terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Conhecendo Fortaleza

A beleza da paisagem natural da cidade

Estátua de Iracema na Lagoa de Messejana
Não é apenas de areia e água salgada de que Fortaleza é feita. Os primeiros colonizadores logo devem ter descoberto o potencial de flora, fauna e hidrográfico. A lagoa de Messejana é símbolo de idílio romântico, lugar onde a personagem Iracema, do livro homônimo de José de Alencar, após se banhar nas águas da bica do Ipu, vinha secar os cabelos longos e negros como a asa da graúna. Uma estátua da índia está lá para lembrar o visitante do clássico literário. Tantas páginas ainda poderão render outras lagoas da cidade. A da Parangaba, mesmo espremida entre grandes avenidas e um frenético terminal de ônibus, se mantém bela. Aos domingos, arranjou-se uma feira às margens de uma parte de seus 36 hectares de área. Hoje, as lagoas da cidade estão protegidas por lei. É por isso que os preservados entornos das lagoas de Porangabuçu, Papicu, Maraponga, Opaia, Lagoa Precabura e Messejana fossem assimilados pela população como importantes áreas de lazer.

Fortaleza conta, ainda, com o Zoológico Sargento Prata, comandado pela Prefeitura. Começou da coleção particular do sargento que deu nome ao parque; em 1979 foi para o Horto Florestal e, em 1983, ganhou estrutura administrativa própria. Tem mais de 300 animais. O Parque Ecológico Adahil Barreto, arborizado e revitalizado, é apontado como espaço legítimo de lazer.
Embora as tentativas de agressão e a vigilância precisem ser permanentes, Fortaleza conseguiu preservar uma das maiores e mais importantes áreas verdes do Brasil. É o Parque do Cocó, que mantém uma bela trilha ecológica onde o fortalezense pode sentir e ver a dimensão, a força e a pujança de uma área de mangue.

Foz do rio Ceará
O local onde os primeiros europeus pisaram onde hoje é Fortaleza é um dos pontos mais bonitos da Capital. Segundo historiadores, as expedições dos espanhóis Vicente Pinzón e Diogo Lepe desembarcaram nas costas cearenses antes da viagem de Cabral ao Brasil,em abril de 1500. A primeira, num cabo identificado como o da Ponta Grossa, no Município de Icapuí, e a segunda, justamente na Barra do Ceará, um dos pontos mais belos de Fortaleza.
Às margens do local onde as águas doces do Rio Ceará, na Barra do Ceará, se encontra com o mar do oceano Atlântico foi onde, em 1603, foi construído o Forte de São Tiago, depois destruído. A beira do rio Piragi, depois batizado de Siará, a esquadra de Pero Coelho teve que enfrentar ainda a reação dos índios da região.
Hoje, a ponte do rio Ceará é um componente do local de onde vemos o por do sol de forma privilegiada. A ponte faz a ligação entre Fortaleza e a cidade de Caucaia. São várias as barracas de praia ao redor da foz, cuja mais famosa é o Restaurante Albertus, de propriedade do seu Francisco Alberto Lopes, que oferece comida regional. No rio Ceará é possível agendar passeios de barco quem levam até a área de mangue.
Do rio Ceará é possível seguir para o lado leste da cidade em direção à Ponte dos Ingleses. De lá, é possível avistar boa parte da orla da avenida Beira Mar.
Na ida à Praia do Futuro pela avenida Padre Antônio Tomás é possível observar algumas subidas na pista logo após o bairro Papicu. São morros em que o asfalto das pistas e os tijolos das casas foram construídos. Esse trecho é o Dunas, um bairro de alto padrão, rodeado de casas de luxo, logo antes da Praia do Futuro.
Desse lugar, mais alto que a maioria do terreno plano da cidade, de um lado a vista aponta para os bairros conhecidos como grande Aldeota. Do outro, o vento que o mar sopra é o mesmo que, há cerca de seis mil anos, trouxeram as areias que hoje formam os morros. O bairro tem pouquíssimos comércios e praças.
O PROFESSOR EXPLICA
A Ponte dos Ingleses – conhecida como Ponte Metálica – começou a ser construída durante o governo de Epitácio Pessoa (1919 – 1922). A estrutura foi idealizada pelo engenheiro José Barroso Maia (Mainha) à serviço da empresa inglesa Norton Griffths. Mas logo no outro governo, Artur Bernardes (1922 – 1926), as obras foram interrompidas por causa da suspensão dos serviços federais no Ceará. Com a construção do atual Cais do Porto a ponte ficou relegada ao esquecimento.

Comentários do Professor de história, André Rosa. 
Fonte: Anuário de Fortaleza 2012-2013. O POVO Agosto/2012.

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