quinta-feira, 23 de junho de 2011

Lenda Viva

Mário Gomes, o grande poeta cearense, tido havido, como uma das inteligências privilegiadas da Terra de José de Alencar.


Autor de vários livros, e que chegou até a ser biografado pelo embaixador Mário Catunda. Vive perambulando palas ruas de Fortaleza, falando sozinho, o corpo curvado para frente, como um mendigo embriagado. O poeta, pelo que se vê,  pagou caro por assumir um compromisso radical com a máxima liberdade possível, por querer gozar as maravilhas da vida ignorando os ponteiros do relógio. Antigos amigos sumiram todos. Devem ser considerados normais e se afastam dizendo: "Quem quer conversar com doido?"


Mário Ferreira Gomes nasceu em Fortaleza em julho de 1947. Antes de assumir-se poeta boêmio convicto, foi professor do antigo Curso de Admissão ao Ginásio, na escola Albaniza Sarasate. Iniciou, sem concluir o curso de Arte Dramática na Universidade Federal do Ceará. No final da década de 1960 fez parte do Clube dos Poetas Cearenses, agremiação dirigida pelo Carneiro Portela que se reunia na Casa de Juvenal Galeno.
Foi internado diversas vezes e conta suas mirabolantes fugas dos tratamentos com choque elétrico. 
Entre suas principais obras estão: Lamentos do Ego, Emoção Poética, Termo de Poesias com (Alcides Pinto e Márcio Catunda) e Uma Violenta Orgia Universal (Antologia Poética).

 
Mário Gomes e Márcio Catunda


Poema de Mário Gomes

O GRITO DA LIBERDADE
"Um dia, / meu grito ultrapassará / o infinito. / explodindo o universo, / despertando o Senhor. / Rasgarei meu peito / e meu coração pulará / avermelhado, brilhoso e lindo / para ser devorado pelos Deuses / e se transformar em centenas de outros Mários. / Aí sim, serei livre e eterno."

O escritor Raymundo Metto reconhece Mário Gomes como patrimônio imaterial da cidade de Fortaleza.

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