domingo, 9 de agosto de 2015

Começando a Desvendar o Sistema Nervoso


         Hoje nós vamos falar um pouquinho sobre o vasto sistema nervoso, suas subdivisões e seus componentes. Mas porque devemos conhecê-lo melhor? Para  facilitar a compreensão do que acontece com nossa mente, com nossa cognição e como nosso corpo age e reage aos estímulos e emoções. Na nossa relação com o mundo, o tempo inteiro somos estimulados e respondemos aos elementos do ambiente. A cada estímulo externo (como o cheiro de um alimento ou o som de uma buzina) e mesmo interno (como dor ou sensação de fome), o organismo reage, ou seja, de certo modo “responde" a essas perguntas:

De onde vem o estímulo?
Como meu corpo reage a esse estímulo?
Isto me fará bem ou mal?
Já tive essa sensação antes? 

          Esse processo ocorre no sistema nervoso central de maneira tão instantânea que a nossa consciência não tem como identificar todas as suas etapas, nem os milhares de estímulos que o corpo recebe a todo instante.
         Para compreender melhor como percebemos os estímulos externos e como respondemos a eles, é fundamental reconhecer o sistema que forma a rede de comunicação do corpo.


          O sistema nervoso é um sistema integrado. O que ele faz depende fundamentalmente de uma cooperação funcional de suas partes, que tendem a ser especializadas. De maneira geral, tomamos o sistema nervoso como um sistema que evolui para um único fim: otimizar a manutenção da integridade do organismo. Todos os processos que ocorrem a nível neural são de alguma forma adaptativos aos estímulos recebidos. O sistema nervoso passa por um contínuo processo de aprendizagem, produzindo respostas de fuga ou enfrentamento, atento à ameaças e oportunidades. Em linhas gerais, podemos entendê-lo como a parte do organismo mais capaz de receber, perceber, integrar e responder aos estímulos recebidos em determinado ambiente. Basicamente, ele consiste em três partes:

Sistema Nervoso Central (SNC), que inclui basicamente o encéfalo (o que chamamos de cérebro) e a medula espinhal;

Sistema nervoso periférico (SNP), que inclui os neurônios (células nervosas) fora do SNC e os nervos cranianos e espinhais que unem o encéfalo e a medula espinhal às estruturas periféricas;

​Sistema nervoso autônomo (SNA), que tem partes no SNC e partes no SNP, e consiste em neurônios que inervam os músculos lisos, músculo cardíaco, epitélios glandulares e combinações destes tecidos.

   
   Após conhecer as “macro” subdivisões do sistema nervoso, passamos para o estudo de alguns dos seus principais componentes, conceitos básicos que devem ser dominados por quem se aventura nesse aprendizado. O sistema neurológico se baseia em uma organização aplicada destes componentes, cada qual desempenhando suas funções. Os diferentes tipos celulares interagem para responder adequadamente aos estímulos sentidos, uma interação que atinge o seu mais alto grau de refinamento por meio das sinapses. Portanto, para que o sistema nervoso funcione, não basta apenas que cada um dos componentes esteja em seu devido lugar anatômico, mas que interaja satisfatoriamente com os demais.

                                                               O neurônio
É a célula típica do sistema nervoso, composta, como outras células do organismo, de um corpo celular com organelas intracelulares; apresenta ainda uma membrana plasmática especializada em gerar e conduzir sinais bioelétricos. Os prolongamentos neuronais são os dendritos e os axônios. Juntamente com a morfologia do corpo celular (pericário), a disposição desses prolongamentos classifica os neurônios.



                                                                     A sinapse
                A unidade mais simples de função nervosa requer dois neurônios: um receptor ou sensitivo e outro efetor ou motor. A conexão morfofuncional entre esses dois neurônios ocorre por meio de uma sinapse. As ramificações terminais do neurônio sensitivo (axônios) se dilatam em pequenos botões, os botões terminais, que se dispõem em contato com os dendritos, corpos celulares e axônios dos neurônios efetores. Vesículas receptoras repletas de neurotransmissores depositam o conteúdo na fenda sináptica.

                                   

                                                               Os neurotransmissores
Para ser um neurotransmissor, a substância deve ser produzida no neurônio pré-sináptico, a quantidade produzida deve ser capaz de gerar uma resposta no neurônio pós-sináptico, a aplicação exógena da substância deve reproduzir os efeitos da liberação sináptica e, finalmente, deve haver um mecanismo para por um fim à resposta fisiológica que foi gerada, com consequente remoção do composto da sinapse.

                                
                                                      
                                                                 As células gliais
O sistema nervoso não é constituído apenas pelos neurônios. Outras células participam do suporte, sustentação, cicatrização, nutrição, auxílio na transmissão de impulsos elétricos e produção do liquor, dentre outras funções. São componentes da glia os astrócitos fibrosos e protoplasmáticos, os oligodendrócitos e células de Schwann, as células ependimárias e a micróglia. Os astrócitos e células oligodendrogliais também são conhecidos como células da macróglia.





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Fontes:  6ª edição da Revista MeuCérebro.
site sobiologia.com.br 

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