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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Palacete Ceará (Caixa Econômica Federal da Praça do Ferreira)

Patrimônio Histórico de Fortaleza

O Palacete Ceará é uma das obras mais representativas das primeiras décadas do século XX, período em que ocorre grande transformação na aparência arquitetônica da cidade.
Foi autor do projeto o arquiteto João Sabóia Barbosa. A edificação era de propriedade do Sr. José Gentil Alves de Carvalho, tendo sido construída por Rodolpho F. da Silva e Filho.
O Palacete Ceará constava originalmente de amplos salões corridos, contíguos à escada de acesso, nos quais funcionavam, no térreo, um restaurante, conhecido por Rôtisserie Sportman e nos andares superiores, o Clube Iracema, núcleo de encontro do mundo elegante da cidade de então.
Com as transformações por que passou a cidade, principalmente depois do fim da última guerra, novas funções foram dadas ao prédio que acabou por ter uso degradado, sofrendo, em conseqüência, algumas intervenções nos interiores. Finalmente foi adquirido pela Caixa Econômica Federal em 1945, que adaptou às novas funções.
Vitimado por incêndio aos 8 de julho de 1982, teve seu interior totalmente destruído, conservando, no entanto, as fachadas em bom estado, justificando dessa forma sua recuperação. Protegido pelo Tombo Estadual segundo a lei n° 9.109 de 30 de julho de 1968, através do decreto n° 16.237 de 30 de novembro de 1983.
Localização, Rua Guilherme Rocha, 48 - Centro.
Fonte: Mapa da Cultura de Fortaleza.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Para refletir...


     Sempre existe incerteza quando se depende apenas dos caminhos materiais para o êxito. Mas o caminho intuitivo é diferente. A percepção intuitiva nunca erra. Ela provém de uma sensibilidade interior, de um sentimento pelo qual você sabe previamente se vai ou não ter êxito ao seguir o curso que determinou.

Paramahansa Yogananda, Para Ser Vitorioso na Vida 


 Serra da Meruoca - CE

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Dia bonito para chover!

No Ceará é assim...



Cearense nunca entendeu muito bem o fato dos outros brasileiros tratarem o dia ensolarado como "tempo bom". Para muitos,o dia ensolarado é mais vantajoso, para o nordestino, de modo geral, que costuma ter sol o ano inteiro, tempo bom mesmo é a estação das chuvas. Ruim é a seca e todas as consequências para a região.

Na Terra da Luz, o sol diário é inclemente, mas inspira poetas e queima sem piedade as sensações de um povo. Iracema, personagem de José de Alencar, descansa na floresta em busca de refúgio de um sol a pino. Adriano Espínola, em seu livro Beira-Sol, enxerga a beira-mar pela luminosidade do astro rei. Rachel de Queiroz descreve o sofrimento do retirante em meio à famigerada seca de 1915. Contudo, a maior poeticidade elaborada pelo cearense nasceu da boca do povo, do dia-a-dia, da observação atenta ao céu e às suas transformações. Nas terras, alencarianas, quando o céu fica carregado de nuvens pesadas, escuras o tempo está "bonito para chover".

E o olhar atento ao céu também gera momentos de descontração, como o ocorrido em 30 de janeiro de 1942, quando o sol foi vaiado em plena praça do Ferreira. No período, o Ceará enfrentava uma seca severa e, para felicidade de muitos, naquele momento, a chuva já durava três dias. O sol, timidamente, quis aparecer em meio às carregadas nuvens. A população não quis acreditar na possibilidade de surgimento do sol e largou uma vaia estrondosa aos céus. Ainda assim, o sol venceu as pesadas nuvens e mostrou seu poder.

A poética expressão vem do desejo pela chuva. Uma chuva rara que é reclamada pelo sertanejo a todos os santos em diversas ladainhas. O maior deles é São José: quando não chove em 19 de março, o cearense fica sem esperança de águas. Os profetas da chuva são pessoas que desenvolveram esse olhar atento ao céu e a outros sinais da natureza escritos no tempo. E a sensibilidade nordestina consegue interpretá-los com a preocupação de quem precisa sobreviver.

Assim, em terras de cá, não há "tempo ruim", há o "tempo bom" ensolarado em que o astro maior brilha e apresenta os encantamentos da Cidade da Luz. E há o tempo melhor, o dia "bonito para chover", momento em que os olhos se enchem de alegria, a esperança se renova, os meninos molham-se nas ruas e o sertão vira mar de satisfação e encantamento.

Revista PENSE.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Viva a Arte Popular no Ceará

O Reisado


O Reisado é uma das manifestações culturais mais tradicionais do Nordeste e sobrevive até graças à dedicação dos mestres da cultura. No distrito de Boágua, em Canindé, a 115 Km de Fortaleza existe um desses mestres. Sem saber ler nem escrever, ele faz poesia, canta, dança e, além disso, ainda é fã do jogador Messi, do time espanhol Barcelona.


Para Refletir ...

       
  Não lamente o estado em que você se encontra atualmente, e não se preocupe. Se não se entregar à preocupação e fizer o esforço correto, ficará tranquilo e certamente encontrará um modo de atingir seu objetivo.

Paramahansa Yogananda, Viva Sem Medo

Morro do Delta - Serra da Meruoca - Ceará - Brasil

domingo, 5 de janeiro de 2014

Juazeiro do Norte

 A cidade emana fé e devoção, mas oferece muito mais

Como simbolizar Juazeiro do Norte, se a fé é apenas crer e não carece de qualquer tipo de argumento? Então, simplesmente vivencie e se deixe envolver pelo lugar. Mesmo em crescimento a cada dia, a cidade exerce essa atração, que faz a gente se sentir leve, envolto numa invisível aura de bem-estar. Do alto da Colina do Horto, o Padre Cícero observa tudo e conduz nossos passos pelos caminhos que percorreu num passado distante.


Todos os anos, Juazeiro do Norte recebe cerca de 2,5 milhões de romeiros atraídos pela fé no Padre Cícero. Sua imagem está no Horto e em cada construção pela cidade, como convém ao seu protetor e mentor. O sacerdote amado pelos nordestinos parece convidar cada visitante, mesmo os incrédulos, a percorrer o roteiro da fé.

Basílica Nossa Senhora das Dores

Comece o passeio pela Basílica Nossa Senhora das Dores, construída em 1875 pelo Padre Cícero. No altar-mor está uma imagem da Mãe de Deus esculpida em Paris e trazida pelo sacerdote em viagem que fez à Europa. Foi no templo onde ocorreu o milagre da transformação da hóstia em sangue na boca da beata Maria de Araújo.

Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

A Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro data de 1909. Conhecida como Capela do Socorro, guarda no seu altar-mor os restos mortais do Padre Cícero. É um dos lugares considerados sagrados em Juazeiro do Norte. O túmulo é um dos mais visitados do mundo.


Memorial Padre Cícero

Próximo do templo fica o Memorial Padre Cícero, que abriga museu com objetos de uso pessoal do sacerdote, como vestimentas e louças. Fotografias e obras de arte da época completam o acervo. O espaço também conta com biblioteca com obras sobre o padre e um auditório com capacidade para 400 pessoas. Nas proximidades proliferam lojas de artigos religiosos e de artesanato.

 Santuário de São Francisco, também chamado de Igreja dos Franciscanos

Outro ponto de visitação é o Santuário de São Francisco, também chamado de Igreja dos Franciscanos, erguida em 1950 em estilo lombardo-saxônico e na forma de cruz latina. A imagem de São Francisco no altar-mor foi esculpida em Gênova, na Itália. O templo majestoso é circundado pela Praça das Almas, com painéis da via-sacra e passarelas suspensas que remetem à Praça de São Pedro, no Vaticano.

Mas, o principal ponto de visitação em Juazeiro do Norte é a estátua do Padre Cícero. Erguida na Colina do Horto e inaugurada em 1969, tem 27 metros de altura e se constitui na terceira maior do mundo em concreto. A obra é do escultor Armando Lacerda, que optou por construí-la no local escolhido pelo sacerdote para retiros espirituais. Próximo fica o Museu Vivo, com imagens em tamanho natural do Padre Cícero. Pouco além está sendo construída a Igreja de Bom Jesus do Horto. O Horto também abriga dezenas de quiosques que comercializam artesanato, confecções e alimentos.

Santuário do Sagrado Coração de Jesus


Luzeiro do Nordeste

De volta à área central da cidade, visite o Santuário do Sagrado Coração de Jesus, o Museu do Padre Cícero, o Teatro Municipal Marquise Branca e o Luzeiro do Nordeste, uma torre de 113 metros de altura e 256 toneladas de aço. Concebida pelo arquiteto Luiz Deusdará, foi batizada de Luzeiro da Fé.

Compras no comércio. Há artigos para todos os gostos

O passeio pela principal cidade do Cariri se estende às compras no movimentado comércio local, sobretudo de artesanato e calçados. Juazeiro transformou-se num movimentado polo de negócios. A Rua Padre Cícero e entorno fervilham em qualquer época do ano e mais ainda em períodos festivos e datas de romarias. Há artigos para todos os gostos e bolsos.

A literatura de cordel fortifica a xilogravura.

Padre Cícero era grande incentivador do artesanato. O incentivo deu resultado. Hoje, o artesanato tem forte participação na economia do lugar, que se tornou celeiro de artistas. Criatividade e habilidade se unem e fazem surgir peças em madeira, gesso, palha, barro, couro, ferro. A literatura de cordel fortifica a xilogravura.

Poeta popular, Pedro Bandeira de Caldas.

A inspiração para a beleza artística vem dos imortais personagens da cultura local e regional, como Padre Cícero, Lampião, o sertanejo, o romeiro de fé. Vem também das tradições, expressões, religiosas, cantorias e danças típicas, sempre com doses de irreverência, clamor e desabafo, como nas apresentações de repentistas, com desafios de rimas.


Centro de Cultura Mestre Noza

Associação dos Artesãos da Mãe das Dores 

Mercado Central

Não deixe de conhecer o Centro de Cultura Mestre Noza, a Associação dos Artesãos da Mãe das Dores e o Mercado Central. 
Juazeiro do Norte cresce com trabalho e ao ritmo das orações ao Padim Ciço, o embrião do desenvolvimento do lugar e do Cariri como um todo. A cidade melhora para os nativos e atrai mais gente guiada não apenas pela fé.
A arte repassada de geração em geração está sempre em evidência. A cultura popular é um verdadeiro caldeirão, onde a pitada final é o encanto dos visitantes.

Fonte: Diário do Nordeste.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Igreja que perdeu-se no tempo

Igreja esquecida por mais de meio século é encontrada no meio do cerrado brasileiro, em Planaltina de Goiás.


Inaugurada em dezembro de 1963. Foi construída por portugueses expulsos de Goa, na Índia. Eles pretendiam fundar ao redor da praça paroquial uma cidade para 5 mil habitantes, mas desistiram e voltaram pra Europa. E a igrejinha - se perdeu no tempo.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014