terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Conhecendo Fortaleza

Os serviços urbanos e o bem viver

Avenida Monsenhor Tabosa importante via da cidade
Apenas no início dos anos de 1920 é que começou, em Fortaleza, a instalação dos primeiros encanamentos de água. A cidade daquela década era pobre, mas caminhava a passos rápidos rumo à melhoria das condições de vida, pelo menos para a classe mais abastada. Em suas ruas em formato xadrez, a iluminação era, também nessa década, com gás carbônico, mas as casas já tinham energia elétrica. Desde 1913, o transporte na cidade era feito por bondes elétricos, que substituíram os bondes puxados a burros. O serviço era administrado por uma empresa canadense. Em 1926 começou a ser instalada a água encanada.
Os locais, inclusive, recebiam nomes de acordo com suas funções. A Praça do Encanamento, era o local em que caixas d’água foram construídas para levar abastecimento até o Benfica na metade do século XIX.
Em 1930, na administração de Álvaro Weyne, a praça foi urbanizada no atual trecho e recebeu o nome de Praça da Bandeira, mas oficialmente só foi mudado em 1937, por decreto do então prefeito Raimundo de Alencar Araripe. Em 1959, na gestão do prefeito Cordeiro Neto, seu nome foi novamente mudado, passando a chamar-se Clóvis Beviláqua. O nome de Praça da Bandeira passou para a Praça do Colégio Militar. A construção da última caixa d’água na praça Clóvis Beviláqua foi na década de 1960.
Com o passar dos anos e o crescimento da cidade, serviços precisaram ser expandidos e novos foram criados. Para se ter uma ideia, segundo o censo de 1920, o número de pessoas que moravam na capital cearense era de 78 mil. Hoje, a Capital cresceu mais de 300 vezes e conta com cerca de 2,7 milhões de habitantes, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para atender a toda essa demanda populacional, os governos municipal e estadual precisaram se adequar. Serviços de saúde, como a criação de hospitais, expansão das redes de água e esgoto; surgimento de órgãos de fiscalização, como a Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania (AMC), organização das polícias civil e militar e criação da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).
Fonte: Anuário de Fortaleza 2012-2013. O POVO Agosto/2012.

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