terça-feira, 7 de maio de 2013

O bairro mais antigo de Fortaleza

Barra do Ceará 

Bairro mais antigo de Fortaleza tem 409 anos de história




A foz do rio Ceará, no litoral de Fortaleza, é de uma beleza inigualável. Rio, mangue, praia, barcos e ponte formam um cenário bucólico e único na Capital. É no encontro do rio com o mar que nasce a Barra do Ceará, o bairro mais antigo de Fortaleza. 
De acordo com o historiador Adauto Leitão, que pesquisa a construção de Fortaleza a partir do século XVII, a capitania do Siará ainda não havia sido explorada pelos colonizadores europeus até o ano de 1603. A incumbência de iniciar a ocupação coube a Pero Coelho de Souza e a Martim Soares Moreno, protagonista do romance Iracema, do escritor cearense José de Alencar.

Segundo o pesquisador, a dupla realizou um reconhecimento do litoral cearense. O local escolhido para abrigar o primeiro fortim foi a margem direita do rio Ceará. Com o nome de Fortim de Santiago, foi inaugurado em 25 de julho de 1604. Depois, deu lugar ao Forte de São Sebastião.

Com isso, gera-se uma polêmica em relação à data de nascimento da capital cearense. Oficialmente, Fortaleza tem 287 anos de criação, tomando como referência a ocupação holandesa das margens do riacho Pajeú. Porém, Adauto Leitão defende que o marco zero da cidade é mesmo a Barra do Ceará. “(O fortim) tem o caráter de ocupar a capitania. Do meu ponto de vista, isso não pode ser omitido”, argumenta.

O historiador explica que vestígios arqueológicos do forte já foram encontrados no morro de Santiago, o que provaria cientificamente a existência da construção. Outro argumento apresentado por ele é o fato de a Câmara Municipal ter 312 anos de criação, tendo sido a primeira sede instalada na Barra do Ceará. “A imagem de uma cidade de 287 anos é uma aberração histórica”, critica.

O comerciante Alberto Souza, 53, é morador da Barra do Ceará desde 1964, quando a família se mudou para Fortaleza. Ele lembra que, onde hoje existe a avenida Radialista José Lima Verde, havia o cenário marcado pelas dunas, que “iam .até o rio. Era muito bonito”.

Lembrança semelhante tem a comerciante Miriam Matos, 56. Quando criança, ela costumava sair do bairro Antônio Bezerra e ir a pé para a Barra do Ceará com a família. “A praia mesmo era mais morro e duna. A gente subia neles e já caía na água”, afirma. Há 29 anos, Miriam escolheu o bairro como local de moradia. Uma das características do bairro é a presença de pescadores artesanais. O pai de Alberto Souza, que tinha o mesmo nome, foi o primeiro a colocar um barco a motor para realizar a travessia no rio Ceará . Isso na década de 1970.

Outra curiosidade do bairro foi o funcionamento de um hidroporto na foz do rio, que servia para o pouso de aviões. Segundo Leitão, o equipamento funcionou de 1930 a 1942. Tempos em que não existia o aeroporto Pinto Martins.

Fonte:    http://www.opovo.com.br/colunas/opovonosbairros/

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