terça-feira, 5 de abril de 2016

As Línguas do Mundo e A História do Inglês.




Não se sabe precisamente quantos idiomas vivos existem no mundo, mas acredita-se que o número seja superior a 5.000. Cada idioma é único, no sentido de que possui seu próprio sistema de sons, palavras e estruturas; ainda assim, cada um deles está relacionado, de maneira próxima ou distante, a outros idiomas encontrados  na mesma parte do mundo. Dessa forma, inglês, francês, ibo e ioruba são idiomas diferentes, mas inglês e francês compartilham muitas características linguísticas entre si e com outros idiomas europeus, enquanto ibo e ioruba têm mais características comuns entre si e com outros idiomas africanos. 


Características gerais dos idiomas:


1. Todos os idiomas mudam com o tempo. Tais mudanças podem ser lentas ou muito rápidas. O islandês mudou nos último 1000 anos menos do que o inglês mudou 20, ao se tornar uma língua franca nas plantações de cana de Queensland, Austrália, no séc. XIX.

2. Todos os  usuários de um idioma utilizam estilos diferentes em contextos diferentes (em ocasiões formais e rituais, literatura, em família, entre amigos).

3. Qualquer idioma pode ser traduzido para qualquer outro, embora possa haver perdas de nuances e referências culturais no processo.

4. Todos os idiomas são suficientes para as necessidades de seus usuários, não havendo idiomas inferiores ou superiores.

5. Qualquer criança normal pode aprender o idioma ou idiomas de seu ambiente, independente da família à qual estes possam pertencer. Em outras palavras, uma criança brasileira em contato com hindi ou suaíle aprenderá esses idiomas tão naturalmente quanto aprende o português. 





A história do Inglês


O inglês é o idioma mais difundido em todo o mundo, tendo sua origem no grupo germânico de idiomas- do qual outros idiomas modernos como o alemão e o o holandês também descendem- mas seu vocabulário inclui uma alta proporção de palavas românicas, que são derivadas do latim e relacionadas a idiomas modernos como francês e italiano.

Antes do séc. V vários idiomas célticos eram falados na Grã-Bretanha, mas os verdadeiros ancestrais do inglês começaram a ser desenvolvidos quando os celtas foram deslocados por sucessivas invasões de povos das costas ocidentais do Mar do Norte. Esses invasores falavam idiomas germânicos ( frísio, saxão e jútnico), que deram origem ao inglês antigo ( o idioma dos anglo-saxões). Entretanto, os idiomas célticos sobreviveram no oeste e no norte, transformando-se no galês e no gaélico.

Alfredo, O Grande
As missões cristãs do séc. VII trouxeram o aprendizado e a alfabetização, que no início eram inteiramente em latim. Uma literatura em inglês antigo emergiu notadamente no reinado de Alfredo, o Grande       (871-899). Do final do século VIII até o século X, o vocabulário foi influenciado por invasores escandinavos - os Vinkings. 

Com a conquista normanda em 1066, o inglês antigo deixou de ser o "idioma nacional". Um idioma românico - o normando - passou a ser utilizado na corte e um latim normandizado no governo, ensino e Igreja.

Durante trezentos anos o inglês antigo e o francês vagarosamente se fundiram, enquanto a separação entre o normando e o saxão tornava-se menos rígida. O idioma falado em 1400 já podia ser reconhecido como o início do inglês que conhecemos hoje.

Willian Caxton
Na Renascença, o inglês foi influenciado tanto em seu vocabulário quanto na estrutura de suas sentenças pelos modelos clássicos do latim e do grego, O inglês voltou a ser aceito como idioma nacional, sendo utilizado pelo povo e na literatura ( como mostram a poesia e peças de teatro do período Tudor - notadamente as obras de Shakespeare, que representam o idioma em transição).

A introdução da imprensa na Inglaterra, por Willian Caxton no séc. XV, trouxe mais livros em inglês, regularizando a ortografia e a pontução. A partir do final do séc. XVII, o uso do inglês tornou-se mais regular e consistente e sua gramática não mudou muito desde então. A principal evolução durante os últimos três séculos tem sido o crescimento de vocabulário. 

No séc. XX, avanços tecnológicos trouxeram ainda mais palavras, assim como a adaptação de palavras antigas.

O inglês no mundo

O idioma de Shakespeare era falado por cerca de cinco milhões de pessoas, a população da Grã-Bretanha, ao final do século XVI. Desde então, espalhou-se por todo o mundo a partir da colonização da América do Norte, que deu origem ao inglês americano, com algumas diferenças em vocabulário, gramática e ortografia. Durante a expansão do Império Britânico nos séculos XVIII e XIX, o inglês tornou-se o idioma oficial em países como Canadá, Austrália, Índia e parte da África. Quando esses países se tornaram independentes, o inglês continuou a ser utilizado, geralmente com adaptações locais, criando novas variedades do idioma.
Willian Shakespeare
Estima-se em mais de 300 milhões o número de pessoas que têm o inglês como língua materna e em cerca de 1 bilhão o número de pessoas que o utilizam como segunda ou terceira língua. A emergência dos Estados Unidos como superpotência teve um papel relevante na internacionalização do inglês, atualmente o idioma mais comum em publicações técnicas.


Fonte: Enciclopédia Compacta de Conhecimentos Gerais, Istoé.

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