sábado, 30 de abril de 2011

Vinhetas

1. O saudoso prof. Antônio Furtado sabia muito português. Certo dia, uma aluna cumprimentou-a assim:
- Há tempos não lhe vejo!
- Nem a gramática...
- Como? A gramática?
- Sim, porque o verbo "ver" pede objeto direto; "Não o vejo."
Quando um amigo brincou com o mestre e lhe disse; "Deus lhe abençoe",ele acrescentou sarcasticamente;
- E a gramática... a gramática...
Noutro ensejo, um colega falou;
- Furtado, eu lhe aguardo aqui na porta do Excelsior.
- E a gramática, "seu" ignaro.
Nos dois últimos caso, como o leitor, os verbos são também transitivos diretos: "Deus o abençoe" e eu o aguardo. 



Fortaleza, sábado, 01 de dezembro de1984 
Jornal O POVO                                                        Itamar Espíndola

Vinhetas

1. "A AMIZADE é paciente. A amizade é benigna. A amizade não é ciumenta. Não se infla de  de orgulho. Não procura o próprio interesse. Não se irrita. Não explora a injustiça, não se compraz na verdade. A amizade tolera tudo. Tudo crê. Tudo espera. Tudo suporta. A amizade nunca decepciona".

Aumente a capacidade de dar-se, não espere compensação. Isto lhe enriquecerá o espírito. Quando fizer o bem, já estará renumerado pelo ato praticado. Não guarde retorno; do contrário, sofrerá decepção. Cristo curou dez leprosos, e só um voltou para agradecer-lhe.
2. TROVAS "Sobe, porém não esqueças / dos amigos, na subida. Amanhã talvez tu desças, / e alguém te ampare à descida".
Fortaleza, sábado , 16 de junho de 1984
Jornal O POVO                                            Itamar Espíndola 

Vinhetas

1. CONVERSEI com uma amiga , falando-lhe sobre a experiência, a grande mestra da vida. Ela gostou do assunto, e me pediu reduzisse a escrito minha aprendizagem neste setor. Registro então as normas úteis pertinentes. Podem servir de auxílio aos outros.

a) Não insista longo tempo na procura de um objeto perdido. Em virtude da preocupação e do dissabor gerados pela perda ocorrida, você dificilmente o encontrará logo. Passa por ele várias vezes, e não o verá. Peça a outra pessoa para fazer a busca ou realiza essa tarefa mais tarde ou noutro dia. Será então mais fácil encontrá-lo.

b) Quando um objeto pequeno cair de suas mãos, acompanhe-o, olhando o caminho por ele percorrido. Isto leva-lo-á a ver o lugar onde ficou.

c) Tenha sempre a chave dupla de sua casa, carro ou gaveta. A certeza de possuí-la afasta a impaciência e o aborrecimento quando houver perda de uma. Porém mande confeccionar outra, com brevidade no mesmo dia.

d) Não dê conselho, salvo se lhe for solicitado. De regra, as pessoas reagem às orientações não pedidas. Não gostam da interferência alheia, julgam-se capazes de dirigir-se.

e) Não queira saber de segredos. Se o próprio dono dele passou-o a você, fa-lo-á a outras pessoas nas quais confia. Quando o segredo for divulgado, você estará na lista dos suspeitos como inconvenientes, não reservados.

f) Jamais diga a outrem: "Não lhe disse? Você não quis ouvir...e aí está o resultado..."Quem erra nas decisões assumidas não gosta de ser admoestado.

h) Quando telefonar, use expressão desta espécie: Por gentileza, poderia chamar a Dra. Mônica Campos Hanson? Aqui está falando Glauca Ferrer Dias Martins." Em geral, quem atende a telefonema, mesmo estando irritado, abranda quando se lhe pede favor, usando frases amáveis. E evitará e indagação costumará: "Quem quer falar com ele?"

i) Se você não tem vocação para humorista, não conte anedota. É uma decepção para o "anedotista" e para os ouvintes. Mas, caso seja vocacionado para o mister, aproveite um fato/adequado para dizer a anedota. Não relate sem propósito.

j) Na conversa, não procure ser o centro das atenções. Sobretudo falando demasiadamente. Dê oportunidade aos demais participantes.

l) Não seja palmatória do mundo, criticando tudo e apontando as falhas alheias. Examine-se, veja os seus defeitos e os corrija. Tornar-se-á pessoa estimada e servirá de exemplo aos outros, em proveito de um mando melhor.

m) Não discuta assuntos de religião. A opção pelo caminho religioso é problema de cada um, questão de foro íntimo.

n) Não interrompa o interlocutor. É indelicadeza, falta de educação. Ouvindo atenciosamente o outro, você se prepara para as respostas e argumentos adequados.

o) Não se amarre no relato das coisas  já ocorridas. As demais pessoas não se interessam por eventos com outrem, no passado. Goze o presente e anteveja as coisas boas do futuro.

p) Aos primeiros sinais de doença, vá ao médico. É a melhor forma de eliminá-la, menos prejudicial à saúde e o bolso.

q) Se você  teve a iniciativa de fazer a ligação telefônica, cabe-lhe o desligamento respectivo. Quem a recebeu não deve dar por encerrada a conversa. Cometeria ato de desapreço.

r) Não empreste livro, salvo se estiver disposto a perdê-lo. Aires de Monlalbo disse certa vez: "Tal é a sorte mesquinha, de todo livro emprestado: ou para sempre se perde, ou volta deteriorado."

s) Quando estiver  realizando uma tarefa, nela concentre-se, para obter maior rendimento. Pensar em muitas ao mesmo tempo perturba a perfeição do trabalho.

t)Após escrever um trabalho, nunca o leia logo. Faça-o horas depois ou, melhor, no outro dia. A leitura imediata dificulta descobrir os erros cometidos, porque a mente se encontra nas mesmas condições da ocasião da feitura da tarefa.

Publicado em: 18 de março de 1984
Jornal O POVO                                                
                                                                      Itamar Espíndola

domingo, 24 de abril de 2011

Lição de vida para o Ocidente


A carta abaixo foi escrita por um imigrante vietnamita que é policial no Japão (Fukushima). Foi enviada a um jornal em Shangai que traduziu e publicou.
Querido irmão,
Como estão você e sua família? Estes últimos dias tem sido um verdadeiro caos. Quando fecho meus olhos, vejo cadáveres e quando os abro, também vejo cadáveres.
Cada um de nós está trabalhando umas 20 horas por dia e mesmo assim, gostaria que houvesse 48 horas no dia para poder continuar ajudar e resgatar as pessoas.
Estamos sem água e eletricidade e as porções de comida estão quase a zero. Mal conseguimos mudar os refugiados e logo há ordens para mudá-los para outros lugares.
Atualmente estou em Fukushima – a uns 25 quilômetros da usina nuclear. Tenho tanto a contar que se fosse contar tudo, essa carta se tornaria um verdadeiro romance sobre relações humanas e comportamentos durante tempos de crise.
As pessoas aqui permanecem calmas – seu senso de dignidade e seu comportamento são muito bons – assim, as coisas não são tão ruins como poderiam. Entretanto, mais uma semana, não posso garantir que as coisas não cheguem a um ponto onde não poderemos dar proteção e manter a ordem de forma apropriada.
Afinal de contas, eles são humanos e quando a fome e a sede se sobrepõem à dignidade, eles farão o que tiver que ser feito para conseguir comida e água. O governo está tentando fornecer suprimentos pelo ar enviando comida e medicamentos, mas é como jogar um pouco de sal no oceano.
Irmão querido, houve um incidente realmente tocante que envolveu um garotinho japonês que ensinou um adulto como eu uma lição de como se comportar como um verdadeiro ser humano.
Ontem à noite fui enviado para uma escola infantil para ajudar uma organização de caridade a distribuir comida aos refugiados. Era uma fila muito longa que ia longe. Vi um garotinho de uns 9 anos. Ele estava usando uma camiseta e um par de shorts.
Estava ficando muito frio e o garoto estava no final da fila. Fiquei preocupado se, ao chegar sua vez, poderia não haver mais comida. Fui falar com ele. Ele disse que estava na escola quando o terremoto ocorreu. Seu pai trabalhava perto e estava se dirigindo para a escola. O garoto estava no terraço do terceiro andar quando viu a tsunami levar o carro do seu pai.
Perguntei sobre sua mãe. Ele disse que sua casa era bem perto da praia e que sua mãe e sua irmãzinha provavelmente não sobreviveram. Ele virou a cabeça para limpar uma lágrima quando perguntei sobre sua família.
O garoto estava tremendo. Tirei minha jaqueta de policial e coloquei sobre ele. Foi ai que a minha bolsa de comida caiu. Peguei-a e dei-a a ele. “Quando chegar a sua vez, a comida pode ter acabado. Assim, aqui está a minha porção. Eu já comi. Por que você não come”?
Ele pegou a minha comida e  fez uma reverência. Pensei que ele iria comer imediatamente, mas ele não o fez. Pegou a bolsa de comida, foi até o início da fila e colocou-a onde todas as outras comidas estavam esperando para serem distribuídas.
Fiquei chocado.  Perguntei-lhe por que ele não havia comido ao invés de colocar a comida na pilha de comida para distribuição. Ele respondeu: “Porque vejo pessoas com mais fome que eu. Se eu colocar a comida lá, eles irão distribuir a comida mais igualmente”.
Quando ouvi aquilo, me virei para que as pessoas não me vissem chorar.
Uma sociedade que pode produzir uma pessoa de 9 anos que compreende o conceito de sacrifício para o bem maior deve ser uma grande sociedade, um grande povo.
Bem, envie minhas saudações a sua família. Tenho que ir, meu plantão já começou.
Ha Minh Thanh

sábado, 23 de abril de 2011

Vinhetas

1. TRADUÇÃO do original inglês, pelo mestre Luiz G. de Miranda Leão, da UEC, transcrevemos o manuscrito encontrado na Igreja de São Paulo, Baltimore, mil seiscentos e noventa e dois. Como excelente quêfobo, o tradutor elidiu do texto o afeante morfemático “que”:

         “DESIDERATA. Caminhe placidamente em meio ao barulho e à pressa, e lembre-se da paz existente no silêncio. Tanto quanto possível, sem submeter-se, tente estar em bons termos com todos. Fale sua verdade tranquila e claramente ouça os outros, mesmo os obtusos, os ignorantes; eles também têm sua história.
         Evite as pessoas barulhentas e agressivas; elas são vexames para o espírito. Se você comparar-se com os outros, pode tornar-se vaidoso e amargo, pois sempre haverá pessoas maiores e menores em relação você. Tenha prazer em suas realizações, bem como em seus projetos.
         Mantenha-se interessado na sua profissão, por mais humilde que seja; trata-se de um verdadeiro bem nas variações da fortuna. Seja prudente em seus negócios, pois o mundo está cheio de engodos. Mas não deixe isso cegá-lo quanto às virtudes ainda existentes; muita gente luta por ideais elevados e em toda parte a vida está plena de heroísmos. 
         Seja você mesmo. Especialmente, não finja afeição nem seja cínico em relação ao amor, porquanto apesar de toda aridez e desencanto o amor é perene como a grama.
         Aceite de bom grado o conselho dos anos, renunciando esportivamente às coisas da juventude. Alimente a força do espírito para protegê-lo diante do súbito infortúnio. Mas não se aflija com os produtos da imaginação. Muitos medos nascem da fadiga e da solidão. Além de uma disciplina saudável, seja generoso com você próprio.
         Você é uma criança do universo, tanto quanto as árvores e as estrelas; você tem direito de estar aqui. E que isso lhe fique claro ou não, sem dúvida o universo se está revelando, como seria de se esperar.
         Portanto, esteja em paz com Deus, seja qual for sua forma de concebê-lo. Sejam quais forem os seus labores e inspirações, no barulho confuso da vida, esteja em paz com seu íntimo. Com toda essa falsidade, trabalho estafante e sonhos despedaçados, o mundo ainda é belo. Tenha cuidado e esforce-se para ser feliz.”
              .
 Publicado em: 18 de fevereiro de 1989    
Jornal O POVO                                               Itamar Espíndola                                       

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Descobrimento do Brasil

 
 Um descobrimento suspeito

A história oficial do Descobrimento do Brasil é a das polêmicas sobre se Portugal sabia ou não da existência das novas terras antes que nelas desembarcasse Cabral, em abril de 1500. É a velha questão da casualidade ou intencionalidade da viagem que acabou em Porto Seguro, que se desdobrou depois na discussão sobre se foram mesmo os portugueses os primeiros a "descobrir" o futuro Brasil.

Talvez o primeiro a retratar do assunto em livro tenha sido Frei Vicente do Salvador, autor da primeira História do Brasil com este título, concluída em torno de 1627, porém só publicada na íntegra no final do século 19, graças aos esforços de Capistrano de Abreu. Pois o primeiro capítulo da História de Frei Vicente se intitula "De como foi descoberto este estado" e nele se lê: "A Terra do Brasil, que está na América, uma das quatro partes do mundo, não se descobriu de propósito e de principal intento, mas acaso, indo Pedro Álvares Cabral, por mandado de el-rei D. Manuel no ano de 1500 para a Índia..." Passados pouco mais de 100 anos, seria a vez do áulico Sebastião da Rocha Pita repetir a versão da casualidade em sua História da América Portuguesa, escrita no indefectível estilo baroco que o caracterizava: "Tinha já dado o sol cinco mil e quinhentas e cinquenta e duas voltas no zodíaco, pela mais apurada cronologia dos anos, quando no de mil e quinhentos da nossa redenção...trouxe a tempestade a Pedro Álvares Cabral a descobrir o Brasil".

A casualidade da descoberta do Brasil seria posta em xeque no século 19, primeiramente com Varnhagen, e sobretudo com Capistrano de Abreu, cuja tese O descobrimento do Brasil lhe valeria a cátedra da disciplina no Colégio Pedro II, nos anos 1880. Vários documentos foram então arrolados para sustentar a tese da intencionalidade do descobrimento português: o Esmeraldo de Situ Orbis, escrito por Duarte Pacheco Pereira entre 1505 e 1508, ele que fora enviado por D.Manuel para viagem de reconhecimento no Atlântico Sul, em 1498; a carta do mestre João e sua alusão à representação da Terra de Vera Cruz no mapa-mundo antigo de Pero Vaz Bisagundo; a Carte de D. Manuel aos Reis Católicos mencionando as terras "novamente" descobertas em 1500; o Planisfério  Cantino, de 1502, que pela precisão cartográfica poderia presumir um descobrimento do Brasil anterior à expedição de Cabral.

A tese da intencionalidade prosperou no atual século e consagrou-se nos livros didáticos, embora polemizada nos meios acadêmicos. Aos indícios documentais, seus defensores ainda agregam um argumento lógico, ou seja, o de que Portugal sabia da existência do Brasil desde 1494, quando da assinatura do Tratado de Tordesilhas com Espanha. O empenho de D. João II em alargar para 370 léguas o meridiano que, a partir das ilhas de Açores e Cabo Verde, dividia o mundo descoberto e por descobrir ente as duas Coroas, seria prova cabal de que os portugueses conheciam o futuro Brasil. Ficasse o meridiano traçado a 10 léguas daqueles arquipélagos, como dispunha a Bula Inter Coetera, e toda a América seria espanhola.

Exagero, sem dúvida, dizer que Portugal já conhecia o Brasil em 1494, antes  mesmo da viagem que Vasco da Gama faria à Índia, em 1498. Afirma-o entre outros., José Romero de Magalhães, que prefere chamar o descobrimento de "achamento", e sintetiza bem as intenções de D. João II em 1494: "O que o rei português pretendia, sim era assegurar a navegação  para a Índia com toda a segurança. Por isso procurou afastar a linha divisória o mais possível para o Ocidente...". Na altura de 1498, os portugueses com certeza presumiam a existência de terras a ocidente, que pelo Tratado de 1494, eram suas. Terras americanas, portanto, no Novo Mundo "descoberto" por Colombo em 1492. De todo modo, o desembarque no "porto" a que chamariam equivocadamente de seguro parece ter ocorrido por acaso, como já contava Frei Vicente havia séculos. Nenhum documento assevera a intenção do então rei D. Manuel em fazer do Brasil escala da viagem que Cabral fez à Índia. "A armada partiu de Lisboa  com destino à Índia e não a descobrir terras a ocidente do Atlântico", afirma outra vez Romero de Magalhães.

Assim parece ser a versão atual dos fatos oficiais que admite a presciência dos portugueses, mas reconhece a casualidade da descoberta. Quanto ao pioneirismo dos portugueses, há tempos, desde Capistrano, sabe-se que Vicente Pinzón esteve no que seria o Brasil antes de Cabral. Capistrano admitiu a passagem de Pinzón pelo hoje conhecido Cabo de Santo Agostinho, no litoral pernambucano, por ele chamado de Santa Maria de La Consolacíon. E, há cerca de 30 anos, o almirante-historiador Max Justo Guedes demonstrou, com boas provas, que o mesmo Pinzón e Diego de Lepe reconheceram a costa a Oeste do Cabo Calcanhar, hoje corresponde ao litoral do Ceará, Piauí, Maranhão, Pará e Amapá. (...)

Fonte: TASINAFO, Neto. História Geral e do Brasil. Editora Harbra. Volume único. 2007;pp. 235.


quinta-feira, 21 de abril de 2011

Brasília, a capital do Brasil

A cidade de Brasília foi especialmente construída, no Governo de Juscelino Kubitschek, para ser a capital administrativa do Brasil.

Inaugurada em 21 de abril de 1960, a cidade nasceu das mãos de milhares de trabalhadores pioneiros, os candangos, que vieram de várias regiões do País para trabalhar nas obras da construção da nova capital. Cidade moderna, bela e arrojada, a concepção de Brasília é produto da criatividade e do talento do arquiteto Oscar Niemeyer e da extraordinária competência do urbanista Lúcio Costa.
Brasília assemelha-se a um grande pássaro de longas asas. É o plano-piloto criado por Lúcio Costa.
Todos os edifícios públicos de Brasília foram projetados por Oscar Niemeyer, destacando-se, entre eles, a Catedral, o Edifício do Congresso, o Palácio do Itamarati e o Palácio do Planalto.
Catedral 
Palácio do Itamarati
Congresso Nacional
Palácio do Planalto
                                          

terça-feira, 19 de abril de 2011

Povos indígenas no Ceará

No Ceará, a cultura indígena está arraigada na gênese dos cearenses, sendo notada nos traços físicos que lhes dão afeição nos costumes, etc. Há teses que defendem que o próprio nome Ceará deriva de "siará", supostamente "canto da jandaia" em tupi. Por aqui estudos apontam a presença formal de sete povos indígenas (Kalabaça, Canindé, Potiguara, Tremembé, Pitaguary, Tabajara e Tapeba), habitando nove áreas, somando população superior a 10 mil pessoas, número que pode ser acrescido pois há etnias na luta pelo seu reconhecimento.

Apesar disso, há quem duvide da importância indígena para o Estado, e, pior, quem sequer reconheça a existência de povos indígenas, resumindo sua compreensão sobre o tema apenas ao dia 19 de abril. Mesmo assim, avanços significativos nesta seara, vêm observados, graças à abertura do governo em incluir os indígenas em programas socioeconoômicos que afetam direta ou indiretamente o cotidiano de suas terras, aldeias e vilas, em especial nas politicas de educação, saúde, assistência social e fundiária.

POVOS INDÍGENAS E MUNICÍPIOS ONDE HABITAM 

TAPEBA - Caucaia.
TREMEMBÉ - Itarema, Acaraú e Itapipoca.
PITAGUARY - Maracanaú e Pacatuba.
JENIPAPO-KANINDÉ - Aquiraz.
POTIGUARA - Crateús, Monsenhor Tabosa, Novo Oriente e Tamboril.
TABAJARA - Crateús e Monsenhor Tabosa, Poranga, Quiterianópolis e Tamboril.
KARIRI - Crateús e Crato.
ANACÉ - São Gonçalo do Amarante e Caucaia.
GAVIÃO - Monsenhor Tabosa.
TAPUIA - Monsenhor Tabosa.
TUPINAMBÁ - Novo Oriente.

IMAGENS DAS ETNIAS 


Povo Tremembé

Vice Prefeito Firmo Camurça e Deputada Fernanda Pessoa com Cacique Pitaguary Daniel.
Firmo Camurça e Fernanda Pessoa com Cacique Pitaguary Daniel

Comunidade Tapeba

Índios da aldeia Pitaguary de Maracanaú em viagem para a Itália

Índios Pitaguary

Índio Tremembé - Francisco Teixeira

Cacique João Venâncio - Tremembé de Almofala

Índio da etnia Potiguara de Crateús, Renato Gomes da Costa. Primeiro índio vereador do Ceará

Índias Tapebas

Índia Júlia Alves Matias, na serra do Barriga - Forquilha

 
Cacique Pequena, líder da comunidade Jenipapo-Kanindé - Aquiraz

O CANTO DOS PAJÉS

Indumentária indígena homenageia Pai Tupã

Jovem índio mantém a tradição pinta o rosto com semente de urucum

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Ritual é aberto com práticas consideradas sagradas as etnias  

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Artesanato tem sentido espiritual

Pajé Barbosa em homenagem ao Pai Tupã

Povo Anacé em orações pedindo luz aos ancestrais

O Toré é a dança sagrada e alegre das etnias

Etnia Jenipapo-Kanindé celebrando ritual do Marco Vivo

Para quem não conhece, o ritual do Marco Vivo começou em abril de 1997, De lá para cá, todos os anos o povo Jenipapo-Kanindé se reúne a outras etnias indígenas para um momento com seus ancestrais e diálogo com o Pai Tupã, uma celebração regida pelo torém, que é entoado pelas lideranças e todo o grupo. A oportunidade também representa um espaço de reafirmação das lutas e da cultura dos povos indígenas do Ceará.

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Povo Tabajara e Kalabaça de Poranga 

Veja: povos indígenas no Brasil