segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Só mais um vrum, por favor!

E se pudéssemos ressuscitar 10 carros nacionais, quais seriam?     

Há carros nacionais que marcaram época, fizeram história, venderam muito. Só que chega uma hora em que não adianta criar uma versão especial ou mais potente. Em geral, os carros nascem, são lançados, vendem e deixam de ser produzidos. Uns têm vida mais longa. Outros, não.

O certo é que eles ficaram na memória dos brasileiros, mesmo dos que não viveram aquele tempo. Após debates e sugestões, dez belezuras foram escolhidas para serem ressuscitadas, se fosse possível. É a gratidão de quem trouxe muita alegria a condutores e ao mercado nacional, que fabrica automóveis desde o início da década de 1960. O local da eleição: Museu do Automóvel do Ceará. Os jurados: diretoria do museu.

O presidente do Museu do Automóvel, Ednúbio Vasconcelos, afirmou ter sido uma missão difícil escolher dez entre os muitos veículos que fizeram história no Brasil. O diretor-técnico do Volks Clube do Ceará, Evandro Studart Filho, ratifica o aperto no coração de deixar outras feras de fora. Mas eles e os outros apaixonados por carro antigo no Ceará toparam o desafio. Valeu a pena falar do que nos deixaram.


Renault/Willys Gordini
Gordini.jpg
*1962 †1968
Fabricado pela Willys Overland do Brasil. Era um automóvel de quatro porta, pequenininho, bonitinho. Todo mundo hoje tem saudade do Gordini. O motor chegou a ter 70 cavalos. Era frágil e, por isso, ficou conhecido como Leite Glória, porque ele se desmanchava sem bater. Era de origem francesa. Foi uma melhoria do Dauphine (36 cv), colocaram mais friso e motor mais potente. Deu origem ao Corcel.


DKW Vemag
Ficheiro:Dkwexpo.jpg
*1956 †1967
O ano de 1956 marca o lançamento do primeiro carro fabricado no Brasil, a perua DKW Vemag. Na verdade, é uma cópia do modelo alemão DKW, fabricado pelo grupo Auto Union. Era equipado com um motor de dois tempos. Sua mecânica e chassi foram utilizadas em 1967 no Puma DKW. Nesse mesmo ano, a Volkswagen adquire a Vemag e encerra a fabricação de automóveis com motores de dois tempos.


Volks Karmann Ghia
Karmann Ghia front.jpg
*1962 †1971
Iniciou produção nacional em 1962. O segundo começou já em 1963. Foi até 1971. Era um fusca com roupa esporte. Teve uma versão cabriolet que era comparado ao Porsche 356. Primeiro carro a ter a versão cabriolet no Brasil. Tinha formas arredondadas, feitas com design italiano, caracterizado pela ausência da coluna B (que separa as duas portas).


Volks Fusca

*1959 †1986 / *1993 a †1996
Veio para o Brasil para ser montado em CKD (Completely Knock-down) por uma empresa paulista chamada Bras Motor. Com a implantação da fábrica da Volks no Brasil em 1959, começou uma briga da Bras Motor com a montadora alemã. O Fusca foi até 1986. Depois, foi de 1993, a pedido do então presidente da República, Itamar Franco. Foi até 1996.


Chevrolet Opala

*1968 †1992
Misturava parafusos em polegada (medida norte-americana) e em milímetros (medida alemã). Era uma evolução do Opel Rekord, alemão, mas a motorização dele é do Chevrolet norte-americano. Havia uma versão com motor de 4 cilindros e um com o motor de 6 cilindros. Se quisesse um carro fora os populares, tinha que escolher entre o Opala e o Maveririck. Por isso, forma são dois queridinhos ainda hoje.


Fiat 147
Fiat 147 in Italia.JPG
*1977 †1986
Foi o ingresso da Fiat no Brasil. Derivado do Fiat 127. Carro muito compacto e trouxe para o Brasil o motor transversal, uma forma de ganhar espaço no carro. Até o step e macaco eram dentro do cofre do motor. Sofreu no começo com problemas de desenvolvimento. Ficou raçudo de tal forma que a fábrica vendia o modelo brasileiro na Itália, por exemplo. É o precursor do Uno no Brasil.


Volks Brasília
Volkswagen Brasília
*1973 †1982
A Volks queria criar um produto para substituir o fusca, quando ele decaísse. O primeiro foi o Zé do Caixão, que foi muito popular como táxi em São Paulo. Em seguida, a equipe de projeto desenvolveu um automóvel para ter a mesma mecânica do fusca, a mesma facilidade e incorporar conceitos da era moderna, como maior espaço interno. Veio a Brasília. Foi desenvolvido de fora para dentro. Era menor do que o fusca em comprimento.


Ford Maverick

*1973 †1979
Derivado do Ford Pinto. Carregava motor de 6 e 8 cilindros que a Ford tinha, com 3 e 5 mil cilindradas. Até hoje ainda existe esse motor de 302 polegadas cúbicas. Foi uma resposta da Ford ao insulto da GM com o Opala. Nasceu para ser concorrente direto do Chevrolet.


Chevrolet Chevette

*1973 †1993
Derivado do Opel Kadett. Nasceu para ser o carro de entrada da GM. Tinha motor de 4 cilindros, era bem simples. Tinha eixo traseiro era em forma de “T”. Vendia muito, porque era mais barato. Custava algo parecido com a Brasília. Ele que determinou a morte da Brasília. Nasceu 1.4 e ficou até 1.6. Quando começou a moda dos motores 1.0, teve o Chevette Júnior.


Rural Willys
Ruralwillys.jpg
*1958 †1972
Era uma camionete simples, robusta e espaçosa. Tinha a mesma mecânica do Jeep, para o Brasil sem estradas, inclusive 4x4. Já nasceu valente, por tanto. O porta-malas abria o vidro pra cima e porta para baixo. A placa poderia ser virada para ficar aparecendo, quando a porta estivesse aberta. Geralmente, famílias tinham uma Rural Wyllis. Na época, havia, principalmente, três camionetes: Kombi, Chevrolet Amazonas ou Rural.


O Museu do Automóvel faz o convite para ver alguns desses carros e outros. Vá, senão, eles voltam e pegam no seu pé de madrugada.
Museu do Automóvel
Fonte: Jornal O POVO.

3 comentários:

  1. Sensacionais lembranças! Cada um em seu estilo marcaram épocas!
    Abraço.

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  2. Estranhei essa nota de que o Chevette "determinou a morte do Brasília" e confirmo na Wikipedia que isso não é verdade. Mesmo porque ambos nasceram em 1973, não havendo motivo para a uma existência comum por dez anos. O que matou o Brasília foi que a Volkswagen resolveu adotar o motor refrigerado à água, lançando o Gol, e temia que a produção do Brasília prejudicasse o n novo lançamento.
    Mas o Gordini era lindinho mesmo, pena que era tão frágil. Lembro de uma piada, comum nos anos 70. Um Gordini empacado no pé de uma ladeira e os que passavam noutros automóveis gritavam para o infeliz proprietário: - Compra um carro!
    Dos automóveis antigos, fabricados no Brasil, o que achei uma pena ter sido descontinuado, foi o Interlagos, da Willys, réplica do Renault Alpine. Creio que foi fabricado entre 1961 e 1967. O Alpine também morreu. Tudo passa, né?
    Beijos.

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  3. Olá Meninas. Tudo bem? Assim espero.
    Estava reparando para ver se encontrava entre estas Relíquias alguma que se aproximasse da minha idade ,mas são todos lindos e muito novos.
    Beijinhos. Alberto

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