sábado, 26 de maio de 2012

Literatura dos sertões

Mata dos cocais, caatinga, cerrado. As paisagens vegetais do Nordeste brasileiro são diversificadas e hoje são bem diferentes das de cem anos atrás. Elas foram retratadas em obras literárias. Quer ver?

A Guerra dos Canudos, movimento político-religioso que durou de 1896 a 1897, foi retratada no livro Os Sertões, de Euclides da Cunha. Na época ele a acompanhou de perto como repórter do jornal O Estado de S. Paulo. Em sua obra, Euclides revela o conflito entre o litoral brasileiro - urbano e pré-industrial, predominantemente branco - e o Sertão mestiço, povoado pelos jagunços liderados por Antônio Conselheiro, que contestavam o regime republicano recém-instalado. Euclides conseguiu reunir um rico material para elaborar, durante cinco anos, seu grande clássico da literatura brasileira, publicado em 1902.

A obra é composta de três partes, sendo que, na primeira o escritor descreve as características geográficas em que surge o sertanejo, atendo-se à região do Vaza-Barris, no norte da Bahia, onde se passou a campanha de Canudos. Descreve a flora da caatinga da regão, as influências  o clima, a formação geológica, a hidrografia, entre outros elementos.

Além de Os Sertões, há outras obras ambientadas nas paisagens do Nordeste brasileiro, como, por exemplo, Vidas Secas, de Graciliano Ramos.

Ao retratar as paisagens, a cultura, o fatos e a vida das pessoas em diferentes épocas, muitas obras da literatura brasileira estão repletas de informações geográficas e constituem importantes fontes históricas. É a literatura nos ajudando a compreender melhor o Brasil e o mundo.

Euclides da Cunha retratado por Candido Portinari
Euclides da Cunha nasceu no estado do Rio de Janeiro em 1886 e faleceu em 1909 no mesmo estado. Foi escritor, sociólogo e engenheiro. 
Acima, Euclides retratado por Portinari.

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