sábado, 29 de outubro de 2011

Encontrar tempo para Deus em sua vida

"Pouquíssimos de nós sabemos o quanto se pode alcançar na vida, vivendo-a adequada, sábia e parcimoniosamente. Economizemos nosso tempo; a existência se esgota antes que despertemos e, por isso, não compreendemos o valor do tempo imortal que Deus nos deu."

Paramahansa Yogananda, Onde existe luz.


Retiro Espiritual do Silêncio, março de 2011
Sítio Shalon da Tabuba. Caucaia-CE.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Contando o Tempo

Vários relógios foram criados pelos povos antigos com base no sol e no suposto movimento em torno do nossa planeta. Embora, no século XVI, o astrônomo Nicolau Copérnico tenha provado que não é o Sol que gira em torno da Terra e, sem, o contrário, isso não o comprometeu o funcionamento dos relógios. Entre os chamados relógios de Sol,o  mais antigo que se conhece é o nerkhet ou relógio egípcio, construído em madeira na forma de "L"e usado  por sacerdotes por volta do ano 1500 antes de Cristo.
 Sobre a superfície da haste mais longa do "L" há seis traços, marcados em intervalos crescente, correspondendo às seis horas da metade de um dia solar. Em cima da haste de madeira formando um "T", projeta sua sombra nas marnas da haste maior. Ao nascer do Sol, a peça, virada para o Leste, marcava as seis horas da parte da manhã até o meio-dia, momento em que o Sol se posiciona exatamente em cima da haste e a sombra desaparece. Depois do meio-dia, a peça era virada para o Oeste e a sombra passava a marcar as seis horas da tarde até o pôr-do-sol.
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Relógio merkhet ou relógio egípcio.
Os gregos utilizavam o gnômon, palavra que significa "instrumento para dar conhecimento do tempo". No seu formato mais simples, ele é um bastão colocado no meio de um plano em forma de círculo. Neste plano, como em um relógio redondo de ponteiros, está gravada uma escala dividida em doze partes,. Durante o dia, o Sol projetava  a sombra nessa escala e indicava as horas. Para iniciar a marcação, era preciso observar primeiro o meio-dia - momento do dia em que a sombra do bastão tinha o menor comprimento - e só então fazer as demais marcações. É este o mais tradicional relógio de Sol.

Gnômon, relógio de Sol
O Analemma, tratado de astronomia escrito pelo grego Cláudio Ptolomeu, que viveu no século II, deu origem ao relógio analemático. A obra trata de construção de escalas para relógios de Sol baseando-se no Planisfério, ou seja, na representação da Terra em uma superfície plana, que tem a forma de uma elipse. Esta forma foi utilizada no relógio analemático.
Sobre a linha que corta o elipse ao meio eram gravados os dias e os meses do ano. O eixo ficava orientado na direção Norte-Sul. Ao redor da elipse era feita a marcação das horas. Bastava fixar um bastão na escala de dias e meses e andar com outro pela elipse até que as sombras dos dois bastões se alinhassem, para ler a hora correta para aquele dia do mês.
O Sol não era o único astro utilizado para a contagem do tempo. Até hoje, muitas pessoas se orientam pelas constelações e por algumas estrelas principais em noites claras. No hemisférico norte utiliza-se a Estrela Polar; no hemisférico sul, a constelação do Cruzeiro do Sul ou a Estrela d'Alva. Estas estrelas servem de guia para o nocturlábio, um instrumento semelhante a um telescópio com escalas gravadas em dois discos que deslizavam. Quando focaliza-se uma dessas estrelas através da lente, as duas escalas coincidem, indicando a hora exata durante a noite, de acordo com a posição da estrela no céu naquele instante.

Constelações
Antes de os astros serem usados para contar as horas do dia e da noite, existiam objetos para marcar frações do tempo. A ampulheta, também chamada relógio de areia, é um deles. Trata-se de dois recipientes, que contêm uma certa quantidade de areia fina e bem seca, ligados a um canal. Ao se colocar o recipiente cheio para cima, a areia começa a cair para o recipiente vazio que está de baixo.
Relógio de areia
Ampulheta ou relógio de areia
A água também foi usada em instrumento de contagem do tempo. Os gregos e os romanos limitavam os discursos nas cortes de justiça com um jarro de água que tinha pequenos furos no fundo, por onde a água escapava. Este "cronômetro" chama-se clepsidra, que em grego quer dizer "roubar água". Muitas vezes, a clepsidra não era usada de maneira muito honesta, pois quando as cortes de justiça queriam prejudicar o acusado era feito um furo maior no jarro para que a água acabasse mais rápido e a defesa tivesse menos tempo.

Clepsidra ou relógio d'água
A clepsidra foi aperfeiçoada pelos chineses e transformada no relógio de água, que, apesar do nome, não marcava as horas, mas também, frações de tempo. Trata-se de tanques, colocados em alturas diferentes e ligados por um sifão - que é um tubo de "S". A água, então, passava de um tanque para outro, através desse tubos, numa mesma velocidade, marcando a passagem do tempo.

A criação mais significativa, porém, foi a clepsidra mecânica, também projetada pelos chineses. Ela possuía, no tubo de ligação entre dois tanques, uma roda d'água, que por sua vez estava a uma roda com dentes (engrenagem) e um escapo, que era uma peça em forma de "T" presa à engrenagem e que tinha um pêndulo ma ponta. Com o movimento do pêndulo de um lado a outro, a ponta do escapo prendia os dentes da engrenagem, que era girada pelo fluxo da água, e permitia apenas um dente "escapasse" de cada vez, marcando intervalos regulares. Hoje, esta peça é fundamental para os relógios mecânicos. É ela que marca cada segundo. A água, que dava impulso à engrenagem, foi substituída pela corda, um mecanismo que também faz funcionar alguns brinquedos.



 Mas o pêndulo continua ditando o ritmo das horas naqueles grandes relógios da casa da vovó.

domingo, 23 de outubro de 2011

Cecília Meireles

Cecília Benevides de Carvalho Meireles, poetisa brasileira, nascida no Rio de Janeiro em 7 de novembro de 1901. Órfã de pai e mãe ficou a cargo da avó materna. Em 1917 concluiu o curso da Escola Normal da sua cidade natal, exerceu, em seguida, o magistério. Em 1919 estreou nas letras com Espectros. Em 1953, em Nova Delhi (Índia), Cecília recebeu o doutoramento honoris causa, e como demonstra o  Romanceiro da Inconfidência, foi uma autoridade em estudos históricos. Mas, foi na poesia que ganhou notoriedade e imortalidade. Começou com a geração modernista, num movimento de poesia católica. Seu lirismo é tão radiante que faz fulgir a poesia. Entre suas obras estão Viagem, Amor em Leonoreta, Romanceiro da Inconfidencia, Mar absoluto, etc.
 Falece no Rio de Janeiro a 9 de novembro de 1964.
"Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem triste:
sou poeta."

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Charles Spencer Chaplin

Cineasta e ator inglês mais conhecido como Charles Chaplin, um dos maiores comediantes do cinema, nasceu em 06 de abril de 1889 e faleceu em 25 de dezembro de 1977. Filho de atores, ficou órfão de pai cedo e passou a infância em orfanatos. Em 1908 empregou-se em teatros de variedades e fez sucesso como mímico. Foi para os Estados Unidos (EUA) em 1913 e, um ano depois, começou a trabalhar em Holliywood. Em 1915 criou, na comédia, O Vagabundo, seu mais famoso personagem: o vagabundo Carlitos, de bengala, chapéu de coco e calças largas. Teve uma vida sentimental intensa - casou-se quatro vezes, as três primeiras com estrelas do cinema. Com 54 anos, conheceu a filha do teatrólogo irlandês Eugene O'Neill, Oona, de 18 anos, que se tornou sua quarta mulher e com quem viveu até o fim da vida.Perseguido pelo macarthismo, mudou-se em 1952 para Corsier-sur-Vevey, na Suiça. Durante a carreira, envolveu-se em mais de 60 filmes, como diretor e ator. Obra que marca seu apogeu é Em busca do ouro (1925), em que aparece a conhecida dança dos pães. Alguns de seus filmes são considerados obras-primas da cinematografia mundial, como O garoto (1921), ainda no tempo do cinema mudo. Depois do advento do cinema sonoro, realizou obras-primas como Luzes da cidade (1931), em que Carlitos se apaixona por uma florista cega; Tempos modernos (1936), que satiriza a mecanização da modernidade; e O grande ditador (1940), em que toma partido contra Hitler e contra as perseguições raciais na Europa.

Uma de suas frases



sábado, 8 de outubro de 2011

Pelas bandas dos Pampas

Adivinhem que é: chapéu na cabeça, chimarrão na mão, bombachas nas pernas e alpargatas nos pés. Achou difícil entender algumas dessas palavras? Então você não é do Sul, pois estamos falando do gaúcho, em seus trajes típicos. Sim, aquele homem que cavalga pelos pampas, os campos do Sul, cuidando da criação de gado. O chimarrão é a bebida quente que os gaúchos adoram, a bombacha é uma calça larga - presa na altura dos tornozelos - e a as alpargatas ou botas, o calçado que eles não tiram dos pés. Mas será que todo gaúcho usa essas roupas? Como surgiu a fama de bravo dos nossos companheiros do Sul?


Campos do Sul
Costumamos chamar de gaúcho todos os que nascem no Rio Grande do Sul. Está correto, mas podemos chamá-los de rio-grandenses-do-sul. Outro sentido para "gaúcho" seria "o homem dos campos". Mas este significado também vale para os cavaleiros que cuidam do gado em Santa Catarina e no Paraná.

O gaúcho do Rio Grande do Sul ganhou fama de bravo porque seu estado participou de muitas guerras. As primeiras aconteceram, ainda nos séculos 17 e 18, entre os portugueses e os espanhóis, que lutavam pelo domínio da região. Na tentativa de povoar a área e garantir a posse da terra, a coroa portuguesa, que naquela época comandava o Brasil, distribuiu terrenos a várias pessoas.. Boa parte dessas terras virou fazendas de gado, ou estâncias, como os gaúchos preferem chamar.

Em 1760, os portugueses fundaram a capitania do Rio Grande de São Pedro que deu origem ao Rio Grande do Sul de hoje. Depois disso, aconteceram ainda muitos conflitos nesse estado. Para você ter uma ideia, na bandeira do Rio Grande do Sul, entre as listras verde e amarela que representam o Brasil, há uma listra vermelha representando o sangue derramado nas batalhas!

Bandeira  do Rio Grande do Sul

Mas há também a contribuição dos índios para a imagem de bravura dos gaúchos. Os povos charruas e minuanos, que viviam no Sul antes da chegada de portugueses e espanhóis, por exemplo, eram considerados guerreiros. Isso facilitou a identificação entre os indígenas e os cavaleiros dos pampas. É motivo  de orgulho para os gaúchos dizerem que têm "sangue de índio". E é comum entre eles usar o apelido "índio velho".

Ainda na época em que o Brasil era colônia de Portugal (séculos 16, 17 e 18, principalmente),  os cavaleiros do Sul eram chamados de "guascas". Depois, de "gaudérios". Mas eles não gostavam desse apelido, pois se referia aos paulistas que tinham abandonado o Exército e se tornado ladrões de gado.

O termo "gaúcho' só apareceu no final do século 18. O sentido de "cavaleiro dos pampas, bravo e corajoso" só veio a partir da metade do século 19, quando as pessoas começaram a ligar a palavra aos peões que cuidavam do gado.

Bombachas e botas, legitimo cavaleiro dos pampas

Antes de sair por aí vestindo bombachas e calçando alpargatas ou botas, é bom que você saiba que essas roupas quase não mais usadas lá no Sul. É verdade... O gaúcho não é mais como antigamente... No entanto, para resgatar a memória desse personagem que já faz parte do folclore brasileiro, foram criados os Centros de Tradições Gaúchas (CTG). Neles, as pessoas se reúnem, fazem um fandango (um grande baile), marcam saídas para andar a cavalo, vestem-se com todos aqueles adereços e bebem chimarrão. O objetivo é se sentir como um gaúcho dos velhos tempos.

 Festa tradicional gaúcha


Músicos gaúchos em trajes típicos




Gaúchos em trajes típicos bebendo chimarrão.


E agora que vocês já estão por dentro do assunto, que tal um fandango para comemorar?

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Jacques Yves Cousteau

Oficial da Marinha, oceanográfico e diretor de documentários. Realizou diversas expedições oceanográficas com seu barco Calypso, bem como filmes de curta e longa metragem e várias séries para televisão.
Dedicou grande parte de sua vida a explorar e defender a vida marinha. Cousteau  desenvolveu a primeira estação de mergulho subaquático e participou da invenção do escafandro autônomo e da garrafa de oxigênio, em 1943, o que permitiu aos mergulhadores moverem-se livremente sob a água durante períodos prolongados.
Nasceu em 1910, Sant-André-de-Cubzac, França e faleceu em 1997, em Paris, França.