segunda-feira, 5 de outubro de 2015

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Neste fim de semana, li um livro fascinante. Tão interessante que o devorei em dois dias. A Revolução dos Bichos, escrito por George Orwell é pauta para discussão.

Pode até ser lido por uma criança como uma fábula, de tão simples e claro o conteúdo. Para compreender a sátira, basta ter uma visão sobre totalitarismo, comunismo e socialismo.

Em síntese, o livro conta a história do sonho de um velho porco de criar uma granja governada por animais, sem a exploração dos homens, concretizando-se com uma revolução. Como acontecem com as revoluções, a dos bichos também está acometida pela tirania, com a ascensão de uma nova casta ao poder. Qualquer semelhança entre o enredo de "A Revolução dos Bichos" e os acontecimentos da Revolução Russa e do período Stalinista na União Soviética não são mera coincidência. O autor, socialista, era crítico de Stálin e das falsidades proferidas em favor de um sistema que considerava muito distante do verdadeiro socialismo. O Senhor Jones poderia se identificar com o czar Nicolau II, que ao que comentam – tinha aversão ao povo e era um beberrão. O Major pode ser comparado a Lênin e Marx, que faleceram sem ver os frutos da Revolução; as brigas entre Bola de Neve e Napoleão são referências à rixa entre Trotski e Stálin, em que o primeiro acabou sendo perseguido e morto a mando da sanguinária ditadura stalinista. A corja de cães poderia perfeitamente ser vista como uma espécie de KGB, que fora a perseguição de Bola de Neve, ainda fez vários animais ficarem contrários ao governo como aconteceu com Stálin.O porco Garganta refere-se a transmissão da propaganda do governo sempre por meio da retórica e da eloqüência, suporte para a manutenção de qualquer ditadura. Os outros animais podem ser classificados como proletariado russo, à massa das sociedades, iludida e enganada.

Analisando mais a fundo algumas passagens do livro, ainda é possível dizer que a obsessão pelo trabalho disciplinado e dirigido pelos porcos, que controlam o Estado, na expansão da Granja e na construção do moinho relaciona-se com os Planos Qüinqüenais de Stálin.

Pode-se compreender então como a maioria dos líderes de regimes totalitários ascende-se com uma falsa publicidade e controle social, sendo no fundo mentirosos e gananciosos, corrompendo-se com o poder ilimitado.

O livro também nos mostra que podemos até tentar mudar o modo de sociedade, mas o ser humano não muda, tanto é que os porcos que viviam em luta com os homens, seus eternos inimigos, tornam-se iguais no caráter humano.

Pois é, vocês estão vendo como eu estudei não é mesmo? Esse assunto é bem subjetivo e eu sou leiga no assunto, minhas fontes são livros de história e internet. Se alguém quiser debater sobre o livro, fique à vontade.

    Por: Érika Oliveira

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