breve vida e um pequeno planeta. Recorde-se da imensidão do Espírito que habita em seu interior.”
Assim Falava Paramahansa Yogananda