quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

No dia em que a flor de lótus desabrochou
A minha mente vagava, e eu não a percebi.
Minha cesta estava vazia e a flor ficou esquecida.

Somente agora e novamente, uma tristeza caiu sobre mim.
Acordei do meu sonho sentindo o doce rastro
De um perfume no vento sul.

Essa vaga doçura fez o meu coração doer de saudade.
Pareceu-me ser o sopro ardente no verão, procurando completar-se.

Eu não sabia então que a flor estava tão perto de mim
Que ela era minha, e que essa perfeita doçura
Tinha desabrochado no fundo do meu coração.

Rabindranath Tagore



Que lindo poema, é de aquecer o coração. Queria eu ter a doçura, a pureza e delicadeza de uma rosa. Mas ainda tenho muitos espinhos. 




7 comentários:

  1. E no entanto... que reconfortante é saber que por detrás de um espinho... haverá sempre uma rosa... :-D
    Adorei o poema escolhido, Érika!
    Aqui deste lado, tive mesmo uns dias meio espinhosos para conseguir abrir seu blog... mas deve ter sido falta de net, aqui deste lado...
    Sendo assim... vou espreitar alguns dos seus posts, por aqui, já que hoje não está dando problema...
    Beijinhos
    Ana

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  2. Adorei o poème Érika. Adoro a flor de lótus. A flor emblématica na Malaysia. Boas entradas, querida :)

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  3. Bonito poema, uma excelente partilha!
    Um excelente 2017 Érika!
    Bjs

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  4. Bela escolha de poema, Érika, amei...
    Você tem a doçura, a pureza e a delicadeza de uma rosa, flor que te imaginei, mas precisa dos espinhos, para proteger sua real beleza!
    Felizes dias, Érika, abraços carinhosos
    Maria Teresa

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