sábado, 6 de agosto de 2011

É necessário compreender o significado da religião


                 Para a maioria das pessoas, religião é uma questão de tradição familiar, benefícios sociais, ou hábito moral. Elas não tem ideia da importância da religião. Quando perguntei à um homem que religião seguia, sua resposta foi: “ Nenhuma em particular. Troco de igreja conforme me convém.”
                Quem não busca Deus como a suprema necessidade da vida não compreende o significado da religião. Por que todos procuram dinheiro? Porque estão condicionados ao pensamento de que o dinheiro é essencial para suprir as coisas necessárias ao bem estar.  Não é preciso dizer- lhes isso; eles simplesmente sabem. Então, por que a maioria das pessoas não compreende a necessidade de conhecer Deus? Porque lhes falta imaginação e discernimento. Muito cedo na vida, vi que as respostas da teologia e até das escrituras a certas questões jamais poderiam satisfazer plenamente a alma, se a verdade não fosse experimentada por meio da realização e da comunhão com Deus. Por exemplo, quando minha mãe morreu e quando outros entes queridos começaram a ser arrancados de mim, revelei-me interiormente, que ninguém pôde dar uma explicação satisfatória. Decidi que eu mesmo tinha de achar a resposta,com meus próprios esforços. “Não vou aceitar isso cegamente.” , prometi. “Vou encontrar a resposta Daquele que é o Criador deste universo”. Procurei diretamente em Deus a compreensão dos mistérios da vida que não podia achar nos ensinamentos das igrejas e dos templos. Se a religião não pudesse esclarecer por que alguns nascem pobres e outros, ricos; alguns, cegos e outros, saudáveis, como poderia convencer-me da justiça divina? Os mestres da Índia, alcançando a comunhão com Deus encontraram as respostas para os enigmas da vida por meio da realização interna, e nos mostraram como fazer o mesmo.
                 Há numerosos tipos de religiosos no mundo e cada religião tem sua própria diversidade interna. Há aqueles cujo enfoque é totalmente emocional. Quando seus sentimentos são muito estimulados, ficam histéricos pela religião. Mas na extrema exibição de emoções, perde-se o contato com Deus. Tipos emocionalmente excitáveis querem que a religião seja uma espécie de “droga estimulante”; se uma palestra é feita em termos intelectuais, eles caem no sono. “É muito monótona”, dizem. Porém, excitar as emoções dos outros é simplesmente criar ilusões em suas mentes; não é dar-lhes a Verdade ou Deus.
                O religioso intelectual delicia-se com a discussão de várias concepções teológicas ou filosóficas, gabando-se intimamente de que está em um patamar mais elevado de compreensão divina do que o religioso emocional. Contudo, também o estímulo intelectual é apenas outra espécie de “droga”, outra forma de prestidigitação mental, e que, como a excitação emocional, não dá ao buscador o que ele realmente necessita.
                Religiosos que se agarram cegamente a dogmas costumam repetir, como papagaios, o que realmente não compreendem ou não experimentaram. Quando você lhes faz perguntas, citam escrituras e dogmas, como vitrolas espirituais. É inútil raciocinar com eles, porque estão certíssimos de que sabem tudo.

Do livro A Eterna Busca do Homem, de Paramahansa Yogananda.

2 comentários:

  1. Maravilhoso esse post, ein meninas!

    Não tenho receio em dizer que a minha espiritualidade se deve muito aos nossos amigos orientais (não pode haver surpresas para ninguém constatar que eles estão mais próximos de Deus que a nós, ocidentais). Temos uma enorme dificuldade em reconhecer a Deus por tentarmos fazer isso com bases na razão fundamentada pelos filósofos. Infelizmente, nesse aspecto divino, fomos mal influenciados e estamos pagando caro por isso, não é mesmo?

    O Yogananda fala muito bem à respeito da religião e como ela é usada para os nossos fins. Gostei, também, quando ele cita os religiosos emocionais e intelectuais...

    Irei repassar uns textos do Osho que tenho comigo para vocês.

    Atc,
    Francisco Holanda

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  2. Realmente, estamos pagando caro, muito caro por isso.

    Agradecemos pelo comentário e pelos textos, aguarde....

    Atc,
    Érika e Bárbara.

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Agradeço pelo seu comentário!