quarta-feira, 9 de março de 2011

Estamos na idade da lógica


             O homem vive paralizado pela limitação. Como sabes que dentro de um instante não será  magoado, ou que alguém não romperá o coração? A única segurança verdadeira é aquela que os grandes mestres como Jesus encontraram. Contar com essa segurança e ser capaz de presenteá-la a todos os demais constitui a única liberdade verdadeira e máxima sabedoria.


            A idade da obediência cega passou. Agora  estamos na idade da lógica. Deves indagar cada experiência com discernimento inteligente até que a compreendas, desse modo, jamais voltará a ser presa do engano. Existe uma razão para tudo. E nesta era de análises, deves buscar esse entendimento. A criança a qual se obriga a assistir a aula da escola dominical não se beneficia com essa disciplina, porque não foi adequadamente instruída para compreender porque essa atividade lhe será útil. Lembro haver observado as escolas dominicais de uma comunidade cristã na Índia. No lugar de uma atmosfera de estudo devocional, podia peceber-se muito ruído e inquietude. As crianças não tinham idéia de quanto poderiam ter se beneficiado com aquelas aulas.
            
         A religião moderna se separou da vida e se transformou num hábito que se executa no domingo pela manhã e inclui umas poucas orações, uns cantos e um sermão; logo, tudo termina quando se inicia a semana. Nos demais dias,  pode-se brigar com o esposo ou a esposa, abusar dos sentidos ou aniquilar os inimigos. A verdadeira base da religião foi esquecida.
            
         A religião deve ser sentida como uma necessidade prática e pessoal. Sempre que as escrituras ou os Santos te aconselhem não fazer algo, use a lógica e poderás comprovar que seguir aquele conselho redundará em benefícios  em teu próprio proveito. Por exemplo: “Não cometerás adultério”. Por quê? Porque o mal uso da poderosa força criativa gera um sem número de problemas. O abuso deste sagrado poder é destrutivo para o sistema nervoso e para a saúde em geral. Em segundo lugar, as complicações emocionais perturbam o coração, que é o centro que rege os sentimentos. Jamais deves brincar com o coração de outra pessoa.



Traduzido por Érika Oliveira

Trecho do livro  "El Amante Cósmico", de Paramahansa Yogananda

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