terça-feira, 10 de maio de 2016

Bairro Passaré

Passaré: o bairro com "cheiro" de verde e brisa no meio da tarde



O frescor da brisa no meio da tarde é um alento para a quentura cada vez mais insuportável de Fortaleza. O “cheiro” de verde toma conta das ruas mais próximas. Os privilegiados pela natureza são os moradores do Conjunto Sumaré, localizado no bairro Passaré. Eles contam com uma grande área verde, próximo à praça do bairro, que margeia o trecho do rio Cocó que passa pela região.

Além disso, a existência do Horto Municipal Falconete Fialho e do Zoológico Sargento Prata também contribui para a qualidade de vida e climática do Passaré. Segundo dados da Secretaria Municipal do Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), dos 7,16 km² do bairro, 2,81 km² são compostos de áreas verdes (39%).

O contato estreito com o meio ambiente está no embrião do bairro, que nasceu do antigo Sítio Passaré, pertencente ao ex-prefeito de Fortaleza e historiador Raimundo Girão. Em 1965, O POVO noticiava a desapropriação de parte das terras para a construção do Horto Florestal. Em 1978, foi a vez da transferência do Zoológico Municipal para o horto. Antes, ele era localizado no Parque da Liberdade (Cidade da Criança), no Centro.

Os primeiros moradores lembram que poucas residências existiam no Passaré há algumas décadas. “Só tinham três famílias quando a gente chegou. Não existia banco nem supermercado. A gente precisava trazer tudo no Centro. Até o pão do café da manhã”, relembra a funcionária pública Janeide do Nascimento, 55.

Situação bem diferente dos dias atuais. O bairro passa por um “boom” imobiliário. Por onde se olha, há casas ou apartamentos sendo construídos. Serviços e infraestrutura também melhoraram, comentam os moradores. Para o ambulante Francisco Martins, 65, a localização privilegiada é a justificativa para o crescimento da região. Devido à grande extensão territorial, o Passaré é dividido em conjuntos, como: Sumaré, Residencial Passaré, Jardim União, Jardim Castelão, Barroso II, Novo Barroso e os loteamentos Santiago de Compostella e Novo Passaré.

Mesmo com o crescimento, os moradores não abrem mão dos espaços verdes. “A gente preserva essa área verde aqui (nas margens do rio Cocó) porque já tentaram invadir muitas vezes”, afirma o comerciante Antônio Alberto Uchoa Monteiro, 64, que integra o Conselho Comunitário do Conjunto Sumaré.

Na praça do conjunto (ainda não batizada), muitas pessoas aproveitam o espaço livre para fazer atividades físicas, como caminhadas, jogos de futebol e passeios de bicicleta.

A praça foi construída pelo cunhado de dona Janeide, o militar Lourival Soares de Aquino, já falecido. Segundo ela, primeiro foi construída uma capela no local, em 1983. Antes, não havia local adequado para celebração de missas. “Ele (Lourival) fez uma proposta a mamãe. Pediu que ela assumisse as despesas da casa porque ele ia usar todo o dinheiro dele para construção da capela”, relembra Janeide.

Em seguida, Lourival passou a plantar árvores nos arredores da capela, com o intuito de que, futuramente, o local fosse transformado numa praça. Foi o que aconteceu. Recém-reformada, hoje ela é zelada por toda a comunidade. Hoje, os moradores discutem qual nome colocar nela. Seu Antônio Alberto defende que seja o de Lourival Soares, numa homenagem ao fundador. Seria mais do que justo. 

Um comentário:

  1. É tão raro encontrarmos áreas verdes tão bem preservadas nos centros urbanos e os moradores fazem muito bem em preservá-la. Além de ser um lindo espaço de lazer ainda contribui para a saúde da população. Um belo registo meninas
    Beijos e uma boa semana

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